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Dilema do ouriço

O dilema do ouriço, também conhecido como o dilema do porco-espinho é uma parábola escrita em 1851 por Arthur Schopenhauer na obra Parerga e Paralipomena.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Conteúdo

No livro de Schopenhauer é apresentada uma situação hipotética, onde, em um dia gélido, um grupo de ouriços que se encontravam próximos sentiram simultaneamente grande necessidade de aquecer-se. Para satisfazer sua necessidade, buscaram a proximidade corporal uns dos outros, para realizar a troca de calor corporal e se aquecerem. Porém, quanto mais se aproximavam, mais dor causavam ou recebiam por conta de seus espinhos e dos espinhos do ouriço vizinho. Com isto, se distanciavam uns dos outros, mas acabavam se deparando com o problema original, o frio. A alternativa para este problema, foi achar a distância certa para se aquecerem, não muito distante, devido ao fato de que o afastar-se era acompanhado da sensação de frio, mas não muito perto para não se machucarem com os espinhos. Viram-se obrigados a ir modificando a distância até que encontraram a melhor (a mais suportável) distância, de modo que não morressem de frio, mas conseguissem suportar os espinhos dos ouriços ao seu redor.

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Recepção

Sigmund Freud cita a parábola de Schopenhauer em uma nota de pé de página de seu ensaio Psicologia das Massas e a Análise do Eu: Consideremos o modo em que os seres humanos em geral se comportam afetivamente entre si. Segundo a famosa comparação de Schopenhauer sobre os ouriços que se congelavam, nenhum suporta uma aproximação demasiado íntima dos outros Luis Cernuda se refere a ela nas palavras iniciais de Donde habite el olvido: Como os ouriços, já sabeis, os homens um dia sentiram seu frio. E quiseram compartilhá-lo. Então inventaram o amor. O resultado foi, já sabeis, como nos ouriços.

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Fontes consultadas

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