Conde da Feira
O título de Conde da Feira foi uma importante honraria nobiliárquica em Portugal. Embora a carta de mercê original não esteja registrada, a primeira menção a D. Rodrigo Pereira como conde data de um alvará de D. Afonso V, em 16 de maio de 1481. Este documento é a referência mais antiga conhecida, e por isso, 1481 é usualmente considerado o ano de criação do condado. É interessante notar que, antes de 1481, o primeiro conde era conhecido pelo nome de Rui Pereira.
Pontos-chave
- O título de Conde da Feira foi uma nobreza portuguesa.
- A criação do condado é datada de 1481, com D. Rodrigo Pereira como primeiro titular.
- O primeiro conde, D. Rodrigo Pereira, era anteriormente conhecido como Rui Pereira.
- A linhagem dos condes remonta a figuras importantes da história portuguesa, como D. Nuno Álvares Pereira.
- As armas dos Condes da Feira são descritas com uma cruz florenciada de prata em campo vermelho.
O primeiro Conde da Feira era descendente de Rui Gonçalves Pereira, que era irmão bastardo de D. Gonçalo Pereira, Arcebispo de Braga, e tio do famoso Condestável D. Nuno Álvares Pereira. Seu filho, Álvaro Pereira, bisavô do primeiro conde, recebeu as terras de Santa Maria da Feira em 1385, tornando-se o primeiro senhor da Casa. Em 1467, Rui Pereira teve confirmadas as terras e o castelo de Santa Maria da Feira, que haviam pertencido a seu pai, Fernão Pereira. Em 1481, este Rui Pereira, já o 4º senhor das terras e 2º senhor do castelo, é mencionado como Conde. O quinto conde, apesar de não ter tido filhos homens, foi agraciado em 1608 com a permissão de ser retirado duas vezes da Lei Mental, devido aos seus serviços na Índia e em Portugal. Ele foi nomeado Vice-Rei da Índia no mesmo ano, mas faleceu durante a viagem, sendo sucedido por sua filha, a sexta condessa. O oitavo conde, por fim, faleceu sem deixar descendência legítima.
As Armas dos Pereira
As armas distintivas dos Pereira, Condes da Feira, eram compostas por um escudo vermelho com uma cruz florenciada de prata, vazia no centro. O timbre, que coroava o escudo, consistia em uma cruz vermelha florenciada e vazia, posicionada entre duas asas douradas. Essas insígnias são registradas em importantes documentos heráldicos como o Livro do Armeiro-Mor (fl 52v), o Livro da Nobreza e Perfeiçam das Armas (fl 10v) e o Thesouro de Nobreza (fl 27r). Elas também podem ser vistas na Sala de Sintra. Contudo, como observado por Braamcamp Freire, existem algumas variações nos esmaltes (cores) do timbre.


