Doca
Uma doca, porto seguro ou marina é a parte de um porto, rodeada de cais, na qual entram os navios para se abrigarem, efetuarem carregamento e/ou descarregamento, serem reparados, serem inspecionados, etc. As docas são bacias artificiais, de pequenas dimensões, construídas em desvios das linhas normais de navegação do porto (André, 1999, p. 751-753). Estas bacias podem estar em comunicação permanente ou temporária com as águas dos rios, mares ou lagos.
As cidades portuárias são uma marca na história mundial. São centros de comércio mundial e também comércio regional entre o litoral e o interior. Facilitam tanto a imigração como a emigração. São pontos de trânsito para propagação de doenças, assim como mercadorias e pessoas. São também marcadores de padrões de colonialismo e desenvolvimento. Algures depois de 2400 a.C., uma das maiores cidades portuárias da antiguidade floresceu perto de onde o rio Indo flui para o Oceano Índico, num sítio que actualmente se chama Lothal e pertence ao Paquistão, norte da Índia e ainda um pouco ao Afeganistão. Situada a uma distância de 80 km de Ahmedabad, a cidade de Lothal é uma das mais conhecidas cidades da antiga civilização do Vale do Indo. Lothal tem muitos bons acessos à cidade de Ahmedabad por via rodoviária e ferroviária. O início da tecnologia de construção naval remonta aos tempos Harrapeanos. Os Harrapeanos (ou civilização do Vale do Indo) construíram a primeira doca de maré do mundo para atracação e manutenção de navios na cidade portuária de Lothal. Os cientistas de Lothal foram os que iniciaram o estudo das estrelas e da navegação. Lothal em Gujarat é um dos principais sítios da arqueologia.
Originalmente as docas eram utilizadas com muitos propósitos: como docas secas, isoladas da água por diques ou outros meios, elas serviam como locais para construção e reparação de navios; enquanto docas de marés, abertas à água, elas proporcionavam um espaço onde os navios atracavam no seu curso normal de navegação e para transferência de carga. Esta última função foi posteriormente fornecida por um outro grupo de estruturas especialmente concebidas para o efeito e com diferentes designações como muro cais, diques e cais. O termo doca ainda é frequentemente usado, num sentido genérico, para indicar todas as instalações costeiras de ancoragem marítima, quer sejam reservatórios secos (docas secas) ou estruturas destinadas à ancoragem de navios. Docas usadas como estruturas para atracação de navios incluem muro cais, cais, diques e pontões flutuantes. Talvez a estrutura costeira mais antiga e comum, para navios, seja o muro cais. Este é simplesmente um muro ao longo da costa coberto por um pavimento ou plataforma, servindo tanto como uma área para transferência de carga e embarque e desembarque de passageiros.
A empresa foi criada em 1 de Janeiro de 1937 pelo chamado Grupo C.U.F. quando assumiu a concessão do Estaleiro de Reparações de Navios Rocha situada na margem norte do estuário do Tejo em Lisboa. Em Setembro de 1961, a empresa adoptou o nome Lisnave - Estaleiros Navais de Lisboa, quando a empresa se expandiu na margem sul do Tejo onde um novo estaleiro - Margueira, foi construído, com instalações para acolher os maiores navios em construção. Em 1973 foram construídos os Estaleiros Navais de Setúbal (Setenave), na Mitrena, em Setúbal para fazer face à crescente procura, tanto para a reparação naval como construção naval. Em meados de 1997 um plano de reestruturação foi implementado para atender a previsão de reparação naval e de conversão de necessidades para o século seguinte. Esta reestruturação foi concluída em finais de 2000, na sequência da grande modernização do actual parque e da construção de 3 docas secas adicionais com o tamanho Panamax.
A Seth - Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos é actualmente uma das principais empresas, em Portugal, de obras Marítimas e uma referência internacional a nível da Engenharia Costeira e Portuária. A empresa tem efectuado imensas construções, das quais algumas são:
Porto de Lisboa acolhe mais de 1100 embarcações nas suas quatro docas de recreio, todas elas localizadas na zona norte do rio Tejo – Doca de Alcântara, Doca de Belém, Doca do Bom Sucesso, Doca de Santo Amaro. As quatro docas beneficiam de vários serviços: posto de recepção, electricidade nos passadiços, recolha de lixos e óleos, sistemas de segurança, sistemas de comunicação, balneários e previsão do tempo. A doca de Belém possui ainda alagem mecânica, oficina e, a par com a doca do Bom Sucesso, pontão de abastecimento de combustível. Na zona envolvente das docas encontram-se diversos clubes náuticos. E pelo facto do porto estar perfeitamente integrado na cidade, os seus clientes beneficiam da conveniência de todos os serviços que uma grande metrópole oferece. A doca de Alcântara tem uma capacidade de 427 embarcações com mais de 6m de comprimento; e 15 embarcações inferiores a 6m. A doca beneficia de vários serviços: posto de recepção, electricidade nos passadiços, recolha de lixos e óleos, sistemas de segurança, sistemas de comunicação, balneários e previsão do tempo.
Este dispõe de um cais acostável de 900 metros de comprimento e 328 000 m² de terraplenos. A área de armazenagem coberta é constituída por oito armazéns, sendo dois deles destinados à recepção e armazenagem de cimento a granel, dispondo de uma unidade de ensacamento. A sua função é a movimentação de carga geral e granéis sólidos tendo como principais mercadorias movimentadas o cimento, cereais, pasta de papel, perfilados metálicos, aglomerados de madeira e argilas. É constituído ainda por um cais de serviços de 250 m destinado a embarcações de apoio. Este terminal é formado por um cais com 450 metros de comprimento, e 138 000 m² de terraplenos. O seu fundo está à cota de -12, 00 metros medido a partir do Zero hidrográfico (Z.H.). Tem as devidas infraestruturas, com áreas para parqueamento, embarque e desembarque. Este é um terminal especializado, o qual se destina exclusivamente ao tráfego de granéis líquidos. É formado por três ponte-cais. As instalações desta zona portuária são actualmente exploradas por diversas entidades privadas que se dedicam à movimentação e armazenagem de diversas mercadorias: cloreto de vinilo, combustíveis, anilinas, MDI, metanol e vinho.


