Pesquisa · Mapa mental

Doca

Uma doca, porto seguro ou marina é a parte de um porto, rodeada de cais, na qual entram os navios para se abrigarem, efetuarem carregamento e/ou descarregamento, serem reparados, serem inspecionados, etc. As docas são bacias artificiais, de pequenas dimensões, construídas em desvios das linhas normais de navegação do porto (André, 1999, p. 751-753). Estas bacias podem estar em comunicação permanente ou temporária com as águas dos rios, mares ou lagos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
01

História

As cidades portuárias são uma marca na história mundial. São centros de comércio mundial e também comércio regional entre o litoral e o interior. Facilitam tanto a imigração como a emigração. São pontos de trânsito para propagação de doenças, assim como mercadorias e pessoas. São também marcadores de padrões de colonialismo e desenvolvimento. Algures depois de 2400 a.C., uma das maiores cidades portuárias da antiguidade floresceu perto de onde o rio Indo flui para o Oceano Índico, num sítio que actualmente se chama Lothal e pertence ao Paquistão, norte da Índia e ainda um pouco ao Afeganistão. Situada a uma distância de 80 km de Ahmedabad, a cidade de Lothal é uma das mais conhecidas cidades da antiga civilização do Vale do Indo. Lothal tem muitos bons acessos à cidade de Ahmedabad por via rodoviária e ferroviária. O início da tecnologia de construção naval remonta aos tempos Harrapeanos. Os Harrapeanos (ou civilização do Vale do Indo) construíram a primeira doca de maré do mundo para atracação e manutenção de navios na cidade portuária de Lothal. Os cientistas de Lothal foram os que iniciaram o estudo das estrelas e da navegação. Lothal em Gujarat é um dos principais sítios da arqueologia.

02

Tipos de Docas

Originalmente as docas eram utilizadas com muitos propósitos: como docas secas, isoladas da água por diques ou outros meios, elas serviam como locais para construção e reparação de navios; enquanto docas de marés, abertas à água, elas proporcionavam um espaço onde os navios atracavam no seu curso normal de navegação e para transferência de carga. Esta última função foi posteriormente fornecida por um outro grupo de estruturas especialmente concebidas para o efeito e com diferentes designações como muro cais, diques e cais. O termo doca ainda é frequentemente usado, num sentido genérico, para indicar todas as instalações costeiras de ancoragem marítima, quer sejam reservatórios secos (docas secas) ou estruturas destinadas à ancoragem de navios. Docas usadas como estruturas para atracação de navios incluem muro cais, cais, diques e pontões flutuantes. Talvez a estrutura costeira mais antiga e comum, para navios, seja o muro cais. Este é simplesmente um muro ao longo da costa coberto por um pavimento ou plataforma, servindo tanto como uma área para transferência de carga e embarque e desembarque de passageiros.

03

Empresas

A empresa foi criada em 1 de Janeiro de 1937 pelo chamado Grupo C.U.F. quando assumiu a concessão do Estaleiro de Reparações de Navios Rocha situada na margem norte do estuário do Tejo em Lisboa. Em Setembro de 1961, a empresa adoptou o nome Lisnave - Estaleiros Navais de Lisboa, quando a empresa se expandiu na margem sul do Tejo onde um novo estaleiro - Margueira, foi construído, com instalações para acolher os maiores navios em construção. Em 1973 foram construídos os Estaleiros Navais de Setúbal (Setenave), na Mitrena, em Setúbal para fazer face à crescente procura, tanto para a reparação naval como construção naval. Em meados de 1997 um plano de reestruturação foi implementado para atender a previsão de reparação naval e de conversão de necessidades para o século seguinte. Esta reestruturação foi concluída em finais de 2000, na sequência da grande modernização do actual parque e da construção de 3 docas secas adicionais com o tamanho Panamax.

04

Algumas Construções

A Seth - Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos é actualmente uma das principais empresas, em Portugal, de obras Marítimas e uma referência internacional a nível da Engenharia Costeira e Portuária. A empresa tem efectuado imensas construções, das quais algumas são:

05

Porto de Lisboa

Porto de Lisboa acolhe mais de 1100 embarcações nas suas quatro docas de recreio, todas elas localizadas na zona norte do rio Tejo – Doca de Alcântara, Doca de Belém, Doca do Bom Sucesso, Doca de Santo Amaro. As quatro docas beneficiam de vários serviços: posto de recepção, electricidade nos passadiços, recolha de lixos e óleos, sistemas de segurança, sistemas de comunicação, balneários e previsão do tempo. A doca de Belém possui ainda alagem mecânica, oficina e, a par com a doca do Bom Sucesso, pontão de abastecimento de combustível. Na zona envolvente das docas encontram-se diversos clubes náuticos. E pelo facto do porto estar perfeitamente integrado na cidade, os seus clientes beneficiam da conveniência de todos os serviços que uma grande metrópole oferece. A doca de Alcântara tem uma capacidade de 427 embarcações com mais de 6m de comprimento; e 15 embarcações inferiores a 6m. A doca beneficia de vários serviços: posto de recepção, electricidade nos passadiços, recolha de lixos e óleos, sistemas de segurança, sistemas de comunicação, balneários e previsão do tempo.

06

Porto de Aveiro

Este dispõe de um cais acostável de 900 metros de comprimento e 328 000 m² de terraplenos. A área de armazenagem coberta é constituída por oito armazéns, sendo dois deles destinados à recepção e armazenagem de cimento a granel, dispondo de uma unidade de ensacamento. A sua função é a movimentação de carga geral e granéis sólidos tendo como principais mercadorias movimentadas o cimento, cereais, pasta de papel, perfilados metálicos, aglomerados de madeira e argilas. É constituído ainda por um cais de serviços de 250 m destinado a embarcações de apoio. Este terminal é formado por um cais com 450 metros de comprimento, e 138 000 m² de terraplenos. O seu fundo está à cota de -12, 00 metros medido a partir do Zero hidrográfico (Z.H.). Tem as devidas infraestruturas, com áreas para parqueamento, embarque e desembarque. Este é um terminal especializado, o qual se destina exclusivamente ao tráfego de granéis líquidos. É formado por três ponte-cais. As instalações desta zona portuária são actualmente exploradas por diversas entidades privadas que se dedicam à movimentação e armazenagem de diversas mercadorias: cloreto de vinilo, combustíveis, anilinas, MDI, metanol e vinho.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando