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EMI

A Electric and Musical Industries foi uma empresa multinacional britânica do ramo fonográfico com sede em Londres, Inglaterra. No momento da sua dissolução, em 2012, foi o quarto maior grupo de gravadoras da indústria musical e foi uma das quatro grandes majors fonográficas. Seus selos incluíam a EMI Records, Parlophone e Capitol Records. EMI Group também teve uma grande editora musical, a EMI Music Publishing - também com sede em Londres, com escritórios no mundo todo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

Electric and Musical Industries foi formada em março de 1931 pela fusão da Columbia Graphophone Company e da Gramophone Company, com seu selo "His Master Voice", empresas que têm uma história que remonta às origens das gravações sonoras. A nova empresa produziu gravações musicais, bem como equipamentos de gravação e reprodução. No início de sua vida, a Gramophone Company estabeleceu operações subsidiárias em vários outros países da Comunidade Britânica, incluindo a Índia, Austrália e Nova Zelândia. As subsidiárias da Austrália e Nova Zelândia dominaram as indústrias de música popular nesses países a partir dos anos 1920 até os anos 1960, quando outros rótulos de propriedade local (como Festival Records) começaram a desafiar o monopólio da EMI. Mais de 150 mil gravações de 78 rotações de todo o mundo são mantidas nos arquivos da EMI, com temperatura controlada em Hayes, alguns dos quais foram lançados em CD desde 2008 pela Honest Jon's Records.

Cisão da Thorn e consequências

Devido à divergência crescente de modelos de negócio, os acionistas da Thorn EMI votaram a favor da proposta de cisão em 16 de agosto de 1996. A empresa de mídia resultante é agora conhecido como EMI Group PLC. Desde 1930, o selo Baak Doi com sede em Xangai estava sob a bandeira da EMI e, desde então, a EMI tinha sido também o selo dominante no mercado de cantopop em Hong Kong até o declínio do gênero em meados de 1980. Entre os anos 2004-2006, a EMI, em seguida, desfez-se totalmente do mercado de c-pop, e depois disso, todos os artistas da música de Hong Kong previamente associados com a EMI para a gravadora Gold Label, uma empresa não-afiliada com a EMI e na qual a EMI não detém qualquer interesse.

Aquisição pela Terra Firma

A EMI foi adquirida pelo fundo de investimentos Terra Firma em uma oferta de 3,6 bilhões de euros (aproximadamente US$ 4,8 bilhões). Após a aquisição, vários artistas abandonaram a gravadora, incluindo Radiohead, Paul McCartney e The Rolling Stones. Os Rolling Stones assinaram um contrato de longo prazo com a Universal Music para a realização de novo material e distribuição de seu catálogo a partir do álbum Sticky Fingers. A cantora Joss Stone também teve problemas com a gravadora e ofereceu 1,2 milhão de libras para ter seu contrato rescindido. O corte de gastos feito pela Terra Firma foi apontado como foco do atrito. Na mesma época, Guy Hands, CEO da Terra Firma, anunciou planos de demitir 2 mil funcionários e reduzir custos em 200 milhões de libras esterlinas.

Controle pelo Citigroup e venda

Em 1 de fevereiro de 2011, o Citigroup assumiu o controle da EMI, depois que a Terra Firma, não cumpriu com os termos do financiamento para a aquisição da gravadora. Logo após, a dívida da empresa foi reduzida em 65%, para 1,2 bilhão de libras. Em 11 de novembro de 2011, foi anunciado que a EMI estaria vendendo sua gravadora para o Universal Music Group por US$ 1,9 bilhão e a sua editora para a Sony/ATV Music Publishing por US$ 2,2 bilhões. A Warner Music Group e a BMG eram algumas das outras empresas interessadas em adquirir as divisões da EMI. Em março de 2012, a União Europeia iniciou uma investigação sobre a aquisição da unidade de música gravada da EMI pela Universal Music. A Comissão Europeia estava preocupada com a participação de mercado da empresa após a compra, que seria quase o dobro de seu concorrente mais próximo na Europa.

Volta da EMI (2020 - presente)

Em 2020 seu braço musical foi relançado, sendo distribuído pela Universal. O retorno da EMI busca primeiramente substituir a Virgin Records. A presidente da editora fonográfica é Rebecca Allen, que já atua no grupo há mais de 20 anos. No mesmo ano a marca iniciou um novo capítulo, abrindo caminho para uma nova geração de pioneiros culturais, incluindo Bree Runway, Greentea Peng, SG Lewis, Lancey Foux e Amber Mark.

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EMI x João Gilberto

Em 1987, a EMI, detentora do acervo da antiga gravadora Odeon, lançou, sem autorização de João Gilberto, uma coletânea (um LP duplo e um CD simples) que reunia os três primeiros LPs de João ("Chega de Saudade", "O Amor, o Sorriso e a Flor", "João Gilberto") e o compacto "João Gilberto cantando as músicas do filme Orfeu do Carnaval", conhecido também como em um único álbum, batizado de "O Mito" no Brasil e de "The Legendary João Gilberto". Além da falta de autorização, a EMI, segundo João, adulterou a sonoridade das gravações e alterou a ordem das faixas. Em 1992, João Gilberto entrou com uma ação por danos morais e materiais contra a multinacional britânica, alegando "fim da sequência harmônica" das faixas e defeitos na remasterização. Desde então, seus primeiros discos, considerados de importância impar para a história da música popular brasileira, não se encontram mais nas prateleiras das lojas.

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Fontes consultadas

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