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Endotélio

O endotélio é a camada fina de tecido epitelial que reveste a parede interna de todos os vasos sanguíneos, desde o coração até os capilares, assim como dos vasos linfáticos. O tecido endotelial, que antes era apenas considerado uma simples barreira biológica, atualmente é reconhecido por desempenhar múltiplas funções, como a troca capilar, secreção de substâncias e regulação da pressão arterial. Por sua complexidade, alguns biólogos consideram o endotélio um sistema fisiológico separado

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/10/2026
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Classificação

As células epiteliais que formam o endotélio têm origem embrionária mesodérmica e também ectodérmica, especificamente do neuroectoderma. Vasos pequenos constituídos de endotélio e lâmina basal dão origem aos vasos sanguíneos e linfáticos, com a adição mais tarde de tecido conectivo e músculo liso por influência de sinais das próprias células endoteliais. As células endoteliais são originadas em locais específicos no embrião inicial a partir de células precursoras que também dão origem a células do sangue. A partir desses locais, as células endoteliais embrionárias iniciais migram, proliferam e se diferenciam para formar os primeiros rudimentos de vasos sanguíneos. O crescimento e a ramificação subsequente dos vasos por todo o corpo ocorrem, principalmente, por proliferação e movimento das células endoteliais desses primeiros vasos, em um processo chamado de angiogênese. No fim da segunda semana, a nutrição do embrião é obtida do sangue materno, por difusão através do celoma extra-embrionário e do saco vitelino. No início da terceira semana, iniciam-se a vasculogênese e a angiogênese, ou formação de vasos sangüíneos, no mesoderma extra-embrionário do saco vitelino, do pedículo do embrião e do córion. Os vasos sangüíneos do embrião começam a se desenvolver cerca de dois dias mais tarde. A formação inicial do sistema cardiovascular está correlacionada com a necessidade urgente dos vasos sangüíneos de trazer oxigênio e nutrientes para o embrião a partir da circulação materna, através da placenta.

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Fisiologia

O endotélio sintetiza e secreta diversas substâncias vasodilatadoras e vasoconstritoras. Acerca dessas moléculas, estão em destaque os papéis do óxido nítrico e da endotelina. O óxido nítrico (NO) é o mais importante vasodilatador secretado pelas células endoteliais. Ele é um gás liberado por células endoteliais saudáveis, em resposta a estímulos, com duração de ação fora da célula endotelial de 6 segundos, agindo como um sinalizador parácrino, isto é, com efeito nos tecidos locais onde é liberado. A síntese do óxido nítrico ocorre pela ação das enzimas óxido nítrico-sintetases do endotélio, que geram NO a partir de arginina e oxigênio ou pela redução de nitratos. O NO atua nas células da musculatura lisa vascular ativando guanilato-ciclases que convertem GTPc em GMPc, o aumento da concentração de GMPc ativa proteinocinases com ações intensas que causam dilatação dos vasos sanguíneos. O estímulo de secreção do NO é o próprio fluxo sanguíneo pelas artérias e arteríolas, que provoca estresse por cisalhamento das células endoteliais, devido à viscosidade do sangue contra as paredes vasculares. Esse cisalhamento distorce as células endoteliais na direção do fluxo, promovendo a liberação de óxido nítrico que dilata principalmente artérias e arteríolas.

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Fisiopatologias

As doenças cardiovasculares consistem de toda patologia que altera a capacidade do músculo cardíaco, vasos sanguíneos, artérias ou veias. A existência prolongada de valores elevados da tensão arterial conduz a alterações nas paredes dos vasos sanguíneos, que interferem no fluxo de sangue e resultam em dor. Além disso, um importante fator de risco de doenças cardiovasculares é a hipertensão visto que, ocorre uma força de compressão sanguínea muito alta contra as artérias, o que dificulta a circulação. A doença arterial coronariana, por exemplo, caracteriza-se pela insuficiência de irrigação sanguínea no coração, geralmente ocasionada por uma obstrução das artérias coronárias, gerando uma isquemia. A isquemia miocárdica ocorre durante um episódio de angina, um estado em que a irrigação do músculo cardíaco não é suficiente para suprir suas necessidades para a intensidade de trabalho que realiza.

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Fontes consultadas

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