Ereção
Uma ereção é um fenômeno fisiológico no qual os seios, clitóris ou pênis se tornam firmes, ingurgitados e nesse último maior. A ereção é resultante de uma interação complexa de fatores psicológicos, neurais, vasculares e endócrinos e é frequentemente associada à excitação ou atração sexual, geralmente para se ter uma relação sexual.
O termo ereção (AFI: erɛˈsɐ̃w̃; antes do Acordo Ortográfico de 1990: erecção) vem do latim erectiōne, substantivo feminino que significa "ação de levantar". Clinicamente, o estado e processo de ereção são descritos como "tumescência". O termo para diminuir ou cessar uma ereção é "detumescência". Existem várias gírias, eufemismos e sinônimos para a palavra em português e em outros idiomas.
Masculina
Na presença de estimulação mecânica, a ereção peniana é iniciada pela divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo, com o mínimo de informações do sistema nervoso central. Ramos parassimpáticos se estendem do plexo sacral para as artérias que suprem o tecido erétil; após a estimulação, esses ramos nervosos liberam acetilcolina, que, por sua vez, causa a liberação de óxido nítrico das células endoteliais nas artérias trabeculares. O óxido nítrico difunde-se para o músculo liso, atuando como um agente vasodilatador. As artérias dilatam, enchendo o corpo esponjoso e o corpo cavernoso com sangue. O corpo esponjoso é uma estrutura tubular localizada logo abaixo do corpo cavernoso, que contém a uretra, através da qual a urina e o sêmen passam durante a micção e a ejaculação, respectivamente. Os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso também comprimem as veias dos corpos cavernosos, limitando a drenagem venosa do sangue. Geralmente, o prepúcio se retrai automática e gradualmente, expondo a glande, embora alguns homens possam ter que retrai-la manualmente.
Feminina
A ereção do clitóris ocorre quando os corpos cavernosos, duas estruturas eréteis expansíveis, ficam ingurgitadas de sangue. Isso pode resultar de qualquer um dos vários estímulos fisiológicos, incluindo a excitação sexual. Durante a excitação, o fluxo sanguíneo arterial para o clitóris aumenta e o músculo liso relaxa, permitindo que os tecidos eréteis absorva o sangue. Os tecidos eréteis são compostos por espaços vasculares revestidos com endotélio. Os músculos isquiocavernoso e bulbocavernoso se contraem para comprimir a veia dorsal do clitóris e interrompem a drenagem, aprisionando o sangue. Esse processo se estende a túnica albugínea. Como resultado, o clitóris se torna tumescente para acomodar o aumento da pressão intracavernosa.
A ereção é um indicador comum de excitação sexual e é necessária para que um homem efetue a penetração e a relação sexual. As ereções são comuns em crianças e bebês e até ocorrem antes do nascimento. Após atingir a puberdade, elas ocorrem com muito mais frequência. Geralmente, o tamanho do pênis ereto é fixo ao longo da vida pós-pubescente. Seu tamanho pode ser aumentado por cirurgia, embora o aumento peniano seja controverso e a maioria dos homens "não esteja satisfeita" com os resultados, de acordo com um estudo. Em relação ao tamanho do pênis, um estudo com 15 521 homens, onde os sujeitos foram medidos por profissionais de saúde, concluiu que o comprimento médio quando ereto é de 13,12 cm (5,17 polegadas), enquanto a circunferência média é de 11,66 cm (4,59 polegadas). É comum o pênis apresentar uma curvatura, dependendo da tensão do ligamento suspensor que o mantém em posição. Essa curvatura também pode ser causado pela doença de Peyronie, que proporciona dor durante a ereção. Os tratamentos incluem medicação oral (como colchicina) ou cirurgia, que geralmente é reservada como último recurso.
Imagem: John Albert · BY · Openverse
A disfunção erétil (antes conhecida como "impotência") é uma disfunção sexual caracterizada pela incapacidade de desenvolver e/ou manter uma ereção. Isso acontece devido a falta de liberação de óxido nítrico (NO) pelo endotélio vascular dos ramos da artéria perineal, um ramo da artéria pudenda interna. O estudo da disfunção erétil na medicina é conhecido como andrologia, um subcampo na urologia. A disfunção erétil pode ocorrer devido a razões fisiológicas ou psicológicas, a maioria das quais é passível de tratamento. Os motivos fisiológicos comuns incluem diabetes, insuficiência renal, alcoolismo, esclerose múltipla e aterosclerose, no entanto 70% dos casos são resultantes de doenças mentais. Alguns medicamentos usados para tratar outras condições, como lítio e paroxetina, podem causar disfunção erétil. A disfunção erétil, intimamente ligada às noções culturais de masculinidade, pode ter consequências psicológicas. Existe uma forte cultura de silêncio e incapacidade de discutir o assunto. Cerca de um em cada dez homens experimenta problemas recorrentes de impotência em algum momento de suas vidas. Há também o priapismo, uma condição oposta, na qual o pênis não retorna ao seu estado flácido. Ereções com duração superior a quatro horas é uma emergência médica.
Imagem: Adryan Sheldon · BY-SA · Openverse
Diferentemente da relação sexual humana, onde o pênis fica ereto antes, a cópula canina inicia sem ereção. No momento da penetração, o pênis do cachorro não fica ereto, e só é capaz de penetrar na fêmea porque possui um osso estreito chamado báculo, uma característica da maioria dos placentários. Depois que o macho alcança a penetração, frequentemente ele segura a fêmea e realiza a movimentação, e é nesse período que o pênis se expande. O pênis de um elefante é em forma de "S" quando totalmente ereto e possui um comprimento de 100 cm. Já nos touros, dada a pequena quantidade de tecido erétil, há pouco aumento após a ereção. No entanto, o pênis dos Bos taurus é bastante rígido quando flácido e fica ainda mais durante a ereção. O órgão sexual de uma fossa alcança entre as pernas dianteiras quando ereto e do Oxyura vittata pode atingir o mesmo comprimento do animal. O pênis dos pássaros possui estrutura diferente de outros mamíferos, sendo erigido por linfa e tendo a expansão da parede cloacal.


