Espermatozoide
Espermatozoide é a célula reprodutiva masculina de todos os animais que se reproduzem a partir de reprodução sexuada.
Imagem: Walimai.photo · BY-NC-ND · Openverse
No ser humano, bem como em todos mamíferos, existem dois tipos de espermatozoides normais. Um deles portador do cromossomo X (responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro portador do cromossomo Y (responsável pela formação de um ser do sexo masculino). Em algumas espécies, nem todos os espermatozoides podem fecundar a célula reprodutora feminina (dependendo da espécie, numas o óvulo, noutras o oócito II). A cada ejaculação, vão à frente espermatozoides que possuem certa capacidade de fagocitose, capazes de furar a parede da célula reprodutora feminina. Outros obstroem os canais de muco, dificultando a passagem de outros espermatozoides. Assim, se uma fêmea tiver copulado com dois parceiros, as chances de fecundação por um gâmeta do primeiro é substancialmente maior.
Fatores hormonais da espermatogênese em humanos
Testosterona: é secretada pelas células de Leydig, é essencial ao crescimento e a divisão das células germinativas na formação dos espermatozoides. Hormônio luteinizante: estimula a célula de Leydig. Hormônio folículo-estimulante: estimula as células de Sertoli. Estrogênios: são formados a partir da testosterona pelas células de Sertoli. Fica disponível para o amadurecimento do espermatozoide. Hormônio do crescimento: é necessário para controlar as funções metabólicas de fundo dos testículos. Promove a divisão inicial das próprias espermatogônias.
Defeitos
Existem dois tipos de espermatozoides designados como anormais, os que apresentam problemas cromossômicos e os que apresentam problemas morfológicos. Nos seres humanos por exemplo, durante a meiose das células, alguns erros podem acontecer e assim algumas células germinativas poderão ter 24 cromossomas ou 22 cromossomas, acontecendo uma anomalia cromossômica. Os raios X, as reações alérgicas intensas e certos agentes antiespermatogênicos são os principais responsáveis por alterações morfológicas patogênicas, porém se a percentagem dos espermatozoides alterados por menor do que 10%, a anormalidade não influenciará na fertilidade, pois os espermatozoides com anormalidades morfológicas são incapazes de fecundar a célula reprodutora feminina.
Imagem: Jacqueline Sanches · BY · Openverse
O objetivo dos espermatozoides é encontrar uma célula reprodutora feminina, que numas espécies será o ovócito II (como no caso dos seres humanos e maioria dos mamíferos) e noutras será o óvulo. O esperma começa a corrida para o óvulo quando detecta mudanças no ambiente através de uma série de canais de cálcio nas suas caudas. O complexo do canal de cálcio alinhado na cauda de um espermatozóide, chamado CatSper, é evolutivamente conservado em muitas espécies e consiste em múltiplas subunidades. A EFCAB9 é a molécula chave que coordena a abertura e o fechamento desses canais, um processo que ativa o espermatozóide e ajuda a guiá-lo até o óvulo. No seu percurso até o óvulo, o espermatozoide tem de enfrentar diversas barreiras biológicas. A primeira delas é o baixo pH vaginal, que acaba por acarretar a morte de diversos espermatozoides; outro obstáculo se encontra no cérvix da mulher, onde se encontram as glândulas mucosas, que liberam um muco que impede a passagem de vários espermatozoides. Mesmo com todos esses obstáculos, ainda é grande o número de espermatozoides que podem entrar no útero e dirigirem-se para as trompas.


