Espionagem
A espionagem foi praticada e pensada desde a antiguidade. Segundo Sun Tzu, em A Arte da Guerra, é um ato só permitido entre beligerantes, nações, grupos guerrilheiros em guerra e/ou guerrilha. Ela tem sido parte do que normalmente chamamos de Inteligência, e consiste na prática de obter informações de caráter sigiloso relativas a governos ou organizações, sem a autorização desses, para obter certa vantagem militar, política, econômica, científica, tecnológica e/ou social.
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A palavra "espionagem" vem da palavra francesa espionner, que significa "espionar", e do italiano clássico spione. A palavra spy é originária de várias palavras antigas significando "olhar e observar", como no latim specere ou no anglo-normando espier. Segundo Pacheco, Tal atividade é encontrada desde a antiguidade. Os assírios mantinham de Polícia Secreta chamada de “Olho do Rei”, homens que viajavam sob disfarce fazendo amizades, estabelecendo contatos e se misturando à população. Os persas não apenas aprenderam este método como o copiaram. Os romanos, por sua vez, estabeleceram quatro categorias de informantes: procursatores – batedores que iam adiante das tropas – exploratores – batedores de longo alcance, que penetravam além das linhas inimigas – speculatores – espiões localizados em território hostil – e os índices – informantes e confidentes cooptados entre os inimigos. No Extremo Oriente o ato de “espiar” – ou seja, observar sem ser notado – pensado no clássico Arte da Guerra. Ali, Sun Tzu teria ensinado: “Se um soberano iluminado e seu comandante obtêm a vitória sempre que entram em combate e alcançam feitos extraordinários, é porque eles detêm o conhecimento prévio e podem antever o desenrolar de uma guerra”. Seguindo em seu raciocínio, Sun Tzu estabelece cinco tipos de informantes, “(…) pessoas que, claramente, conhecem as situações do inimigo” as quais. um general deveria aprender a mobilizar: os Nativos, que vivem no território inimigo; os Internos, que servem na burocracia ou exército inimigo; os Duplos, que são espiões do inimigo que aceitem trabalhar para nós; os Dispensáveis, espiões para os quais se dará informações falsas a fim de permitir que seja pego pelo inimigo, e os Sobreviventes, que são pessoas capazes de penetrar e retornar continuamente no território inimigo.
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Muitos serviço de inteligência de Estado usam a palavra "espionagem" no seu nome ou para descrever sua atividade de coleta de informações ou inteligência, embora todos declarem fazer contraespionagem. Muitas nações espionam rotineiramente seus inimigos, mas também seus aliados, embora sempre o neguem. A duplicidade que envolve a utilização do termo espionagem deve-se ao facto de essa atividade ser frequentemente ditada por objectivos secretos e interesses inconfessáveis publicamente, enquanto que nos rivais ou inimigos ela é sempre denunciada e condenada. Há incidentes envolvendo espionagem bem documentados ao longo de toda a História. A Arte da Guerra, escrito por Sun Tzu contém informações sobre técnicas de dissimulação e subversão. Os antigos egípcios possuíam um sistema completamente desenvolvido para a aquisição de informações, e os hebreus também o usaram. Mais recentemente, a espionagem teve participação significativa na história da Inglaterra no período elizabetano. No entanto, o primeiro serviço secreto oficial foi organizado sob ordens do rei Luís XIV de França.
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Exemplo de espionagem industrial pelo Estado é o caso das operações da Agência de Segurança Nacional (NSA) para estabelecer parcerias com Empresas que contribuam para facilitar as interceptações de dados, como parte da execução dos seus programas de vigilância global através da vigilância de computadores e redes. Acordos são feitos pelo departamento da NSA chamado Operações de Fonte Especial (SSO). Através destas parcerias, vários países são alvos para a espionagem pela NSA. Em 29 de março de 2014, o jornal Der Spiegel publicou documentos que mostram que como parte do programa de vigilância global a NSA, mesmo os sistemas de satélite da Alemanha, se tornaram alvo de espionagem feita pelo Government Communications Headquarters (CGHQ), membro do conhecido grupo chamado Tratado de Segurança UK-USA ou Five Eyes ("Cinco Olhos", em português).
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Ao mesmo tempo em que a expansão da rede representa avanço na rapidez e disponibilidade das comunicações, também resulta em vulnerabilidades. As novas condições propiciadas pelo “mundo em rede” expõem informações sensíveis – privadas e públicas – a operações de espionagem cibernética conduzidas tanto por empresas concorrentes quanto por governos estrangeiros. Operações cibernéticas realizadas por governos ou empresas estrangeiras contra interesses de um estado buscam não apenas acessar dados existentes em sistemas e bancos de dados públicos e privados nacionais. Também almejam impedir o adequado funcionamento da infraestrutura de comunicação nacional ou, até mesmo, adulterar e destruir ativos de informação do país, o que constitui sabotagem.
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Aparentemente sinônimos, a espionagem econômica difere da espionagem industrial pelo fato de a primeira ser promovida por um estado estrangeiro, enquanto a segunda e realizada por empresas concorrentes, nacionais ou estrangeiras. A espionagem econômica é a espionagem industrial promovida por um estado. Alguns países mantêm como política de Estado a promoção de sua indústria valendo-se de todos os meios, legais ou ilegais, éticos ou antiéticos, ou seja, se valem tanto da espionagem quanto da Inteligência Competitiva para ganhar vantagem competitiva. Outros estados simplesmente combinam sua intenção de aperfeiçoamento industrial com a necessidade dos detentores de tecnologia por matérias-primas, mão de obra e mercado consumidor. (Exemplo: A China permitiu que fossem instaladas fábricas de produtos tecnológicos de todo o planeta mediante fortes incentivos fiscais, de exportação e mão de obra barata para, sistematicamente, se apropriar de tecnologias eletroeletrônicas e produzir produtos similares a preços muito mais competitivos).


