Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira
O Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, mais conhecido como Estádio Olímpico, é um estádio de futebol, localizado no centro da cidade de Goiânia, Goiás, Brasil. Foi inaugurado em 1941 em um terreno doado pelo Goiânia Esporte Clube.
Antigo estádio
As obras do estádio começaram em 9 de fevereiro de 1940 e foram concluídas um ano depois, sendo inaugurado em 3 de setembro de 1941 durante uma vitória por 2 a 0 pelo Goiânia sobre o América Mineiro, tendo como o primeiro gol feito na história do estádio pelo jogador goianiense Ari. O Estádio Olímpico de Goiânia foi o primeiro estádio goianiense com capacidade para dez mil torcedores e já realizou vários jogos importantes, sendo seu principal mandante o Goiânia Esporte Clube. O nome é uma homenagem ao fundador da capital, Pedro Ludovico Teixeira, torcedor histórico do Goiânia e seu grande apoiador, por lhe dar apoio material e financeiro. Em 21 de março de 1965, ocorreu no Estádio Olímpico, o tradicional clássico Come-Fogo, inclusive, um dos maiores do Interior do Brasil, entre o Comercial e o Botafogo, ambos de Ribeirão Preto, a partida amistosa foi pelo Quadrangular da Cidade de Goiânia e terminou empatada em 1 a 1. Mesmo com a construção do Estádio Serra Dourada, em 1975, o Olímpico continuou sendo utilizado pelos clubes da capital.
Falha no projeto, abandono e batalha na Justiça
O imbróglio judicial que se arrastou após a demolição do Olímpico está ligado justamente a estes dois módulos. Inicialmente, o estado lançou licitação única para as duas obras com orçamento previsto de R$ 40 milhões. Entretanto, durante a reforma houve divergência entre o governo e a Eletroenge, empresa licitada. Em 2009, a reforma foi paralisada. O governo alegou que o saldo contratual seria gasto sem que estádio e laboratório estivessem prontos. Em julho de 2011, a liminar que garantia à empreiteira o direito de continuar a obra caiu, abrindo espaço para duas novas licitações: uma para o Estádio Olímpico e uma para o Laboratório de Capacitação e Pesquisa. Jayme Rincón admite que o projeto inicial de 2002 fornecido pela própria Agetop já estava “defasado”. O Olímpico sequer receberia partidas de futebol. O novo projeto ganhou, entre outros itens, mais vestiários e cabines de imprensa. O valor mais que dobrou.
Retomada das obras
Em 2013, com dificuldades para receber recursos federais para retomar as obras do Centro de Excelência, o governo de Goiás assumiu a reforma e convocou nova licitação para o Estádio Olímpico. A convocação foi feita no dia 24 de julho com orçamento previsto de R$ 43,5 milhões. A construtora Porto Belo venceu a licitação para o Estádio Olímpico, e a construtora Milão assumiu o Laboratório de Capacitação. Desde então, houve apenas uma paralisação entre setembro de dezembro de 2015. Segundo o governo, ela ocorreu devido ao atraso no repasse do financiamento feito junto ao Banco do Brasil. Em 2014, o valor firmado no ano anterior mais que dobrou depois de um aditivo contratual. A obra do novo Estádio Olímpico passou de R$ 39 milhões para quase R$ 95 milhões. No entanto, o custo ainda é maior levando em consideração o que foi feito e descartado antes da briga judicial.
Reinauguração e novo estádio
Dez anos após ter sido demolido, o Estádio Olímpico de Goiânia foi reinaugurado em 8 de agosto de 2016 com partida festiva entre seleção goiana e Seleção Brasileira de Masters, também com presença de alguns artistas. O jogo foi à noite, contou com dois tempos de 35 minutos e terminou com empate por 0 a 0. Pela manhã, houve solenidade com autoridades locais. Reformado como um dos quatro módulos do Centro de Excelência do Esporte, anunciado em 1999. Antes de a bola rolar houve homenagem para ex-cronistas, ex-jogadores e ex-árbitros. Em campo, nomes famosos como Túlio Maravilha, Júnior Baiano, Viola, Amaral e Mauro Galvão reforçaram a seleção brasileira. No lado goiano estavam Fabão, Alex Dias, Alberto Santos, Josué, além do cantor Marrone e outros jogadores famosos no estado.
Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019
Em junho de 2019, o estádio é definido como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019 a ser disputada entre 22 de outubro e 17 de novembro.
Copa América de 2021
Com as desistências de Colômbia (por conflitos sociais) e Argentina (pela pandemia) em sediarem a Copa América de 2021, a Conmebol transferiu o torneio para o Brasil a menos de 15 dias de seu início. O Estádio Olímpico foi escolhido para sediar o maior número de partidas, com oito jogos no total. Todas as partidas da Copa América foram realizadas sem público.


