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Federação Nacional dos Jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) é uma entidade brasileira criada em 20 de setembro de 1946 para representar a categoria dos jornalistas no país. A FENAJ conta com mais de 40 mil profissionais associados em seus 27 sindicatos estaduais e 4 municipais. Para a gestão 2025-2028, a entidade é presidida por Samira de Castro (CE) e tem como primeiro vice-presidente Moacy Neves (BA).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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História

Imagem: Ana Paula Arcanjo · CC0 · Openverse

1969–1999

Em 1969, com a regulamentação profissional dos jornalistas, previsto no AI-5, a ditadura, com a intenção de atrelar a categoria ao regime, acabou acatando uma exigência antiga em vários congressos da FENAJ. Durante a Assembleia Nacional Constituinte, no processo de redemocratização do país, a FENAJ coordenou a Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação formada para garantir dispositivos legais que perpetuassem estímulos à democratização da informação. A Assembleia, entretanto, sofreu constantes pressões do lobby dos oligopólios da comunicação – a chamada "bancada da mídia". Uma das poucas vitórias da FENAJ no enfrentamento dos grandes grupos de mídia na Constituição de 1988 foi o Conselho de Comunicação Social (CCS), órgão auxiliar do Congresso composto por representações dos trabalhadores, empresários de comunicação e da sociedade civil, que levou mais de uma década para ser efetivamente implementado.

2000–presente

Em 2009 a FENAJ fez campanha pela manutenção da regulamentação profissional dos jornalistas junto ao Ministério do Trabalho. A medida acabou revogada pelo Supremo Tribunal Federal, mas a FENAJ recebeu o apoio, entre outros, do atual Ministro das Comunicações Hélio Costa e do anterior, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), além do senador João Pedro (PT-AM) e da OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Dentre os opositores da FENAJ nesta campanha estão as Organizações Globo e a Associação Nacional de Jornais (ANJ). Em novembro de 2019, a FENAJ divulgou que o presidente Jair Bolsonaro já acumulava 99 ataques à imprensa do Brasil (ver Controvérsias envolvendo Jair Bolsonaro).

Violência contra Jornalistas

Desde 1998, a FENAJ publicada anualmente o "Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil". A partir de dados coletados pela Federação e seus Sindicatos filiados, compila denúncias encaminhadas às entidades e notícias veiculadas das agressões. O documento agrupa tipos de violência bem como situações que envolvam gênero, região do país e o tipo de veículo de imprensa impactado. O relatório de 2024 traz 144 registros, menor número em seis anos, o que foi atribuído aos ataques ocorridos durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro. Neste levantamento, não foi mapeada nenhuma morte de jornalista no exercício da profissão.

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Fontes consultadas

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