Pesquisa · Mapa mental

Goiás

Goiás é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Situa-se na Região Centro-Oeste do país, no Planalto Central brasileiro. O seu território é de 340 242,859 km², sendo delimitado pelos estados de Mato Grosso do Sul a sudoeste, Mato Grosso a oeste, Tocantins a norte, Bahia a nordeste, Minas Gerais a leste, sudeste e sul e pelo Distrito Federal a leste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
01

Etimologia

A origem do topônimo Goiás (anteriormente, Goyaz) é incerta e necessita de pesquisas mais aprofundadas. Usualmente, afirma-se que o termo viria da suposta tribo dos índios Goiases que teria habitado a região próxima a Cidade de Goiás e se extinguido rapidamente. Entretanto, não há qualquer vestígio físico ou imaterial da existência real de tal tribo. Há apenas relatos distantes, esparsos e divergentes que apontam que haveria um mito entre os indígenas e caboclos vicentinos, principais integrantes das bandeiras que iniciaram a ocupação de Goiás no século XVIII, dizendo que haveria no interior do continente um povo chamado “Goyá” ou “Guaiana” que possuía cerâmica e agricultura bem desenvolvidas e seriam parentes da Nação Tupi. Daí o termo “Guaiá”, forma composta de “Gua” e “iá”, que em Tupi significa, entre outras possibilidades, "indivíduo igual", "pessoas de mesma origem". Isto nos leva a supor que quando as bandeiras encontraram ouro na Serra Dourada, próximo à atual cidade de Goiás, o nome mítico "Guaiá" teria sido empregado para denominar a área pelos indígenas paulistas, que também pertenciam ao grupo Tupi. Como os únicos integrantes dos Tupis na região eram os Avá-Canoeiros, podemos concluir que eles tiveram na realidade contato com esta tribo. Outra conclusão possível e que seriam Kaiapós.

02

História

Pré-história e povos indígenas

Os vestígios mais antigos de presença humana no território goiano são datados de 11 mil anos atrás, como os fortes indícios de ocupação pré-histórica nos municípios de Uruaçu e Niquelândia que, juntos, abrigam abundante material lítico do chamado "homem Paranaíba", tido como o representante humano de Goiás. Contemporâneos a essa sociedade, foram encontrados vestígios em Serranópolis, Caiapônia e na bacia do rio Paranã, em abrigos rochosos de arenito e quartzito e em grutas de maciços calcários. Por volta de dois mil anos atrás, quando o clima e a vegetação da região provavelmente eram bastante similares às condições atuais, o território de Goiás foi ocupado por tradições ceramistas, sendo a mais antiga a tradição Una, que habitavam abrigos e grutas naturais e tinham sua alimentação baseada em vegetais, cultivando milho, cabaça, amendoim, abóbora e algodão. Os Aratus, que chegaram posteriormente, habitavam grandes agrupamentos, situados em ambientes abertos, principalmente em matas próximas a rios ou riachos, sendo os primeiros aldeões conhecidos na região, e, assim como os Una, cultivavam milho, feijão e algodão. A tradição Uru, que habitava o rio Araguaia e seus afluentes, chegou à região no século XII. Pouco tempo depois, chegaram os povos tupis.

Período colonial

O território que viria a ser Goiás começou a ser desbravado no início do século XVII pelos bandeirantes paulistas, à procura de metais preciosos e captura de indígenas para trabalhar como escravos na agricultura e minas, sendo as expedições pioneiras a alcançar essa região as de Belchior Dias Carneiro (1607) e Antônio Pedroso de Alvarenga (1615). Além destes exploradores, outras expedições saíam do Pará, nas chamadas "descidas", com vistas à catequese e ao aldeamento dos indígenas da região. Todas essas expedições tinham como rota o território do atual estado, mas não se dava a criação de vilas permanentes e nem a manutenção de um notável número de população na região.

Fim do ciclo do ouro e Império

Com o esgotamento das jazidas de ouro na Capitania de Goiás, no final do século XVIII, esta passou por um processo de ruralização e sua economia passou a ser baseada na agricultura de subsistência. Essa situação trouxe sérios problemas financeiros, já que não havia mais um produto básico que fosse lucrativo. Os portugueses tentaram de várias formas reverter esse quadro, incentivando e promovendo a agricultura na região, mas tais ações não tiveram o efeito desejado, pois os agricultores tinham medo de pagar taxas e, além disso, outros fatores também contribuíram para o fracasso da iniciativa: a falta de um mercado para vender os produtos, as dificuldades na exportação — especialmente pela ausência de uma infraestrutura viária adequada — e o desinteresse dos mineiros pelo trabalho agrícola, que era pouco rentável para eles.

Período Republicano

Com a Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889, Goiás se tornou um estado. No entanto, pouco se modificou na unidade administrativa em termos socioeconômicos, em especial pelo isolamento resultante da falta de meios de comunicação, aliada à ausência de grandes centros urbanos e de um mercado interno, além de uma economia de subsistência. Apenas mudanças administrativas e políticas foram vistas. Historiadores argumentam que a transição para a República em Goiás se deu a partir da combinação de dois elementos como centro da ação política: o caudilhismo das oligarquias locais e a família como esteio estrutural de manutenção desse poder oligárquico. A cultura política praticada ao longo da primeira metade do século XX seria, então, fruto do personalismo político e da autoridade do poder Executivo oriundos do século XIX. E dessa estrutura de rivalidade local articulada aos interesses e desdobramentos político-econômicos de abrangência nacional se constituiria a realidade goiana até a década de 1980.

03

Geografia

O estado de Goiás possui uma área de 340 mil quilômetros quadrados e está situado na Região Centro-Oeste do Brasil, no Planalto Central Brasileiro. O estado faz divisas com Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Bahia, possuindo 246 municípios. A maioria do território estadual caracteriza-se por ter um relevo suave de chapadas e chapadões, consistindo de grandes superfícies aplainadas e talhadas em rochas cristalinas e sedimentares, entre 300 e 900 m de altitude. As maiores altitudes estão no leste, com a Chapada dos Veadeiros (onde se encontra o ponto mais alto de Goiás, com 1691 m de altitude). O relevo goiano constitui-se de cinco unidades. O alto planalto cristalino, no leste do estado, possui mais de 1000 m de altitude em alguns pontos, sendo a unidade de relevo mais alta de todo o Centro-Oeste, formando o divisor de águas entre as bacias do Paranaíba e Tocantins. O planalto cristalino do Araguaia-Tocantins, no norte do estado, possui altitudes reduzidas, geralmente entre 300 e 600 m acima do nível do mar. O planalto sedimentar do São Francisco, representado pelo Espigão Mestre, é um vasto chapadão arenítico, no nordeste goiano, na divisa com a Bahia. O planalto sedimentar do Paraná, no extremo sudoeste da unidade federativa, constitui-se por camadas sedimentares e basálticas ligeiramente inclinadas, de que resulta um relevo de grandes planuras escalonadas. A planície aluvial do Médio Araguaia, na divisa com Mato Grosso, é uma ampla área inundável, sujeita à deposição periódica de aluviões.

Biodiversidade

A fauna em Goiás é riquíssima, destacando-se animais de variadas espécies, como capivaras e antas, as margens de rios e riachos. Nas matas: onças, tamanduás, lobos-guarás, macacos e animais típicos do cerrado, como a ema, a seriema e a raposa-do-campo. Pássaros de variadas espécies enriquecem a fauna goiana, além de peixes e anfíbios nos rios e lagos espalhados em todo o estado. Para proteger as florestas, a flora e a fauna, foram criados pelo Governo parques e reservas florestais, onde são proibidas a pesca, a derrubada das árvores e a caça. Os principais parques de proteção ambiental no estado são o Parque Nacional das Emas, situado no município de Mineiros, no sul do estado, e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, nos municípios de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante.

Clima

O clima predominante em Goiás é o tropical com estação seca (Aw na classificação de Köppen-Geiger), com as temperaturas médias anuais variando de 23°C a 24°C ao norte, e 20°C a 21°C ao sul. A precipitação média anual atinge 1800 mm no oeste e vai diminuindo conforme vai para o leste para 1500 mm/ano. As chuvas estão bastante concentradas entre outubro e abril. O clima tropical de altitude é registrado em regiões mais elevadas do estado, sobretudo na região de Anápolis e do entorno do Distrito Federal. As temperaturas são mais amenas quando comparadas com o tropical com estação seca, mas o regime pluvial é muito parecido.

Meio ambiente

A expansão da agropecuária tem causado graves prejuízos ao cerrado goiano. As matas ciliares estão sendo destruídas e as reservas permanentes sendo desmatadas, para ceder espaço para o gado bovino e as plantações. Na região de nascentes do Rio Araguaia, a implantação de pastagens fez surgir inúmeros focos de erosão provocados pelo desmatamento, causando as voçorocas (valetas profundas causadas pela erosão), praticamente incontroláveis, que atingem o lençol freático. Algumas dessas valas chegam a medir 1,5 km de extensão, por 100 m de largura e 30 m de profundidade.

04

Demografia

Segundo o censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Goiás possui uma população de 7 056 495 pessoas, sendo o mais populoso da Região Centro-Oeste, das quais 3 589 554 (50,87%) são mulheres e 3 466 941 (49,13%) são homens. Quanto à situação de domicílio, 6 576 104 (93,19%) residem em zonas urbanas e 480 391 (6,81%) em zonas rurais. A taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais era de 94,51%.

Urbanização

O território goiano é marcado tanto por vazios demográficos quanto por regiões de alta concentração populacional. As áreas mais densamente povoadas do estado são a Região Metropolitana de Goiânia, com cerca de 2 milhões de habitantes, Microrregião de Anápolis, com mais de meio milhão de habitantes, e o Entorno do Distrito Federal, com um pouco mais de 1 milhão de habitantes.

Religiões

Segundo o censo 2022, da população da unidade federativa acima de 10 anos, 51,92% se declararam católicos, 32,57% como evangélicos, 8,40% como irreligiosos, 2,10% como espíritas, 0,52% como umbandistas e candomblecistas, 0,13% não sabe ou não declarou sua fé e 4,35% como outras religiões. Em Goiás se localiza o único município do Brasil onde a maior religião é o espiritismo: Palmelo, no sudeste do estado, onde, em 2022, 42,6% da população se declarou como sendo de tal fé. Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, Goiás pertence à Regional Centro-Oeste e seu território é dividido em uma província eclesiástica, com sede na Arquidiocese de Goiânia.

Composição étnica

Segundo o censo de 2022, assim a população goiana declarou sua cor de pele: 54,18% pardos, 36,24% brancos, 9,19% pretos, 0,24% amarelos e 0,15% indígenas. De acordo com estudo genético autossômico de 2008, a composição (ancestralidade) da população de Goiás como um todo encontrar-se-ia assim descrita: 83,70% europeia, 13,30% africana e 3,0% indígena. Durante o período colonial, a população goiana foi formada por portugueses, paulistas e outros brasileiros, negros escravizados, indígenas e mestiços. A partir da independência (1822), seguindo pelos séculos XIX ao XX, com a expansão na frente agropastoril em diferentes momentos, a província e posteriormente estado de Goiás recebeu migrantes vindos de outras partes do país, predominantemente de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Pará. Essas migrações aumentaram ainda mais a miscigenação que formou a população estadual.

05

Política

Goiás é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. Goiânia é o município com o maior número de eleitores, com 958,4 mil destes. Em seguida aparecem Aparecida de Goiânia, com 277,6 mil eleitores, Anápolis, com 260,2 mil eleitores, Luziânia (117,7 mil eleitores), Rio Verde (114,8 mil eleitores) e Águas Lindas de Goiás, Trindade e Itumbiara, com 85,9 mil, 77,2 mil e 65,1 mil eleitores, respectivamente. O município com menor número de eleitores é Anhanguera, com 1,1 mil. Tratando-se sobre partidos políticos, todos os 35 partidos políticos brasileiros possuem representação no estado. Conforme informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base em dados de abril de 2016, o partido político com maior número de filiados em Goiás é o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), com 140 310 membros, seguido do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 79 305 membros e do Partido Progressista (PP), com 56 604 filiados. Completando a lista dos cinco maiores partidos políticos no estado, por número de membros, estão o Partido dos Trabalhadores (PT), com 47 173 membros; e o Democratas (DEM), com 45 643 membros. Ainda de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o Partido Novo (NOVO) e o Partido da Causa Operária (PCO) são os partidos políticos com menor representatividade na unidade federativa, com 27 e 59 membros, respectivamente.

06

Subdivisões

O estado de Goiás é composto por 246 municípios, que estão distribuídos em 22 regiões geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em seis regiões geográficas intermediárias, segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. Na divisão vigente até 2017, os municípios do estado estavam distribuídos em 18 microrregiões e cinco mesorregiões, segundo o IBGE.

07

Economia

A composição da economia do estado de Goiás está baseada na produção agrícola, na pecuária, no comércio e nas indústrias de mineração, alimentícia, de confecções, mobiliária, metalurgia e madeireira. Agropecuária é a atividade mais explorada no estado. Estas tendências do estado pode ser exemplificada por sua pauta de exportações que, em 2012, se baseou em Soja (21,59%), Milho (12,17%), Farelo de Soja (9,65%), Minério de Cobre (8,51%) e Carne Bovina Congelada (7,90%). A agropecuária é a atividade mais explorada no estado e umas das principais responsáveis pelo rápido processo de agro - industrialização que Goiás vem experimentando. Privilegiado com terras férteis, água abundante, clima favorável e um amplo domínio na tecnologia de produção, o estado é um dos grandes exportadores de grãos, além de possuir um dos maiores rebanhos do país. O estado de Goiás destaca-se na produção de cana-de-açúcar, milho, soja, tomate, sorgo, feijão, girassol, alho, além de também produzir algodão, arroz, café e trigo. Em 2019, Goiás foi o 4º estado brasileiro com maior produção de grãos, 10% da produção nacional.

Turismo

O turismo em Goiás é muito cosmopolitano, como as belezas naturais, como águas termais, locais intocados pelo homem do cerrado, grutas, cachoeiras, e temos também o turismo histórico, como em Pirenópolis e Cidade de Goiás, com seus monumentos históricos, e temos as festas tradicionais como ocorre em Pirenópolis, que é o caso das cavalhadas de Pirenópolis e a Festa do Divino de Pirenópolis. As águas termais encantam os turistas que vão para Caldas Novas, hoje considerada uma das cidades turísticas mais visitadas do Brasil, por abrigar grandes hotéis de classe superior e o maior parque hidrotermal do mundo com suas águas que chegam a 58 °C, recebendo cerca de 300 mil turistas em época de fim de ano e cerca de 1 milhão durante o ano inteiro.

08

Infraestrutura

Saúde

Conforme dados de 2009, existiam no estado 3 011 estabelecimentos hospitalares, com 15 271 leitos. Destes estabelecimentos hospitalares, 1 577 eram públicos, sendo 1 547 de caráter municipais, 19 de caráter estadual e 11 de caráter federal. 1 434 estabelecimentos eram privados, sendo 1.369 com fins lucrativos e 65 sem fins lucrativos. 52 unidades de saúde eram especializadas, com internação total, e 2 200 unidades eram providas de atendimento ambulatorial. Em 2005, 77% da população goiana tinha acesso à rede de água, enquanto apenas 36,6% tinha acesso à rede de esgoto sanitário. Em 2009, verificou-se que o estado tinha um total de 393,1 habitantes por leitos hospitalares e, em 2005, registrou-se 11,4 médicos para cada grupo de 10 mil habitantes. A mortalidade infantil é de 18,9 a cada mil nascimentos, de acordo com dados de 2008.

Educação

Com 3 512 estabelecimentos de ensino fundamental, 1 960 unidades pré-escolares, 866 escolas de nível médio e 29 instituições de nível superior, a rede de ensino do estado é a mais extensa do Centro-Oeste do país. Ao total, são 1 317 028 matrículas e 66 902 docentes registrados. O fator "educação" do IDH no estado atingiu em 2005 a marca de 0,891 – patamar consideravelmente médio, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 8,6%, superior às porcentagens verificadas em 11 estados brasileiros. A taxa de analfabetismo funcional é de 19,7% da população.

Transportes

Goiás possui uma extensa malha viária. Conta com 2 094 km de rodovias federais, 21 212 quilômetros de rodovias estaduais e 64 690 quilômetros de rodovias municipais, o que totaliza 87 996 quilômetros de rodovias. São mais de 13.000 km de estradas pavimentadas e cerca de 1.200 km de vias duplicadas. A BR-060 tem mais de 520 km duplicados entre Brasília, Goiânia e Jataí. A BR-050 (que passa por Catalão, e liga cidades como Brasília, Uberlândia, Uberaba e Santos) é quase totalmente duplicada no estado, com mais de 200 km de rodovias entre Cristalina e a divisa com Minas Gerais. A BR-153 (que corta o estado de Norte a Sul, ligando Itumbiara, na divisa com Minas Gerais, a Porangatu, na divisa com Tocantins) também está duplicada entre Goiânia e a divisa com Minas Gerais, havendo também um projeto para duplicá-la entre Anápolis e a divisa com Tocantins. Também há duas rodovias duplicadas que ligam Goiânia à BR-070 (que liga Brasília a Aragarças e ao Mato Grosso.). A duplicação de rodovias no estado começou na década de 2000 e vem evoluindo constantemente desde então. Outra rodovia de destaque é a BR-040 que liga Brasília a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro conecta também, por sua vez, diversos municípios goianos como Cristalina, Luziânia, Valparaíso de Goiás.

09

Cultura

As festas tradicionais são um ponto importante da cultura goiana. As principais festas são a do Divino Pai Eterno em Trindade, as cavalhadas em diferentes municípios como Corumbá de Goiás, Pirenópolis, Santa Cruz de Goiás e Palmeiras de Goiás, a Congada de Catalão, as festas do santo padroeiro dos municípios do interior, a Procissão do Fogaréu na cidade de Goiás e a Folia de Reis. Também merece destaque a Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis. Além das celebrações religiosas, o estado também se destaca por suas diversas manifestações culturais, dentre as quais estão o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), que acontece na antiga capital; o Canto da Primavera, em Pirenópolis; e a Mostra Nacional de Teatro, em Porangatu. Essas festividades, entre outras, mostram toda a riqueza cultural do estado e a valorização das expressões artísticas locais. A principal dança do estado é a catira, mais tradicional nas zonas rurais.

Música

Muitos são os nomes que se destacam e projetam na área artística em Goiás. A área musical é de maior alcance, com vários cantores, duplas e bandas com origem no estado, nos mais variados estilos, especialmente no sertanejo. Entre estes, destacam-se: Marília Mendonça, Jorge e Mateus, Zezé Di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Amado Batista, Guilherme e Santiago, Bruno e Marrone, Humberto e Ronaldo, Chrystian e Ralf, João Neto e Frederico, Cristiano Araújo, Wanessa Camargo, Marcelo Barra, Leo Jaime e Odair José. Entre as bandas a de maior destaque é Mr.Gyn, pode-se citar ainda outras como, Banda Uó, Pedra Leticia, Boogarins, P.O.Box.. Ocorre ainda em Goiás grandes festivais de música entre eles o Goiânia Noise Festival, o Festival Bananada e vários eventos sertanejos dos mais prestigiados artistas nacionais.

Literatura

O Estado de Goiás produziu grandes nomes na âmbito literário ao longo das décadas, dentre os quais vários atingiram projeção e influência nacional. Entre os mais aclamados escritores está a poetisa Cora Coralina. O contista Hugo de Carvalho Ramos, que influenciou Guimarães Rosa e Monteiro Lobato, foi considerado o autor do melhor livro do cânone literário goiano, Tropas e Boiadas, eleito por um júri de críticos, jornalistas, escritores e outras sumidades escolhidas pelo jornal O Popular. Além dos dois, merece destaque também o imortal Bernardo Élis que atingiu a proeza de ser o primeiro e único goiano, até hoje, a ser membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a Cadeira 1. Apesar de Bernardo Élis ter sido o único a ingressar na ABL, a entidade também consagrou dois outros autores goianos com a maior premiação literária brasileira, o Prêmio Machado de Assis; são eles Gilberto Mendonça Teles (1989) e José J. Veiga (1997).

Cinema

Em se tratando de cinema no Estado de Goiás, é indispensável a menção ao Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), um dos maiores sobre o tema do mundo. Alguns dos principais nomes da história do cinema goiano incluem João Bennio (dirigiu, por exemplo, O azarento, filmado em Goiânia e Piracanjuba, Simeão, o boêmio, em Pirenópolis) e Cici Pinheiro, que teria dirigido o primeiro filme goiano, O ermitão de Muquém, de 1966, mas não o completou por falta de financiamento. Cineastas mais recentes também têm ganhado destaque em festivais nacionais e internacionais, dos quais pode-se citar Fabio Meira, cineasta do filme As duas Irenes (2017), exibido no Festival de Berlim, um dos três principais festivais do mundo junto ao de Cannes e de Veneza; Flávia Neves que dirigiu o longa Fogaréu, também exibido na Berlinale; Lázaro Ribeiro, diretor do curta Hugo sobre a vida do escritor Hugo de Carvalho Ramos; Pedro Novaes; Jarleo Barbosa; Henrique e Marcela Borela.

Artes Plásticas

No âmbito das artes plásticas há alguns nomes do cenário goiano que atingiram prestígio nacional e, em alguns casos, internacional. Do período barroco, um dos únicos nomes conhecidos em Goiás mas que ganhou projeção nacional foi Veiga Valle (1806-1874), cuja obra está no acervo do Museu da Boa Morte na cidade de Goiás. Ainda no século XIX, podemos citar André Antonio da Conceição, sobre o qual pouco se sabe, mas sua obra mais importante foi a pintura do forro da capela-mor da Igreja de São Francisco de Paula também em Goiás Velho. Já no século passado, há uma quantidade muito maior de artistas plásticos conhecidos dentre os quais vale citar Siron Franco, Octo Marques, Goiandira do Couto, Amaury Menezes, Ana Maria Pacheco, Elder Rocha Lima, Neusa Moraes, Maria Guilhermina, entre outros. Alguns estrangeiros foram extremamente importantes no cenário artístico local ao terem se radicado em Goiás, como o italiano frei Nazareno Confaloni, o alemão Gustav Ritter e o português Antônio Porteiro.

Museus

Em Goiânia, há vários museus dedicados a períodos e personalidades da história regional, nacional e aos diversos movimentos artísticos, sendo eles: Museu de Arte de Goiânia (MAG), Museu Zoroastro Artiaga, Museu Predo Ludovico Teixeira, Memorial do Cerrado, Museu Frei Confaloni, Museu da Imagem e do Som (MIS), entre outros. Na cidade de Goiás, a antiga capital, existem alguns museus como o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, destacando o acervo de Veiga Valle, expoente do barroco em Goiás, o Museu das Bandeiras e o Museu da Polícia Militar dedicado a difusão da história e cultura da Polícia Militar do Estado de Goiás. Em Pilar de Goiás, há o Museu Casa da Princesa, onde a princesa Isabel residiu por cerca de um ano.

Culinária

A culinária goiana é bem diversificada, tendo incorporado elementos de diferentes povos. Dentre os pratos típicos, estão o peixe na telha, a pamonha, o arroz com pequi, arroz com suã (espinha dorsal de porco) e o empadão goiano. Muitos dos pratos típicos do estado levam frutos tradicionais do cerrado, como o pequi e a guariroba. As quitandas, como são tradicionalmente conhecidos os biscoitos caseiros, são outro diferencial da culinária de Goiás, como o biscoito de queijo, biscoito doce (quebrador), bolo de senzala, bolo de fubá de arroz, broa de fubá, mané pelado e melado de cana. Os queijos também são destaque na gastronomia estadual, assim como os doces, que possuem uma variedade rica, com rapaduras temperadas (com leite, sidra, casca de laranja ou amendoim), doces de marmelada em caixeta, doce-de-leite, doce-de-ovo (ambrosia), doces de frutas cristalizadas (bastante famosos na cidade de Goiás) e doce de sidra ralada.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando