Globovisión
Globovisión é uma estação de televisão venezuelana sediada em Caracas, Distrito Capital. Opera nos canais 33 UHF analógico e 25.6 digital. Seu sinal também atinge as cidades de Aragua, Carabobo e Zulia. A programação da Globovisión é retransmitida por 95% dos sistemas de TV a cabo do país. Na América Latina, pode ser vista na Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Peru, Uruguai e em outros territórios como Aruba, Trinidad e Tobago, Barbados e Curaçao no pacote da DirecTV.
Antecedentes (1991-1994)
Em 1991, o governo venezuelano passou a outorgar canais de televisão em UHF. Naquele ano, os empresários Alberto Frederico Ravell, Guillermo Zuloaga e Luis Teófilo Núñez solicitaram uma licença para o canal 33 UHF, tendo interesse na criação de um projeto então chamado UNITEL. Pouco depois, com a entrada de Nelson Mezerhane como sócio, a nomenclatura da futura emissora foi alterada para Globovisión.
Primeira fase (1994-2013)
A Globovisión deu início oficial às suas operações em 1° de dezembro de 1994, sendo a primeira emissora de televisão aberta na Venezuela com programação voltada ao jornalismo por 24 horas. Inicialmente, sua programação consistia majoritariamente na retransmissão de telejornais do canal a cabo Telenoticias. Em fevereiro de 1995, a Globovisión passou a retransmitir programas da CNN en Español. Em abril, ampliou sua programação própria, estreando os jornalísticos Agencia Venezolana de Noticias e Noticias 33. Em 1° de julho de 1996, a emissora estreou o Noticias Globovisión, em três edições diárias, passando por sua primeira grande expansão. Em 31 de outubro de 1997, a Globovisión instalou uma repetidora em Valencia através do canal 21 UHF, e passou a contar com correspondentes da Telecolor (canal 41) em Maracaibo e outros em Valencia e San Cristóbal. Em 1998, as emissoras TV Guayana (em Bolívar) e TV Llano (em Guárico) se juntam à rede. Em 2000, as emissoras TVS de Maracay, Promar Televisión de Barquisimeto e TAM de Táchira passaram a retransmitir parte da programação. No mesmo ano, a Globovisión colocou no ar uma repetidora em San Cristóbal, no canal 21.
Relação com o regime chavista
Durante sua gestão original, a Globovisión foi crítica ao movimento chavista. Juntamente com outras emissoras privadas, apoiou os protestos da oposição venezuelana contra o presidente Hugo Chávez, celebrando a tentativa de golpe de 2002 junto com seus líderes e censurando relatos da contraofensiva que reconduziu Chávez ao poder. A emissora foi uma das principais entidades dentro da coalizão opositora Coordinadora Democrática, ao lado da Venevisión e da Fedecámaras, apoiando a insurreição contra o governo Chávez. Em retaliação, o governo confiscou equipamentos de micro-ondas que permitiam transmissões ao vivo. Em maio de 2007, o presidente Chávez afirmou durante um discurso que a Globovisión estava incentivando ativamente a desordem civil na Venezuela, bem como seu assassinato. Sua alegação baseou-se em imagens transmitidas da tentativa de assassinato do Papa João Paulo II (parte de uma série de imagens mostrando a cobertura histórica da RCTV) em combinação com uma música intitulada "Esto no termina aquí" ("Isto não termina aqui"). O governo venezuelano apresentou uma queixa contra a Globovisión na Procuradoria-Geral sobre o assunto.
Investigação e prisão de acionista
Em 2009, o órgão regulador de telecomunicações da Venezuela iniciou quatro investigações diferentes contra a Globovisión. Noticiar sobre um terremoto antes de um relatório oficial transmitido pelo canal estatal e não pagar US$ 2,3 milhões em impostos por conceder tempo gratuito a grupos opositores durante a greve do petróleo de 2002 foram duas das acusações nas investigações. Chávez exigiu sanções contra a Globovisión, chamando o diretor Alberto Federico Ravell de "um louco com um canhão". Essa ação foi criticada por dois responsáveis pelo monitoramento da Liberdade de expressão, Frank La Rue da ONU e Catalina Botero da Organização dos Estados Americanos.


