Fernweh
Fernweh, traduzido como "anseio pela distância", é uma expressão comum da língua alemã que descreve o anseio humano de deixar as circunstâncias conhecidas e abrir-se ao vasto mundo. A palavra "Fernweh", literalmente, está para o contrário de Heimweh (nostalgia), o anseio pela pátria ou pela casa.
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A origem da palavra vem atribuída a uma cunhagem do príncipe Hermann von Pückler-Muskau, o qual usou a palavra várias vezes na narração de suas viagens de 1835 em diante. Fernweh está em relação de analogia com a preexistente palavra “Heimweh” (nostalgia). Na biografia de Pückler de 1843 se lê: “Pückler diz, em algumas partes de seus escritos, que não sofria o mal de Heimweh (nostalgia), mas sim de Fernweh”. A palavra se insere sobretudo na linguagem poética e didática. No século XX se começou a usar o termo em relação ao turismo na linguagem promocional. A reprodução artística do Fernweh através de imagens e representações de países distantes se tornou um importante fator econômico global. Uma palavra similar, mas mais antiga, é Wanderlust (desejo de caminhar, de fazer excursionismo), que compara já no alto-alemão médio. Alternativas como “Storch- oder Kranichgefühl” (lit.: sensação de cegonha ou de grua) não são difusas. Assim se lê em 1873: "O professor Dr. Erdmann [...] descreve este característico anseio pela excursão com o nome “Storch- oder Kranichgefühl”. O príncipe Pückler-Muskau viu atribuir-se o termo igualmente apropriado de Fernweh". Para comportamento similar nos animais se usa em prevalência a palavra Wandertrieb (instinto migratório) ou Zugunruhe (inquietação das aves migratórias), que se baseiam seu comportamento externo evidente, enquanto “Fernweh” vem a ser usado quase exclusivamente em referência aos seres humanos. Palavras específicas como Heimweh, Wanderlust ou Fernweh com a sua conotação nem sempre sendo exatos equivalentes em outras línguas e culturas e ter assim um papel importante no estudo da língua alemã como língua estrangeira.
Os clássicos alemães – Schiller e Goethe – não conheciam ainda a palavra “Fernweh”. No drama Maria Stuart de Schiller, a rainha capturada é presa pela tristeza observando o passar das nuvens. Aqui se vê claramente que as duas palavras Fernweh e Heimweh perto de classificar o sentimento, que como tal não deve necessariamente ser diverso. Os versos dizem: “Lá, onde eles sobem as montanhas cinzas nebulosas, começa do confim do meu reino, E estas nuvens, que caçam após o meio-dia, procurando o distante oceano francês. Nuvens precipitadas! Planadoras do ar! Que caminharam com você, com você navegaram! Saludam-me com afeto o país da minha juventude!” –Schiller: Maria Stuart Goethe recordou, em 1822, a sua Campanha na França de 30 anos antes. Ao retornar da França em 1792, já perto a Coblença, teve a oportunidade de ir para casa da esposa e seus filhos em Weimar ou a partir de sua mãe em Frankfurt am Main. Mas vindo escorrendo das águas do rio Reno foi preso pela sensação de ter de fugir:


