Império Selêucida
O Império Selêucida foi um Estado helenista que floresceu após a morte de Alexandre, o Grande. Seus generais disputaram o controle do vasto território, e a dinastia selêucida governou por mais de três séculos, de 323 a.C. a 64 a.C., com mais de 30 reis.
Pontos-chave
- Fundado por Seleuco I Nicátor após a divisão do império de Alexandre, o Grande.
- Teve como capitais Antioquia e Selêucia do Tigre.
- Enfrentou declínio com a perda de territórios e guerras contra o Egito.
- Antíoco III, o Grande, tentou restaurar o poder selêucida, mas entrou em conflito com Roma.
- O império foi gradualmente enfraquecido e eventualmente absorvido por Roma.
Após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., seus generais, os diádocos, lutaram pela supremacia. Seleuco I Nicátor estabeleceu-se na Babilônia em 312 a.C., data considerada a fundação do Império Selêucida. Ele expandiu seu domínio pela parte oriental do império, incluindo a Anatólia oriental e o norte da Síria, onde fundou sua capital, Antioquia. Outra capital foi estabelecida em Selêucia do Tigre. O império atingiu sua máxima extensão após a Batalha de Corupédio em 281 a.C., quando Seleuco controlou a Anatólia ocidental. No entanto, ele foi assassinado ao tentar expandir seu controle para a Europa. Seu filho, Antíoco I Sóter, não conseguiu conquistar as partes europeias do império, mas manteve um vasto reino asiático.
Por volta de 246 a.C., com a ascensão de Seleuco II Calínico, o império começou a declinar. Houve a secessão da Pártia e da Bactriana, e Seleuco II sofreu uma derrota na Terceira Guerra Síria contra o Egito, seguida por uma guerra civil contra seu irmão. Na Ásia Menor, o controle selêucida diminuiu com a chegada dos gauleses, o surgimento de reinos semi-independentes e a ascensão de Pérgamo. Um reflorescimento ocorreu sob Antíoco III, o Grande, que assumiu o trono em 223 a.C. Apesar de uma derrota inicial na Quarta Guerra Síria, Antíoco III realizou uma expedição pelas partes orientais de seu domínio, restaurando a obediência nominal de vassalos como a Pártia e a Bactriana e chegando até a Índia.
Um acordo entre Filipe V da Macedônia e Antíoco III gerou preocupação em Rodes e Pérgamo, que denunciaram as pretensões macedônias a Roma. Roma interveio no conflito, temendo uma aliança entre Filipe V e Antíoco III. A Macedônia foi derrotada na Batalha de Cinoscéfalos em 198 a.C. Roma, então, negociou com Antíoco III, que buscava restaurar o reino de Seleuco I. Roma propôs que Antíoco III se retirasse da Trácia em troca de ignorar a situação das cidades gregas na Ásia. Antíoco III, buscando ganhar tempo, não cedeu imediatamente às propostas romanas, mas a expansão selêucida em direção ao Ocidente foi contida, e o império entrou em rota de colisão com o crescente poder de Roma.


