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Itália

Itália ), oficialmente República Italiana, é uma república parlamentar unitária localizada no centro-sul da Europa. Ao norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes. A parte sul consiste na totalidade da península Itálica, Sicília, Sardenha, as duas maiores ilhas no mar Mediterrâneo, e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da Itália, enquanto Campione d'Italia é um exclave italiano na Suíça. O território do país abrange cerca de 301 338 km² e a maior parte do seu território tem um clima temperado sazonal. Com 58,9 milhões de habitantes em 2025, é a quinta nação mais populosa da Europa e a 25.ª do mundo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Etimologia

Várias hipóteses para o nome da Itália foram formuladas. Umas delas teoriza que o nome se origina de um empréstimo linguístico. Quando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da península Itálica possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo "vitluf" (aos bezerros) deu lugar em latim a "vitellus" (bezerrinho), palavra proveniente de "vitulos" (bezerro de entre um e dois anos) e similarmente no úmbrio como "vitlo". Estas palavras se derivaram do indo-europeu "wet"-"olo" (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de "wet-" (ano), também presente nos vocábulos "veterano" e "veterinário". O gado era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em "ítalos", nome com que se denominou as tribos do sul.

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História

A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo. Foi o berço da civilização etrusca, da Magna Grécia, da civilização romana, da Igreja Católica, das repúblicas marítimas, do humanismo, do Renascimento e do fascismo. Foi o lugar de nascimento de muitos artistas, cientistas, músicos, literatos, exploradores.

Pré-história e Antiguidade

As escavações em toda a Itália revelaram uma presença de neandertais que remonta ao período paleolítico, cerca de 200 mil anos atrás. Os humanos modernos apareceram há cerca de 40 mil anos na região. Os sítios arqueológicos deste período incluem locais como Ceprano e Gravina in Puglia. Civilizações importantes que desapareceram há milhares de anos nasceram na Itália, como a civilização de Nurago, da Sardenha. Durante a Idade do Ferro existiram várias culturas que podem ser diferenciadas em três grandes núcleos geográficos, a do Lácio Antigo, a da Magna Grécia e a da Etrúria. Uma dessas culturas, os lígures, foram um enigmático povo que habitava o norte da Itália, Suíça e sul de França.

Idade Média

Após a queda do Império Romano do Ocidente, o território da península se dividiu em vários Estados, alguns independentes, alguns parte de estados maiores (inclusive fora da península Itálica). O mais duradouro entre eles foram os Estados Pontifícios, que resistiram até a tomada italiana de Roma em 1870 e que foi mais tarde reconstituído como o Vaticano, no coração da capital italiana. Depois da queda do último imperador romano do Ocidente, seguiu-se a o domínio dos hérulos e, em seguida, dos ostrogodos. A reanexação da Itália ao Império Romano do Oriente realizada por Justiniano no decurso das Guerras Góticas, na primeira metade do século VI, foi curta, uma vez que entre 568 e 570 os lombardos, povos germânicos provenientes do território da atual Hungria, ocuparam parte da península, reduzindo os domínios bizantinos na Itália ao Exarcado de Ravena, mas representaram uma formidável continuidade política e cultural e a garantia da prosperidade económica da península e de toda a Europa por muitos anos.

Era moderna

Nos séculos XIV e XV, o centro-norte da Itália foi dividida em várias cidades-estados em guerra, sendo o restante da península ocupada pelos Estados Papais e pelo Reino da Sicília, até então designado Reino de Nápoles. Embora muitas dessas cidades tenham sido muitas vezes subordinadas formalmente a governantes estrangeiros, como no caso do Ducado de Milão, que era oficialmente um Estado constituinte do Sacro Império Romano-Germânico, elas geralmente conseguiram manter a independência que haviam conquistado em terras italianas após o colapso do Império Romano do Ocidente. As cidades-Estados mais poderosas absorveram gradualmente os territórios que as circundavam, dando origem às signorie (singular: signoria), estados regionais frequentemente liderados por famílias mercantes que fundaram dinastias locais. A guerra entre as cidades-Estados era endêmica e principalmente lutada por exércitos de mercenários conhecidos como condottieri, grupos de soldados provenientes de toda a Europa, especialmente da Alemanha e da Suíça, liderados em grande parte por capitães italianos.

Unificação

A Itália contemporânea nasceu como um Estado unitário quando, em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o governo do rei da Sardenha Vítor Emanuel II da Casa de Saboia. O arquiteto da unificação da Itália foi o primeiro-ministro da Sardenha, conde Camillo Benso de Cavour, que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) Giuseppe Garibaldi, permitindo a anexação do Reino das Duas Sicílias pelo Reino da Sardenha-Piemonte. O processo de unificação teve a ajuda da França, que — juntamente com o Reino Unido — tinha interesse em criar um estado anti-Habsburgo liderado por uma dinastia amiga (Saboia) e capaz de impedir o surgimento de um estado republicano e democrático na Itália, desejado por alguns "patriotas", como Mazzini e como já tinha acontecido em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o movimento revolucionário de 1848.

Fascismo

A turbulência que se seguiu à devastação da Primeira Guerra Mundial, inspirada pela Revolução Russa de 1917, levou à turbulência e anarquia. O governo liberal, temendo uma revolução socialista, começou a apoiar o pequeno Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini. Em outubro de 1922, as milícias fascistas camisas-negras tentaram um golpe de Estado (a "Marcha sobre Roma"), que apesar de ter falhado, levou o rei Vítor Emanuel III a nomear Mussolini como primeiro-ministro. Nos anos seguintes, Mussolini proibiu todos os partidos políticos e liberdades pessoais, instituindo assim uma ditadura. Em 1935, Mussolini invadiu a Etiópia, resultando em um isolamento internacional e levando à retirada da Itália da Liga das Nações. Subsequentemente, a Itália deu forte apoio a Franco na Guerra Civil Espanhola e mais tarde aliou-se com a Alemanha nazista e com o Império do Japão. Em 1939, a Itália ocupou a Albânia, um protetorado italiano de facto durante décadas e entrou na Segunda Guerra Mundial em junho de 1940 ao lado das potências do Eixo.

República

A Itália se tornou uma república, após um referendo realizado em 2 de junho de 1946, um dia comemorado desde então como o Dia da República. Esta foi também a primeira vez que as mulheres italianas tiveram direito ao voto. O filho de Vítor Emmanuel III, Humberto II, foi forçado a abdicar e foi exilado. A constituição republicana entrou em vigor em 1 de janeiro de 1948. Nos termos dos Tratados de Paz de Paris de 1947, a área da fronteira oriental foi perdida para a Iugoslávia e, mais tarde, o Território Livre de Trieste foi dividido entre os dois Estados. O medo no eleitorado italiano de uma possível tomada comunista provou ser crucial para o resultado da primeira eleição com sufrágio universal em 18 de abril de 1948, quando os democratas-cristãos, sob a liderança de Alcide De Gasperi, obtiveram uma vitória esmagadora. Consequentemente, em 1949, a Itália tornou-se membro da OTAN. O Plano Marshall ajudou a reavivar a economia italiana, que, até final dos anos 1960, desfrutou de um período de crescimento econômico sustentado, o que foi comumente chamado de "Milagre Econômico". Em 1957, a Itália foi um membro fundador da Comunidade Econômica Europeia (CEE), que posteriormente se tornou a União Europeia (UE) em 1993.

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Geografia

A Itália está localizada no sul da Europa e compreende a península Itálica e uma série de ilhas, incluindo as duas maiores, Sicília e Sardenha. Situa-se entre as latitudes 35° e 47° N e longitude 6° e 19° E. Embora o país compreenda a totalidade península e a maior parte da bacia alpina meridional, alguns do território da Itália se estendem além da bacia alpina e algumas ilhas estão localizadas fora da plataforma continental da Eurásia. Esses territórios são as comunas de Livigno, Sesto, Innichen, Dobbiaco (em parte), Chiusaforte, Tarvisio, Curon Venosta (em parte), que fazem parte da bacia do rio Danúbio, enquanto o Val di Lei constitui parte do bacia do Reno e as ilhas de Lampedusa e Lampione estão na plataforma continental africana. A área total do país é de 301 230 km², dos quais 294 020 km² são terra e 7 210 km² água. Incluindo as ilhas, a Itália tem um litoral e uma fronteira de 7 600 km nos mares Adriático, Jônico e Tirreno (740 km) e as fronteiras comuns com a França (488 km), Áustria (430 km), Eslovênia (232 km) e Suíça; San Marino (39 km) e Vaticano (3,2 km), ambos enclaves, também entram como fronteiras.

Clima

Graças à grande extensão longitudinal da península e a conformação interna principalmente montanhosa, o clima da Itália é altamente diversificado. Na maior parte das regiões setentrionais e centrais do interior, o clima varia de subtropical úmido a continental e oceânico úmido. Em particular, o clima da região geográfica da Planície Padana é predominantemente continental, com invernos rigorosos e verões quentes. As áreas costeiras da Ligúria, Toscana e a maioria do Sul geralmente se encaixam no estereótipo do clima mediterrâneo (classificação climática de Köppen, Csa). As condições nas áreas costeiras peninsulares podem ser muito diferentes dos terrenos e vales mais altos do interior, particularmente durante os meses de inverno, quando as altitudes mais altas tendem a ser frias, úmidas e muitas vezes com neve. As regiões costeiras têm invernos suaves e verões quentes e geralmente secos, embora os vales das planícies possam ser bastante quentes no verão.

Ambiente

Depois do seu rápido crescimento industrial, a Itália levou um longo tempo para confrontar os seus problemas ambientais. Depois de várias melhorias, ela agora se posiciona na 84.ª posição no mundo com relação a sustentabilidade ecológica. Parques nacionais cobrem cerca de 5% do país. Na década de 2010, a Itália se tornou um dos líderes do mundo em produção de energia renovável, sendo o país com a quarta maior capacidade instalada de energia solar no mundo em 2010 e um dos países com a maior penetração de energia solar. além de ter a sexta maior capacidade instalada de energia eólica em 2010. No entanto, a poluição atmosférica continua sendo um problema severo, especialmente no norte industrializado, atingindo o décimo maior nível mundial de emissão de dióxido de carbono industrial no anos 1990. Em 2009, a Itália era o 16.° maior lançador global de dióxido de carbono na atmosfera. Tráfico intenso e congestão nas maiores áreas metropolitanos continuam a causar severos problemas ambientais e de saúde pública, mesmo que os níveis de smog tenham diminuído dramaticamente entre os anos 1970 e 1980, com a presença de smog se tornando um fenômeno cada vez mais raro e os níveis de dióxido de enxofre estavam diminuindo no início da década de 1990.

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Demografia

Em 2009, a população italiana passou de 60 milhões, a quarta maior da União Europeia, e em 2017 era a 23.ª maior do mundo. Em 2025, o país tinha 58,9 milhões habitantes (densidade: 195,5 hab./km²), o quinto maior da União Europeia, sendo o norte a parte mais densa. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Itália passou por um grande crescimento econômico que levou a população rural a mover-se para as cidades, e ao mesmo tempo passou de uma nação caracterizada por massiva emigração a um país receptor de imigrantes. A alta fertilidade persistiu até à década de 1970, e depois passou para abaixo da taxa de reposição — em 2007, um em cada cinco italianos era aposentado. Apesar disso, graças principalmente à imigração das décadas de 1980 e 1990, nos anos 2000 a Itália viu um acréscimo populacional natural pela primeira vez em anos.

Grupos étnicos

Cerca de 92% da população italiana tem origem na península Itálica. Os italianos são descendentes de uma grande quantidade de povos que se estabeleceram na península ao longo da história. Os italianos são uma mistura de povos que já viviam na região, incluindo os povos latinos (a oeste), os sabinos (no vale superior do Tibre), os úmbrios (no centro), os samnitas (no sul), oscos, entre outros, como os etruscos que se estabeleceram no centro do país, os gregos no sul e os celtas no norte. Posteriormente, estabeleceram-se no norte povos germânicos (ostrogodos, visigodos, lombardos) e, no sul, sarracenos (de origem árabe e norte-africana) e os normandos (de origem escandinava). Esses últimos deixaram uma menor influência na população italiana.

Emigração e imigração

Do final do século XIX até a década de 1960, a Itália era um país de emigração em massa. Entre 1898 e 1914, os anos de pico da diáspora italiana, aproximadamente 750 000 italianos emigravam do país a cada ano. A diáspora atingiu mais de 25 milhões de italianos e é considerada a maior migração em massa da época contemporânea. Como resultado, atualmente mais de 4,1 milhões de cidadãos italianos estão vivendo no exterior, enquanto pelo menos 60 milhões de pessoas com ascendência italiana total ou parcial vivem fora da Itália, principalmente na Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Estados Unidos, Canadá, Austrália e França. A partir do início da década de 1980, até então uma sociedade linguisticamente e culturalmente homogênea, a Itália começou a atrair fluxos substanciais de imigrantes estrangeiros. Depois da queda do Muro de Berlim e, mais recentemente, dos alargamentos de 2004 e 2007 da União Europeia, grandes ondas de migração se originaram dos antigos países socialistas da Europa Oriental (especialmente Romênia, Albânia, Ucrânia e Polônia), mas também de países da Ásia, como a China. Atualmente, cerca de um milhão de cidadãos romenos (cerca de 10% dos quais pertencentes à etnia cigana) estão oficialmente registados como residentes em Itália, representando assim o mais importante país de origem, seguido por albaneses e marroquinos com cerca de 500 000 pessoas cada. O número de romenos não registrados é difícil de estimar, mas a Rede de Relatórios Investigativos dos Bálcãs sugeriu em 2007 que talvez houvesse meio milhão de pessoas ou mais.

Idioma

O idioma oficial é o italiano, falado por quase toda a população. O italiano padrão é uma língua derivada do dialeto da Toscana, sobretudo aquele falado na região de Florença. Existem diversas línguas e dialetos falados no dia a dia pela população italiana, como o sardo (na Sardenha), napolitano (em Campânia), calabrês em duas variações (na Calábria), vêneto (no Vêneto), friulano (em Friuli-Venezia Giulia), francês (no Vale d'Aosta), alemão (na Província autónoma de Bolzano), esloveno (em Trieste), entre outras. A Itália, ainda hoje, pode ser considerada um país de bilíngues. Em muitas regiões do país a diglossia é predominante, pois o uso dos dialetos no cotidiano não foi eliminado, inclusive entre a população mais culta.

Religião

O Catolicismo Romano é a maior religião do país e embora a Igreja Católica não seja mais a religião oficial do estado, 87,8% dos italianos identificam-se como católicos romanos. Contudo apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica situa-se no Vaticano desde o século III, quando o bispo de Roma passou a ser considerado bispo supremo e recebeu o título "papa". Historicamente, a Igreja exerceu grande influência na vida política e social dos italianos. Embora continue influente, nos últimos anos, com o aumento da secularização, a religião vem perdendo força na Itália, como em outros países desenvolvidos. Em pesquisa de 2012, 73% dos italianos se disseram religiosos, 15% não religiosos, 8% ateus convictos e 4% não responderam. Apenas 25% dos católicos italianos dizem que a religião "é muito importante" e 31% dizem que rezam todos os dias, embora 95% da população em 2010 fosse batizada na igreja. Uma pesquisa feita em 2012 mostrou que, apesar de 30,1% da população italiana afirmar que comparecia à missa todos os domingos, o comparecimento real foi de 18,5%.

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Política e justiça

A constituição italiana de 1948 estabeleceu um parlamento bicameral, que é formado por uma câmara de deputados (Camera dei Deputati) e de um senado (Senato della Repubblica) além de um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de um conselho de ministros (Consiglio dei Ministri), encabeçado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) tem um mandato de sete anos. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O conselho de ministros precisa ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento. Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do país, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuídos regularmente. A câmara de deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001).

Forças armadas

O exército, marinha, força aérea, Arma dos Carabineiros (Carabinieri) e a Guarda de Finanças coletivamente formam as forças armadas italianas, sob o comando do Conselho Supremo de Defesa, presidido pelo Presidente da República Italiana. Desde 1999, o serviço militar é voluntário. Em 2010, o exército italiano tinha 293 202 soldados ativos, dos quais 114 778 na guarda nacional. Os gastos militares italianos totais em 2010 foram os décimos maiores do mundo, situando-se em 35,8 bilhões * de dólares, equivalente a 1,7% do PIB nacional. A Itália faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar entre países da América do Norte e da Europa; fazendo parte do Quinteto da OTAN, um diretório informal das grandes potências que compõem a organização.

Crime e aplicação da lei

A aplicação da lei na Itália é providenciada por múltiplas forças policiais, cinco das quais são agências nacionais italianas. A Polícia do Estado (Polizia di Stato) é a polícia civil nacional da Itália. Junto com os deveres de patrulha, investigação e aplicação da lei, ela patrulha as autoestradas da Itália e vigia a segurança das ferrovias, pontes e cursos de água. Os carabinieri, nome comum para a Arma dos Carabineiros que também fazem parte das Forças Armadas da Itália, também têm deveres de polícia, atuando como a polícia militar da Itália. Outro ramo das forças armadas, a Guarda de Finanças também atua com funções policiais. A Polícia Penitenciária (Polizia Penitenciaria) opera no sistema prisional italiano e manejam o transporte dos presos.

Relações exteriores

A Itália foi um membro fundador da Comunidade Econômica Europeia, agora União Europeia (UE), cujo tratado constituinte foi assinado em Roma em 1957. A Itália foi aceita nas Nações Unidas em 1955 e é um membro e um forte braço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio/Organização Mundial do Comércio (GATT/OMC), a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e o Conselho da Europa. A Itália apoia as Nações Unidas e as suas atividades internacionais de segurança. O país já forneceu tropas de apoio a missões de paz da ONU na Somália, Moçambique, e em Timor-Leste e dá suporte para operações da OTAN e da ONU na Bósnia, Kosovo e Albânia. A Itália mobilizou também mais de 2 000 soldados para o Afeganistão, em apoio à Operação Liberdade Duradoura (OEF, do inglês Operation Enduring Freedom) em fevereiro de 2003 e apoia ainda os esforços internacionais para reconstruir e estabilizar o Iraque, mas o país retirou o seu contingente militar de cerca de 3 200 soldados em novembro de 2006, mantendo apenas trabalhadores humanitários e pessoal civil. Em agosto de 2006, a Itália enviou cerca de 2 450 soldados para o Líbano a serviço das Nações Unidas, em uma missão de paz, a FINUL.

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Economia

A Itália tem uma economia de mercado caracterizada por um elevado PIB per capita e taxas de desemprego baixas. Em 2010, era a oitava maior economia do mundo e a quarta maior da Europa em termos de PIB nominal. Por paridade do poder de compra (PPC), o país possui o décimo maior PIB do mundo e o quinto maior da Europa. Após a Segunda Guerra Mundial, a Itália foi rapidamente transformada de uma economia baseada na agricultura para um dos países mais industrializados do mundo e um país líder em comércio mundial e exportações. É um país desenvolvido, com a oitava melhor qualidade de vida do mundo e o 23º melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Apesar da recente crise econômica global, o PIB per capita italiano em PPC mantém-se aproximadamente igual à média da União Europeia (UE), enquanto a taxa de desemprego (8,5%) se destaca como uma das mais baixas da UE. O país é bem conhecido por seu setor de negócios econômicos influente e inovador, um setor trabalhista e agrícola competitivo (a Itália é o maior produtor mundial de vinho) e por seus automóveis, indústria, eletrodomésticos e design de moda de alta qualidade.

Turismo

O turismo também é muito importante para a economia italiana: com mais de 37 milhões de turistas por ano em 2004, a Itália é classificada como o quinto principal destino turístico do mundo. Em 2006, Roma era a terceira cidade mais visitada da União Europeia, sendo constantemente considerada como uma das mais belas cidades antigas do mundo. Veneza também é considerada a cidade mais bonita do mundo, segundo o New York Times, que descreve a cidade como "sem dúvida a mais bela cidade construída pelo homem". O país também foi classificado com tendo a sexta melhor reputação internacional de 2009.

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Infraestrutura

Transportes

Em 2004 o setor de transporte na Itália gerou um valor de negócios de 119,4 bilhões * de euros, empregando 935 500 pessoas em 153 700 empresas. Com relação a rede nacional de estradas, haviam 668 721 km de rodovias utilizáveis na Itália, incluindo 6 487 km de autoestradas, possuídas pelo estado italiano mas operados pela empresa privada da Atlantia. Em 2005, havia na Itália cerca de 34 667 000 carros de passageiros (590 carros por 1 000 pessoas). As linhas férreas na Itália totalizam 16 627 km, a 17ª maior rede ferroviária do mundo, e são operadas pela Ferrovie dello Stato. Trens de alta velocidade incluem os da classe ETR, dos quais o ETR 500 viaja a 300 km/h. Em 1991, a Treno Alta Velocità SpA (TAV) foi criada, uma sociedade de propósito específico pertencente à RFI (controlada pela Ferrovie dello Stato) para o planejamento e construção de linhas para trem de alta velocidade ao longo das linhas mais importantes e saturadas da Itália. O objetivo da construção do TAV é de melhorar a viagem ao longo das linhas ferroviárias mais saturadas da Itália e adicionar novos trilhos a estas linhas, notadamente nos eixos Milão-Nápoles e Turim-Milão-Veneza.

Educação, ciência e tecnologia

A educação na Itália é gratuita e obrigatória entre os 6 e 16 anos de idade e consiste em cinco fases: ensino infantil (scuola dell'infanzia), escola primária (scuola primaria), ensino secundário de primeiro grau (scuola secondaria di primo grado), ensino secundário de segundo grau (scuola secondaria di secondo grado) e universidade (Università). A educação primária dura oito anos. Os alunos recebem uma educação básica em inglês, matemática, ciências naturais, história, geografia, estudos sociais, educação física e artes visuais e musicais. O ensino secundário tem a duração de cinco anos e inclui três tipos tradicionais de escolas voltadas para diferentes níveis de ensino: o liceu prepara os alunos para os estudos universitários com um currículo clássico ou científico, enquanto o istituto tecnico e o istituto professionale preparam os alunos para o ensino profissional. Na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2012, o ensino secundário italiano foi classificado como ligeiramente abaixo da média da OCDE, mas registava-se uma melhoria forte e constante nas notas de ciências e matemática desde 2003; No entanto, existe uma grande diferença entre as escolas do Norte, que tiveram um desempenho significativamente melhor do que a média nacional (entre os melhores do mundo em alguns casos), e as escolas no Sul, que tiveram resultados muito mais pobres.

Saúde

O Estado italiano mantém um sistema de saúde pública universal desde 1978. No entanto, ele é fornecido a todos os cidadãos e residentes através de um sistema misto público-privado. A parte pública é o Servizio Sanitario Nazionale, que é organizado no âmbito do Ministério da Saúde e administrado numa base regional desconcentrada. As despesas de saúde na Itália foram responsáveis por 9,2% do PIB nacional em 2012, muito próximo da média dos países da OCDE de 9,3%. Em 2000, o sistema de saúde italiano foi classificado como o segundo melhor do mundo. A expectativa de vida na Itália era de 80 anos para os homens e 85 anos para as mulheres em 2007, colocando o país no sexto lugar do mundo em expectativa de vida. Em comparação com outros países ocidentais, a Itália tem uma taxa relativamente baixa de obesidade adulta (abaixo de 10%), provavelmente graças aos benefícios de saúde da dieta mediterrânica. A proporção de fumantes diários foi de 22% em 2012, abaixo dos 24,4% em 2000, mas ainda ligeiramente acima da média da OCDE. Fumar em locais públicos, incluindo bares, restaurantes, discotecas e escritórios tem sido restrito a quartos especialmente ventilados desde 2005.

Energia

Com relação a outros países da União Europeia, a Itália apresenta uma dependência maior da importação de matérias primas e de hidrocarbonetos (gás e petróleo). Em 2016, a Itália produziu 70 675 barris de petróleo diariamente, enquanto o consumo diário era de 1 253 000 barris. Os depósitos de Val d'Agri são os maiores da Europa continental. Com relação ao consumo de energia elétrica, a Itália em 2014 consumiu 291,083 TWh (4 790 kWh/per capita), o consumo residencial foi de 1 057 kWh/pessoa. O país é um importador líquido de eletricidade, importando 46 747,5 GWh e exportando 3 031,1 GWh em 2014; a produção bruta no mesmo ano foi de 279,8 TWh, com as principais fontes de energia sendo a queima de gás e a hidroeletricidade.

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Cultura

Por séculos dividida pela política e pela geografia até sua unificação em 1861, a Itália desenvolveu uma cultura única, moldada por uma infinidade de costumes regionais e centros locais de poder e mecenato. Durante a Idade Média e a Renascença, várias cortes magníficas competiram por atrair os melhores arquitetos, artistas e estudiosos, produzindo assim um imenso legado de monumentos, pinturas, música e literatura. A Itália tem mais sítios classificados como Patrimônio Mundial pela UNESCO (53 em 2018) do que qualquer outro país do mundo e possui importantes coleções de arte, cultura e literatura de muitos períodos diferentes. O país teve uma ampla influência cultural em todo o mundo, também porque vários italianos emigraram para outros lugares durante a diáspora italiana. Além disso, a nação tem, em geral, cerca de 100 000 monumentos de todos os tipos (museus, palácios, edifícios, estátuas, igrejas, galerias de arte, casas de campo, fontes, casas históricas e vestígios arqueológicos).

Literatura

A literatura italiana começou após a fundação de Roma no século VIII a.C. A literatura latina era, e ainda é, altamente influente no mundo, com vários escritores, poetas, filósofos e historiadores, tais como Plínio, o Velho, Plínio, o Jovem, Virgílio, Horácio, Propércio, Ovídio e Lívio. Os romanos também eram famosos por sua tradição oral, poesia, drama e epigramas. Nos primeiros anos do século XIII, São Francisco de Assis foi considerado o primeiro poeta italiano pelos críticos literários, com sua canção religiosa Cântico das Criaturas. Outra voz italiana originou-se na Sicília. Na corte do imperador Frederico II, que governou o reino siciliano durante a primeira metade do século XIII, as letras modeladas em formas e temas provençais eram escritas em uma versão refinada do vernáculo local. O mais importante desses poetas foi o notário Giacomo da Lentini, inventor do soneto, embora o mais famoso sonetista primitivo seja Petrarca.

Arquitetura

A arquitetura italiana apresenta numerosos estilos, muito diversificados entre si, que não podem ser simplesmente classificados por período, mas também por região, devido à divisão da Itália em várias cidades-estado até 1861, o que originou uma gama muito diversificada e eclética em projetos arquitetônicos. O país é conhecido por suas consideráveis realizações arquitetônicas, como a construção de arcos, cúpulas e estruturas afins durante a Roma antiga, ser o fundador do movimento arquitetônico renascentista do final do século XIV ao século XVI e a terra natal do Palladianismo, um estilo de construção que inspirou movimentos como o da arquitetura neoclássica e influenciou o desenho usado nas casas de campo de nobres em todo o mundo, nomeadamente no Reino Unido, Austrália e Estados Unidos desde o final do século XVII até o início do século XX. Várias das mais belas obras da arquitetura ocidental, como o Coliseu, a Catedral de Milão, a Catedral de Florença, a Torre de Pisa ou os projetos de construção de Veneza, encontram-se na Itália.

Artes visuais

A história das artes visuais italianas faz parte da história da pintura ocidental. A arte romana foi influenciada pela da Grécia Antiga e pode, em parte, ser tomada como um descendente da pintura grega antiga. No entanto, a pintura romana tem importantes características únicas; as sobreviventes são pinturas murais, muitas delas das vilas da Campânia, no sul da Itália. Essa pintura pode ser agrupada em 4 "estilos" ou períodos principais e pode conter os primeiros exemplos de trompe-l'oeil, pseudo-perspectiva e paisagem pura. A pintura em painel torna-se mais comum durante o período românico, sob a forte influência de ícones bizantinos. Em meados do século XIII, a arte medieval e a pintura gótica tornaram-se mais realistas, com o início do interesse na representação de volume e perspectiva na Itália com Cimabue e, em seguida, seu aluno Giotto. De Giotto em diante, o tratamento da composição pelos melhores pintores também foi muito mais livre e inovador. Eles são considerados os dois grandes mestres da pintura na cultura ocidental.

Música

Da folclórica à clássica, a música sempre desempenhou um papel importante na cultura italiana. Instrumentos associados à música clássica, incluindo o piano e o violino, foram inventados na Itália, e a origem de muitas das formas de música clássica predominantes, como a sinfonia, o concerto e sonata, remontam às inovações de música italiana dos séculos XVI e XVII. Os compositores mais famosos da Itália incluem os compositores renascentistas Palestrina, Monteverdi e Gesualdo, os compositores barrocos Scarlatti, Corelli e Vivaldi, os compositores clássicos Paisiello, Paganini e Rossini, e os compositores românticos Verdi e Puccini. Os compositores italianos modernos, como Berio e Nono, mostraram-se significativos no desenvolvimento da música experimental e eletrônica. Apesar da tradição da música clássica ainda se manter forte na Itália, como evidenciado pela fama de suas inúmeras casas de ópera, como o Teatro alla Scala de Milão e o Teatro San Carlo de Nápoles (o mais antigo local continuamente ativo para ópera pública no mundo), e de artistas como o pianista Maurizio Pollini e o falecido tenor Luciano Pavarotti, os italianos não têm menos apreço por sua próspera cena musical contemporânea.

Teatro

O teatro italiano pode ser rastreado até à tradição romana. O teatro da Roma Antiga era uma forma de arte diversificada e próspera, variando de apresentações em festivais de teatro de rua, dança nua e acrobacia, até à encenação das comédias de Plauto, até as tragédias de alto estilo e elaboradas verbalmente de Sêneca. Embora Roma tivesse uma tradição nativa de representação, a helenização da cultura romana no século III a.C. teve um efeito profundo e energizante no teatro romano e encorajou o desenvolvimento da literatura latina da mais alta qualidade para o palco. Como muitos outros gêneros literários, os dramaturgos romanos eram fortemente influenciados ou tendiam a se adaptar ao grego. Por exemplo, a Fedra de Sêneca foi baseada em Hipólito, de Eurípides, e muitas das comédias de Plauto foram traduções diretas de obras de Menandro.

Moda e design

A moda italiana tem uma longa tradição e é considerada uma das mais importantes do mundo. Milão, Florença e Roma são as principais capitais da moda da Itália. De acordo com o Top Global Fashion Rankings 2013 da Global Language Monitor, Roma ficou em sexto lugar no mundo, enquanto Milão estava em décimo segundo lugar. As grandes grifes italianas, como Gucci, Armani, Prada, Versace, Valentino, Dolce & Gabbana, Missoni, Fendi, Moschino, Max Mara, Trussardi e Ferragamo, para citar algumas, são consideradas das melhores casas de moda do mundo. Além disso, a Vogue Italia é considerada uma das mais conceituadas revistas de moda do mundo. A Itália também é proeminente no campo do design, notavelmente design de interiores, design arquitetônico, design industrial e design urbano. O país produziu alguns renomados designers de móveis, como Gio Ponti e Ettore Sottsass, e frases em italiano como "Bel Disegno" e "Linea Italiana" entraram no vocabulário do design de móveis. Exemplos de peças clássicas de móveis e móveis brancos italianos incluem as máquinas de lavar e geladeiras da Zanussi, os sofás "New Tone" da Atrium e a estante pós-moderna de Ettore Sottsass, inspirada na música "Stuck Inside of Mobile with the Memphis Blues Again", de Bob Dylan. Hoje, Milão e Turim são líderes do país em design arquitetônico e design industrial. A cidade de Milão recebe a Fiera Milano, a maior feira de design da Europa. Milão também hospeda grandes eventos e locais relacionados a design e arquitetura, como o "Fuori Salone" e o Salone del Mobile, além de abrigar os designers Bruno Munari, Lucio Fontana, Enrico Castellani e Piero Manzoni.

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Fontes consultadas

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