J. K. Rowling
Joanne Rowling OBE • FRSL, mais conhecida como J. K. Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica, notória por escrever a série de livros Harry Potter. Os livros ganharam uma popularidade mundial, recebendo múltiplos prêmios e vendendo mais de 600 milhões de cópias, o que a tornou a série literária mais vendida da história. A Warner Bros. adaptou os livros para o cinema, fazendo com que os filmes entrassem na lista de filmes de maior bilheteria. Rowling já escreveu vários livros para o público adulto, Morte Súbita (2012), e sob o pseudônimo de Robert Galbraith: O Chamado do Cuco (2013), um dentre outros na série Cormoran Strike, de ficção policial.
Embora escreva, geralmente, sob o nome de J. K. Rowling, seu nome verdadeiro é Joanne Rowling. Antes da publicação do primeiro romance, a editora Bloomsbury temia que garotos não se interessassem por um livro escrito por uma mulher, então seus editores pediram que ela utilizasse duas iniciais e seu sobrenome. Como não tinha nome do meio, escolheu a letra K como a segunda inicial de sua pseudônimo, em homenagem a sua avó paterna Kathleen. Rowling gosta de ser chamada de Jo. Depois de seu segundo casamento, a escritora passou a usar, em algumas ocasiões, o nome Joanne Murray para assuntos pessoais. Durante o Leveson Inquiry, ela prestou depoimento sob o nome de Joanne Kathleen Rowling e seu nome na lista do Who's Who se encontra como Joanne Kathleen Rowling.
Nascimento e familia
Rowling nasceu de Peter James Rowling, um engenheiro aeronáutico da Rolls-Royce, e Anne Rowling, uma técnica de ciência, no dia 31 de julho de 1965 em Yate, Gloucestershire, Inglaterra. Seus pais se conheceram em um trem que partiu da Estação de King's Cross para Arbroath em 1964. Casaram em 14 de março de 1965. Um de seus bisavôs maternos, Dugald Campbell, era escocês, nascido em Lamlash, Ilha de Arran. O avô materno de sua mãe, Louis Volant, era francês, e foi premiado com a Cruz de Guerra pela bravura que teve em defender a vila Courcelles-le-Comte durante a Primeira Guerra Mundial. Originalmente, Rowling acreditava que ele havia ganho a Legião de Honra durante a guerra, como disse quando recebeu em 2009. Ela, porém, descobriu a verdade seis anos depois, quando participou de um episódio da série britânica de genealogia Who Do You Think You Are?, onde pensou que tivesse sido outro Louis Volant que ganhou a Legião de Honra. Quando ela ouviu sobre a história de bravura e descobriu que a Cruz de Guerra era para soldados "comuns" como seu bisavô, que era garçom, declarou que a Cruz de Guerra era melhor que a Legião de Honra.
Infância
Diane, a irmã de Rowling, nasceu em casa quando a autora tinha apenas 23 meses de idade. A família se mudou para Winterbourne, uma aldeia próxima, quando Rowling estava com quatro anos. Estudou na Escola Primária de St Michael's, fundada pelo abolicionista William Wilberforce e pela educadora Hannah More. Seu diretor na St. Michael's, Alfred Dunn, serviu como inspiração para Alvo Dumbledore, diretor de Harry Potter. Quando criança, Rowling escrevia histórias que lia frequentemente para sua irmã. Com nove anos, ela se mudou para Church Cottage, na pequena aldeia de Tutshill, Gloucestershire, perto de Chepstow, País de Gales. Frequentou o ensino secundário na escola Wyedean, onde sua mãe trabalhava no departamento de ciências. Quando era adolescente, sua tia-avó a deu uma cópia da autobiografia de Jessica Mitford, Hons and Rebels. Mitford se tornou a heroína e a maior inspiração de Rowling, que leu todos os seus livros.
Inspiração e morte da mãe
Depois de trabalhar na Anistia Internacional em Londres, Rowling e seu namorado decidiram se mudar para Manchester, onde trabalhou na Câmara de Comércio. Em 1990, enquanto estava em uma viagem de trem de Manchester para Londres, a ideia da história de um jovem garoto estudando em uma escola de magia simplesmente "apareceu" em sua cabeça. Quando chegou em seu apartamento em Clapham Junction, ela começou a escrever imediatamente. Em dezembro do mesmo ano, Anne, a mãe de Rowling, morreu depois de sofrer de esclerose múltipla por dez anos. Rowling estava escrevendo Harry Potter na época e nunca havia contado a sua mãe sobre isso. Sua morte afetou drasticamente a escrita de Rowling, e ela conectou seus sentimentos de perda com os de Harry quando escreveu detalhadamente o que ele sentia sobre a perda de seus pais no primeiro livro.
Casamento, divórcio e maternidade
Um anúncio no The Guardian fez Rowling se mudar para o Porto, Portugal, para ensinar Inglês como língua estrangeira. Ela lecionava à noite e escrevia de dia, ouvindo o concerto para violino e orquestra de Tchaikovski. Depois de 18 meses no Porto, ela conheceu Jorge Arantes, um telejornalista português, em um bar. Casaram em 16 de outubro de 1992 e sua filha, Jessica Isabel Rowling Arantes (em homenagem a Jessica Mitford), nasceu em 27 de julho de 1993 em Portugal. Rowling havia sofrido anteriormente de um aborto espontâneo. O casal se separou em 17 de novembro de 1993. Biógrafos disseram que Rowling sofreu violência doméstica durante o casamento. Tal alegação foi posteriormente confirmada pela própria autora. Em dezembro de 1993, Rowling e sua filha, ainda bebê, se mudaram para Edimburgo, Escócia, para ficarem perto de sua irmã, tendo apenas três capítulos de Harry Potter em sua mala.
Segundo casamento e família
Em 26 de dezembro de 2001, Rowling se casou com Neil Murray, um anestesista escocês, em uma cerimônia privada em sua casa. O filho do casal, David Gordon Rowling Murray, nasceu em 24 de março de 2003. Pouco tempo depois de Rowling começar a escrever Harry Potter e o Enigma do Príncipe, ela parou de trabalhar no livro para cuidar de David em sua primeira infância. Rowling é amiga de Sarah Brown, esposa do ex-primeiro-ministro Gordon Brown, que conheceu quando colaborou em um projeto de caridade. Quando o filho de Sarah Brown, Fraser, nasceu em 2003, Rowling foi uma das primeiras pessoas a visitá-la no hospital. A filha caçula de Rowling, Mackenzie Jean Rowling Murray, a quem dedicou Harry Potter e o Enigma do Príncipe, nasceu no dia 23 de janeiro de 2005.
Harry Potter
Em 1995, Rowling terminou seu manuscrito de Harry Potter e a Pedra Filosofal em uma velha máquina de escrever. Após a resposta entusiástica de Bryony Evens, um revisor que foi convidado a analisar os três primeiros capítulos do livro, a Christopher Little Literary Agency concordou em representar Rowling em busca de uma editora. O livro foi entregue a doze editoras, das quais todas recusaram o manuscrito. Um ano depois, ela finalmente recebeu sinal verde (e 1500 libras de adiantamento) do editor Barry Cunningham da Bloomsbury, uma editora de Londres. A decisão de publicar o livro de Rowling se deve muito a Alice Newton, a filha de oito de anos do presidente da editora, que leu o primeiro capítulo e imediatamente exigiu o segundo a seu pai. Embora a Bloomsbury tenha concordado em publicar o livro, Cunningham disse que aconselhou Rowling a procurar um emprego, já que as chances de conseguir dinheiro através de um livro infantil eram mínimas. Logo depois, em 1997, Rowling recebeu uma concessão de 8 mil libras da Scottish Arts Council para continuar escrevendo a série.
Sucesso financeiro
Em 2004, a Forbes nomeou Rowling como a primeira pessoa a se tornar bilionária somente escrevendo livros, a segunda mulher mais rica do entretenimento (a primeira na Grã-Bretanha) e a 1062ª pessoa mais rica do mundo. Rowling contestou os cálculos e disse que tinha muito dinheiro, porém que não era bilionária. A Lista dos Ricos do Jornal Sunday Times de 2016 estimou a fortuna de Rowling em 600 milhões de libras, classificando-a como a 197ª pessoa mais rica do Reino Unido. Em 2012, a Forbes retirou Rowling da lista de mais ricos, afirmando que seus 160 milhões de dólares doados para caridade e a alta taxa de impostos no Reino Unido apontavam que ela não era mais uma bilionária. Em fevereiro de 2013 ela foi avaliada como a 13ª mulher mais poderosa do Reino Unido pela Woman's Hour na BBC Radio 4.
Morte Súbita
Em julho de 2011, Rowling saiu da empresa de seu agente, Christoper Little, e se mudou para uma nova agência fundada por um de seus funcionários, Neil Blair. Em 23 de fevereiro de 2012, sua agência, a Blair Partnership, anunciou no próprio website que Rowling lançaria um novo livro, dessa vez tendo os adultos como público-alvo. Em um comunicado de imprensa, Rowling disse que o novo livro seria bem diferente de Harry Potter. Em abril de 2012, Little, Brown and Company anunciou que o livro era intitulado Morte Súbita e que seria lançado em 27 de setembro de 2012. Rowling deu várias entrevistas e fez aparições para promover o livro, incluindo no Southbank Centre, em Londres, no Festival Literário de Cheltenham, no programa Charlie Rose e no Lennoxlove Book Festival. Em suas três primeiras semanas de lançamento, Morte Súbita vendeu pouco mais de 1 milhão de cópias ao redor do mundo.
Cormoran Strike
Ao longo dos anos, Rowling frequentemente falava sobre sobre escrever um romance policial. Em 2007, durante o Festival Internacional do Livro de Edimburgo, o escritor Ian Rankin afirmou que sua esposa viu Rowling "rabiscando" um livro policial em um café. Mais tarde, Rankin retraiu a história, dizendo que foi uma brincadeira, porém o rumor persistiu, com uma notícia do The Guardian especulando que o próximo livro de Rowling seria um romance policial. Em uma entrevista com Stephen Fry em 2005, Rowling afirmou que preferiria escrever quaisquer livros futuros sob um pseudônimo, porém ela reconheceu que se fizesse isso, a imprensa provavelmente iria "descobrir em questão de segundos".
Sequelas de Harry Potter
Rowling disse que era improvável que escrevesse mais livros para a série Harry Potter. Em outubro de 2007, ela afirmou que seu futuro trabalho provavelmente seria fora do gênero de fantasia. Em 1 de outubro de 2010, em uma entrevista com Oprah Winfrey, Rowling disse que "poderia certamente escrever um oitavo, nono ou décimo [livro]", e acrescentou "não vou dizer que não vou [escrever um próximo livro]". Em 2007, Rowling declarou que planejava escrever uma enciclopédia do mundo mágico de Harry Potter, consistindo em vários materiais e notas inéditos. Qualquer lucro ganho de tal livro seria doado para a caridade. Durante uma coletiva de imprensa no Teatro Dolby em 2007, Rowling, quando perguntada se a enciclopédia estava chegando, disse, "Ela não está chegando e nem comecei a escrevê-la ainda. Eu nunca disse que seria a próxima coisa que faria". No final de 2007, Rowling disse que a enciclopédia poderia levar dez anos para ser concluída.
Em 2000, Rowling oficializou o Volant Charitable Trust, que utiliza o seu orçamento anual de £ 5,1 milhões para combater a pobreza e a desigualdade social. O fundo também doa a organizações que cuidam de crianças, famílias monoparentais e pesquisas de esclerose múltipla.
Antipobreza e bem-estar infantil
Rowling, que já foi mãe solteira, agora é presidente da instituição de caridade Gingerbread (originalmente One Parent Families), tornando-se a primeira Embaixadora do projeto em 2000. Rowling ajudou Sarah Brown escrever um livro de histórias infantis para apoiar a One Parent Families. Em 2001, a organização britânica de caridade Comic Relief pediu a três autores best-sellers britânicos — Delia Smith, Helen Fielding e Rowling — para escreverem livretes relacionados a suas obras mais famosas que serviriam para angariação de fundos. Os dois livretes de Rowling, Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos, são cópias dos livros encontrados na biblioteca de Hogwarts. Desde que começaram a ser vendidos em março de 2001, os livros arrecadaram £ 15,7 milhões para o fundo. Os £ 10,8 milhões arrecadados fora do Reino Unido foram direcionados para a International Fund for Children and Young People in Crisis. Em 2002, Rowling contribuiu com o prefácio de Magic, uma antologia de ficção da Bloomsbury Publishing, para ajudar a arrecadar dinheiro para o National Council for One Parent Families.
Esclerose múltipla
Rowling contribuiu financeiramente e apoiou pesquisas e tratamentos de esclerose múltipla, doença que causou a morte de sua mãe em 1990. Em 2006, Rowling contribuiu com uma grande quantia adicional para a criação do novo Centro de Medicina Regenerativa da Universidade de Edimburgo, mais tarde nomeado Clínica de Neurologia Regenerativa Anne Rowling. Em 2010 ela doou mais £ 10 milhões para o centro. Por razões desconhecidas, a Escócia, país onde Rowling passou parte de sua infância, tem o maior número de casos de esclerose múltipla do mundo. Em 2003, Rowling participou de uma campanha para estabelecer um padrão nacional de cuidados com os sofredores de EM. Em abril de 2009, ela anunciou que estava deixando de apoiar a Multiple Sclerosis Society Scotland, afirmando que a instituição estava sendo dividida por uma briga interna.
Outros trabalhos filantrópicos
Em maio de 2008, a livraria Waterstones convidou Rowling e outros 12 escritores (Sebastian Faulks, Doris Lessing, Lisa Appignanesi, Margaret Atwood, Lauren Child, Richard Ford, Neil Gaiman, Nick Hornby, Michael Rosen, Axel Scheffler, Tom Stoppard e Irvine Welsh) a escreverem uma conto curto de sua própria escolha em um único papel A5, que seria então vendido em leilão para contribuir com as instituições Dyslexia Action e English PEN. A contribuição de Rowling foi uma prequela de Harry Potter de 800 palavras que contava sobre o pai de Harry, Tiago Potter, e seu padrinho, Sirius Black, e acontece três anos antes de Harry nascer. Os contos foram colecionados e vendidos para a caridade em forma de livro em agosto de 2008.
Rowling declarou que a comunista e ativista dos direitos civis Jessica Mitford é sua escrita mais influente, dizendo, "Jessica Mitford tem sido minha heroína desde os meus 14 anos de idade, quando entreouvi minha formidável tia avó discutindo sobre como Mitford havia fugido aos 19 anos para lutar com os comunistas na Guerra Civil Espanhola", e afirma que o que a inspira em Mitford é que ela era "incurável e instintivamente rebelde, valente, aventureira, engraçada e irreverente, ela adorava uma boa briga, de preferência contra alguém pomposo e hipócrita". Rowling citou que Jane Austen era sua escritora favorita, declarando Emma como seu livro preferido em O, The Oprah Magazine. Rowling disse que suas primeiras influências quando criança eram O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, por C. S. Lewis, O Cavalinho Branco, por Elizabeth Goudge e Manxmouse, por Paul Gallico.
Política
Rowling é conhecida por ter um ponto de vista político de esquerda. Em setembro de 2008, na véspera da Labour Party Conference, Rowling anunciou que havia doado £ 1 milhão a Labour Party e apoiou publicamente o primeiro-ministro Gordon Brown do partido Trabalhista britânico, elogiando as políticas trabalhistas sobre a luta contra a pobreza infantil. Rowling é uma amiga intima de Sarah Brown, esposa de Gordon Brown, que conheceu quando colaborou em um projeto para a One Parent Families. Rowling discutiu a eleição presidencial dos Estados Unidos de 2008 com o jornal espanhol El País em fevereiro de 2008, afirmando que a eleição teria um efeito profundo sobre resto do mundo. Também disse que Barack Obama e Hillary Clinton seriam "extraordinários" na Casa Branca. Na mesma entrevista, Rowling identificou Robert F. Kennedy como seu herói.
Religião
Ao longo dos anos, alguns religiosos, particularmente os cristãos, condenaram os livros de Rowling por supostamente promover bruxaria. Rowling se identifica como cristã, e participava de uma congregação da Igreja da Escócia enquanto escrevia Harry Potter. Sua filha mais velha, Jessica, foi batizada lá. Uma vez ela disse: "Eu acredito em Deus, não em magia", pois acreditava que se os leitores soubessem de suas crenças cristãs, seriam capazes de profetizar seu enredo. Em 2007, Rowling disse que foi educada na Igreja Anglicana. Declarou que era a única de sua família que ia regularmente à Igreja. Quando entrou para a escola, a escritora ficou irritada com a "presunção de pessoas religiosas" e passou a adorar com menos frequência. Mais tarde, ela começou a se envolver com uma igreja na Escócia.
Imprensa
Rowling tem tido uma relação difícil com a imprensa. Ela admite ser "sensível" e não gostar da natureza versátil da reportagem. Rowling contesta sua reputação como uma reclusa que odeia ser entrevistada. Até 2011, Rowling já havia processado a imprensa mais de 50 vezes. No mesmo ano, a Press Complaints Commission confirmou uma queixa da autora sobre uma série de fotografias não-autorizadas dela com sua filha em uma praia de Maurício publicada na revista OK!. Em 2007, o filho caçula de Rowling, David, auxiliado pela escritora e seu marido, perdeu uma briga judicial para banir a publicação de uma fotografia dele. A foto, tirada por um fotógrafo usando lentes de longo alcanço, foi subsequentemente publicada em um artigo da Sunday Express sobre a família e maternidade de Rowling. O julgamento foi anulado em favor de David em maio de 2008.
Pessoas transgênero
Desde 2019, a autora vem recebendo críticas devido a posicionamentos considerado transfóbicos. Rowling afirma que parte do ativismo transgênero tem como objetivo o apagamento do conceito de sexo, em prol do conceito de gênero, o que, de alguma forma, deixaria as mulheres cisgênero vulneráveis e destituídas de suas identidades. Em dezembro de 2019, Rowling tuitou seu apoio a Maya Forstater, uma mulher britânica que perdeu um processo contra seu ex-empregador, o Center for Global Development, depois que seu contrato não foi renovado devido a seus comentários sobre pessoas transgênero. O tribunal decidiu que as declarações de Forstater sobre pessoas trans promoveram "um ambiente intimidador, hostil, degradante, humilhante ou ofensivo" e contrárias ao Equality Act 2010.
Imagem: Daniel Ogren · BY · Openverse
Rowling, seus editores e a Time Warner, que segura os direitos cinematográficos de Harry Potter, já moveram inúmeras ações judiciais para protegerem seu copyright. A fama mundial da série Harry Potter levou ao aparecimento de muitas sequelas e outras obras derivadas não autorizadas produzidas localmente, desencadeando processos para tentar bani-las ou contê-las. Outro tema de disputa jurídica envolve uma série de liminares obtidas por Rowling e seus editores para proibir qualquer pessoa de ler seus livros antes de seus lançamentos oficiais. A liminar irritou ativistas de liberdade de expressão e provocou debates sobre o "direito de ler".
Rowling recebeu títulos de doctor honoris causa da Universidade de St Andrews, Universidade de Edimburgo, Universidade Edinburgh Napier, Universidade de Exeter (onde trabalhou), Universidade de Aberdeen, e da Universidade Harvard, onde discursou na cerimônia de abertura do ano de 2008. Em 2009, Rowling recebeu a Legião de Honra pelo presidente francês Nicolas Sarkozy.
Imagem: Gwydion M. Williams · BY · Openverse
A lista de obras de J. K. Rowling traz todos os livros escritos pela autora britânica.


