Pesquisa · Mapa mental

John F. Kennedy

John Fitzgerald Kennedy, conhecido também pelas iniciais do seu nome JFK, foi um político americano que serviu como Presidente dos Estados Unidos de 1961 a 1963, quando foi assassinado. Kennedy serviu como comandante-em-chefe no auge da Guerra Fria e teve que lidar com uma economia cada vez mais globalizada, o fim da era da segregação racial e as relações diplomáticas problemáticas com a União Soviética e Cuba. Um membro da Família Kennedy e do Partido Democrata, ele representou Massachusetts em ambas as casas do Congresso antes de virar presidente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
01

Infância e juventude

John F. Kennedy era filho de Joseph P. Kennedy e Rose Fitzgerald. Joseph era um empresário e também foi embaixador americano no Reino Unido. Rose foi a filha mais velha de John Fitzgerald, uma figura política proeminente em Boston, que foi deputado e prefeito de sua cidade. O casal teve nove filhos, sendo John o segundo deles. Nascido no número 83 da Beals Street, em Brookline, Massachusetts na terça-feira 29 de maio de 1917, às 15h00. Durante seus primeiros 10 anos de vida, viveu em Brookline. Estudou na escola Devotion Edward do jardim de infância até o início da terceira série. Na quarta série, ingressou numa escola particular para meninos chamada de Noble e Greenough, mais tarde chamado de Dexter School. Em setembro de 1927, Joseph mudou-se com a sua família para uma mansão alugada de 20 cômodos em Riverdale, no bairro do Bronx em Nova York. Dois anos depois, eles se mudaram cinco milhas a nordeste, para uma mansão com 21 quartos em um campo de seis hectares, em Bronxville, Nova York, adquirida em maio de 1929. Kennedy à época era escoteiro e um membro da "Tropa Escoteiro 2" de Bronxville entre 1929 e 1931, e também foi primeiro escoteiro a ser eleito presidente. Passou seus verões com sua família em uma casa em Hyannis Port, Massachusetts, também comprada em 1929 e as festas de Natal e de Páscoa reuniam-se em sua casa em Palm Beach, Flórida, adquirida em 1933. A partir da quinta para a sétima série, John estudou na escola particular Country Riverdale, uma escola exclusivamente para os meninos de Riverdale.

02

Serviço militar

Na primavera de 1941, Kennedy se voluntariou para o Exército dos Estados Unidos, mas foi rejeitado principalmente por seus problemas na coluna. No entanto, em setembro do mesmo ano, a Marinha aceitou-o, pela influência do diretor do Escritório de Inteligência Naval (ONI), um antigo assessor naval de seu pai nos tempos de embaixador na Grã-Bretanha. Com a patente de tenente, ele trabalhou em um escritório fazendo boletins e relatórios que eram apresentados ao secretário da Marinha. Foi durante este período que ocorreu o ataque japonês a base de Pearl Harbor. Estudava na Escola Naval Preparatória para Oficiais da Reserva e no Torpedo Motor Boat Squadron Training Center, antes de ser designado para o Panamá e, finalmente, para as operações no Pacífico. Ele participou em diversas missões e foi promovido a Comandante de um barco torpedeiro de patrulha (que eram embarcações pequenas e rápidas, projetadas para atacar navios de grande porte de surpresa).

03

Início de sua carreira política

Após a Segunda Guerra Mundial, Kennedy considerou a ideia de se tornar um jornalista. Nos anos antes da guerra não tinha pensado muito sobre política porque sua família tinha depositado as suas esperanças políticas em seu irmão mais velho, Joseph P. Kennedy Jr, no entanto, ele morreu em combate durante o conflito. Em 1946, o representante da Câmara dos Representantes, o democrata James Michael Curley abandonou o cargo para aspirar ser candidato a prefeito de Boston, dando a Kennedy uma chance de tentar concorrer a vaga deixada. Ele eventualmente venceria aquela eleição contra o seu adversário republicano por uma larga maioria. JFK foi membro do Congresso por seis anos. Seus votos sobre diversas iniciativas não são ajustados para uma tendência fixa partidária e, muitas vezes, difere da posição do Presidente Harry S. Truman e do resto do seu partido. Em 1952, ele derrotou o candidato republicano Henry Cabot Lodge Jr. na eleição para o cargo de Senador.

04

Eleição Presidencial de 1960

Em 2 de janeiro de 1960, Kennedy manifestou sua intenção de concorrer nas eleições presidenciais daquele ano. Nas primárias do Partido Democrata, concorreu com o senador Hubert Humphrey de Minnesota e o senador Wayne Morse de Oregon. JFK derrotou Humphrey em Wisconsin e na Virgínia Ocidental e Morse em Maryland e em Oregon. Também superou a oposição (muitos candidatos usavam seus nomes informais que eram escritos pelo eleitor para preencher a cédula), em New Hampshire, Indiana e em Nebraska. Nas minas de carvão na Virginia Ocidental, ele visitou e conversou com os mineiros pelo seu apoio, a maioria do eleitorado do estado era conservador, protestante, muito suspeito do catolicismo de Kennedy, apesar de ter sido vitorioso apenas lá, que confirmou a sua posição como um candidato de recurso popular. No dia 13 de julho, Kennedy foi eleito candidato democrata à presidência, o segundo católico a receber a nomeação para tentar se eleger ao cargo de Presidente (Al Smith foi o primeiro em 1928, apoiado pelo próprio pai de Kennedy). Ele perguntou a Lyndon B. Johnson se ele queria ser o seu candidato à Vice-Presidência, apesar da oposição de muitos delegados liberais, e do grupo perto de Kennedy, incluindo seu irmão Robert. Mas ele precisava da popularidade de Johnson nos estados do sul para ganhar o que proporcionou uma das mais disputada eleições presidenciais desde 1916. As principais questões incluíam a religião católica de Kennedy, a preocupação se a União Soviética estava vencendo ou não a corrida espacial e a crise com Cuba.

05

Presidência (1961–1963)

John F. Kennedy tomou posse como o 35º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 1961. Em seu discurso inaugural, falou da necessidade dos cidadãos americanos em serem mais ativos, proporcionando uma de suas frases mais famosas: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!" Também pediu a outras nações que lutassem juntas contra o que ele chamou de "inimigos comuns do homem": a tirania, doenças, pobreza e a guerra em si. No final, expandiu o seu desejo de mais internacionalismo: "Finalmente, se vocês são cidadãos dos Estados Unidos como se eles estão no mundo, exijam de nós a mesma generosidade de força e sacrifício que pedimos a vocês."

Política interna

Kennedy chamou o seu programa de política interna de The New Frontier ("A Nova Fronteira"). Ambiciosamente prometeu maior financiamento federal para a educação, cuidados com a saúde dos idosos e intervenção governamental para travar a recessão econômica. Também prometeu acabar com a discriminação racial. Em 1963, propôs uma reforma tributária que incluía a redução de impostos, que foi aprovada pelo Congresso em 1964, após o seu assassinato. Alguns dos mais importantes programas de Kennedy conseguiram ser votados no Congresso durante a sua vida mas sob Johnson, seu sucessor, o Congresso votou os demais projetos durante o período de 1964 a 1965.

Programa espacial

Kennedy queria ansiosamente que os Estados Unidos liderassem a corrida espacial. Sergei Khrushchev, filho do primeiro-ministro soviético, disse que Kennedy aproximou-se de seu pai, Nikita Khrushchev, duas vezes para unir esforços e explorar o espaço. Na primeira ocasião, a União Soviética estava muito à frente em termos de tecnologia comparado aos americanos no espaço. A primeira vez que Kennedy disse que o objetivo de levar um homem à Lua foi em uma Sessão Conjunta do Congresso e do Senado, em 25 de maio de 1961. Na ocasião, ele disse: Na segunda abordagem à Khrushchev, o líder russo foi convencido dos benefícios que resultariam em compartilhar os custos e os Estados Unidos haviam avançado muito na tecnologia espacial. Os americanos lançaram um satélite em órbita geoestacionária e Kennedy pediu ao Congresso para aprovar um orçamento de mais de 25 bilhões de dólares para o Programa Apollo. O premier russo considerou trabalhar junto com os norte-americanos no outono de 1963, mas Kennedy foi assassinado antes de qualquer acordo desse tipo pudesse ser formalizado. Em 20 de julho de 1969, quase seis anos após a morte de JFK, o Programa da Apollo 11 conquistou seus objetivos e finalmente um homem pousou na lua.

Política externa

Antes que Kennedy fosse eleito presidente, a administração Eisenhower criou um plano para derrubar o regime de Fidel Castro em Cuba. Com o plano estruturado e detalhado pela CIA com apoio mínimo do Departamento de Estado, incluía montar uma insurgência contra-revolucionária composta de cubanos anticastristas. Os insurgentes cubanos foram treinados pelos americanos e deveriam invadir Cuba e instigar uma revolta do povo cubano para alcançar o objetivo de derrubar Fidel do poder. Em 17 de abril de 1961, Kennedy ordenou que o plano fosse implementado. Com o apoio da Inteligência americana, 1 500 exilados cubanos treinados nos Estados Unidos, a chamada "Brigada 2506", voltou para a ilha na esperança de derrubar o regime comunista de Castro, no episódio que ficou conhecido como a invasão da Baía dos Porcos. No entanto, JFK ordenou que a invasão acontecesse sem o apoio da Força Aérea americana. Em 19 de abril, o governo cubano havia capturado ou matado muitos dos exilados durante a fracassada operação e Kennedy foi forçado a negociar a saída dos 1 189 sobreviventes. Entre as causas do fracasso do plano, notou a falta de diálogo entre os líderes militares e da total falta de apoio naval para destruir a artilharia da ilha, que facilmente acabava com os exilados cubanos quando eles desembarcaram. Depois de 20 meses de negociações, Cuba libertou todos os exilados capturados em troca de 53 milhões de dólares em alimentos e medicamentos. O incidente foi constrangedor para Kennedy. Devido a esta invasão, Castro começou a preocupar-se com os americanos, acreditando que uma segunda invasão era iminente.

06

A vida social e familiar

No casamento entre John e Jackie Kennedy, eles tiveram quatro filhos, incluindo a sua primeira filha, Arabella Kennedy, que morreu antes do nascimento em 1956. Sua segunda filha Caroline Kennedy, nascida em 1957, e depois teve seu primeiro filho, John F. Kennedy, Jr., nascido em 1960, que morreu em um acidente com seu avião em 1999. Seu último filho nasceu no mesmo ano do assassinato de Kennedy, Patrick Bouvier Kennedy, mas morreu dois dias após o nascimento devido a problemas respiratórios. O Presidente é geralmente associado à cultura popular. Coisas como "Torcendo na Casa Branca" e o musical "Camelot" (um trabalho popular da Broadway) fazem parte da cultura de JFK. O álbum de comédia Vaughn Meader "Primeira Família" ("Family First")—uma paródia do Presidente, a Primeira Dama, seus filhos e da administração Kennedy—vendeu cerca de 4 milhões de cópias. Em 19 de maio de 1962, Marilyn Monroe cantou para o presidente em sua festa de aniversário no Madison Square Garden.

07

Morte

Assassinato

Durante uma visita política a cidade de Dallas, no estado americano do Texas, para iniciar sua campanha a reeleição, o Presidente Kennedy, enquanto desfilava pelas ruas da cidade em carro aberto, foi atingido por dois disparos às 12h30 do dia 22 de novembro de 1963. Foi declarado morto meia hora depois. Lee Harvey Oswald, o suposto assassino, foi preso em um teatro cerca de 80 minutos após o ocorrido. Oswald foi inicialmente acusado do assassinato de um policial de Dallas, J. D. Tippit, antes de ser acusado do assassinato do presidente. Oswald disse que não tinha matado ninguém, alegando que ele era um chamariz. Também seria assassinado, em 24 de novembro, por Jack Ruby.

Funeral e enterro

Após o assassinato de Kennedy, seu corpo foi transferido para Washington, D.C., especificamente a Ala Leste da Casa Branca, onde permaneceu até o domingo seguinte. Neste dia, 24 de novembro, o caixão foi levado em uma carruagem puxada por cavalos da Casa Branca ao Capitólio e foi velado em público. Na segunda-feira, 25 de novembro, foi realizado o funeral de Estado, com a participação de mais de 90 representantes de vários países. Um dia após o assassinato, o novo Presidente Johnson declarou segunda-feira como um dia nacional de luto. Na parte da manhã houve uma missa na Catedral de St. Matthew, em Washington, e depois o corpo foi enterrado no Cemitério Nacional de Arlington com todas as honras.

08

Legado

A televisão foi a principal fonte através da qual as pessoas foram informadas dos acontecimentos que rodearam o assassinato de John F. Kennedy. Jornais foram mantidos como souvenirs, em vez de fontes de notícias atualizadas. As três principais redes de televisão suspenderam seus programas habituais e noticiário continuamente a partir de 22 de novembro até 25 de novembro a cobrir o assunto. O funeral de Kennedy e o assassinato de Lee Harvey Oswald foram transmitido ao vivo por todo o país e para outras nações do mundo. O funeral de Estado foi o primeiro de três que ocorreram dentro de 18 meses, os outros dois foram o do General Douglas MacArthur e o do ex-presidente Herbert Hoover. O assassinato do presidente Kennedy e os mistérios não resolvidos que envolveram o acontecido, acabaram afetando a confiança das pessoas na política americana. Esta morte com o posterior assassinato de seu irmão, o senador e ex-Procurador Geral Robert F. Kennedy e o reverendo Martin Luther King Jr., formaram um trio que desilusionaram a população em termos de mudanças políticas e sociais.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Saiba mais — fontes confiáveis na web

Continue pesquisando