Língua grega
O grego é uma língua de um ramo independente da família linguística indo-europeia. É a língua oficial da Grécia e do Chipre, e também uma das 24 línguas oficiais da União Europeia. Natural do sul dos Bálcãs, oeste da Ásia Menor e a região em torno do mar Egeu, é o idioma indo-europeu com a mais longa e bem documentada história, abrangendo 34 séculos de registros escritos. Seu sistema de escrita foi o alfabeto grego durante a maior parte de sua história; outros sistemas, como o Linear B e o silabário cipriota também foram utilizados. O alfabeto grego surgiu a partir da escrita fenícia, e acabou dando origem, por sua vez, aos alfabetos latino, cirílico, copta, e diversos outros sistemas de escrita.
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O grego antigo era uma língua indo-europeia falada na Grécia durante a Antiguidade, possuindo diversos dialetos, sendo os mais conhecidos o ático e o jônico; tendo, posteriormente, evoluído para o grego moderno. A escrita desta língua se encontra presente em diversos substratos, sendo os mais comuns os papiros e as estelas, mas também se encontram pequenos textos em inscrições em objetos cerâmicos, como o óstraco, e ainda em ossos e metais, como no caso das lâminas órficas.
O grego moderno, língua oficial da Grécia e do Chipre, difere em muitas formas do grego antigo e é falado por cerca de 13,1 milhões de pessoas. Na Grécia, é falado por quase toda a população. Também é, juntamente com o turco, a língua oficial de Chipre, embora o uso oficial do turco tenha sido limitado pela República de Chipre desde a invasão turca de 1974. Devido à adesão da Grécia e de Chipre à União Europeia, o grego é, atualmente, uma de suas 24 línguas oficiais. Além disso, o grego é oficialmente reconhecido como uma língua minoritária em partes da Itália e Albânia, bem como na Armênia e Ucrânia, sem falar na diáspora grega em países europeus e americanos, bem como na Austrália. Essa diáspora é formada não apenas por descendentes de gregos da Grécia, como também de indivíduos nascidos das ondas de emigração que quase extinguiram as antigas comunidades gregas de lugares como Egito, Turquia, Bulgária etc..
Os dialetos mais importantes são os seguintes:
O alfabeto utilizado para escrever a língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C., utilizando-se até aos nossos dias, tanto no grego moderno como também na Matemática, Astronomia, etc. Anteriormente, o alfabeto grego (Ελληνικό αλφάβητο) foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. e conhecido como linear B. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialectos arcado-cipriota e jónico-ático, dos quais provavelmente é antepassado, e é conhecido habitualmente como grego micênico. Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semítico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.


