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Língua italiana

O italiano (italiano) é uma língua românica, descendente direta do latim, sendo a mais próxima do latim entre as línguas nacionais e a segunda, atrás do sardo, quando as línguas regionais também são levados em conta. É a língua oficial de quatro países - Itália, Suíça, San Marino e Vaticano -, e usada como língua co-oficial em partes da Albânia, Eslovênia, Croácia e Mônaco. Foi igualmente usado na antiga África Oriental Italiana e as regiões do Norte de África, onde o italiano ainda desempenha um papel significativo em vários setores. O italiano também é falado por grandes comunidades de expatriados nas Américas, incluídas partes do Brasil, e por pequenas minorias em lugares como Crimeia, França, Montenegro e Tunísia. Muitos falantes são bilíngues nativos tanto do italiano e de outros idiomas regionais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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História

Imagem: velha-a -branca · BY-NC-SA · Openverse

A língua italiana atual deriva em grande parte do latim vulgar. Inicialmente, existiam dois tipos de latim falados até à Idade Média: o latim clássico falado pelos romanos mais cultos e influentes ou pelos moradores da área original de Roma, mais complexo, e o latim vulgar, que era falado pelos soldados romanos e pelos povos dominados por estes.[carece de fontes?] Uma vez que os soldados se mantinham por determinados períodos de tempo nos locais ocupados, eram, de certa forma, encarregados em impor a língua latina aos colonos, pelo que, a variante de latim vulgar se tornou a mais falada em toda a extensão do vasto Império Romano. Com a ocorrência de misturas de dialetos locais com o latim formaram-se várias das línguas atuais, tais como o português, o espanhol, o francês, o romeno. [carece de fontes?] Não há data definitiva em que as várias variantes italianas do, latim - incluindo variedades que contribuíram para o italiano padrão moderno - começaram a ser suficientemente distintas do latim para serem consideradas línguas separadas. Um critério para determinar que duas variantes de idioma devem ser consideradas idiomas separados em vez de variantes de um único idioma é se elas evoluíram de modo que não são mais mutuamente inteligíveis. Este diagnóstico é eficaz se a inteligibilidade mútua for mínima ou ausente (por exemplo, entre as línguas românicas, romeno e português), mas falha em casos como castelhano-português ou castelhano-italiano, pois falantes nativos instruídos de qualquer par podem se entender bem se optar por fazê-lo; no entanto, o nível de inteligibilidade é marcadamente mais baixo entre o italiano-castelhano e consideravelmente mais alto entre as línguas ibéricas irmãs português-castelhano. Os falantes deste último par podem se comunicar uns com os outros com notável facilidade, cada um falando com o outro em sua própria língua nativa, sem gírias/jargões.

Língua da Itália unificada

O italiano padronizado, usado hoje na Itália, é descendente dos dialetos da Toscânia, especialmente aquele falado em Florença, um dos mais importantes centros culturais da Itália. Este dialeto ganhou prestígio sobretudo após ser usado por Dante Alighieri, o maior escritor italiano. Desta forma, o atual italiano padrão só era falado na região da Toscânia. Com a unificação italiana, o dialeto de Florença foi escolhido como língua oficial da Itália.[carece de fontes?] A Itália, anteriormente dividida em diversos reinos, com línguas e dialetos próprios, só se unificou na segunda metade do século XIX. Diversos idiomas e dialetos prevaleciam entre a população do país. Estes dialetos eram, na maioria das vezes, incompreensíveis entre si. Por exemplo, um italiano que fale um dialeto do sul da Calábria não entende o dialeto de alguém do norte da Calábria. De uma cidade para outra, os dialetos italianos podem mudar completamente. Em consequência, era necessário unificar a população italiana dentro de um único dialeto que, no caso escolhido, foi o dialeto toscano.

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Distribuição geográfica

O italiano é língua oficial na Itália e em San Marino, e uma das línguas oficiais da Suíça. Também é a segunda língua oficial do Vaticano e em algumas áreas da Ístria, na Eslovênia e Croácia, como uma minoria italiana. Também é constantemente falado na Córsega e em Nice, antigas possessões italianas, além da Albânia. É falado em certas partes da África, que incluem a Etiópia, Líbia, Tunísia e Eritreia. É constantemente usado por comunidades italianas vivendo no Luxemburgo, na Alemanha, Bélgica, nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, no Brasil, Uruguai, na Argentina e Austrália. A presença de italianos é marcante em toda a América Latina. Neste caso, a presença da língua italiana, na maior parte dialetos nortenhos, é abundante no Brasil, Argentina e Uruguai. Nesses países, o espanhol e o português foram influenciados pelo italiano, particularmente em algumas regiões: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Córdoba, Buenos Aires, Chipilo, etc.[carece de fontes?]

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Os dialetos

Imagem: velha-a -branca · BY-NC-SA · Openverse

Quase todas as línguas românicas faladas na Itália são nativas da área em que são faladas. Além do italiano padrão, essas línguas são muitas vezes referidas como "dialetos", tanto coloquialmente quanto no uso acadêmico; no entanto, o termo pode coexistir com outros rótulos como "línguas minoritárias" ou "vernáculos" para algumas delas. O rótulo "dialeto" pode ser entendido erroneamente como implicando que as línguas nativas faladas na Itália são "dialetos" do italiano padrão no sentido predominante da língua portuguesa de "variedades ou variações de um idioma". Este não é o caso na Itália, pois a diversidade linguística de longa data do país não se origina do italiano padrão. A maior parte da variedade de línguas românicas da Itália é anterior ao italiano e evoluiu localmente do latim vulgar, independentemente do que se tornaria a língua nacional padrão, muito antes da propagação relativamente recente do italiano padrão em toda a Itália. De fato, o próprio italiano padrão pode ser pensado como uma continuação ou um dialeto fortemente baseado no dialeto florentino do toscano.

No Brasil

Entre 1875 e 1935, aproximadamente 1,5 milhão de italianos emigraram para o Brasil. Atualmente, 30 milhões de brasileiros são descendentes de italianos, contabilizando a maior população de origem italiana fora da Itália. Os imigrantes não só falavam o italiano padrão existente hoje, mas também dialetos. Na época em que estes imigrantes partiram para o Brasil, no fim do século XIX, o uso do dialeto era ainda mais forte, visto que poucos italianos imigrantes eram alfabetizados. A imigração vêneta se concentrou no Sul do Brasil, palco para a criação de colônias rurais isoladas quase sem comunicação. Tais fatores contribuíram para o enraizamento do dialeto vêneto em certas porções do Brasil meridional. A maior parte dos falantes de vêneto no Brasil se concentra nas zonas vinícolas do Rio Grande do Sul. Por viverem de certa forma isolados na zona rural, esses italianos e descendentes foram o único grupo que conseguiu manter o idioma vivo no Brasil, falado atualmente por alguns milhares de brasileiros. O dialeto, contudo, sofreu forte influência do português, e manteve expressões e léxicos que desapareceram na Itália. Para diferenciá-lo, utiliza-se hoje o nome talian.[carece de fontes?]

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Gramática

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Como em português, os substantivos italianos declinam-se em função de gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural). A língua italiana possui três conjugações verbais. Vários linguistas e gramáticos evidenciam quatro ou cinco conjugações na língua italiana, assim querendo diferenciar na segunda os verbos com infinitivo rizotônico (prèndere, stèndere, vòlgere) dos verbos com infinitivo arrizotônicos (vedére, sapére, temére) e evidenciar na terceira a presença de verbos incoativos com interfixo -isc- no presente do indicativo e do subjuntivo e no imperativo.[carece de fontes?] Os verbos podem ser postos em quatro modos pessoais (indicativo, conjuntivo, condicional e imperativo) e três modos impessoais (infinitivo, gerúndio, e particípio).

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