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Metabolismo de primeira passagem

Metabolismo de primeira passagem, também chamado de metabolismo pré-sistêmico ou efeito de primeira passagem, é a redução da quantidade de um fármaco que ocorre antes de ele chegar à circulação sistêmica, por causa de seu metabolismo na parede do intestino e, principalmente, no fígado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/11/2026
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Mecanismo

Depois de ser ingerido e absorvido pelo sistema digestivo, o fármaco passa pela veia porta hepática e chega ao fígado antes de alcançar o resto do corpo. Enzimas da parede intestinal e do fígado, como as do sistema citocromo P450, podem metabolizar uma parte importante do fármaco nessa primeira passagem, de modo que só uma fração dele chega ativa à circulação. Isso reduz a biodisponibilidade oral, ou seja, a proporção da dose que atinge a circulação sistêmica.

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Consequências

Por causa do efeito de primeira passagem, alguns fármacos precisam de doses orais bem maiores que as intravenosas, e outros não podem ser usados por via oral. A nitroglicerina, usada na angina, é quase toda destruída pelo fígado quando engolida e por isso é usada por via sublingual. O propranolol e a morfina também sofrem metabolismo de primeira passagem importante. A intensidade do efeito varia muito entre pessoas, conforme fatores genéticos, doenças do fígado e o uso de outros medicamentos que inibem ou induzem as enzimas hepáticas. Em alguns casos o metabolismo de primeira passagem é aproveitado: os pró-fármacos são substâncias inativas que se transformam no fármaco ativo justamente ao serem metabolizadas.

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Como evitar

Outras vias de administração evitam total ou parcialmente o efeito de primeira passagem, porque o fármaco chega à circulação sem passar antes pelo fígado. É o caso das vias intravenosa, intramuscular, subcutânea, sublingual, transdérmica e inalatória. A via retal evita o efeito apenas em parte.

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