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Numismática

Numismática é o estudo sob o ponto de vista histórico, artístico e econômico das cédulas, moedas e medalhas, muito embora o termo também seja empregado como sinônimo ao colecionismo desses itens. A numismática engloba ainda outros objetos "monetiformes", ou seja, assemelhados às moedas, como os jetons, moedas particulares ou ainda os pesos monetários. Na atualidade, desenvolveu-se também o conceito de colecionar moedas como forma de investimento, visto que as moedas costumam se valorizar com o passar dos anos e, dessa forma, podem garantir lucro aos “investidores” no momento da revenda.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Ciência numismática

Imagem: RafaFotos.flkr · BY-NC · Openverse

A numismática faz uso de diversas áreas do conhecimento para estudar as moedas, buscando identificá-las e situá-las no tempo histórico. Porém na atualidade a moeda se tornou, também, um documento histórico, sendo utilizada como “fonte” de dados para pesquisas, pois uma moeda pode facilmente fornecer dados sobre o povo que a cunhou, como sua forma de governo, língua, religião, forma como comercializavam, situação da economia, e até mesmo grau de sofisticação dos povos – através da análise do método de cunhagem – e por isso a numismática tem um papel cada vez maior no estudo da história dos povos. A preocupação principal da numismática é a moeda, enquanto peça cunhada. Cabe ao numismata analisar as moedas por diferentes métodos e buscando nelas diferentes informações. Durante esse processo o numismata fará uso de conhecimentos adquiridos através de outras disciplinas como a história, a cronologia, a metrologia, a simbologia, a epigrafia, a heráldica, a iconografia, a geografia, a economia, noções dos processos de metalurgia e da evolução nas artes, entre outros campos que podem ser abordados.

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História

Desde o Império Romano a aristocracia cultivou o interesse de colecionar moedas, sem no entanto estudá-las. O costume romano compartilhado por imperadores, como Augusto, foi mantido por reis europeus durante a Idade Média. A coleção de reis como Luís XIV da França e Maximiliano do Sacro Império possibilitariam o surgimento da numismática durante o Renascimento, graças à vontade dos humanistas em recuperar a cultura greco-romana, e a iniciativa de organizar as coleções reais. Assim a numismática surgiu durante o renascimento e se consolidou como ciência nos séculos seguintes. Assim temos nomes como o abade Joseph Eckhel que trabalhou na coleção imperial de Viena, capital da Áustria. Temos o colecionador francês Joseph Pellerin, que contribuiu para a coleção real francesa, e temos também um dos nomes mais famosos, Francesco Petrarca, poeta que desenvolveu a numismática na Itália. O objetivo de Petrarca era conhecer a história de cada povo. Petrarca demonstrou também como a numismática pode se tornar uma paixão contagiosa. Em 1390, coube a ele, indiretamente, a cunhagem de moedas comemorativas pela libertação da cidade de Pádua, pelo visconde Francisco II de Carrara.

História

A numismática desenvolveu-se no Brasil, principalmente a partir do século XIX, seguindo em parte o modelo europeu. A aristocracia teve papel fundamental para o desenvolvimento da numismática no Brasil, por ser a classe mais instruída e também por ter condições de formar coleções numismáticas, lembrando-se que na época as coleções deviam se formar basicamente de moedas greco-romanas. Temos também a contribuição especial do imperador Dom Pedro II, amante das artes e da história e que frequentemente fazia viagens ao exterior donde trazia “lembranças”. Com o fim do Império, a maior parte da produção numismática brasileira ficou restrita a museus e a trabalhos realizados por poucos pesquisadores principalmente no eixo das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, quadro que começou a se alterar com a popularização das feiras de antiguidade e com a criação de sociedades numismáticas no país.

Museus de Numismática Brasileiros

O Museu mais Antigo do Brasil de 1900 é o Museu de Numismática Bernardo Ramos em Manaus, Amazonas e tem a sua origem na coleção de moedas, medalhas, cédulas e documentos históricos, organizada pelo comerciante amazonense Bernardo Ramos. Estudioso e fascinado pela Numismática, viajou por vários países, adquirindo peças para sua coleção. Em 1898, adquiriu a valiosa coleção e respectiva biblioteca especializada do humanista pernambucano Cícero Peregrino Dias. O Governo do Amazonas autorizou a compra da coleção numismática de Bernardo Ramos, em 20 de Fevereiro de 1900, pela quantia de trezentos contos de réis. Em 1900, por ocasião das festividades do IV Centenário do Descobrimento do Brasil, realizadas no Rio de Janeiro, então capital da República, a Coleção Numismática foi exposta no período de 05 a 31 de maio de 1900, no salão nobre do Externato do Ginásio Nacional, hoje Museu Nacional. A exposição ao ser visitada pelo então Presidente da República Dr. Campos Salles, despertou neste um grande interesse, levando-o a fazer uma oferta de compra, o que foi recusado pelo Amazonense.

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Em Portugal

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

História

Em Portugal, a numismática teve um percurso evolutivo considerável no século XIX, através do contributo do Dr Augusto Carlos Teixeira de Aragão, considerado por muitos o pai desta ciência neste país, e que dedicou vários anos da sua vida a estudar, coleccionar, catalogar e organizar exposições da colecção Real Portuguesa ao serviço S. M. o rei D. Luis I de Portugal. Como referências da sua obra notável podem-se citar as publicações sobre a Description des Monnaies, Médailles et Autres Objets D'Art Concernant L'Histoire Portugaise tendo esta obra em conjunto com a colecção, acompanhado a delegação Portuguesa da época à Exposição Universal de Paris em 1867, tendo-lhe sido atribuída a medalha de ouro da exposição; a Descrição geral e histórica das moedas cunhadas em nome dos reis, regentes e governadores de Portugal em 3 Tomos; e a Descripção Histórica das Moedas Romanas existentes no Gabinete Numismático de sua Magestade EL-Rei O Senhor Dom Luiz I.

Museus

O Museu da Casa da Moeda, em Lisboa, conta com mais de 35.000 moedas datadas de entre os séculos VII-VI a.C. e o século XXI, entre as quais se destacam as de origem grega, romana, sueva, visigoda, bizantina, islâmica, portuguesa e estrangeira como a Peça da Coroação de D. Pedro I. E 9.500 medalhas produzidas desde o século XV à atualidade, tanto de origem portuguesa como estrangeira. Também criado em formato digital, o Museu é visitável pela internet.

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Fontes consultadas

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