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Paraguai

Paraguai, oficialmente República do Paraguai, é um país americano, localizado no centro da América do Sul, limitado a norte e oeste pela Bolívia, a nordeste e leste pelo Brasil e a sul e oeste pela Argentina. Possui uma área de 406 752 quilômetros quadrados, um pouco maior que o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. Segundo o último Censo em 2022, a população paraguaia foi de 6,1 milhões de habitantes, a maioria dos quais estão concentrados na região sudeste do país. Ao lado da Bolívia, o Paraguai é um dos dois países da América do Sul que não possuem uma saída para o mar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Etimologia

O topônimo Paraguay tem origem relativamente incerta; sabe-se que provém do guarani e que teria sido dado inicialmente ao rio, porém não há uma etimologia fidedigna de seu significado no idioma. As alternativas prováveis são "águas do mar" (de pará, "mar", guá, que denota origem, e ý, "água", significando "água que vem do mar", onde "mar" provavelmente se refere ao Pantanal) ou uma modificação de payagua-í ("água" ou "rio dos paiaguás"). Em guarani, costuma-se escrever o nome como Paraguái, e usa-se, ocasionalmente, a forma Paragua-y para se referir à cidade de Assunção. Em tupi, o vocábulo teria origem no termo Paragoáy (de paragoá, "papagaio" e ý, "rio"), com o significado de "rio do papagaio". Eduardo de Almeida Navarro defende que o nome do país e do rio provém da língua guarani antiga, significando "rio dos paraguás" pela junção de paragûá (paraguá, uma variedade de psitacídeo) e 'y (rio).

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História

Em 3 de fevereiro de 1989, Stroessner foi derrubado por um golpe militar liderado pelo seu consogro, o general Andrés Rodríguez. Com isso, o ditador deposto exilou-se no Brasil, ali falecendo em 2006. Eleito presidente em maio de 1989, Rodríguez instituiu reformas políticas, jurídicas e econômicas e iniciou uma reaproximação com a comunidade internacional. Houve a democratização do Paraguai. Em 1991, Rodríguez, junto com o Presidente do Brasil Fernando Collor, da Argentina Carlos Menem e do Uruguai Luis Alberto Lacalle, participou da assinatura do Tratado de Assunção, que cria o Mercosul. Refletindo a profunda fome dos pobres rurais por terra, centenas imediatamente ocuparam milhares de acres de territórios não utilizados pertencentes a Stroessner e seus associados; em meados de 1990, 19 mil famílias ocupavam 138 mil hectares. Na época, 2,06 milhões de pessoas viviam em áreas rurais, mais da metade da população total de 4,1 milhões, e a maioria não tinha terra.

Era Pré-Colombiana

Os vestígios mais antigos de presença humana no Paraguai são datados de oito mil anos atrás. Quando da chegada dos espanhóis ao atual território paraguaio, o Paraguai Oriental, ou seja, a área do seu território entre os rios Paraná e Paraguai, que é uma zona de floresta subtropical úmida, era habitada predominantemente por povos agricultores guaranis (destacando-se os caiuás, mbiás e avá-guarani) ou afiliados aos guaranis, enquanto que o Paraguai Ocidental, dominado pelo Chaco, uma planície com características de Pampas e Llanos, era habitado por grupos de caçadores-coletores.

Período Colonial

Os primeiros europeus chegaram ao Paraguai no início da colonização espanhola da América. Um náufrago da expedição de Juan Díaz de Solís, o português Aleixo Garcia, que partiu do litoral do atual estado brasileiro de Santa Catarina em 1524, e o veneziano Sebastião Caboto, que subiu o Rio Paraná em 1526, foram os primeiros europeus a chegarem ao interior da Bacia do Prata, o que inclui o atual Paraguai, mas coube ao espanhol Domingo Martínez de Irala a primazia dos primeiros núcleos coloniais (1536–1556). Irala lançou os fundamentos do Paraguai e sua política de colonização consistiu na delimitação das fronteiras com a América Portuguesa através da construção de uma linha de fortes contra a expansão portuguesa, na fundação de vilas e na intensa miscigenação de espanhóis com guaranis, base da formação da população do país. Irala teve várias esposas indígenas e com elas vários filhos e, com isso, é antepassado de grande parte dos paraguaios.

Independência e décadas posteriores

Em 15 de maio de 1811, o Paraguai declarou a sua independência da Espanha, de modo totalmente pacífico. O Dr. José Gaspar Rodríguez de Francia, mais conhecido como o "Dr. Francia", ou "O Supremo", assumiu a liderança do país, governando-o até sua morte, em 1840. Durante seu governo, o Dr. Francia isolou o Paraguai do resto do mundo, não mantendo relações com nenhum país e proibindo a emigração e a imigração. Ele reprimiu a oposição ao regime e utilizou a política isolacionista como meio de deter as ambições expansionistas do Brasil e da Argentina e a penetração estrangeira. A fim de evitar a necessidade de comércio exterior, o ditador estimulou a autossuficiência agrícola, mediante a introdução de novas culturas e desenvolveu as manufaturas. Essa política isolacionista contribuiu para preservar o caráter homogêneo do povo paraguaio e seu espírito de independência.

Os López e a Guerra do Paraguai (1864–1870)

Com a morte de Francia, assumiu a presidência o seu sobrinho, Carlos Antonio López (1840–1862), que acabou com o isolamento do país, expandiu o comércio externo e transformou o Paraguai em um dos países mais desenvolvidos da região, por meio da industrialização e do envio dos melhores estudantes para estudar em universidades europeias. Durante seu governo, o Brasil e a Argentina reconheceram a independência paraguaia. No entanto, durante o governo de Carlos Antonio, aumentavam as tensões entre o Paraguai e o Brasil e Argentina. O ditador argentino Juan Manuel Rosas ergueu obstáculos ao comércio exterior paraguaio, mediante bloqueio econômico, enquanto reavivavam-se disputas fronteiriças. Consciente do perigo, López tratou de fortalecer o exército, que seu filho, Francisco Solano López (1862–1870), teria amplas oportunidades de usar. Treinado por oficiais alemães e equipado com armas europeias modernas, o exército paraguaio tornou-se uma força formidável empregada numa aventura expansionista.

Últimas décadas do século XIX e primeira metade do século XX

Em 1887, fundaram-se os dois principais partidos políticos do Paraguai: o Partido Liberal (atual PLRA - Partido Liberal Radical Autêntico) e o Partido Colorado. Em 1904, estourou uma revolução liberal contra o domínio dos colorados. O governo liberal iniciou um período de grande instabilidade política: entre 1904 e 1954, o Paraguai teve 31 presidentes, a maioria dos quais foi destituída à força. Os conflitos entre as facções do partido Liberal no poder levaram à Guerra Civil Paraguaia de 1922. A disputa da região do Chaco com a Bolívia, por suspeitas de existência de petróleo na região, levou à Guerra do Chaco (1932–1935). Após milhares de mortes, o Paraguai venceu, mesmo com um exército menor, e ficou com a maioria das terras da região disputada.

Era Stroessner (1954–1989)

Em 15 de agosto de 1954, Stroessner tomou posse como presidente e permaneceu no cargo até 1989. O período de 35 anos em que governou o país ficou conhecido como El Stronato. Nos meses seguintes à posse, Stroessner instaurou uma ditadura e começou a perseguir opositores, inclusive dentro do Partido Colorado. Após a queda de dois ditadores pró-americanos, o cubano Fulgencio Batista e o venezuelano Marcos Pérez Jiménez, os Estados Unidos pressionaram Stroessner a relaxar o autoritarismo, levando a uma breve abertura política. Entretanto, com o aumento da oposição e o surgimento de grupos armados contrários à ditadura, o estado de sítio foi retomado.

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Geografia

O Paraguai faz fronteira com a Bolívia ao norte e a noroeste, com o Brasil a leste e a nordeste, e com a Argentina a sudeste, ao sul e a oeste. A localização da cidade Assunção fica na margem esquerda do rio Paraguai, na parte frontal da foz do rio Pilcomayo. O rio Paraguai desce da parte setentrional para a parte meridional. O próprio rio faz a divisão do Paraguai em duas regiões geográficas distinguidas — a Región Oriental (Região Oriental) e a Región Ocidental (Região Ocidental). Outro nome dado a essa última, é o Chaco Boreal.

Topografia e hidrografia

No Paraguai existem três diferentes regiões geográficas. O Chaco é uma planície de grande extensão na parte ocidental do país. Em compartilhamento com a Bolívia e a Argentina, é caracterizado pela altitude que se declina gradualmente da parte norte-ocidental para a parte sul-oriental. É revestida de áreas pantanosas e ocorrem muitas cheias durante a época em que chove. O campo é a vegetação predominante da região central. Seu relevo é de morros e a fertilidade dos vales serranos. Os tipos de vegetações característicos são a savana, as matas de galeria e a vegetação de pântano. A área florestal está localizada em um acidente geográfico de terra baixa. Os morros de baixa altitude recortam essa região e alcançam aproximadamente 700 metros nas cordilheiras de Amambay e Mbaracayú, ambas na fronteira com o Brasil.

Clima

O clima do Paraguai é, geralmente, subtropical, menos em alguns trechos da região do Chaco, com temperatura parecida à do Planalto Brasileiro, onde é quente e úmido. O país é cortado pelo trópico de Capricórnio ao centro, próximo a Concepción. A posição central e plana do Paraguai, praticamente sem barreiras naturais, favorece os rápidos efeitos dos ventos quentes originários do Equador, e dos ventos frios que vêm da Argentina, causando variações térmicas acentuadas. No verão, as temperaturas variam entre 26 °C e 33 °C, e no inverno entre 15 °C e 26 °C. A temperatura média é de 23 °C, enquanto a máxima absoluta é de 41 °C e a mínima é de 1 °C. A diferença entre a temperatura média do verão e a do inverno é de 6 °C. Uma das características do clima paraguaio é a alta temperatura sentida no verão, especialmente na região dos campos e do Chaco, e o frio intenso que ocorre no período do inverno.

Flora

O Paraguai é um país com diversas biosferas. No leste, há muitos prados verdes e florestas, enquanto o oeste do país é coberto principalmente por grama seca e árvores esparsas. Como tal, a flora nativa do Paraguai é apresentada em uma infinidade de espécies. a Flora do Paraguai concentra-se principalmente no planalto do Paraná à medida que o planalto recebe forte chuva.

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Demografia

O Paraguai possui uma população de 6,1 milhões de habitantes (2022) e sua densidade demográfica é relativamente baixa, em torno de 15 hab./km². Existem grandes contrastes de ocupação entre as distintas partes do país: o Chaco é a região mais despovoada, concentrando 60% da área do país e apenas 2% da população. As planícies próximas ao rio Paraná têm densidade moderada. A taxa de urbanização é estimada em 67,3% em 2023. Os habitantes concentram-se nas principais cidades do país e arredores, como Assunção, Ciudad del Este, San Lorenzo e Fernando de La Mora. As taxas de natalidade e de fecundidade são relativamente altas - cada mulher tem, em média, 2,4 filhos. A taxa de mortalidade infantil é moderada e gira em torno de 16 por mil. A expectativa de vida é de 71,4 anos para homens e 77 anos para as mulheres.

Composição étnica

Embora não existam dados oficiais sobre a composição étnica do Paraguai, a maioria da população paraguaia é fruto da miscigenação entre europeus e indígenas, iniciada no período colonial. Nas décadas seguintes ao fim da Guerra do Paraguai, para compensar as perdas demográficas no conflito, imigrantes vindos da Europa, do Levante e de países hispano-americanos próximos, sobretudo da Argentina, se fixaram no Paraguai e, ao longo do tempo, eles e seus descendentes foram incorporados à população desse país. Desse modo, o povo paraguaio atual foi formado pela nova mestiçagem entre a população tradicional hispano-guarani que sobreviveu à Guerra do Paraguai e imigrantes que chegaram ao país para repovoá-lo.

Idiomas

O guarani, língua falada pela maioria da população, e o espanhol são os idiomas oficiais, sendo que 95% da população é bilingue. O dialeto falado no país é o espanhol paraguaio. Há também dezenas de milhares de falantes puramente indígenas de dialetos guaranis no Paraguai. O Paraguai é único em muitos aspectos e diferente de outros países latino-americanos. O Paraguai tem uma população mestiça que é bastante homogênea (hispânica na aparência e na cultura). As pessoas não aparentam, nem vestem ou se comportam como indígenas. Os termos ladino e mestizo não são usados no espanhol paraguaio e não existem conceitos sobre mistura cultural ou racial, como existem em outros países latino-americanos. No entanto, apesar da espanholização da maioria dos moradores, noventa por cento da população é falante da língua indígena guarani. Por esse motivo, o Paraguai é único no hemisfério e o país é, frequentemente, citado como uma das poucas nações bilíngues no mundo.

Religião

A Constituição da República do Paraguai estabelece a liberdade de culto e outras leis e políticas que contribuem para o livre exercício de qualquer religião. A maioria da população paraguaia se considerada católica, os dados da Cidade do Vaticano afirmam que o Paraguai é o país da América Latina com o maior percentual de católicos, sendo também o único país latino-americano no qual o catolicismo excede o 85% da população total. O Paraguai é o país com a menor diminuição no número total de católicos entre os seus habitantes (quatro pontos percentuais perdidos entre 1996 e 2013). Por outro lado, o crescimento da população de evangélicos é menor do que a diminuição dos católicos. As maiores denominações protestantes no Paraguai são os menonitas, seguidos pelos batistas, batistas reformados, presbiterianos e pentecostais. Seu crescimento no país é maior nas áreas urbanas do que em aldeias ou cidades (seis em cada dez paraguaios evangélicos têm uma boa posição econômica). Outros cultos e religiões presentes em solo paraguaio são a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os adventistas, as Testemunhas de Jeová, os muçulmanos, Baha'i, dentre outros.

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Política

O Paraguai é uma república presidencialista, onde o presidente é, ao mesmo tempo, chefe de Estado e de governo. A constituição do Paraguai, promulgada em 20 de agosto de 1992, estabelece que o país é uma república baseada na democracia e na divisão dos poderes. O chefe de estado e chefe de governo é o atual presidente Mario Abdo Benítez e o vice-presidente, Hugo Velázquez.

Governo

O poder executivo é exercido pelo presidente, eleito por sufrágio universal direto para um mandato de cinco anos, sem possibilidade de reeleição. Ao presidente, que é auxiliado pelo vice-presidente, compete nomear os ministros. O presidente e o vice-presidente são assessorados pelo Conselho de Ministros. O presidente participa da formulação da legislação e a promulga, podendo vetar leis emanadas do legislativo. O Conselho de Ministros é constituído pelos membros do gabinete, o reitor da Universidad Nacional de Asunción, o presidente do Banco Central do Paraguai e representantes dos seguintes ministérios: agricultura e pecuária; educação e cultura; finanças; relações exteriores; indústria e comércio; interior; justiça; defesa; saúde e bem-estar social; obras públicas e comunicações.

Forças armadas

As principais forças armadas do Paraguai são exército, Marinha Nacional (que inclui Força Aérea, Corpo de Fuzileiros Navais e Prefeitura Naval Geral) e Força Aérea. A constituição do Paraguai estabelece que o presidente do Paraguai é o comandante-em-chefe.

Relações exteriores

A política diplomática do Paraguai tem se concentrado em manter boas relações com seus vizinhos e o governo paraguaio tem sido um defensor ativo da cooperação regional. O Paraguai é membro das Nações Unidas e teve um mandato como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU entre 1967–1969. Mantém participação em várias instituições financeiras internacionais, incluindo o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Também pertence à Organização dos Estados Americanos, à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), ao Grupo do Rio, à Interpol, ao Mercosul e à UNASUL. No nível político, os assuntos diplomáticos e as relações internacionais do Paraguai são oficialmente administrados pelo Ministério das Relações Exteriores, que responde ao poder executivo do governo. O atual ministro das Relações Exteriores é Luis Alberto Castiglioni, no cargo desde 15 de agosto de 2018.

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Subdivisões

O Paraguai está dividido em 17 departamentos. Cada departamento é dividido em distritos.

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Economia

A economia paraguaia baseia-se em produto agropecuários e florestais, que representam 75% das exportações. Entre os recursos agrícolas destacam-se soja, milho, cana-de-açúcar, mandioca, arroz, trigo, laranja, erva-mate e sorgo. O país está entre os 10 maiores produtores do mundo de soja, e entre os 25 maiores de cana de açúcar e milho, além de ser o país mais setentrional da América do Sul a produzir trigo. A pecuária é bastante desenvolvida. É um dos 30 maiores produtores do mundo de carne bovina, além de também produzir carne de frango, carne suína e ter uma considerável extração de leite. As principais espécies de madeiras florestais de exportação são o quebracho, o mogno, a nogueira e o cedro. A cultura da soja foi trazida pelos brasileiros ao país: em 2019, quase 70% dos produtores de soja e arroz do Paraguai eram pessoas oriundas do Brasil, ou descendentes de brasileiros (os chamados brasiguaios). Os primeiros produtores brasileiros começaram a chegar ao país nos anos 1980. Antes disto, havia muitas terras no país sem uso.

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Infraestrutura

Saúde

A expectativa de vida ao nascer era de 75 anos em 2006, e a oitava melhor posição do ranking na América do Sul de acordo com a Organização Mundial da Saúde. É o mesmo nível da Argentina. A despesa pública em saúde é de 2,6% do PIB e as despesas privadas em saúde 5,1%. A mortalidade infantil era de 20 por mil nascimentos em 2005. A mortalidade materna foi de 150 por 100 000 nascidos vivos em 2000. O Banco Mundial ajudou o governo paraguaio para reduzir a mortalidade materna e infantil do Paraguai. O Mother and Child Basic Health Insurance Project teve como objetivo contribuir para a redução da mortalidade, aumentando a utilização de serviços selecionados de salvação de vidas incluídos no Mother and Child Basic Health Insurance Program (MCBI) por mulheres em idade fértil e crianças menores de idade seis em áreas selecionadas. Para este fim, o projeto também teve como objetivo a melhoria da qualidade e eficiência da rede de serviços de saúde dentro de determinadas áreas, além da gestão do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social (MSPBS).

Transportes

Segundo dados oficiais do M.O.P.C (Ministério das Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), em 2019, existiam no total 78 850 km de estradas, sendo 10 372 km pavimentados. Um dos investimentos recentes mais importantes da história do país é a construção do Corredor bioceânico, que cortará o norte do Paraguai em linha horizontal, ligando o Brasil à Argentina, chegando tanto aos portos do norte do Chile, quanto aos portos brasileiros. A obra abrirá uma nova rota para exportações de produtos para a Ásia, e viabilizará o desenvolvimento de uma região isolada do Paraguai, o Chaco. Em 2022, o país já havia concluído 275 km da estrada, cerca de metade do percurso, e em 2025 já estavam sendo asfaltados outros 224 km, com conclusão prevista para 2026, basicamente concluindo a estrada. Em 2024 foi concluída a duplicação total da Rota 2, a principal rodovia do país, que liga a capital Assunção a Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil (rodovia que também se liga ao Porto de Paranaguá).

Energia

O Paraguai não possui grandes jazidas de petróleo ou gás natural. Apesar das inúmeras tentativas de extração, as reservas encontradas mostraram-se insuficientes para a exploração comercial. Sem reservas, o Paraguai é totalmente dependente das importações para atender a demanda interna. O Estado subsidia a importação e venda de diesel, enquanto gasolina, álcool, GLP e outros combustíveis são importados livremente. Até 1970, toda a energia elétrica utilizada no país vinha de usinas termelétricas. O Paraguai tornou-se autossuficiente em energia quando entrou em funcionamento, em 1976, complexo hidrelétrico de Acaray, com o objetivo de transformar o país em exportador de energia elétrica para o Brasil e a Argentina. A usina hidrelétrica de Yguazú foi construída em 1977, sendo uma barragem de acumulação de água para ser utilizada em casos de necessidade de abastecimento à barragem de Acaray, liberando um volume médio de cem metros cúbicos diários, com um máximo de 200 metros cúbicos.

Educação

A taxa de alfabetização foi de cerca de 93,6% e 87,7% dos paraguaios terminaram a quinta série de acordo com o último Índice de Desenvolvimento da Educação de 2008 pela UNESCO. A alfabetização não difere muito em função do sexo. A educação primária é gratuita, obrigatória e tem nove anos. O ensino secundário dura três anos. O Paraguai tem diversas universidades. A Universidade Nacional de Assunção foi fundada em 1890 e a Universidade Americana é uma das melhores instituições que oferecem MBA na América do Sul e no Paraguai. A taxa de escolaridade primária líquida foi de 88% em 2005. Despesa pública em educação era cerca de 4,3% do PIB no início da década de 2000.

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Cultura

A característica marcante da cultura paraguaia é a persistência da tradição guarani, entrelaçada com a hispânica. Embora as publicações em guarani sejam numerosas, a maioria da população conhece os dois idiomas. O guarani é empregado como linguagem doméstica e o espanhol na vida oficial e comercial. As duas maiores e mais tradicionais universidades são a Nacional de Assunção, fundada em 1890 e a Católica, em 1960. A maioria dos paraguaios professa o catolicismo, mas outros cultos são tolerados. As principais instituições culturais do país estão na capital: a Academia Nacional de Belas-Artes, o Conservatório Nacional de Música, a Orquestra Sinfônica de Assunção, a Biblioteca Nacional e o Museu de História Nacional e Etnografia. São famosas as qualidades melódicas da música popular paraguaia, que, em vez da influência africana de outras nações americanas, manteve traços da cultura guarani, particularmente as guarânias, acompanhadas por violão e de ritmo dolente.

Literatura

Paraguai foi terra de numerosos poetas, em especial em língua guarani. Ainda que o Paraguai das últimas décadas não tenha sido solo propício para a criação artística em geral, a poesia sempre foi o gênero literário mais prolífico das letras paraguaias. Se por "poesia atual" entendemos a produzida a partir da década de 1960, então o meio temporário do aqui incluso como "poesia paraguaia atual" abarca quase trinta anos de governo ditatorial (ditadura de Stroessner, 1955–1989) e mais dezessete anos de transição democrática (1989–presente). A situação política, econômica e cultural resultante, bem como também as censuras e autocensuras vigentes durante a dita ditadura afetaram significativamente, tanto em quantidade como em qualidade, a produção poética interna. As detenções arbitrárias, a perseguição ideológica e a repressão política imperantes levaram ao exílio a quase um milhão de paraguaios (um terço da população) e, entre eles, a muitos escritores e artistas. A literatura do Paraguai se construiu mais com as contribuições dos exilados que com as dos escritores que viveram na pátria. Efetivamente, os dois poetas paraguaios de maior renome internacional, Hérib Campos Cervera (1905–1953) e Elvio Romero (1926–2004), escreveram praticamente toda sua obra no exílio, ambos em Buenos Aires. Considerado o poeta mais importante da promoção de 1940, Campos Cervera é também um dos três escritores de dito grupo (com Josefina Plá e Augusto Roa Bastos) que maior influência teve na literatura paraguaia contemporânea.

Música e dança

É o único país da América do Sul onde a maioria dos habitantes fala o idioma nativo, sua música, no entanto, é fortemente influenciada pela música europeia. Entre os séculos XVII e XVIII, os jesuítas notaram que os guaranis possuíam grande vocação para a música e, em suas missões, ensinaram aos nativos os fundamentos da música europeia. Os instrumentos mais populares são a harpa e a viola. A harpa paraguaia teve muita difusão e é conhecida em muitos países do mundo. Seus gêneros são a canção paraguaia, ou purajhei e a guarânia, caracterizada por ser uma canção lenta desenvolvida por José Asunción Flores. Um dos mais conhecidos expoentes da música paraguaia foi Luis Alberto del Paraná, que realizou várias excursões pela Europa e pelo resto do mundo por mais de trinta anos.

Esportes

O esporte mais praticado e mais popular no país é o futebol. A seleção do Paraguai é uma das mais fortes do continente, tendo sido, por duas vezes (1953 e 1979), campeã da Copa América. Também conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas de 2004, sendo a única no país até então. Também participou oito vezes da Copa do Mundo de Futebol, sendo sua melhor participação em 2010, quando chegou às quartas de final pela primeira vez. No momento da criação da Liga Paraguaia de Futebol, criada em 1906, o país já possuía cinco clubes de futebol, todos sediados em sua capital e em Ypacaraí. Os torneios atléticos passaram a se desenvolver nos primeiros anos da década de 1920, época em que foi criada a Federação Paraguaia de Voleibol, em 1928. Anos mais tarde, o país fundou a Associação Desportiva Paraguaia, em 1936, tendo como seu primeiro presidente Tomás Bartrina.

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Fontes consultadas

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