Torá
Torá é o livro sagrado do judaísmo.
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É derivada da palavra em hebraico: ירה; romaniz.: yārāh; ensinar, doutrinar, instruir principalmente em provérbios. No contexto do Pentateuco, o sentido moderno refere-se a um rolo de pergaminho no qual os cinco livros fundamentais da fé israelita, também a primeira das três divisões do cânon judeu; em hebraico: חמשה חומשי תורה; romaniz.: Hamishá Humashêi; lit. os cinco quintos dos escritos; também podendo referir-se ao corpo inteiro da literatura religiosa judaica, lei e ensinos contidos principalmente na Mishná e no Talmude para o judaísmo rabínico. Em nenhum outro lugar do Pentateuco, fora Deuteronômio, o termo "torá" se refere a um "documento legal escrito extenso", esse significado parece ser exclusivo. Mesmo Malbim, um comentarista conservador, reconhece que a referência "esta torá" em Deuteronômio 1:5 é ao conjunto de leis que começa no capítulo 12, ou seja, à seção do livro que os estudiosos modernos chamam de código Deuteronômico, e não à toda a Torá, a saber Gênesis-Deuteronômio.
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As cinco partes que constituem a Torá são nomeadas de acordo com a primeira palavra de seu texto, e são assim chamadas: Geralmente, suas cópias são feitas à mão, em rolos, e dentro de certas regras de composição. Usadas para fins litúrgicos, são conhecidas como Sefer Torá, enquanto suas versões impressas, em livros, são conhecidas como Chumash ou Humash.
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Os cinco livros da Torá tratam acerca de Deus e da aliança e suas normas com relação ao povo escolhido para exercer a função de representantes do caminho de Teshuvá. Trata das inúmeras vezes em que o povo falha e descumpre simples leis de convívio pacifico; peca por falta de sabedoria para com a Mtzvá.
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Na Torá, se encontra o relato da Criação dos Mundos (os céus) e da nossa Realidade (a Terra) que não visa ser referência científica, mas sim, um pano de fundo para chegar ao foco principal: o relacionamento entre o Ser humano e Deus; um relato de como a psique humana evoluiu no pensamento, na razão da Sua existência à Criação (da Terra; e consecutivamente à nossa realidade material) e que através das histórias dos patriarcas mostra a trajetória do ser humano desde a idolatria, atravessando a monolatria, até por fim chegar ao monoteísmo; também o relato sobrenatural das manifestações do Criador, a fim de, por meios humanos, fazer com que o ser humano entenda os motivos pelo qual a lei de causa e efeito faz parte do Eloim, este que é a reunião de todos os poderes regentes, sejam eles naturais, sobrenaturais, etc., em um só termo. E o mais importante, a promessa messiânica de que haverá num dia a correção definitiva de toda insatisfação, que virá de Yahweh.[Notas 1]
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Origem
Apesar de o Pentateuco ser anônimo, há o consenso que esta obra começou a ser vertida em forma escrita a partir dos meados do 1o milênio, levando alguns séculos para atingir sua atual forma canônica. Entre os documentos mais antigos que compõe o Pentateuco está Deuteronômio 12-26. Este livro teria sido encontrado no templo de Salomão por ocasião de reformas proporcionadas pelo rei de Judá Josias (640-609 a.C). A partir dele, várias redações e tradições paralelas (como a registrada nas redações Jovista e Eloísta) coexistiram até ficar pronta a versão canônica após o exílio (por volta de 450-400 a.C.). Alguns críticos acadêmicos (os "Minimalistas Bíblicos") insistem que o Torá por inteiro mostra evidências de sua construção composta após 583 a.C., talvez com material proveniente de uma tradição oral anterior, como se fosse uma "prequela" dos livros proféticos.
A Torá recebe seu título de seu conteúdo, o próprio nome conotando "doutrina". Os judeus helenistas, no entanto, traduzido por νόμος = "lei",[Notas 2] de onde veio o termo "livro de direito; isso deu origem à impressão errônea de que a religião judaica é puramente nomista, de modo que ainda é frequentemente designada como a religião da lei. A Torá contém ensinamentos e leis, mesmo as últimas sendo apresentadas de forma ética e contidas em narrativas históricas de caráter ético. A recepção teológica judaica tradicionalista antiga defende que a Torá existe desde antes da criação do mundo e foi usada como um plano mestre do Criador para com o mundo, humanidade e principalmente com o povo israelita. No entanto, a Torá como conhecemos teria sido entregue por Yahweh a Moisés, quando o povo de Israel, após sair do cativeiro em Egito, peregrinou em direção à terra de Canaã. As histórias dos patriarcas, aliados ao conjunto de leis culturais, sociais, políticas e religiosas serviram para imprimir sobre o povo um sentido de nação e de separação de outras nações do mundo.
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De acordo com os críticos bíblicos, a Torá constitui em sua forma canônica uma única obra, que é representada, até hoje, pelo Pergaminho da Lei; nem a história sabe de nenhum outro rolo da Torá. A divisão quíntupla do Pentateuco deveu-se a causas puramente externas e não a uma diversidade de conteúdo; pois em volume a Torá forma mais de um quarto de todos os livros da Bíblia e contém, em números redondos. A divisão da Torá em cinco livros remonta da edição grega, a Septuaginta. Uma obra desse tamanho excedia em muito o tamanho normal de um pergaminho individual entre os judeus; e a Torá, consequentemente, tornou-se um Pentateuco, sendo assim análoga aos poemas homéricos, que originalmente formavam um único épico, mas que depois foram divididos em vinte e quatro partes cada. Como eles, além disso, o Pentateuco foi dividido de acordo com o sentido e com um admirável conhecimento do assunto,[Notas 23] enquanto subdivisões também foram feitas nas chamadas "abertas e fechadas" parashiot, "cuja inter-relação exata ainda não está clara.


