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A Portuguesa

A Portuguesa, que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal, sendo o seu hino nacional, nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao Ultimato Britânico que exigia o abandono das posições portuguesas em África no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, incluídas no denominado "Mapa cor-de-rosa". A letra foi escrita por Henrique Lopes de Mendonça, e a música foi composta por Alfredo Keil em 1890. A "Portuguesa" veio a transformar-se em hino no ano de 1911.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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História

Imagem: Rhys A. · BY · Openverse

Em Portugal, a reação popular contra os ingleses e contra o governo português, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de junho de 1911. Diz-se que A Portuguesa originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) — costuma dizer-se que onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os britânicos, embora de acordo com Rui Ramos a versão original tenha sido sempre a primeira, sendo que a segunda surgiu de patriotas pós-1890. Com a República, A Portuguesa veio substituir o Hymno da Carta, então o hino nacional desde maio de 1834.

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Letra

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

Data: 1890 Letra: Henrique Lopes de Mendonça Música: Alfredo Keil I Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria, sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões marchar, marchar! II Desfralda a invicta bandeira À luz viva do teu céu! Brade a Europa à terra inteira: Portugal não pereceu! Beija o solo teu jucundo O oceano, a rugir d'amor, E o teu braço vencedor Deu novos mundos ao Mundo! Às armas, às armas! Sobre a terra e sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões marchar, marchar! III Saudai o Sol que desponta Sobre um ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O sinal de ressurgir. Raios dessa aurora forte São como beijos de mãe, Que nos guardam, nos sustêm, Contra as injúrias da sorte. Às armas, às armas! Sobre a terra e sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões marchar, marchar!

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