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Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa GCSE (ACL) é uma instituição científica portuguesa e é o órgão consultivo do Governo Português em matéria linguística.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/06/2026
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História

Esta Academia das Ciências de Lisboa teve como antecessora a Academia Real da História Portuguesa fundada em 1720, igualmente com sede em Lisboa.

Fundação

A Academia foi fundada no reinado de D. Maria I de Portugal e D. Pedro III de Portugal, a 24 de dezembro de 1779, em pleno Iluminismo, como Academia Real das Ciências de Lisboa. Com o beneplácito da rainha, os seus fundadores foram, respectivamente o seu primeiro presidente e grande mentor o 2.º Duque de Lafões e o primeiro secretário o Abade Correia da Serra, que eram férreos opositores do regime do marquês de Pombal. A criação deste estabelecimento insere-se numa corrente antipombalina, claramente, contra o estudo das humanidades, que o Marquês fizera questão em manter. Na altura foram criada com duas classes, uma de Ciências e outra de Belas Letras.

A República

Depois da implantação da República, passou designar-se Academia das Ciências de Lisboa., coexistindo com a Academia das Ciências de Portugal com os seus estatutos recentemente aprovados.

Instalações

A Academia encontra-se, desde outubro de 1834, instalada no antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, na Rua da Academia das Ciências, n.º 19, na parte baixa do Bairro Alto, em Lisboa. Ao longo da sua história a Academia conheceu seis moradas oficiais. A primeira sede da Academia foi no Palácio das Necessidades, após a extinção das ordens religiosas. Em 1834 - Na sequência da extinção das ordens religiosas, a comunidade franciscana sai do Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, em Lisboa. Em 26 e 27 outubro de 1834, dois decretos procedem à doação do edifício do convento à Academia, para seu perpétuo estabelecimento, incluindo-se na doação a livraria, o Museu de História Natural e de Artefactos e a galeria de pinturas;

Condecorações

Em 28 de maio de 1930, a Academia foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

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Estatutos

Os Estatutos da Academia das Ciências foram aprovados pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis 390/87, de 31 de dezembro, 179/96, de 24 de setembro, 53/2002, de 2 de março, 90/2005, de 3 de junho, 157/2015, de 10 de agosto, com republicação.

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Classes, secções e institutos

A Academia das Ciências de Lisboa é constituída por duas classes académicas, a Classe de Ciências e a Classe de Letras, e compreende o Instituto de Altos Estudos e o Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa.

Classes

À época da fundação, a Academia era formada por três classes (Ciências Naturais, Ciências Exactas e Belas-Letras). Em 1851, as duas primeiras juntaram-se na Classe de Ciências e a segunda deu origem à Classe de Letras. As classes organizam-se em secções. As secções da Classe de Ciências são as seguintes: As secções da Classe de Letras são as seguintes: Cada classe tem um presidente e um vice-presidente, um secretário e um vice-secretário. O presidente e o vice-presidente, o secretário-geral e o vice-secretário-geral da Academia são, por inerência, respetivamente, presidentes e secretários das classes a que pertencerem. Os vice-presidentes e vice -secretários das classes são eleitos anualmente por escrutínio secreto.

Institutos

Aberto a peritos e cientistas não pertencentes à Academia, este Instituto tem por objetivo a promoção de estudos avançados em Ciências e Humanidades. Este Instituto visa estimular a preservação e expansão da língua portuguesa, estando aberto também à participação de peritos e cientistas não pertencentes à Academia. De entre as obras realizadas pelo Instituto de Lexicologia e Lexicografia da ACL conta-se o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea.

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Presidência da Academia

A presidência da Academia é constituída por um presidente e por um vice-presidente, eleitos pelo plenário da Academia por um período de três anos, devendo pertencer a classes diferentes. No biénio 2025-2026, a Academia é dirigida por José Francisco Rodrigues, presidente da Academia e presidente da Classe de Ciências, e José Luís Cardoso, vice-presidente da Academia e presidente da Classe de Letras. Entre os antigos presidentes podemos encontrar nomes como Adriano Moreira e Eduardo Arantes e Oliveira.

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Outros cargos académicos

Os restantes cargos estão assim atribuídos:

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Académicos

Cada uma das secções tem sócios efetivos (sete académicos) e sócios correspondentes (14 académicos). Além destes, conta ainda com sócios correspondentes brasileiros, sócios correspondentes estrangeiros, sócios honorários e sócios eméritos.

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As vítimas do terramoto de 1755

Em 2004, ao proceder-se a obras de manutenção no pavimento do claustro, foram descobertas sepulturas com ossadas amontoadas. Após investigações preliminares feitas pelo director do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, Miguel Telles Antunes, descobriu-se que, misturadas com as ossadas dos frades do convento, estavam ossadas das vítimas do Terramoto de 1755. As ossadas têm sido estudadas por diversos investigadores, tendo sido feitos dois colóquios inter-académicos no Salão Nobre da ACL sobre esta temática.

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Fontes consultadas

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