Adobe Inc.
A Adobe Inc., originalmente Adobe Systems, é uma multinacional americana de software com sede em San Jose, Califórnia. Reconhecida por suas ferramentas inovadoras, a Adobe oferece uma vasta gama de programas para web design, manipulação de fotos, criação vetorial, edição de vídeo/áudio, desenvolvimento mobile, layout de impressão e animação. Historicamente, a empresa se destacou na criação e publicação de conteúdo gráfico, fotográfico, multimídia e impresso. Seus produtos carro-chefe incluem Adobe Photoshop, Adobe Illustrator, Adobe Acrobat Reader e o formato PDF. A Adobe Creative Suite, uma solução de software agrupada, evoluiu para a Adobe Creative Cloud, um serviço de assinatura. A empresa também expandiu sua atuação para o marketing digital, sendo líder global em Customer Experience Management (CXM) em 2021.
Pontos-chave
- A Adobe Inc. é uma multinacional americana de software, líder em ferramentas de criação digital e marketing.
- Seus produtos abrangem desde edição de imagem e vídeo até design gráfico e desenvolvimento mobile.
- A empresa fez a transição de licenças de software para um modelo de assinatura com a Adobe Creative Cloud.
- A Adobe foi fundada na garagem de John Warnock e seu nome remete a um riacho próximo à sua casa.
- Apesar de seu sucesso, a Adobe enfrenta críticas relacionadas a preços, segurança e práticas anticompetitivas.
A Adobe foi fundada na garagem de John Warnock, e seu nome é uma homenagem ao Adobe Creek em Los Altos, Califórnia, que ficava atrás da casa de Warnock. O riacho, batizado pela argila 'adobe' (tijolo de barro em espanhol), simboliza a natureza criativa do software da empresa. O logotipo original, um 'A' estilizado, foi desenhado pela esposa de John, Marva Warnock, e atualizado em 2020 para um design mais quente e contemporâneo em vermelho. Em 1982, Steve Jobs tentou comprar a empresa por US$ 5 milhões, mas Warnock e Geschke recusaram. Eles acabaram vendendo a Jobs 19% da empresa e uma licença antecipada de cinco anos para o PostScript, o que fez da Adobe a primeira empresa do Vale do Silício a ser lucrativa em seu primeiro ano.
Imagem: Brian Cummings Photography · BY-SA · Openverse
A Adobe oferece uma vasta gama de softwares, serviços online e formatos de arquivo. Em outubro de 2022, seu portfólio incluía ferramentas para edição de imagem (Photoshop), ilustração vetorial (Illustrator), documentos (Acrobat Reader, PDF), edição de vídeo e áudio, desenvolvimento de aplicativos móveis, layout de impressão e animação. A Adobe Creative Suite evoluiu para a Adobe Creative Cloud, um modelo de software como serviço (SaaS) por assinatura, e a empresa também expandiu sua atuação para o software de marketing digital.
Imagem: DIKESH.com · BY-NC-SA · Openverse
Desde o ano 2000, a Adobe tem sido consistentemente reconhecida pela Fortune como uma das '100 Melhores Empresas para se Trabalhar', alcançando a 16ª posição em 2021. A Glassdoor também a elegeu como o 'Melhor Lugar para Trabalhar'. Em outubro de 2021, a Fast Company incluiu a Adobe em sua lista de 'Marcas que Importam'. A Adobe Systems Canada Inc. foi nomeada uma das '100 Melhores Empregadoras do Canadá' em 2008 pela Mediacorp Canada Inc. Além disso, a Electronic Frontier Foundation concedeu à Adobe uma classificação de cinco estrelas em 2017 por sua conduta em relação a solicitações de dados governamentais.
Imagem: DIKESH.com · BY-NC-SA · Openverse
Apesar de seu sucesso, a Adobe enfrentou diversas críticas ao longo dos anos, abrangendo desde suas políticas de preços e questões de segurança até violações de dados e práticas anticompetitivas. Essas controvérsias geraram insatisfação entre usuários e levantaram debates sobre a conduta da empresa no mercado de software.
Preços Elevados e Injustos
A Adobe foi criticada por suas políticas de preços, especialmente fora dos Estados Unidos, onde os valores de varejo podiam ser o dobro. Houve casos em que era mais barato viajar aos EUA para comprar o software do que adquiri-lo localmente, como na Austrália. Uma petição com 10.000 assinaturas protestou contra os preços do Creative Suite 3 Master Collection na Europa, que eram £ 1.000 mais altos. Em 2009, a Adobe aumentou os preços no Reino Unido em 10%, apesar da desvalorização da libra, e impediu que usuários britânicos comprassem na loja dos EUA.
Vulnerabilidades e Falhas de Segurança
Programas da Adobe, como Adobe Reader e Flash Player, foram alvos de hackers devido a vulnerabilidades, permitindo acesso não autorizado a computadores. O Flash Player, em particular, foi criticado por problemas de desempenho, uso de memória e segurança. Um relatório da Kaspersky Lab apontou a Adobe por produzir produtos com as 10 principais vulnerabilidades de segurança. A empresa também foi acusada de incluir 'spyware' no Creative Suite 3, enviando dados de usuários para a Omniture. Após a descoberta de uma falha no Photoshop CS5, a Adobe inicialmente se recusou a corrigi-la sem custo, gerando indignação, mas posteriormente forneceu o patch.
Violação de Dados de Clientes
Em 3 de outubro de 2013, a Adobe revelou uma violação de segurança que inicialmente afetou 2,9 milhões de clientes, com dados pessoais e informações de cartão de crédito criptografadas roubadas. Posteriormente, a empresa admitiu que 38 milhões de usuários ativos foram afetados, tendo seus IDs e senhas criptografadas, além de muitas contas inativas, comprometidos. Um arquivo de 3,8 GB contendo 152 milhões de nomes de usuário, senhas reversivelmente criptografadas e dicas de senha não criptografadas foi postado online. Empresas de segurança como LastPass e Sophos criticaram a Adobe por não usar as melhores práticas de proteção de senhas e por empregar um método de criptografia fraco.
Práticas Anticompetitivas
Em 1994, a Adobe adquiriu a Aldus Corp., que vendia o FreeHand, um concorrente direto do Adobe Illustrator. A Federal Trade Commission interveio, forçando a Adobe a vender o FreeHand de volta para a Altsys e proibindo a recompra do programa ou similares por 10 anos. A Altsys foi então comprada pela Macromedia, que continuou o desenvolvimento do FreeHand. No entanto, quando a Adobe adquiriu a Macromedia em 2005, ela paralisou o desenvolvimento do FreeHand em 2007, tornando-o obsoleto. Com isso, a Adobe controlou os dois únicos produtos que competiam no mercado de programas de ilustração profissional para sistemas operacionais Macintosh.
Taxas de Cancelamento Abusivas
Em abril de 2021, a Adobe foi alvo de críticas no Twitter devido às altas taxas de cancelamento de suas assinaturas da Creative Cloud. Um cliente compartilhou ter sido cobrado US$ 291,45 para cancelar sua assinatura, o que levou muitos outros a expor suas próprias taxas elevadas. Essa situação gerou um debate sobre a pirataria de produtos Adobe e a busca por alternativas de software mais acessíveis ou de código aberto (FOSS). Há relatos de que a alteração das assinaturas pode ser uma forma de evitar o pagamento dessas taxas.


