Nova Iguaçu
Nova Iguaçu é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Localizado na Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, possui o título de Capital da Baixada pelas várias províncias, freguesias e distritos que ao longo dos anos buscaram uma divisão política para municipalidades. Sua população estimativa de 2025 era de 843 220 habitantes, sendo o quarto mais populoso do estado e o 24º mais populoso do país.
O vocábulo "Iguaçu" é um termo proveniente do tupi, originalmente ygûasu. Seu significado é "rio grande" ou ainda "água grande", através da junção dos termos y (rio, água) e gûasu (sufixo que forma o grau aumentativo). É uma referência dos índios jacutingas, naturais da região, ao Rio Iguaçu, outrora um rio caudaloso. Quando foi aportuguesado, o termo grafava-se, à época, Iguassú. Em 1891, a sede de município foi transferida para o arraial de Maxambomba, às margens da Estrada de Ferro Dom Pedro II, e em 1916 passou a se chamar Nova Iguassú, em oposição à antiga sede, que ficou conhecida como Iguassú Velho. Com o Acordo Ortográfico de 1945, o nome foi alterado, finalmente, para Nova Iguaçu.
Primeiras ocupações
Antes de os portugueses chegarem ao Rio de Janeiro (em 1503), os índios jacutingas já habitavam a margem ocidental do rio Iguaçu. Esses índios ajudaram os franceses quando eles chegaram à região. Em torno de 1565, após a expulsão dos franceses da Baía de Guanabara, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada. Havia, àquela época, intensa pirataria promovida por corsários franceses, ingleses e holandeses no litoral da colônia. Em 1575, o então governador da capitania do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de exterminar o domínio franco-tamoio que já durava vinte anos no litoral norte da capitania. Temendo perder seus territórios, os índios tamoios, ainda aliados aos franceses, foram praticamente dizimados por conta da insurreição denominada "Guerra de Cabo Frio". As tropas vencedoras exterminaram aproximadamente 500 indígenas, escravizando outros 1 500. Foram condenados à forca dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá. Não obstante, as tropas adentraram o sertão incendiando aldeias e matando outros milhares de tamoios. A Guerra de Cabo Frio resultou na completa expulsão dos franceses da região.
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu
Logo que passou a ser explorado, o ouro das Minas Gerais era levado por terra até o porto de Parati e daí, por via marítima, até a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Portugal. Como a rota do litoral entre Parati e o Rio de Janeiro era infestada por corsários e piratas, foi necessário a abertura de caminhos terrestres mais curtos e seguros para trazer o ouro das Minas Gerais até o Rio de Janeiro. No século XVII, Garcia Rodrigues Paes ligou Paraíba do Sul ao porto do Pilar do Iguaçu para o escoamento do ouro trazido de Minas Gerais. Essa ligação foi chamada Caminho do Pilar ou, mais comumente, Caminho Novo das Minas, pois substituiu o antigo Caminho de Paraty. Do Rio Pilar, podia-se navegar até o Rio Iguaçu para Iguaçu Velho, que tem sua foz no interior da Baía de Guanabara, área com fortificações e mais protegida dos ataques de piratas e corsários.
Pedro Caldeira Brant, Conde de Iguaçu e Maria Isabel de Alcântara, filha de Dom Pedro e a Marquesa dos Santos. Pedro Caldeira Brant foi o primeiro e único Conde de Iguaçu. Era filho de Felisberto Caldeira Brant Pontes de Oliveira e Horta, Marquês de Barbacena, Residiam na Freguesia, vila e cidade de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu, no Engenho de Santo Antônio de Jacutinga. A propriedade (hoje em ruínas), se localiza no alto de uma colina atrás do Uniabeu, o que hoje é o município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Vila de Iguaçu
Iguassu é uma rua comprida e mal calçada que à esquerda segue para o porto e à direita termina numa bifurcação. Aí se comprimem os armazéns, as construções, as casas dos consignatários que exportam para o Rio. É a bolsa, o mercado, o entreposto. É a vida de Iguassu. Consta de duas mil almas a população desse burgo-capital... No porto, o rio é estreito e baixo. Os cavaleiros da jarreteira poderiam passá-lo facilmente. Os barcos carregados são impelidos a vara até o mar... Antes de deixar Iguassu, sua hospedaria onde se agita toda uma geração de mestiços e sua casaria acaçapada, tive ensejo de ver um desses longos comboios de mulas carregadas que denominamos tropa. Descrição feita por Charles Ribeirolles em 1859
Maxambomba
Maxambomba é o nome de um mecanismo de tração, operado sobre um ou dois trilhos, utilizado na época do Brasil colonial pelos senhores de engenho para assentar uma carga com segurança sobre a embarcação destinada para fazer o transporte fluvial da produção do Engenho. O mecanismo de grua permitia locomover para baixar a carga sobre a canoa chalana, observando o centro de gravidade da embarcação para a distribuição uniforme do peso da carga, evitando que o carregamento gerasse oscilações que pudessem acidentalmente lançar a carga ao rio durante o carregamento. Assim vemos que um mecanismo de grua serviu para nomear o rio que atravessava as terras do Engenho Maxambomba. Este Rio Maxambomba era chamado de Apeterei pelos índios Jacutingas (antigos donos da terra). Apeterei, em língua tupi, significa "Rio do Meio". Atualmente, o rio está canalizado sob os quarteirões situados entre as ruas Luis Guimarães / Nilo Peçanha e a Otávio Tarquínio. A Serra de Madureira (Serra do Engenho do Madureira) também foi denominada de Serra de Maxambomba (Serra do Engenho Maxambomba). O Rio Maxambomba nasce na Serra de Maxambomba e atravessa as terras do antigo Engenho Maxambomba e era designado como Apeterei (Rio do Meio), porque localiza-se entre dois rios maiores: Rio das Botaes (Riachão) e o Rio Caxoeira (atual Rio da Prata).
Nova Iguaçu
A Vila de Maxambomba, que hoje abrange o centro de Nova Iguaçu, recebeu oficialmente o nome de "Nova Iguassú" Também substituindo o Nome de Vila do Iguassú, através da Lei 1 331, de 9 de novembro de 1916, de autoria do deputado estadual Manuel Reis. A grafia do nome da cidade só mudou para "Nova Iguaçu" tempos depois, após reformas ortográficas da língua portuguesa. Após o declínio da agricultura da cana-de-açúcar, a cultura da laranja passou a ser a mais importante para o município. Vinda de São Gonçalo, a laranja encontrou solo ideal em Nova Iguaçu. Apenas para citar um exemplo, todo o bairro da Posse era, antigamente, uma grande fazenda produtora de laranjas.
Emancipações
O município de Nova Iguaçu possuía uma área territorial, quando de sua fundação, muito maior do que na atualidade. Somando-se a área de todos os municípios que eram integrantes do território Iguaçuano, tem-se que, à época de sua criação, o então município de Iguaçu possuía uma área de 1.318,244 km2, ou seja, mais de duas vezes e meia a área atual. Porém, as diversas emancipações de distritos que queriam sua independência administrativa marcaram a história do município. O primeiro desmembramento foi em 1843 com Vila da Estrela, um antigo território que em 1891 entrou em decadência e retornou a Nova Iguaçu, porém sua antiga sede, Vila Inhomirim, foi dividida com Magé na mesma época. Atualmente encontra-se de posse dos municípios de Magé e Duque de Caxias.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Rio de Janeiro. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Rio de Janeiro, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro.
Clima
O clima de Nova Iguaçu é tropical (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 23,4 °C, tendo invernos secos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, janeiro, conta com temperatura média de 24,9 °C, sendo a média máxima de 32,7 °C e a mínima de 23,6 °C. E o mês mais frio, julho, de 25,4 °C, sendo 27,1 °C e 16,7 °C a média máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição. A precipitação média anual é de 2105,0 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 41,7mm distribuídos em 9 dias. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 233,1mm, em 18 dias de chuva. Nos últimos anos, os dias de verão em Nova Iguaçu têm sido cada vez mais quentes, com temperaturas não raro beirando a casa dos 40 °C. Durante o verão, são comuns dias com elevadas temperaturas e intensa evapotranspiração, provocando intensas chuvas ao fim do tarde. Tais condições, aliadas a outros fatores, possibilitaram a ocorrência de um fenômeno meteorológico extremo: em 19 de janeiro de 2011, um tornado atingiu a região sudoeste do município, provocando estragos e prejuízo. Em locais como a Rua Flor de Maio, no bairro Lagoinha, muitos moradores tiveram suas casas destelhadas pela ventania. As instalações elétricas foram arrebentadas e árvores derrubadas. Algumas casas ficaram sem energia elétrica por mais de 10 horas.
Localização
A cidade de Nova Iguaçu apresenta-se geograficamente limitada pelos seguintes municípios: Rio de Janeiro, a sul; Mesquita, a sudeste; Belford Roxo, a leste; Duque de Caxias, a nordeste; Miguel Pereira, a norte; Japeri, a noroeste; Queimados, a oeste; e Seropédica, a sudoeste. Longitudinalmente, apresenta uma extensão máxima de 36,33 km e 31,28 km de extensão máxima transversal, perfazendo uma área de 524,5 km², que a torna o maior município da Baixada Fluminense. O município situa-se na região mais importante, econômica e financeiramente, do estado do Rio de Janeiro, a denominada Região Metropolitana, da qual fazem parte, além de Nova Iguaçu, os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Paracambi, Queimados, Rio de Janeiro, São João de Meriti, São Gonçalo, Seropédica, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Petrópolis.
Geologia
A geologia de Nova Iguaçu está representada por três grandes grupos de rochas, de origem, composição e idades diferenciadas. São terras formadas por sedimentos inconsolidados com idade inferior a 2 milhões de anos responsáveis pela cobertura sedimentar. Os locais planos e os sopés dos maciços e colinas são formados por esse tipo de cobertura. Constituem as planícies e as terras baixas da Posse, Comendador Soares, Cabuçu, Jardim Paraíso e km 32, além de áreas isoladas, como as terras pantanosas do noroeste de Campo Alegre, as margens do rio Iguaçu em Geneciano e a planície de Iguaçu Velho. A maioria do maciço Gericinó-Mendanha, situa-se na porção meridional do município de Nova Iguaçu, comprimento aproximado de 15 km, largura de 5 km e altura relativa de 900 m, sobressaindo da planície da Baixada Fluminense com altitude em torno de 30 m onde a cidade de Nova Iguaçu está presente. Este maciço é constituído principalmente por nefelina sienito e álcali sienito. Essas rochas são originado de resfriamento de magma, denominadas rochas ígneas, e são compostas de mineral de tamanho grande, sendo identificável a olho nu, chamadas de rochas plutônicas, com aparência visual similar de granito. Essas rochas formam um corpo intrusivo de tamanho quilométrico, que formava uma câmara magmática que se situava em 3 a 4 km de profundidade. O tamanho milimétrico dos minerais indica que o resfriamento lento do magma ocorreu em localidades subterrâneas com uma grande profundidade. Nefelina sienito é constituído por feldspato alcalino, nefelina, clinopiroxênio, anfibólio e biotita. Esta é classificada como uma rocha alcalina de strict-sensu devido à existência de nefelina. Nefelina sienito é extraída como uma rocha ornamental no pico do Marapicu, na borda oeste do maciço Mendanha, com nome comercial de Granito Cinza Ás de Paus. Álcali sienito é composto de minerais similares porém não contem nefelina. Ocorrem também traquito como corpos intrusivos pequenos tal como diques. Esta rocha é constituída por feldspato alcalino, clinopiroxênio e anfibólio. Álcali sienito e traquito são extraídos na margem nordeste do maciço Mendanha como matéria prima para a brita de excelente qualidade química e física, que possibilita longevidade das construções civis, sendo um raro exemplo do mundo.
Vegetação
Em Nova Iguaçu, cerca de 40 por cento da área total da cidade encontra-se coberta por formações vegetais significativas (vegetações primárias, secundárias ou pioneiras). Desse total, 32,88 por cento correspondem à cobertura original da Mata Atlântica, um dos mais ricos ecossistemas do planeta. Cerca de 30 por cento está comprometido com o uso urbano e o restante corresponde à atividade agrícola (2,94 por cento) e as áreas de campo e pastagem, ou seja, as áreas onde a vegetação natural ou primitiva foi substituída para práticas de agricultura ou para o criatório. Uma pequena parcela da superfície total do município corresponde a áreas sujeitas a inundações e áreas degradadas.
Hidrografia
Nova Iguaçu conta com diversos rios, córregos e canais que constituem as bacias dos rios Iguaçu e Sarapuí (que, regionalmente, integram a bacia da Baía de Guanabara) e a do rio Guandu (que integra a bacia da Baía de Sepetiba). A bacia do rio Guandu abrange os rios Santana, São Pedro, Santo Antônio, d'Ouro, Sarapó, Ipiranga, Cabuçu, Cabenga e Guandumirim. A bacia do rio Iguaçu abrange os rios Paiol, das Velhas, Botas, Ana Felícia, Tinguá, Barreiras, Boa Esperança e Adrianino. A bacia do rio Sarapuí é constituída pelos rios Maxambomba, da Prata e Dona Eugênia. A partir de 2008, teve início o Projeto Iguaçu, que vem revitalizando, desassoreando e construindo áreas de lazer ao longo dos rios de Nova Iguaçu e redondezas, com o objetivo de evitar enchentes, queda de barreiras e construções nas margens dos rios.
Unidades de conservação da natureza
Diversos tipos de Unidades de Conservação da Natureza foram instituídos em Nova Iguaçu, correspondendo a correspondem a 50 por cento[carece de fontes?] da área total da cidade. Na porção sul do município, localiza-se a área de proteção ambiental (APA) do Mendanha, unidade de uso sustentável administrada pelo Governo Estadual. Dentro dessa APA, encontra-se o Parque Municipal de Nova Iguaçu, unidade de proteção integral instituída pelo Poder Público Municipal. Ao norte, encontramos a Reserva Biológica Federal do Tinguá, unidade de proteção integral instituída pelo Governo Federal. Margeando essa reserva, encontramos as Áreas de Proteção Ambiental de Jaceruba, Rio d'Ouro e Tinguá, todas instituídas por leis municipais.
Em 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 785.867 habitantes, sendo o quarto mais populoso do estado e também da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, apresentando uma densidade populacional de 1509,6 habitantes por km². Segundo o Censo 2022, 373 517 habitantes eram homens e 412 350 habitantes mulheres. Ainda segundo o Censo 2010, 786 536 habitantes viviam na zona urbana e 8 676 na zona rural.. Já segundo estatísticas divulgadas em 2015, a população municipal era de 807 492 habitantes. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Nova Iguaçu é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,762, sendo o 45º maior de todo o estado do Rio de Janeiro (em 92 municípios).
Composição étnica e religiosa
No censo de 2022, a população de Nova Iguaçu era formada por 255 892 brancos (32,60%), 145 899 pretos (18,60%), 382 631 pardos (47,70%) e 563 indígenas (0,09%). O censo de 2010 também revelou-se que a composição religiosa da população de Nova Iguaçu era formada por: 294 099 evangélicos (36,94%), 263 499 católicos (33,09%), 141 mórmons (0,02%), 92 judeus (0,01%), 7123 testemunhas de Jeová (0,89%), 20 914 espíritas (2,63%), 7 302 seguem a umbanda ou candomblé (0,92%), 168 600 não possuem nenhuma afiliação religiosa (21,17%) e 33 442 (4,33%) seguem outras crenças ou não respondeu. Neste mesmo censo foi registrado um crescimento das igrejas protestantes e evangélicas de quase 8 pontos percentuais, enquanto que a igreja católica registrou uma queda de 10 pontos percentuais, em Nova Iguaçu, assim como na Baixada Fluminense a maioria da população é evangélica/protestante e esse número só tende a crescer.
Subdivisões
Em 1997, o município de Nova Iguaçu passou a denominar-se Cidade de Nova Iguaçu, pela Lei Complementar 6, e foi dividido administrativamente em nove Unidades Regionais de Governo, cada uma delas, por sua vez, divididas em bairros. As unidades foram criadas para oferecer os serviços ordinários à população, descentralizando, assim, alguns serviços rotineiros realizados apenas no Centro da cidade. Os bairros, por sua vez, são oficialmente as menores unidades administrativas da cidade, porém cada bairro conta com diversos sub-bairros, vilas, lugarejos e povoados, o que pode levar a uma nova organização política dentro de poucos anos. A atual relação de bairros de Nova Iguaçu foi definida pela Leis 2.952, de 17 de dezembro de 1998, e pelo Decreto 6.083, de 12 de janeiro de 1999.
Câmara municipal
A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu foi instalada em 29 de julho de 1833, com a posse dos primeiros vereadores. O primeiro presidente foi Inácio Antônio de Sousa Amaral. Até a criação da Prefeitura, pouco mais de 86 anos depois, a Câmara de Vereadores acumulou os poderes Legislativo e Executivo. Entre 1891 e 1908, a Câmara de Vereadores (Paço Municipal) não teve sede. Em 1908, foi inaugurado um edifício na avenida Marechal Floriano, onde a Câmara funcionou junto com o Paço da Intendência Municipal (onde ficava o gabinete do Intendente Geral) até a criação da prefeitura, que assumiu o poder executivo municipal (até então nas mãos do Intendente, que era o presidente da Câmara) e também passou a utilizar o prédio.
Prefeitura
A Prefeitura foi criada em 26 de novembro de 1919, através do Decreto 1 716. Com isso, a Câmara de Vereadores passaria a cuidar apenas das funções legislativas (até então, também era responsável pelo Executivo). O então presidente (governador) do estado do Rio de Janeiro, Raul de Morais Veiga, nomeou Mário Pinotti como prefeito de Nova Iguaçu, contudo os vereadores consideraram a criação da Prefeitura um desrespeito à autonomia municipal. O presidente da Câmara de Vereadores, Ernesto França Soares, entrou na justiça e, através de um habeas corpus, assumiu o cargo de prefeito em 26 de maio de 1920. As primeiras eleições para prefeito ocorreram apenas em 9 de julho de 1922, sendo eleito o médico Manoel Francisco Salles Teixeira (tomou posse em 22 de novembro de 1922).
Nova Iguaçu é a segunda maior economia da Baixada Fluminense. Em 2023, a cidade possuía um PIB de R$ 20 518 623,98 mil, de acordo com o IBGE.[carece de fontes?]
Comércio e serviços
A principal fonte de arrecadação do município é sem dúvidas o comércio e os serviços, possuindo um dos centros comerciais mais importante do estado, contando com as principais lojas e serviços do país. Nova Iguaçu conta com grande infraestrutura comercial além do Centro, nos bairros de Jardim Alvorada, Califórnia, Miguel Couto, Cabuçu, Km 32, Comendador Soares, Austin, Posse, Cerâmica e Rancho Novo.
Indústria
A indústria na cidade tem uma grande relevância econômica. A cidade conta com indústrias nos ramos alimentício, de siderurgia e de cosméticos. Além dos setores já mencionados, Nova Iguaçu também se destaca no segmento de química fina, com empresas especializadas na produção de produtos químicos industriais, que têm papel crucial na cadeia de suprimentos de diversos outros setores industriais. Destaca-se, igualmente, a presença de indústrias de material de construção, que apoiam o crescimento urbano e a infraestrutura local, contribuindo significativamente para a economia do estado do Rio de Janeiro. A cidade, por sua estratégica posição geográfica próxima a grandes centros como o Rio de Janeiro, beneficia-se de acessos facilitados, como os proporcionados pela Via Dutra, potencializando sua capacidade de distribuição e logística.
Agricultura
O plantio de café e a agricultura em geral em Tinguá e áreas próprias na cidade de Nova Iguaçu estão sendo retomados por projetos e iniciativas iguais a do líder político iguaçuano Luis Carlos Magalhães, que, no dia 6 de agosto de 2005, apresentou projeto para reativar a agricultura em grande escala no município de Nova Iguaçu. O projeto foi apresentado na segunda conferência das cidades, realizada na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica. Dentro do projeto, além da reativação da agricultura em áreas não povoadas e abandonadas de domínio do estado e/ou particular, está a iniciativa da criação de uma nova central de abastecimento nos moldes da Ceasa, central essa que comercializará principalmente os produtos plantados na região da Baixada Fluminense e atenderá comerciantes, feirantes e o público alvo dos produtos oferecidos.
Principais acessos rodoviários: Via Dutra, Antiga Estrada Rio-São Paulo, Estrada de Madureira, Estrada Zumbi dos Palmares, Estrada de Adrianópolis e Via Light. Destaca-se ainda na região, linhas de ônibus urbanas intermunicipais importantes no movimento coletivo da cidade, tais como: Nova Iguaçu conta com uma vasta malha viária, sendo cortada por importantes rodovias e estradas. Destaca-se as linhas rodoviárias, que partem do terminal rodoviário de Nova Iguaçu: Via Sudeste • Via Leste • Via Sudoeste • Via Noroeste • Via Nordeste • Via Norte • Via Light Sudeste: Barros Júnior • Otávio Tarquino • Nilo Peçanha • Luiz Guimarães • Francisco Soares • Marques Rollo Sudoeste: SW-01 • SW-02 • SW-03 • SW-04 • SW-05 • SW-06 • SW-07 • SW-08 • SW-09 • SW-10 • SW-11 • SW-12 • SW-13 • SW-14 • SW-15 Noroeste: NW-01 • NW-02 • NW-03 • NW-04 • NW-05 Norte: N-01 • N-02 • N-03 • N-04 • N-05 • N-06 • N-07 Norte-Nordeste: N-NE-01 • N-NE-02 • N-NE-03 • N-NE-04
Esporte
Em Nova Iguaçu, se encontra a primeira pista de skate do Brasil e da América Latina, que foi inaugurada em dezembro de 1976, construída na época do governo Lubanco. A pista situa-se na Praça do Skate, no Centro. O Nova Iguaçu Futebol Clube também se destaca na cidade, com seu estádio e CT localizados no bairro Moquetá.


