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Pan-africanismo

O pan-africanismo é uma doutrina que propõe a união de todos os povos da África como forma de potencializar a voz do continente no contexto internacional. Relativamente popular entre as elites africanas ao longo das lutas pela independência da segunda metade do século XX e, em parte, responsável pelo surgimento da Organização de Unidade Africana, o pan-africanismo tem sido mais defendido fora de África, entre os descendentes dos africanos escravizados que foram levados para a América até meados do século XIX e as pessoas de ascendência africana subsaariana emigradas do continente africano após a Década de 1960.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Origens do termo

Pan-africanismo vem do grego, pan (toda) e africanismo (referindo-se a elementos africanos). A criação do termo ocorre no quadro do historicismo do século XIX, no que diz respeito ao destino dos povos e à necessidade de unidade dos grandes conjuntos culturais ou "nações naturais", a partir do expansionismo imperialista ocidental. Discute-se se a autoria da expressão pertence a William Edward Burghardt Du Bois ou a Henry Sylvester Williams.[carece de fontes?]

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Definição

Em meados do século XX o Pan-africanismo foi explicado como a doutrina política defendida pela irmandade africana, libertação do continente africano de seus colonizadores e ao estabelecimento de um Estado que buscasse a unificação de todo o continente sob um governo africano. Alguns teóricos como George Padmore acrescentaram a partir da Segunda Guerra Mundial, que o governo pan-africano deveria ser gerido segundo as premissas do socialismo cientifico. Outros teóricos postularam o caminho do rastafarianismo político, que defende um governo imperial. Originalmente, o pan-africanismo centrava-se mais sobre a questão racial que na geográfica. Ainda hoje há muitos que defendam o caminho radicalista, visto os problemas de integração do norte da África, que conta com uma historia de etnia árabe, em uma unidade cultural coerente com a África Subsaariana, de população negra. Os objetivos do pan-africanismo atual, ainda que sejam semelhantes aos originais, mudaram.

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História

No início do século XIX, a escravatura ainda estava em vigor no sul dos Estados Unidos, mas não no norte, graças um decreto de 1787, que estabelecia o limite legal no Rio Ohio. Uma minoria de negros no norte tinha atingido uma posição socioeconômica próspera e alguns dos representantes desta classe começaram a desenvolver um sentimento de fraternidade racial que resultou no movimento "de volta para a África". Entre eles Paul Cuffe, um negro nascido livre, de pai africano e mãe ameríndia, que promoveu em 1815 uma tímida experiência de repatriamento para a África, antecessora da Sociedade Americana de Colonização fundadora da Libéria, mas os custos da empreitada dissuadiram-no. No substrato intelectual que propiciou os movimentos abolicionistas, surgiram desde o início duas tendências na América do Norte: por um lado, os que acreditavam que a escravatura iria acabar, de uma forma ou de outra, e que era necessário encontrar uma casa para ex-escravos na África, a sua terra de origem. Os britânicos tinham estabelecido uma colônia na Serra Leoa entre 1787 e 1808, que se destinava às pessoas libertas dos barcos escravistas que capturavam.

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Fontes consultadas

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