Airton Cordeiro
Airton Ravaglio Cordeiro foi um radialista, jornalista, comentarista e colunista esportivo, advogado e político brasileiro.
Filho de Benjamin Pinto Cordeiro e de Irene Ravaglio Cordeiro, estudou no Colégio Estadual do Paraná, no Colégio Novo Ateneu e diplomou-se como Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Paraná em 1970. Em 1959, iniciou a carreira no rádio quando foi convidado pelo radialista Maurício Fruet (futuro prefeito de Curitiba na década de 1980), atuando em transmissões esportivas. Ao longo do tempo foi narrador, comentarista e executivo, trabalhando em várias emissoras da capital paranaense. Com o prestígio que obteve no rádio, passou a trabalhar, paralelamente, em emissoras de TV e jornais, quando, já na década de 1960, fazia transmissões esportivas na TV Paranaense e na década de 1970 foi editor do caderno de esportes do jornal Gazeta do Povo. Também foi editor do vespertino Diário do Paraná e comentarista político na TV Iguaçu. Airton foi o primeiro paranaense a transmitir, ao vivo, uma Copa do Mundo por uma rádio paranaense, quando trabalhava para a Rádio Clube Paranaense, que em parceria com a Rádio Gaúcha, mandou uma equipe para a Copa do Mundo FIFA de 1974. Também cobriu, ao vivo, os preparativos para a viagem da Apollo 11, direto dos Estados Unidos da América.
Carreira política
Candidatou-se a vereador para a Câmara Municipal de Curitiba em 1976, sendo eleito com 8.387 votos pela ARENA e tomou posse em 1° de fevereiro de 1977. Em 1978, foi eleito deputado estadual, exercendo dois mandatos consecutivos na Assembléia Legislativa do Paraná, entre 1979 a 1986. Como o seu partido foi dissolvido em 1979, cumpriu quase todo o mandado na ALEP pelo PDS. Em 1986, concorreu para a Câmara dos Deputados, sendo eleito e tornando-se o único deputado constituinte do PDT do Paraná na elaboração da Constituição brasileira de 1988. Como radialista e jornalista, elaborou o artigo que foi aprovado para a constituição, da obrigatoriedade de se garantir o sigilo da fonte em matérias jornalisticas. Em meio ao mandato, trocou o PDT pelo PFL e foi membro da comissão, na Câmara, organizadora das eleições e sistema eleitoral. Em 1990, concorreu para um segunda mandato de deputado federal, mas não obteve êxito, abandonando a carreira política.
Em 1988, recebeu a Comenda do Mérito Judiciário.
Após sofrer um infarto em 17 de novembro de 2019, o jornalista permaneceu internado por 10 dias e em 27 de novembro, morreu em decorrência de uma nova parada cardíaca.


