Curitiba
Curitiba é a capital do estado brasileiro do Paraná. Localiza-se no Primeiro Planalto Paranaense, a 934 metros de altitude, a mais de 110 quilômetros do Oceano Atlântico e a 1 386 km ao sul de Brasília, capital federal. Com 1 773 718 habitantes, é o município mais populoso do Paraná e da Região Sul e o oitavo mais populoso do país, segundo o censo demográfico de 2022 realizado pelo IBGE.
A etimologia do topônimo "Curitiba" é complicada e sofre mudanças segundo vários autores. Conforme Antenor Nascentes, é vocábulo de procedência da língua tupi “Ku’ri”, que significa “pinheiro” + “tuba”, um sufixo coletivo que tem como significado “pinho, pinhal”. Ex-“Curituba”, na grafia oficial com “o” na primeira sílaba, permanecendo a ortografia “Corituba”, que ocorre como “curé”, significando “pinhão” + “tyba”, que significa “muito” ou “coré” + “tyba”, cujo significado ao todo é “pinheirame”. Os dicionários de Antônio Gonçalves Dias, Orlando Bordoni, Luís Caldas Tibiriçá, Silveira Bueno e Teodoro Sampaio mostram uma versão praticamente igual, com algumas modificações: “curi-tyba” que significa “muitos pinheiros, pinheiral”. O pesquisador Mário Arnaud Sampaio ensina que a palavra procede da língua guarani pura, “Kuri’yty”, corruptela de “Kuri’yndy” significando “pinheiral”. O presidente do estado do Paraná, Afonso Alves de Camargo estabeleceu oficialmente a atual ortografia, Curitiba, por intermédio de Decreto-Lei, promulgado em 1919, pois, até então o topônimo da cidade era grafado de ambas as formas: “Curityba” e “Corityba”, étimos diferenciados. A denominação dos habitantes naturais do município é curitibanos, topônimo de uma cidade homônima localizada no estado vizinho de Santa Catarina, fundada por moradores de Curitiba.
Período pré-cabralino e povos indígenas
Os primeiros habitantes do Planalto de Curitiba eram paleoíndios nômades que chegaram ali há cerca de 15 mil anos. Há sítios arqueológicos em São José dos Pinhais com presença humana datada de 13 mil anos. Nessa época, a região era mais fria e seca do que é hoje. Por volta de quatro mil anos atrás, os proto-jê, ceramistas e agricultores, chegaram ao Paraná e se miscigenaram com os indígenas que já habitavam a região, sendo estes os ancestrais de povos como os caingangues e xoclengues. Há cerca de dois mil anos, os tupis-guaranis, também agricultores e ceramistas, chegaram ao território curitibano. Na época da chegada dos primeiros europeus ao Paraná, o norte de Curitiba era habitado por ameríndios falantes de línguas jês, como os caingangues e xoclengues, enquanto o sul era habitado pelos guaranis mbiás e nhandevas.
Período colonial
Os primórdios do atual município de Curitiba remontam ao século XVII, quando o caminho de Queretiba foi percorrido pelos bandeirantes, que chegavam à procura de ouro fora da Serra do Mar, por intermédio de Paranaguá. Eleodoro Ébanos Pereira liderou a primeira expedição oficial que coordenou os serviços de extração de minas de ouro nos Distritos do Sul (inclusive Curitiba), em 1649. Os primeiros nomes que surgem na história de Curitiba, após Ébano Pereira, são os de Baltasar Carrasco dos Reis e Mateus Martins Leme. Entretanto, conforme o historiador Romário Martins: Após superar a aventura de cruzar a serra, atraídos pelo ouro, os primeiros povoadores bandeirantes se estabeleciam na povoação chamada Vilinha, em conformidade com registros deixados por historiadores. Segundo os registros históricos e o relato do ouvidor Rafael Pires Pardinho, em 1661, surgiu, ao redor de uma pequena capela de pau-a-pique erguida em louvor a Nossa Senhora da Luz (localizada na atual Catedral Metropolitana de Curitiba), a povoação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na qual, em 1668, Gabriel de Lara, cognominado “O povoador”, ergueu um pelourinho, acompanhado de 17 colonos, episódio este considerado, por muitos, como o marco inicial de Curitiba. No entanto, Gabriel de Lara não é descrito como o criador da vila da Curitiba, sendo que o episódio é atribuído a Eleodoro Ébano Pereira por determinados historiadores.
Período imperial
Em 1812, Curitiba foi elevada à sede da recém-criada Comarca de Curitiba e Paranaguá. Cinco anos depois, a população da vila era de cerca de 10,5 mil habitantes. Em 1820, dispunha de 220 casas. No entanto, o começo da extração e da comercialização da erva-mate e a madeira impulsionou novamente seu crescimento. Vinte e dois anos depois já contava com 5 819 habitantes. Em 1820, Curitiba também foi visitada pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, que ficou encantado com a cidade, e certas partes de seus apontamentos afirmam o seguinte: Esta descrição reflete o caráter do povo curitibano de 1820, que originou a Curitiba do fim do século XX. Da Curitiba do Ligeirinho, da Ópera de Arame, da Rua das Flores e da Rua 24 Horas. Curitiba foi promovida à condição de cidade pela lei da província de São Paulo n.º 5 de 5 de fevereiro de 1842. Pela Lei Imperial n.º 704, de 29 de agosto de 1853, Curitiba foi designada capital da recém-estabelecida província do Paraná, desmembrada da de São Paulo. Pelo empenho e esforço na emancipação política do Paraná, várias pessoas haviam deixado seu nome nos anais da história. Em 1853, a Câmara Municipal, que operava perto do pátio da matriz, possuindo a seguinte formação: Benedito Enéas de Paula, Fidélis da Silva Carrão, Manuel José da Silva Bittencourt, Floriano Berlintes de Castro, Francisco de Paula Guimarães, Inácio José de Morais, Francisco Borges de Macedo, Antônio Ricardo Lustosa de Andrade, tendo na presidência o coronel Manuel Antonio Ferreira.
Período republicano
Em 1894, devido à Revolução Federalista, as tropas insurgentes, lideradas por Gumercindo Saraiva, dominaram Curitiba. Naquela época, toda a cúpula governamental, chefiada pelo governador em exercício, Vicente Machado, fugiu e abandonou a capital paranaense, encontrando refúgio em Castro durante três meses, de 18 de janeiro a 18 de abril, somente voltando para Curitiba, depois do término do cerco. Um dos acontecimentos mais importantes da história de Curitiba ocorreu em 19 de dezembro de 1912, com a criação da Universidade Federal do Paraná, planejada e concretizada por Victor Ferreira do Amaral, Nilo Cairo e Pamphilo de Assumpção. Depois de implantada a república no Brasil, sem consentimento popular, o primeiro prefeito de Curitiba foi Cândido Ferreira de Abreu (maio de 1893 a dezembro de 1894). Em 1911, o município era constituído somente pelo distrito sede; já em 1929 o território municipal se subdividia em seis distritos de paz. Eram eles: Campo Magro, Nova Polônia, Portão, São Casimiro do Taboão, Santa Felicidade e o distrito da Sede. Segundo a Divisão Territorial de 1936, a comarca de Curitiba abrangia três termos: o da sede (Piraquara, Rio Branco e Tamandaré), também o de Araucária e ainda o de Colombo, (Bocaiuva e Campina Grande). A Lei Estadual n.º 1452, de 14 de dezembro de 1953, determinou a nova divisão judiciária do município, com a criação de dez Distritos Judiciários, que eram: Sede, Portão, Taboão, Barreirinha, Boqueirão, Cajuru, Campo Comprido, Santa Felicidade, Umbará e Tatuquara.
Curitiba está localizada na região Sul do Brasil, no leste do estado do Paraná, sobre a unidade geomorfológica denominada Primeiro Planalto Paranaense, especificamente na sua parte menos ondulada. É a capital da quinta unidade federativa mais populosa do Brasil. A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 435,036 km², sendo que 435,036 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 25° 25′ 40″ de latitude sul e 49° 16′ 23″ de longitude oeste e está a uma distância de 1 386 km a sul da capital federal. Tem uma extensão norte-sul de 35 km e leste-oeste de 20 km e seus municípios limítrofes são: Almirante Tamandaré e Colombo (N); Pinhais e São José dos Pinhais (L); Fazenda Rio Grande (S); e Campo Magro, Campo Largo e Araucária (O). De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Curitiba. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Curitiba, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Curitiba.
Relevo
A altitude média do município é de 934,6 m acima do nível do mar, sendo que a altitude máxima se encontra ao norte do município, equivalendo à cota de 1 021 m, no bairro Lamenha Pequena, concedendo-lhe uma aparência topográfica razoavelmente montanhosa constituída por declividades mais destacadas, por estarem próximas à Serra de Açungui. O ponto mais baixo se localiza no bairro do Caximba, às margens do rio Iguaçu, com altitude de 865 m. Uma abundância de terrenos em forma de escada são organizados em compartimentos altimétricos, classificando Curitiba com uma topografia ondulada, de morros levemente redondos, concedendo-lhe uma aparência relativamente média.
Hidrografia
Curitiba está na bacia hidrográfica do Iguaçu, localizado à margem direita e a leste da maior do rio Paraná. Os mais importantes rios que formam seis bacias hidrográficas do território municipal são, além do Iguaçu, Atuba, Belém, Barigui, Passaúna, e o ribeirão dos Padilhas, todas com aspectos similares de drenagem. A mais extensa bacia hidrográfica de Curitiba é a do rio Barigui, que atravessa o município de norte a sul e cobre 139,9 km² da área da municipalidade. Ao sul, tem-se a menos extensa bacia hidrográfica de Curitiba, a do ribeirão dos Padilhas, com 33,6 km². Como o relevo de Curitiba é predominantemente mais alto ao norte do município, seis bacias hidrográficas, em sua totalidade, descem em direção ao sul da municipalidade, indo desaguar no rio Iguaçu, o mais importante de Curitiba, que, por seu turno, deságua no Paraná, no extremo oeste do estado.
Clima
Curitiba apresenta um clima temperado oceânico (Cfb de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias abaixo de 18 °C nos meses de inverno, caindo por vezes para perto de 0 °C, em dias mais frios. Muitas vezes, frentes frias vindas da Antártida e da Argentina trazem tempestades e ventos frios no inverno e ciclones extratropicais durante todo o ano, embora, em algumas ocasiões, o clima local seja influenciado pelas massas de ar seco que dominam o centro-sul do Brasil, trazendo tempo frio e sem chuva em especial no inverno, quando a ocorrência de geadas é comum. A ocorrência de neve e outras modalidades de precipitações hibernais, como a chuva congelada, é registrada em média uma vez a cada dez anos, podendo ocorrer mais de uma década sem registro e mais de um em uma mesma década, sendo, portanto, fenômenos de frequência irregular. A nevada de 17 de julho de 1975, que durou mais de três horas, foi uma das mais intensas e deixou a cidade coberta de neve. Outros relatos de ocorrência do fenômeno em maior ou menor intensidade ocorreram nos anos de 1889, 1892, 1912, 1928 (dois dias), 1943, 1955, 1957, 1963, 1975, 1979, 1981 (neve granular em pontos isolados, relatados na mídia impressa local), 2013 e 2020. Há também registros não oficiais de ocorrência do fenômeno, em fraca intensidade, nos anos de 1905, 1933, 1955, 1965, 1983 e em 1988.
Ecologia e meio ambiente
Curitiba tem como vegetação a floresta ombrófila mista, um ecossistema da Mata Atlântica formado por campos e árvores que se entremeiam de capões de florestas com araucária, além de demais formações, como várzeas e matas ciliares. Na vegetação original ainda existem remanescentes da Araucaria angustifolia, as quais sobreviveram à civilização atual. As araucárias estão em bosques particulares e públicos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada. A vegetação da cidade também é caracterizada pela existência de uma enorme quantidade de ipês-roxos e amarelos. Embora boa parte da vegetação original do município tenha sido dizimada, Curitiba possui um índice de 64,5 m² de área verde por habitante (dentre as capitais, é menor somente que a de Goiânia, que possui 94 m²), mais de cinco vezes maior que o mínimo de 12 m² recomendado pela Organização das Nações Unidas. Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais, a proteger parte das matas ciliares de rios locais, como o rio Barigui e o Iguaçu. Há também na cidade diversas praças e logradouros públicos, associados a vias públicas habitualmente bem arborizadas. No ano de 2007 a cidade ocupou o terceiro lugar numa lista das “15 Cidades Verdes” do mundo, de acordo com o sítio estadunidense Grist.
Em 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1 773 718 habitantes, sendo o mais populoso do Paraná e da Região Sul do Brasil e o oitavo do país, apresentando uma densidade populacional de 4 078,53 pessoas por quilômetro quadrado. Segundo o censo daquele ano, 837 018 moradores eram homens e 936 700 habitantes mulheres, todos vivendo na zona urbana, não havendo população rural pois o plano diretor da cidade extinguiu a Zona Rural de Curitiba em 2000. Considerando dados de 2010, 350 583 habitantes (20,01%) tinham menos de 15 anos, 1 269 159 pessoas (72,44%) tinham de 15 a 64 e 132 165 moradores (7,54%) possuíam mais de 65, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 76,30. A taxa de fecundidade total por mulher era de 1,6. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Curitiba era considerado muito alto pelo PNUD, no ano de 2010, sendo que seu valor é de 0,856 (o décimo maior do Brasil). Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,768, o do de longevidade é de 0,855 e o de renda é de 0,850. De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 65,3% e em 2010, 97,7% da população vivia acima da linha de pobreza, 1,3% encontrava-se nessa situação e 1,0% estava abaixo. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,565, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 60,6%, ou seja, 17,1 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,5%.
Região metropolitana
O processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Curitiba vem criando uma metrópole cujo centro está em Curitiba. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi criada no ano de 1973 e atualmente é constituída por 29 municípios, sendo a oitava aglomeração urbana mais populosa do Brasil, com 3 559 366 habitantes, ou 1,75% da população brasileira, e a oitava maior em quantidade de municípios englobados.
Povoamento
O povoamento de Curitiba teve início no século XVII, no momento que aí foram encontradas jazidas de ouro na região. No século XVIII, com o desaparecimento das minas, esta extração foi para a Capitania de Minas Gerais, conduzindo muitos moradores. No entanto, a pecuária e o comércio de bovinos estabeleceram um boa parte de seus habitantes. Até o século XVIII, a população de Curitiba era composta de indígenas, negros, pardos, portugueses e espanhóis. A cidade recebeu imigrantes principalmente, alemães, italianos, poloneses, ucranianos, japoneses e sírio-libaneses, durante os séculos XIX e XX. No século XIX, começou a imigração europeia na região. Desde 1833, vieram os alemães; em 1872, os italianos; os poloneses em 1871 e os ucranianos em 1895. Em 1872, estimava-se uma população de 12 651 habitantes; em 1876, havia vinte colônias agrícolas constituídas por várias etnias. Já no século XX, chegaram os japoneses e os árabes, que se dedicavam especialmente à agricultura e ao comércio.
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística daquele ano, a população curitibana era composta por 1 320 252 brancos (74,4%); 355 834 pardos (20,1%); 71 948 pretos (4,1%); 23 635 amarelos (1,3%); 1 976 indígenas (0,11%); além dos 73 sem declaração (0,004%). Já segundo dados do censo 2010, 1 743 036 habitantes eram brasileiros (99,88%), sendo 1 738 747 natos (99,82%) e 4 289 naturalizados nacionais (0,24%), e 8 871 eram estrangeiros (0,51%). Em relação aos indígenas brasileiros, Curitiba possui uma aldeia urbana indígena Kakané Porã localizada no Campo de Santana. A aldeia é formada por 35 famílias com 139 pessoas de três diferentes etnias: guaranis, xetás e caingangues.
Imigração
No século XIX, o afluxo de imigrantes da Europa aumentou. Em 1828, os primeiros imigrantes alemães situaram-se no Paraná. No entanto, um grande número de imigrantes provenientes da Alemanha, apenas para Curitiba, chegou durante a década de 1870, vindo a maioria deles de Santa Catarina ou alemães do Volga da Rússia. Os imigrantes chegaram da Polônia em 1871, fixando-se em colônias rurais próximas a Curitiba. Eles influenciaram largamente a agricultura da região. Curitiba tem a segunda maior diáspora polonesa no mundo, perdendo apenas para Chicago. O Memorial da Imigração Polonesa foi inaugurado em 13 de dezembro de 1980, após a visita do Papa João Paulo II na cidade em junho do mesmo ano. Sua área é de 46 mil metros quadrados, onde havia uma fábrica de velas.
Religião
Atualmente a grande maioria dos curitibanos se declara adepto do catolicismo romano, Curitiba se desenvolveu sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração. A cidade também possui diversas manifestações religiosas, ainda é possível encontrar dezenas de denominações protestantes diferentes. Além disso, podemos citar a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Também possui comunidades de mórmons, judeus e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população curitibana está composta por: católicos (62,12%), protestantes (24,24%), pessoas sem religião (6,76%), espíritas (2,77%), muçulmanos (0,07%), budistas (0,30%) e judeus (0,18%) e 2,34% estão divididas entre outras religiões.
O Centro Cívico de Curitiba, o primeiro deste tipo no Brasil, além de abrigar a sede da Prefeitura Municipal de Curitiba, no Palácio 29 de Março, abriga também os principais prédios governamentais do Estado do Paraná, como o Palácio Iguaçu, sede do Poder Executivo Estadual, a Assembleia Legislativa do Paraná, sede do Poder Legislativo Estadual, o Tribunal de Justiça do Paraná, sede do Poder Judiciário Estadual, o Palácio das Araucárias, sede das Secretarias Estaduais de Administração, Planejamento, Justiça e Casa Civil, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná e o Ministério Público do Estado do Paraná. A administração municipal dá-se pelo poder executivo e pelo legislativo. Antes de 1930, os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos ou intendentes. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo. O primeiro intendente que Curitiba teve foi José Borges de Macedo, que, eleito treze anos após a Independência do Brasil e sete anos anteriores à elevação à categoria de cidade, ficou no cargo entre 1835 e 1838, e o primeiro prefeito foi Cândido Ferreira de Abreu.
Cidades-irmãs
Cidades-irmãs, uma iniciativa da Assessoria de Relações Internacionais, busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração, entre os municípios, é firmada por meio de convênios de cooperação que visam assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, possui as seguintes cidades-irmãs:
Símbolos
Os símbolos da cidade de Curitiba constituem a bandeira, o brasão e o hino, adotados pela Lei Municipal nº 2993, de 11 de maio de 1967. O brasão é composto de um escudo português, tendo como timbre uma coroa mural que a identifica com a 1.º grandeza (Capital), das quais somente cinco, aparecem em perspectiva, simbolizada pela cor do metal jalde. Em fundo de goles, uma araucária de argento, colocado no centro desse campo. Como suporte à direita, colmos de trigo ao natural e a esquerda um colmo de pâmpanos, igualmente ao natural, atravessados em ponta sobre os quais se coloca por cima um listel de goles, compreendendo em letra de argento a data de “29 de março de 1693, fundação da Vila de Curitiba”.
O município de Curitiba é dividido em um total de 75 bairros, agrupados em dez regiões administrativas. As regionais são espécies de subprefeituras, cujas sedes são representadas pelas unidades da chamada Rua da Cidadania, e têm o objetivo de descentralizar órgãos públicos e a prestação de serviços sociais, estruturais e de lazer pelo interior da cidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o bairro mais populoso da capital paranaense é a Cidade Industrial (CIC), localizado na região homônima, que reunia 172 669 habitantes; sendo seguido pelo Sítio Cercado, na Regional do Bairro Novo, com 115 525 pessoas; e pelo Cajuru, situado na de mesmo nome. Esta última possui 96 200 residentes. A CIC ainda correspondia à maior extensão territorial, com um total de 43,48 km². Também há uma divisão oficial em nove distritos, cuja última alteração foi feita em 1988.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Curitiba é o sexto de todos os municípios do país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística relativos a 2013, o PIB municipal era de 79 383 343 mil reais, sendo que 15 385 961 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O produto interno bruto per capita era de 42 934,38 reais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possuía, no ano de 2012, 108 474 unidades locais, 103 211 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 780 390 trabalhadores, sendo 1 084 369 de pessoas ocupadas no total e 931 971 assalariadas. Salários com outras remunerações somavam 29 392 831 reais e a remuneração média mensal de todo município era de 3,9 mínimos. A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte.
No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 575 899 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total, 415 237 eram imóveis próprios, sendo 348 051 já quitados, 67 186 em aquisição e 122 046 alugados; 31 146 foram cedidos, sendo 3 814 por empregador e 27 332 de outra maneira. 7 470 foram ocupados de outra forma. Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e celular. Naquele ano, 570 866 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 575 384 moradias possuíam coleta de lixo e 575 630 das residências tinham escoadouro sanitário. Até novembro de 2010, o lixo de Curitiba era jogado a poucos metros do leito do Iguaçu, no Aterro do Caximba, dando lugar a dois aterros particulares, um, na Cidade Industrial de Curitiba e outro no município vizinho de Fazenda Rio Grande.
Saúde
O município é a sede de instituições de todos os três níveis de governo: federal, estadual e municipal. Em 2009, possuía 815 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos e serviços odontológicos, sendo 152 deles públicos e 663 privados. Neles a cidade possuía 5 548 leitos para internação, sendo que 1 247 estão nos centros de saúde públicos e os 4 301 restantes estão nos privados. Há um total de 35 hospitais gerais, sendo sete públicos, 21 privados e sete filantrópicos, com 14 590 médicos; cerca de 7,9 para cada mil habitantes. Em 2013, 95,4% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2012, foram registrados 25 079 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi de 10,9 óbitos de crianças menores de cinco anos a cada mil. No ano de 2010, 1,78% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos, sendo a taxa de atividade em meninas entre 10 e 14 anos de 5,83%. Do total de crianças menores de dois anos que foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2013, 0,5% apresentavam desnutrição. O hospital mais antigo de Curitiba, situado na cidade, é a Santa Casa de Curitiba, que o Imperador do Brasil Dom Pedro II inaugurou em 22 de maio de 1880.
Educação
De acordo com dados do Portal QEdu, o município obteve uma nota média de 5.3 no IDEB 2021 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para os anos finais do ensino fundamental. A nota é menor do que a média estipulada, que era de 5.7. Já nos anos iniciais, a cidade apresentou a nota média de 6, também abaixo da meta, que é de 6.7. A nota média da cidade para anos finais ficou acima da meta nacional (5.1), assim como a média para os anos iniciais (5.8). Em 2010, 2,43% dos jovens com faixa etária entre seis e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre moços de 15 a 17 anos, era de 68,7% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 99,5%. Em 2013, a distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com mais que a recomendada, era de 3,1% para os anos iniciais e 15,1% nos anos finais e, no médio, a defasagem chegava a 19,0%. Em 2010, dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 71,58% tinham completado o ensino fundamental, 55,95% o médio e 25,95% o superior, sendo que a população tinha em média 10,95 anos esperados de estudo.
Segurança pública e criminalidade
Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 15,9 para cada 100 mil habitantes, ficando em 82° lugar no estado e em 1147.º no país. O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 4,6, sendo o 113.° do Paraná e o 1 333.° do Brasil. Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de trânsito, o índice foi de 25,6 para cada 100 mil habitantes, ficando no 89.° do estado e no 663° do país. Para tentar reduzir esses índices, são realizados diversos projetos no combate à criminalidade, como a criação da Coordenadoria de Políticas sobre Drogas, que visa a combater o uso de entorpecentes, prática que, cada vez mais, vem se disseminando principalmente entre os jovens, sendo que é uma das principais causas. Por força da Constituição Federal do Brasil, Curitiba possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município. Em Curitiba é sediado o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Paraná, no bairro Rebouças.
Abastecimento de água
O abastecimento de água é feito pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR). Atualmente a demanda média equivale a 10 452 litros de água por segundo. A população de Curitiba e região metropolitana consome cerca de 7,5 mil litros de água tratada por segundo, fornecidos pela SANEPAR. Além disso, estima-se que existam na cidade mais de mil poços artesianos (utilizados principalmente por condomínios, empresas e hospitais), que, somados, têm potencial para fornecer uma vazão adicional de mais 1,5 mil litros por segundo. A produção de água tratada é efetuada nas unidades de tratamento do Iguaçu, Iraí, Passaúna, rio Pequeno e Karst, com capacidade total de produção de 9,1 mil litros por segundo. O sistema integrado atende Curitiba e os municípios de São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais, Araucária e parte dos de Almirante Tamandaré, Campo Largo, Colombo, Campina Grande do Sul, Quatro Barras e Fazenda Rio Grande. A reserva de água tratada do sistema integrado totaliza 325 mil m³, que corresponde a quase 50% da demanda diária, distribuída em 39 unidades, de diversas capacidades, que são utilizadas para compensar a procura nos horários de maior consumo.
Eletricidade e comunicações
O fornecimento de energia elétrica é pela Companhia Paranaense de Energia (COPEL). As principais centrais elétricas de Curitiba são a Eletrosul, com sede no bairro do Campo de Santana, que abastece toda a região da cidade, e a Copel, que tem suas próprias subestações nos mais importantes bairros da urbe. Há linhões de energia de alta tensão que atravessam a cidade de sul a norte e de oeste a leste, unindo essas subestações para fornecer eletricidade ao setor residencial, ao industrial e ao comercial. Em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), em agosto de 2011 Curitiba possuía 423 294 telefones fixos (referentes apenas às concessionárias da Brasil Telecom). O índice por área de discagem direta a distância (DDD) é de 041 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 80 000–001 a 82 999–999. Há fácil acesso à “internet” em boa parte da cidade. Em Curitiba todas as administrações regionais, além da Praça Espanha, do Largo da Ordem, do Mercado Municipal e do Parque Barigui, são cobertas pela rede wireless (“internet” sem fio), representando cada 11 pontos de Hotspot.
Transportes
Fundamentalmente, o trânsito de Curitiba está estruturado de forma integrada com o transporte de massas via ônibus, por meio dos chamados trinários, sistemas de canaletas exclusivas de expressos, ladeados por pistas simples para veículos particulares, em sentido contrário e, imediatamente paralelas a estas, vias rápidas com velocidade permitida superior. Com uma frota de 1 015 455 veículos (abril de 2014), estima-se que Curitiba tenha alcançado uma taxa de motorização de 1,8 habitante para cada carro, índice maior que o registrado em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os táxis são padronizados, de cor laranja com xadrez preto nas laterais e alguns detalhes negros nos para-choques. A cidade possui uma frota de 2 300 veículos, categorizados como comum, especial ou para deficientes. O órgão fiscalizador é a URBS, sendo a Gerência de Táxi e Transporte Comercial o responsável pela operacionalidade do sistema.
A responsável pelo setor cultural de Curitiba é a FCC, que tem como objetivo planejar e executar a política do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento da cultura. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições. A Fundação Cultural foi criada em 5 de janeiro de 1973 e atua em parceria com diversas outras instituições e entidades culturais, diretamente subordinadas ou não ao órgão público. Exemplos: a Casa Romário Martins, a Cinemateca de Curitiba, o Teatro Universitário de Curitiba, o Circo Chic-Chic, o do Piá, o Solar do Barão, a da Memória, a Gibiteca, o Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, Novelas Curitibanas, o Conservatório de Música Popular Brasileira, o Memorial de Curitiba, Erbo Stezel, o Cleon Jacques, a rede de bibliotecas da FCC (hoje em dia Casas da Leitura) a Hoffmann e o Espaço Cultural Capela Santa Maria.
Literatura e teatro
Curitiba é local de nascença, residência e principal inspiração do contista Dalton Trevisan (1925) e do controverso escritor, poeta e compositor Paulo Leminski (1944–1989), autor da obra experimental em prosa que se chama Catatau. Também curitibanos eram o boêmio, poeta satírico e Imortal da Cadeira n.º 20 da Academia Brasileira de Letras Emílio de Meneses (1866–1918) e o simbolista Tasso da Silveira (1895–1968), filho do também do escritor da mesma corrente literária — e morretense — Silveira Neto. O Festival de Teatro de Curitiba, um dos mais importantes festivais do gênero no país, ocorre desde 1992, habitualmente composto de atrações internacionais, grandes exibições nacionais, montagens locais e uma mostra alternativa, que atraem um número crescente de espectadores. Esse contingente de ouvintes até 2008 chegou a 1,3 milhão de pessoas em 1890 apresentações. Além disso, recebe circuitos de espetáculos durante o ano todo nas 36 salas de entretenimento curitibanas como o tradicional Teatro Guaíra, uma das em número de espectadores da América do Sul e que possui o corpo de Balé Guaíra, um dos mais importantes do país. Outros teatros importantes da cidade incluem o Teatro Paiol e a Ópera de Arame. Lala Schneider, um dos grandes nomes do Teatro brasileiro surgiu na cidade e hoje tem um em sua homenagem, que se chama por esse nome.
Festividades
Em Curitiba há alguns festivais anuais. Alguns deles são diretamente dedicados às artes, como o Festival de Teatro de Curitiba e a Oficina de Música de Curitiba. A cidade de Curitiba conta também com a Bienal Internacional de Curitiba, que, em 2013, completou 20 anos e recebeu mais de 1 milhão de visitantes. Além disso, a Bienal apoia o circuito do Festival de Cinema da Internacional de Curitiba (Ficbic), que contam com exibições de filmes nacionais, internacionais e uma mostra universitária competitiva. Curitiba possui atualmente a maior celebração de Corpus Christi do mundo, o evento religioso faz parte do calendário oficial da cidade através da Lei 15.219, de 22 de maio de 2018, bem como do calendário oficial turístico do Estado do Paraná, através da Lei 19.466, de 23 de abril de 2018. Em 2023 reuniu um público aproximado de 120 mil pessoas. Em novembro, mês da consciência negra é celebrado por meio da Lavação das Escadarias da Igreja do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito.
Cinema
A história do cinema curitibano é caracterizada pela sua inconstância e por alternar períodos de cadência intensa com outros de completa inatividade. O primeiro filme projetado em Curitiba foi em 1897, pouco após a invenção do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière. No entanto, até 1930, a história do cinema da cidade se limitou às iniciativas isoladas de apenas três curitibanos: Annibal Requião (que filmou em Curitiba entre 1907 e 1912), João Baptista Groff e Arthur Rogge. Na década de 1960, surgiram os primeiros filmes do cineasta Sylvio Back, ligado ao cineclubismo e à crítica cinematográfica e que adquiriria notoriedade em todo o país nas décadas subsequentes (com películas como Lance maior e Aleluia, Gretchen), produzindo até os dias atuais. Já na década de 1970, surgiu a Cinemateca do Museu Guido Viaro, responsável por relativa movimentação do cenário cinematográfico curitibano e pela descoberta de novos talentos locais, notadamente o cineasta Fernando Severo, também na ativa até os dias atuais. Posteriormente, surgiu uma tendência, na cena local, a produção de documentários, normalmente denuncistas ou atrelados a certos posicionamentos ideológicos. Nesse contexto, destacam-se os trabalhos de Frederico Fullgraf (com atividades habitualmente relacionadas com a ecologia) e Sérgio Bianchi.
Música
Na esfera da gestão pública da produção musical de Curitiba, o Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), criado em 2004, realiza a administração da área de música da Fundação Cultural de Curitiba, sendo responsável pela promoção dos seguintes corpos estáveis: Camerata Antiqua de Curitiba (coro e orquestração), Conservatório de MPB, Orquestra à Base de Sopro, à de Corda, Vocal Brasileirão e Coral Brasileirinho; a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e a Sinfônica do Paraná são mantidas pelo governo do estado, e a Filarmônica da UFPR, pela universidade. A cidade possui também a Orquestra Sinfônica do Paraná que tem um repertório de mais de 900 obras e já interpretou a maioria dos grandes compositores da música erudita, inclusive o Ciclo Beethoven, fato que a coloca em destaque no cenário internacional. A Fundação Cultural de Curitiba também mantém o coral Camerata Antiqua de Curitiba, o Conservatório de MPB de Curitiba e a Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Museus, bibliotecas e centros culturais
Curitiba dispõe de uma vasta quantidade de museus, valendo destacar o Museu Paranaense (dedicado às artes plásticas e história), o MON e o Museu Alfredo Andersen (dedicados à pintura), o MIS-PR (cinema e fotografia), o Museu do Expedicionário (dedicado ao passado do Brasil na 2.ª GM), o MuMA (arte moderna), o MAC/PR (arte contemporânea), o MHNCI (biologia e botânica) e o MASAC (arte sacra). O Centro Cultural Paço da Liberdade fica localizado em um edifício com detalhes neoclássicos e desenhos art nouveau inaugurado em 24 de fevereiro de 1916 para ser a sede da prefeitura da cidade. Em 2007, o SESC fez um projeto de restauração e ocupação do local, coordenado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPuc), com respeito às características originais do prédio. Foi reinaugurado em 29 de março de 2009.
Gastronomia
Conhecida por ser uma referência em diversos quesitos, como uma cidade sustentável e com excelente nível de IDH, a capital do Paraná é também um importante centro gastronômico. O cardápio traz surpresas aos visitantes por ser muito variado. Os pratos da culinária local são um reflexo da história do município e as comidas típicas, propriamente ditas, são muito saborosas. Em Curitiba, há três pratos principais: o barreado, o pinhão e a carne de onça. O barreado é um dos pratos mais conhecidos do estado, presente no cardápio da maioria dos restaurantes curitibanos. Seus ingredientes são carne bovina, toucinho e temperos típicos da culinária do Paraná. Sua origem surgiu do tempo da colonização açoriana no litoral do Paraná; os carijós cozinhavam o prato em panelas feitas de barro, as quais eles mesmo produziam. A cidade de Morretes, localizada no litoral do Paraná tem o barreado como especialidade, servido nos restaurantes da região.


