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Alceu Amoroso Lima

Alceu Amoroso Lima, conhecido pelo seu pseudônimo Tristão de Athayde, foi um crítico literário, escritor, professor, intelectual e líder católico brasileiro. Foi um dos principais críticos literários à época do modernismo no Brasil. Em 29 de agosto de 1935, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Infância e juventude

Imagem: Henrique Emanuel · BY-SA · Openverse

Alceu Amoroso Lima é filho do industrial Manuel José Amoroso Lima e da dona de casa Camila da Silva Amoroso Lima. Nascido, entre quatro irmãs, passou a infância na Rua Cosme Velho, nº 2, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Morou próximo da casa de Machado de Assis, o qual viu diversas vezes passear com sua esposa. Também na infância, teve contato com Ruy Barbosa, amigo íntimo de seu padrinho. Aprendeu a ler, em casa, com o professor João Köpke, o qual transmitiu sua metodologia inovadora, de "ensinar divertindo", à mãe de Alceu. Alberto Nepomuceno deu-lhe aulas de piano. Em 1900 e 1909, viajou pela Europa junto da família. De volta ao Brasil, estudou no Ginásio Nacional (denominado hoje Colégio Pedro II). Formou-se, no ano de 1913, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O paraninfo de sua turma foi o professor de Filosofia do Direito e Economia Política Sílvio Romero. Antes de terminar o curso, trabalhou no escritório de João Carneiro de Sousa Bandeira, seu antigo professor na Faculdade e tio de Manuel Bandeira.

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Influências e conversão

Imagem: Joalpe · BY-SA · Openverse

Em 1913, voltou a viajar para a Europa. No Collège de France, situado em Paris, assistiu ao curso de Henri Bergson, o qual Charles Péguy e Jacques Maritain haviam frequentado. Nas palavras de Alceu, Maritain foi, mais tarde, "meu mestre, orientando de longe a minha conversão". No Collège de France, Alceu relatou que teve uma grande transformação em suas ideias, passando do evolucionismo spenceriano ao evolucionismo criador de Bergson, a partir da concepção da primazia do espírito. Na França, Alceu presenciou a chamada belle époque, onde pairou um ar de serenidade, despreocupação e solidez. Avaliando aqueles anos, muito depois, na sua maturidade, Alceu assim definiu: "Havia, sobretudo, a aceitação da mediocridade da nossa época, que se resumia em viajar, gozar a vida, ler os poetas, a aceitação, enfim, daquilo que mais tarde tanto iria me preocupar: o predomínio da filosofia burguesa, a filosofia de Pangloss."

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Maturidade e atuação pública

Alceu Amoroso Lima foi, com grande relevância, voz ativa contra a ditadura brasileira instaurada em 1964, a qual perdurou até 1985. Contra o golpe militar, alinhou-se a Dom Hélder Câmara. Os dois já tinham uma amizade próxima por correspondências e encontros. Críticos literários apontam Alceu como uma "presença" no Brasil, pregando a justiça e a liberdade. Exemplo é o artigo publicado em 14 de julho de 1967, no qual Alceu comentou um livro sobre a tortura elaborado pelo então deputado federal Márcio Moreira Alves: "Entre nós a revolução de 64 recolocou a tortura política em evidência. Márcio teve o desassombro, na hora mais crítica dos poderes discricionários e do fanatismo revolucionário, de ir aos fatos, de ouvir as vítimas, de arrancar os véus que impediam ver através dos muros das penitenciárias. E so agora pôde revelá-los em livro, que a Censura oficial procurou impedir que se divulgasse. E acabou por se transformar na mais sensacional das propagandas."

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Academia Brasileira de Letras

Imagem: Joalpe · BY-SA · Openverse

Foi eleito em 29 de agosto de 1935 para a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Miguel Couto, sendo recebido em 14 de dezembro de 1935 pelo acadêmico Fernando Magalhães.[carece de fontes?]

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