Alexandre I da Rússia
Alexandre I governou a Rússia como Imperador de 1801 até sua morte, destacando-se como o primeiro monarca russo a ostentar os títulos de Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia. Filho do Imperador Paulo I e de Sofia Doroteia de Württemberg, ele ascendeu ao trono após o assassinato de seu pai, marcando o início de um reinado complexo e influente.
Pontos-chave
- Alexandre I foi Imperador da Rússia de 1801 até sua morte, também sendo Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia.
- Ascendeu ao trono após o assassinato de seu pai, Paulo I, e foi coroado em 15 de setembro de 1801.
- Sua educação foi fortemente influenciada pela avó Catarina II e pelo preceptor iluminista Frédéric-César La Harpe.
- Iniciou reformas administrativas, educacionais e científicas, além de abordar o regime da servidão.
- No final de seu reinado, tornou-se profundamente religioso e adotou políticas mais retrógradas, gerando insatisfação.
Alexandre nasceu no Palácio de Inverno em 23 de dezembro de 1777 (12 de dezembro no calendário juliano), sendo o primogênito dos herdeiros do trono russo, o czarevich Paulo Petrovich (futuro Paulo I) e a czarevna Maria Feodorovna (nascida princesa Sofia Doroteia de Württemberg). Seu nascimento foi um evento de grande celebração, anunciado com o hasteamento do Estandarte e 201 tiros de canhão, conforme registrado no jornal Sankt-Peterburgskie Vedomosti.
Como Imperador e autocrata de todas as Rússias desde 1801, Alexandre I foi profundamente moldado por sua avó, a Imperatriz Catarina II, que o educou e o via como seu sucessor. Ele assumiu o trono após o assassinato de seu pai em 23 de março de 1801 e foi coroado na Catedral da Dormição, no Kremlin, em 15 de setembro do mesmo ano. Catarina II, adepta dos princípios iluministas, convidou o suíço Frédéric-César La Harpe, um republicano e seguidor das ideias de Jean-Jacques Rousseau, para ser seu preceptor. La Harpe inspirou afeto em Alexandre e ajudou a desenvolver uma mente flexível e aberta. Alexandre é considerado uma figura fascinante de seu século, combinando traços de autocrata e jacobino, místico e homem do mundo. Ele iniciou importantes reformas administrativas, educacionais, científicas e no regime da servidão.
Após a invasão da Rússia, Alexandre I tornou-se profundamente religioso, dedicando-se à leitura diária da Bíblia e à oração. Em Paris, foi influenciado pelos pensamentos místicos de Bárbara Juliana Krüdener, conhecida como Madame von Krüdener, que se considerava uma profetisa enviada por Deus ao czar. Embora essa influência tenha sido breve, seu fervor religioso permaneceu. A partir de 1818, ao retornar à Rússia, suas políticas tornaram-se mais retrógradas e reacionárias, o que o alienou do povo. Após a derrota de Napoleão Bonaparte em 1812, surgiram sociedades secretas na Rússia, como os dezembristas, um grupo de nobres insatisfeitos que exigiam a abolição da servidão e o fim da autocracia. A liga idealista de Alexandre transformou-se em uma aliança de monarcas contra os povos, defendendo o despotismo e uma ordem mantida pela força das armas, após encontros em Aachen, Opava, Liubliana e Verona.


