Museu Americano de História Natural
O Museu Americano de História Natural é um museu dos Estados Unidos, localizado em Nova Iorque e fundado em 1869. É especialmente reconhecido pela sua vasta coleção de fósseis, incluindo de espécies de Dinossauros. Uma das grandes atrações do museu é uma coleção de esqueletos de dinossauro, com mais de 30 milhões de fósseis e artefatos espalhados por 42 salas de exibição. Um T-Rex de aproximadamente 15 metros e dá as boas-vindas aos visitantes na entrada.
Antes da construção do complexo atual, o museu localizava-se num antigo arsenal no Central Park. Theodore Roosevelt, Sr., o pai de Theodore Roosevelt, 26º Presidente dos Estados Unidos, foi um dos fundadores da instituição; juntamente com J. P. Morgan, Robert L. Stuart, Joseph Hodges Choate e outros. A fundação do museu foi a realização de um sonho do naturalista Dr. Albert S. Bickmore. Bickmore, que havia sido aluno do renomado zoologista Louis Agassiz, pressionou a sociedade durante anos para a criação de um museu de história natural em Nova Iorque. Sua proposta, apoiada pelos mais influentes nomes à época, recebeu o aval do Governador de Nova Iorque, John Thompson Hoffman, que estabeleceu oficialmente o Museu Americano de História Natural em 6 de abril de 1869. Em 1874 foi lançada a pedra fundamental da primeira sede da instituição, que atualmente é encoberta pelos arranha-céus do entorno. O prédio em estilo vitoriano foi inaugurado em 1877, tendo sido projetado por J. Wrey Mould (responsável pela grande maioria dos prédios ao redor do Central Park). Logo em seguida foi inaugurada a ala sul do museu. Projetada por J. Cleaveland Cady, esta ala possui 210 metros de extensão e 46 metros de altura no ponto mais alto. A entrada principal pelo Central Park, juntamente com o Memorial a Theodore Roosevelt - de autoria de John Russell Pope - constituem um marcante complexo Beaux-Arts.
O Museu Americano de História Natural é uma das instituições científicas, culturais e educacionais mais reconhecidas no mundo. O museu contém 45 espaços de exibições permanentes, incluindo o Planetário Hayden, e galerias para exibições temporárias.
Salões dos Mamíferos
O Salão da Família Bernard de Mamíferos Norte-Americanos, inaugurado em 1942, exibe 46 espécies diferentes de mamíferos. Entre eles, encontram-se coiotes, esquilos e ursos. Em Outubro de 2012 a exibição foi reinaugurada após uma restauração de um ano na qual pintores e designers recoloriram todo o cenário, as peles dos animais e os detalhes das dioramas. Além disso, as explicações sobre os mamíferos foram atualizadas. A exibição é considerada uma das mais bem produzidas no mundo. No Salão Akeley dos Mamíferos Africanos se encontram os grandes mamíferos da África. No centro da sala ficam oito elefantes, cercados por 28 dioramas, nelas encontramos animais como leões, gorilas e rinocerontes. A cena é uma representação da vida selvagem na África.
Salão dos pássaros, répteis e anfíbios
O salão dos pássaros do mundo exibe distintos ambientes ao redor do globo e os pássaros que habitam esses locais. Cada uma das doze dioramas representa um bioma, como o deserto ou a floresta tropical, junto com suas espécies. O animal mais famoso dessa exibição é o pinguim-rei. Esse salão exibe a grande diversidade de pássaros presente na região de Nova Iorque. Devido à variedade de habitats em Nova Iorque a cidade atrai mais de 400 espécies de pássaros. O destaque da exibição é o pombo-passageiro, extinto desde o começo do século XX. A exibição conta com mais de 20 dioramas que expõe espécies norte-americanas de habitats distintos, desde a Flórida até o Alasca. Dentre os ecossistemas representados estão florestas e desertos. O destaque do salão é o falcão peregrino.
Salões da ciência terrestre e planetária
O Salão Arthur Ross de Meteoritos explora questões essenciais sobre a origem do sistema solar examinando meteoritos, fragmentos de pedra do espaço, que revelam informações sobre a formação e a evolução do sol e dos planetas. Esse salão é dividido em três seções, essas focam nas origens do sistema solar, nos processos de formação dos planetas e nos impactos dos meteoritos. Mais de 130 cientificamente relevante meteoritos estão expostos nessa seção. Além disso, espécimes de pedras de Marte e da Lua coletados nas missões Apollo dos anos 70 também se encontram no museu. Nesse salão encontram-se pedras preciosas e ornamentais, assim como materiais orgânicos. Nesse salão todos os objetos estão separados por grupo mineral, incluindo diamante, safira, rubi e esmeralda. Pedras raras e metais preciosos como metal e platina também estão em exibição e podem ser vistos em forma de peças decorativas e joias.
O departamento de educação oferece programas, aulas e serviços para todas as idades. O museu trabalha junto ao sistema público de educação, ensinando crianças e treinando professores através do Centro David e Ruth Gottesman. O Centro auxilia cerca de 460 mil estudantes que visitam o Museu Americano de História Natural anualmente. Aproximadamente 29% de todos os estudantes do ensino fundamental e do ensino médio de escolas públicas de Nova Iorque visitam o museu de graça todo ano. Instrutores e voluntários guiam as crianças e as ensinam durante as visitas educacionais.
O museu abriga mais de 200 cientistas que trabalham em distintas áreas, incluindo antropologia, astrofísica, biologia, paleontologia, ciências planetárias. Através da Escola de Graduação Richard Gilder (Richard Gilder Graduate School) esses cientistas realizam pesquisas e mais de 100 expedições ao redor do mundo todo ano. Com a Escola de Graduação Richard Gilder o museu é o único dos Estados Unidos a formar profissionais com Ph.D.
A Escola de Graduação Richard Gilder (The Richard Gilder Graduate School) foi inaugurada em 23 de Outubro de 2006. A escola oferece mestrado na “Arte de Ensinar Ciências” e PhD em “Biologia Comparativa”. Em 2011 a escola de graduação tinha onze alunos matriculados, esses trabalhavam lado a lado com curadores e tinham acesso a todo o acervo do museu. Os primeiros sete alunos a se formarem receberam seus diplomas em 30 de setembro de 2013.


