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Método científico

O método científico refere-se a um conjunto de regras básicas dos procedimentos que produzem o conhecimento científico, quer um novo conhecimento, quer uma correção (evolução) ou um aumento na área de incidência de conhecimentos anteriormente existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis — baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo — e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores, o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência. Os métodos que fornecem as bases lógicas ao conhecimento científico são: método indutivo, método dedutivo, método hipotético-dedutivo, método dialético, método fenomenológico, etc..

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Evolução do método

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Metodologia científica literalmente refere-se ao estudo dos pormenores dos métodos empregados em cada área científica específica, e em essência dos passos comuns a todos estes métodos, ou seja, do método da ciência em sua forma geral, que se supõe universal. Embora procedimentos variem de uma área da ciência para outra (as disciplinas científicas), diferenciadas por seus distintos objetos de estudo, consegue-se determinar certos elementos que diferenciam o método científico de outros métodos encontrados em áreas não científicas, a citarem-se os presentes na filosofia, na matemática e mesmo nas religiões. A história do método científico se mistura com a história da ciência. Documentos do Antigo Egito já descrevem métodos de diagnósticos médicos. Na cultura da Grécia Antiga, os primeiros indícios do método científico começam a aparecer. Grande avanço no método foi feito no começo da filosofia islâmica, há cerca de mil anos, com a contribuição de Ibn al- Haytham, cientista árabe, que em sua pesquisa sobre ótica, organizou o que muitos consideram as bases do método científico moderno que se consolidaram com o surgimento da Física nos séculos XVII e XVIII. Francis Bacon, em seu trabalho Novum Organum (1620) — uma referência ao Organon de Aristóteles — especifica um novo sistema lógico para melhorar o velho processo filosófico do silogismo.[Ref. 1][Ref. 2]

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Contexto de uma pesquisa

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Existem diferentes tipos de pesquisa, quando se usa o método científico como divisor de águas. Como exemplo, vamos falar do método hipotético-dedutivo.

Pesquisa focada no método hipotético-dedutivo

Primeiramente, os pesquisadores definem proposições lógicas ou suposições - as hipóteses - para explicar certos fenômenos e observações, e então desenvolvem experiências ou observações a serem feitas em que testam essas hipóteses. Se confirmadas, as hipóteses podem gerar leis, e juntamente com as evidências associadas, geram as teorias científicas; isso seria pensando na construção teorias. Ou seja, nesse cenário o pesquisador foca em gerar "percepções" do mundo em forma de hipóteses, e testá-las. Embora as hipóteses sejam geralmente formuladas em cima de um subconjunto de fatos de particular interesse ou relevância, vale ressaltar que o método pode impor a integração entre todo conhecimento produzido. Isso ocorre quando a hipótese trata algo maior, como a hipótese da velocidade constante da luz da teoria da relatividade.

Construção do conhecimento

Outra característica do método é que o processo de produção do conhecimento científico precisa ser objetivo e o cientista deve ser imparcial na interpretação dos resultados. Sobre a objetividade, que consiste em se atentar às propriedades do objeto em estudo e não às do sujeito que as estuda (subjetividade), é conhecida a afirmação de Hans Selye, pesquisador canadense que formulou a moderna concepção de estresse: "Quem não sabe o que procura não entende o que encontra", referindo-se à necessidade de formulação de definições precisas (a essência dos conceitos) e que possam ser respondidas com um simples sim ou não, e aos cuidados que se deve ter com a subjetividade inerente ao ser humano. Tanto a imparcialidade (evidência) quanto a objetividade foram incluídas por René Descartes (1596 – 1649) nas regras lógicas que caracterizam o método científico.[carece de fontes?]

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Elementos do método científico

"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos." - Carl Sagan "...ciência consiste em agrupar factos para que leis gerais ou conclusões possam ser tiradas deles." - Charles Darwin O método científico é composto dos seguintes elementos: O método científico consiste dos seguintes aspectos: Na área da saúde a natureza da associação causal foi formulada por Hence e adaptada por Robert Koch em 1877 para demonstração da relação causal entre microrganismos e patologias, fundando-se a proposta de Koch basicamente nos mesmos princípios enunciado acima, ou seja: força da associação, ou conectividade (correlação nem sempre implica causalidade); sequência temporal (assimetria); transitividade (evidência experimental); previsibilidade e estabilidade dos resultados. Uma maneira linearizada e pragmática de se seguir o método científico está exposto a seguir passo a passo. Vale a pena notar que é apenas uma referência, podendo haver, em acordo com a situação, passos necessários, contudo nesta lista não relacionados ou mesmo passos listados; cujos cumprimento não se faz necessário. Na verdade, na maioria dos casos não se seguem todos esses passos, ou mesmo parte deles. O método científico não é uma receita: ele requer inteligência, imaginação e criatividade. O importante é que os aspectos e elementos apresentados anteriormente estejam presentes:

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Ciências humanas

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A limitação ética da realização de experimentos com seres humanos, o estudo das subjetividades ou do essencialmente subjetivo, individual e particular psiquismo humano, ou a natureza histórica do objeto das ciências sociais, conduziram os pensadores a distintos caminhos ou proposições de estudo para o método científico. Contudo, parafraseando Minayo,..."uma base de dados quando bem trabalhada teórica e praticamente, produz riqueza de informações, aprofundamento e maior fidedignidade interpretativa"...[Ref. 6] As principais divergências na análise dos resultados de pesquisas em ciências sociais ou humanas se dão no plano da contextualização dos dados ou informações obtidas em campo nos diversos sistemas teóricos, ou seja, conjunto de teorias e leis reconhecidas como consensuais em distintos momentos históricos e/ou segmentos das comunidades científicas. Nas ciências sociais identifica-se três grandes correntes de pensamentos:

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O acidente

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É comum considerar alguns dos mais importantes avanços na ciência, tais como as descobertas da radioatividade por Henri Becquerel ou da penicilina por Alexander Fleming, como tendo ocorrido por acidente. No entanto, o que é possível afirmar à luz da observação científica é que terão sido parcialmente acidentais, uma vez que as pessoas envolvidas haviam aprendido a "pensar cientificamente", estando, portanto, conscientes de que observaram algo novo e interessante. Os progressos da ciência são acompanhados de muitas horas de trabalho cuidadoso, que segue um caminho mais ou menos sistemático na busca de respostas a questões científicas. É este o caminho denominado de método científico.

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Hipótese

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A Hipótese é uma proposição que se admite de modo provisório como verdadeira e como ponto de partida a partir do qual se pode deduzir, pelas regras da lógica, um conjunto secundário de proposições, que têm por objetivo elucidar o mecanismo associado às evidências e dados experimentais a se explicar. Literalmente pode ser compreendida como uma suposição ou proposição na forma de pergunta, uma conjetura que orienta uma investigação por antecipar características prováveis do objeto investigado e que vale quer pela concordância com os fatos conhecidos quer pela confirmação através de deduções lógicas dessas características, quer pelo confronto com os resultados obtidos via novos caminhos de investigação (novas hipóteses e novos experimentos). No método científico, a proposição de hipóteses é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos: explicar um ou geralmente um conjunto de fatos e prever outros acontecimentos e fatos dele decorrentes (deduzir as consequências). A hipótese deverá ser testada frente a fatos obtidos de observações sistemáticas e controladas resultantes de experiências laboratoriais e de pesquisa em campo. Se, após muitas dessas experiências, os resultados obtidos pelos pesquisadores não contrariarem a hipótese, esta então será aceita como válida, promovida à lei se for simples contudo de abrangência geral, e integrada à teoria e/ou sistema teórico pertinente.

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Investigação científica

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A investigação científica geralmente visa obter conhecimento na forma de explicações testáveis que os cientistas podem usar para prever os resultados de futuros experimentos. Isso permite que os cientistas obtenham uma melhor compreensão do tópico em estudo e, posteriormente, usem esse entendimento para intervir em seus mecanismos causais (como para curar doenças). Quanto melhor uma explicação é em fazer previsões, mais útil ela frequentemente pode ser, e mais provável será que continue a explicar um corpo de evidências melhor do que suas alternativas. As explicações mais bem-sucedidas - aquelas que explicam e fazem previsões precisas em uma ampla gama de circunstâncias - são frequentemente chamadas de teorias científicas. A maioria dos resultados experimentais não produz grandes mudanças no entendimento humano; melhorias no entendimento científico teórico geralmente resultam de um processo gradual de desenvolvimento ao longo do tempo, às vezes em diferentes domínios da ciência. Os modelos científicos variam na extensão em que foram testados experimentalmente e por quanto tempo, e em sua aceitação na comunidade científica. Em geral, as explicações se tornam aceitas ao longo do tempo à medida que as evidências se acumulam em um determinado tópico, e a explicação em questão se prova mais poderosa do que suas alternativas na explicação das evidências. Muitas vezes, pesquisadores subsequentes reformulam as explicações ao longo do tempo, ou combinam explicações para produzir novas explicações.

Propriedades da investigação científica

O conhecimento científico está intimamente ligado a descobertas empíricas e pode permanecer sujeito a falsificação se novas observações experimentais forem incompatíveis com o que é encontrado. Ou seja, nenhuma teoria pode ser considerada final, pois novas evidências problemáticas podem ser descobertas. Se tal evidência for encontrada, uma nova teoria pode ser proposta, ou (mais comumente) descobre-se que modificações na teoria anterior são suficientes para explicar a nova evidência. A força de uma teoria está relacionada ao tempo que persistiu sem grandes alterações em seus princípios fundamentais.[carece de fontes?] As teorias também podem ser subsumidas por outras teorias. Por exemplo, as leis de Newton explicaram milhares de anos de observações científicas dos planetas quase perfeitamente. No entanto, essas leis foram então determinadas como casos especiais de uma teoria mais geral (relatividade), que explicou tanto as exceções (anteriormente inexplicadas) às leis de Newton quanto previu e explicou outras observações, como a deflexão da luz pela gravidade. Assim, em certos casos, observações científicas independentes e desconectadas podem ser conectadas, unificadas por princípios de poder explicativo crescente.

Crenças e vieses

A metodologia científica geralmente direciona que as hipóteses sejam testadas em condições controladas sempre que possível. Isso é frequentemente possível em certas áreas, como nas ciências biológicas, e mais difícil em outras áreas, como na astronomia. A prática de controle experimental e reprodutibilidade pode ter o efeito de diminuir os efeitos potencialmente prejudiciais das circunstâncias e, até certo ponto, do viés pessoal. Por exemplo, crenças preexistentes podem alterar a interpretação dos resultados, como no viés de confirmação; esta é uma heurística que leva uma pessoa com uma crença particular a ver as coisas como reforçando sua crença, mesmo que outro observador possa discordar (em outras palavras, as pessoas tendem a observar o que esperam observar).

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Metodologia da investigação científica

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Modelo clássico

O modelo clássico de investigação científica deriva de Aristóteles, que distinguia as formas de raciocínio aproximado e exato, estabeleceu o esquema tríplice de inferência abdutiva, dedutiva e indutiva, e também tratava das formas compostas, como o raciocínio por analogia.

Modelo hipotético-dedutivo

O modelo ou método hipotético-dedutivo é uma descrição proposta do método científico. Neste contexto, as previsões derivadas da hipótese são centrais: se assumirmos que a hipótese é verdadeira, quais são as consequências? Se uma investigação empírica subsequente não demonstrar que essas consequências ou previsões correspondem ao mundo observável, pode-se concluir que a hipótese é falsa.

Modelo pragmático

Em 1877, Charles Sanders Peirce (1839–1914) caracterizou a investigação de maneira geral não como a busca da verdade em si, mas como a luta para se libertar de dúvidas irritantes e inibidoras nascidas de surpresas, desacordos, e similares, e para chegar a uma crença segura, sendo essa crença aquela na qual se está preparado para agir. Ele concebeu a investigação científica como parte de um espectro mais amplo e impulsionada, como a investigação em geral, por dúvidas reais, não meramente dúvidas hiperbólicas ou verbais, que ele considerava infrutíferas. Ele delineou quatro métodos para firmar opiniões, ordenados do menos ao mais bem-sucedido.

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Fontes consultadas

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