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André Breton

André Breton foi um escritor francês, poeta e teórico do surrealismo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Biografia

Imagem: byb64 · BY-NC-SA · Openverse

A tentativa de um golpe de Estado poético no Primeiro manifesto (1924)

Filho único de uma família da pequena burguesia católica cuja mãe impôs uma educação rígida, André Breton passa sua infância em Pantin (Seine-St-Denis), no subúrbio no nordeste de Paris. No liceu Chaptal, ele recebe uma educação "moderna" (sem latim nem grego), (é necessário notar) por seu professor de retórica que lhe faz descobrir Charles Baudelaire e Joris-Karl Huysmans, e por seu professor de filosofia que opõe o positivismo ("ordem e progresso") aos pensamentos hegelianos ("liberto da consciência de si") que afeta o jovem. Ele cria amizade com Théodore Fraenkel e René Hilsum que publica seus primeiros poemas na revista literária do colégio. Apesar de seus pais, que o querem engenheiro, Breton ingressa na classe preparatória no PCN com Fraenkel.

"Transformar o mundo" e "mudar a vida" (1925-1938)

Em 1º de dezembro de 1924, era lançado o primeiro número de a Revolução surrealista, o órgão do grupo que Benjamin Péret e Pierre Naville dirigem. Breton radicaliza sua ação e sua posição política. Sua leitura da obra de Léon Trotsky sobre Lênin e a guerra colonial feita pela França em Rife o aproxima dos intelectuais comunistas. Com os colaboradores das revistas Clarté e Philosophie, os surrealistas formam um comitê e redigem um panfleto comum, "A Revolução no começo e sempre".

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Temas

Os adversários de Breton chamaram-no, ironicamente, o "papa do surrealismo". Ora, se o autor dos manifestos teve uma influência decisiva sobre este movimento, jamais ele se achava isolado, jamais ele foi o "chefe": toda ideia de constrangimento, seja militar, clerical ou social, suscitava nele uma revolta profunda. Apresentando aqueles que foram seus objetivos André Breton escreveu: «A vida verdadeira está ausente, já dizia Rimbaud. Este será o instante a não deixar passar para a reconquistar. Em todos os domínios, eu penso que será necessário aportar a esta busca toda audácia de que o homem seja capaz.» E Breton acrescenta algumas palavras de ordem: «Fé persistente no automatismo como sonda, esperança persistente na dialética (aquela de Heráclito, de Mestre Eckhart, de Hegel) para resolução das antinomias que desafiam o homem, reconhecimento do acaso objetivo como índice de reconciliação possível dos fins da natureza e dos fins do homem aos olhos deste último, vontade de incorporação permanente ao aparelho psíquico do humor negro que, a uma certa temperatura pode ter o papel de válvula, preparação da ordem prática a uma intervenção sobre a vida mítica, que, na maior escala, figura de limpeza.» (A chave dos campos)

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Fontes consultadas

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