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Gradiva de Jensen

A Gradiva (do latim, "aquela que avança", feminização de Gradivus, um dos epítetos do deus romano Marte, Mars Gradivus, isto é, "Marte que avança") é uma figura mitológica moderna.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/11/2026
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Alusões e referências em outras obras

Freud

Por sugestão de Carl Gustav Jung, Sigmund Freud elaborou uma conhecida análise dos sonhos de Hanhold em "Der Wahn und die Träume in W. Jensens Gradiva", texto pioneiro entre os estudos psicanalíticos da literatura. Freud interpretou o fetiche como uma substituição de sentimentos não resolvidos por Hanhold em relação à amiga de infância, Zoe. Freud tinha uma cópia desse relevo. Na estória de Jensen, o original estaria em Nápoles, transportado da antiga Pompeia, mas, de fato, o original está no Museu do Vaticano. O exemplar de Freud está hoje numa parede de sua sala de estudos (onde faleceu), em 20 Maresfield Gardens, Londres (atual Museu Freud).

Salvador Dali

Salvador Dalí usou o nome Gradiva como apelido de sua esposa, Gala. Também usou a imagem de Gradiva em suas pinturas, como em Gradiva encuentra las ruinas de Antropomorphos.

André Masson

Andre Masson, outro pintor surrealista, dedicou-lhe Gradiva (Metamorphosis of Gradiva), em 1939, explorando o caráter iconográfico sexual da personagem. Maurice Nadeau considerou-a como a musa do Surrealismo, "a mulher que caminha através das paredes", em sua A História do Surealismo, de 1965.

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Fontes consultadas

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