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Androcentrismo

O androcentrismo é a tendência de ver o mundo, a cultura e a história a partir de uma perspectiva predominantemente masculina, muitas vezes sem que se perceba. Essa visão tende a marginalizar a experiência feminina. O oposto disso, onde a perspectiva feminina é central, é chamado de gino centrismo. A palavra para descrever algo relacionado ao androcentrismo é 'androcêntrico'.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 08/07/2026

Pontos-chave

  • Androcentrismo é colocar o ponto de vista masculino no centro da visão de mundo.
  • Essa prática pode marginalizar culturalmente a feminilidade.
  • O termo foi introduzido por Charlotte Perkins Gilman em 1911.
  • O androcentrismo define a masculinidade como norma, considerando o feminino como 'outro'.
  • A sub-representação feminina é observada em educação, literatura e artes.
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Origem do Termo

Imagem: IPES Área Internacional y Aula DDHH · BY-NC · Openverse

O conceito de androcentrismo foi apresentado por Charlotte Perkins Gilman, uma pensadora influente, em seus estudos sobre a sociedade. Em sua obra 'The Man-Made World; or Our Androcentric Culture', publicada em 1911, ela analisou como as práticas androcêntricas moldavam a sociedade e os problemas que delas decorriam. Para Gilman, o androcentrismo representa uma fixação social na masculinidade, de onde tudo parece emanar. Nessa ótica, a masculinidade é vista como o padrão universal, enquanto tudo que foge a essa norma é considerado 'diferente' ou 'outro'. Ela observou que os modos de vida e pensamentos masculinos eram apresentados como a norma, enquanto os femininos eram vistos como desvios.

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Androcentrismo na Educação

Historicamente, algumas instituições de ensino superior, como a Universidade de Oxford, adotaram políticas de 'numerus clausus'. Isso significava que o número de estudantes mulheres admitidas era deliberadamente limitado, refletindo uma estrutura androcêntrica na educação.

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Representação na Literatura

Pesquisas como a conduzida pelos doutores David Anderson e Mykol Hamilton revelaram uma notável sub-representação de personagens femininas em livros infantis e obras premiadas. Ao analisar duzentos livros, incluindo best-sellers infantis de 2001 e livros que receberam o prêmio Caldecott, eles constataram que personagens masculinos apareciam quase duas vezes mais como protagonistas do que as femininas. Além disso, em ilustrações, os personagens masculinos eram 53% mais frequentes. A maioria das narrativas também se concentrava nas experiências e jornadas dos personagens masculinos.

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Androcentrismo nas Artes Visuais

Em 1985, o coletivo de artistas femininas Guerrilla Girls, de Nova Iorque, iniciou uma campanha para denunciar a escassez de mulheres no mundo das artes visuais. Elas argumentavam que artistas homens e a perspectiva masculina continuavam a dominar o cenário artístico. Um de seus famosos pôsteres de 1989 questionava: 'As mulheres precisam estar nuas para entrar no Met. Museum?'. O cartaz revelava que, nas seções de Arte Moderna do Metropolitan Museum of Art, menos de 5% dos artistas eram mulheres, enquanto 85% das obras de arte que retratavam nus eram de figuras femininas. Mais de duas décadas depois, em 2007, o crítico Jerry Saltz, do The New York Times, apontou a desvalorização do trabalho de artistas mulheres por instituições como o Museu de Arte Moderna (MoMA). Ele observou que, das quatrocentas obras expostas no MoMA, apenas quatorze (3,5%) eram de autoria feminina. Sua análise de outras seis importantes instituições de arte também mostrou uma significativa sub-representação de artistas mulheres.

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Fontes consultadas

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