AOL
A AOL, um portal e provedor de serviços online sediado em Nova Iorque e parte da Oath (divisão da Verizon Communications), foi uma das pioneiras da internet em meados da década de 1990. Reconhecida como a marca mais proeminente na web dos EUA, inicialmente ofereceu serviço de internet discada para milhões de americanos, além de portal web, e-mail, mensagens instantâneas e, após a aquisição da Netscape, um navegador. No auge, protagonizou a maior fusão da história dos EUA ao comprar o conglomerado Time Warner. Contudo, a ascensão da banda larga e o declínio do acesso discado levaram à sua rápida queda. Em 2009, a AOL foi desmembrada da Time Warner, e sob a liderança do CEO Tim Armstrong, a empresa redirecionou seus investimentos para marcas de mídia e tecnologias de publicidade.
Pontos-chave
- A AOL foi uma das pioneiras da internet nos EUA, oferecendo inicialmente serviços discados e se tornando uma marca dominante.
- No auge, a AOL realizou a maior fusão da história dos EUA ao adquirir a Time Warner.
- O declínio do acesso discado e a ascensão da banda larga contribuíram para a queda da AOL após a fusão.
- Após ser desmembrada da Time Warner, a AOL, sob Tim Armstrong, focou em mídia e publicidade digital.
- Em 2015, a Verizon adquiriu a AOL por US$ 4,4 bilhões, visando expandir suas plataformas de publicidade e produção de vídeo.
A jornada da AOL começou como 'Control Video', uma empresa com o serviço online Gameline para o videogame Atari 2700. Os assinantes compravam um modem por US$49,95 e pagavam US$15,00 de instalação para baixar jogos temporariamente e registrar pontuações a um custo de aproximadamente US$1,00 por hora. Em 1983, à beira da falência, Steve Case assumiu a liderança, mudando a estratégia. Em 1985, lançou o Quantum Link ('Q-Link'), uma espécie de mega-BBS para computadores Commodore 64 e 128, e a empresa foi renomeada para 'Quantum Computer Services'. Em outubro de 1989, o serviço AOL foi lançado para Apple II e Macintosh, seguido pelo serviço para máquinas DOS em fevereiro de 1991. Em outubro de 1991, a empresa adotou o nome 'America Online', impulsionando um crescimento significativo em seus serviços de BBS pagos, em um cenário competitivo com Prodigy e Compuserve.
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Em 12 de maio de 2015, a Verizon anunciou seus planos de adquirir a AOL por US$ 50 por ação, em uma transação avaliada em US$ 4,4 bilhões, que foi concluída em 23 de junho. Tim Armstrong, que permaneceu na liderança da empresa após a aprovação regulatória, descreveu o negócio como o próximo passo lógico para a AOL. Ele afirmou que, olhando cinco anos à frente, o mercado seria dominado por redes de grande escala global, e a Verizon seria o melhor parceiro para esse avanço, enfatizando que a transação visava a criação de valor para os próximos cinco a dez anos. O analista David Bank considerou o acordo sensato para a Verizon, pois ampliaria suas plataformas de vendas de publicidade e aumentaria sua capacidade de produção de vídeo através de sites como The Huffington Post, TechCrunch e Engadget. No entanto, Craig Moffett expressou ceticismo quanto ao impacto significativo do negócio nos resultados financeiros da Verizon. Na época da aquisição, a AOL contava com cerca de dois milhões de assinantes de internet discada. O anúncio da compra resultou em um aumento de 17% no preço das ações da AOL, enquanto as ações da Verizon registraram uma leve queda.
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A AOL chegou à América Latina em 1999, estabelecendo a AOL Latin America (AOLA) como uma joint venture com o Banco Itaú (Brasil) e o Grupo Cisneros (Venezuela). Contudo, a empresa não obteve sucesso com suas subsidiárias na região (Brasil, México, Argentina e Porto Rico). Atualmente, o serviço 'Aol Music' foi ativado para o Brasil, embora a data exata não tenha sido especificada.
AOL Brasil: Chegada e Despedida
No Brasil, a AOL iniciou suas operações em novembro de 1999, prometendo ser o 'maior provedor de internet do país'. No entanto, problemas técnicos com os CDs de instalação e a grande quantidade distribuída geraram uma imagem negativa entre os brasileiros. A empresa não alcançou os resultados obtidos nos Estados Unidos e, com um prejuízo de US$ 182 milhões em toda a América Latina (conforme o pedido de concordata da AOL Latin America), a AOL Brasil encerrou oficialmente suas atividades em 17 de março de 2006. Sua base de aproximadamente 200 mil assinantes, considerada baixa, foi vendida para o provedor Terra.
Destino das Operações em Outros Países
A AOL Argentina foi vendida por apenas US$ 1 milhão para a Datco, uma empresa de tecnologia de Buenos Aires, que manteve o direito de usar a marca 'AOL'. A parte de conteúdo ficou sob a responsabilidade do jornal La Nación. A AOL México foi adquirida pelo grupo Alestra AT&T. A operação de Porto Rico foi transferida para a AOL INC. dos Estados Unidos. Com essas transações, a AOL Latin America foi diluída.
O Retorno da AOL à América Latina
Em 25 de junho de 2008, a AOL retomou suas operações no continente sul-americano. Inicialmente, quatro países – Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela – passaram a contar com serviços como e-mail, notícias, mensagens instantâneas, chat e álbum de fotos. No Brasil, o serviço AOL Mail Brasil já estava disponível em http://webmail.aol.com.br, e outros serviços pareciam estar sendo gradualmente incluídos no site brasileiro: www.aol.com.br/mail. No entanto, esses serviços estão sendo implementados aos poucos e sob a administração geral da AOL LLC, sem um representante oficial no Brasil.


