Apito de cachorro
Apito de cachorro é uma mensagem política empregando linguagem em código que parece significar uma coisa para a população em geral, mas tem um significado mais específico e diferente para um subgrupo-alvo. A analogia com os apitos de cachorro é feita pois suas frequências se situam acima da capacidade de audição humana, mas podem ser ouvidas pelos cães.
Segundo William Safire, o termo "apito de cachorro" em referência à política pode ter sido derivado de seu uso no campo das pesquisas de opinião. Ele cita Richard Morin, diretor de pesquisas do The Washington Post, como tendo escrito em 1988: Ele especula que os trabalhadores de campanhas eleitorais adaptaram a frase para as pesquisas políticas. Em seu livro de 2006, "Voting for Jesus: Christianity and Politics in Australia", a acadêmica Amanda Lohrey escreve que o objetivo do apito de cachorro é atrair o maior número possível de eleitores enquanto aliena o menor número possível. Ela usa como exemplo os políticos que escolhem palavras amplamente atraentes, como "valores familiares", que têm ressonância extra para os cristãos, enquanto evitam a moralização cristã aberta que pode ser desencorajador para os eleitores não-cristãos. O teórico político australiano Robert E. Goodin argumenta que o problema com o apito de cachorro é que ele mina a democracia, porque se os eleitores têm entendimentos diferentes sobre o que eles estavam apoiando durante uma campanha, o fato de que eles pareciam apoiar a mesma coisa é "democraticamente sem sentido" e não dá ao apitador um mandato político.
Mesmo o "apito de cachorro" ter como objetivo não ser descoberto nem divulgado, alguns casos tornam-se exemplos do uso da técnica.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos alguns casos são exemplos do apito de cachorro:


