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Viés político

O viés político é uma inclinação ou tendência percebida que envolve a distorção e a alteração de informações para tornar uma posição política ou candidatos políticos mais atraentes. Com uma associação distinta ao viés da mídia, geralmente refere-se a como um repórter, uma organização de notícias ou programa de TV cobre candidatos e questões políticas. Relaciona-se também a conflito de interesses que gera parcialidade na análise nas ciências humanas e na medicina, podendo ser consciente ou inconsciente. Este viés pode se manifestar tanto na forma social quanto política, sendo propagado através de várias mídias, inclusive mídia social.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Tipo de viés em um contexto político

Viés de concisão: refere-se a relatórios de perspectiva que cobrem visões que são rapidamente explicadas e que concedem pouco ou nenhum tempo a visões não convencionais e difíceis de explicar. O viés de concisão visa a aumentar a comunicação em se concentrando seletivamente nas informações importantes e eliminando a redundância. Em um contexto político, isso pode significar a omissão de detalhes aparentemente desnecessários, no entanto, eles podem realmente constituir um viés em si, dependendo de quais informações são consideradas desnecessárias. As opiniões políticas costumam ser reduzidas ao entendimento ou sistema de crença de um único partido, com outras informações contestadoras excluídas em sua apresentação. Viés de cobertura: quando tópicos e questões são abordadas por partidos políticos em diferentes extensões. Isso faz com que certas questões pareçam mais prevalentes, apresentando ideias como mais importantes e necessárias. Em uma atmosfera política, isso é relevante na apresentação das políticas e dos problemas que elas foram projetadas para abordar, juntamente com o tempo real de cobertura da mídia e dos políticos.

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Neutralidade política

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

A neutralidade política é a ação contrária ao viés político, buscando garantir a capacidade dos funcionários públicos de desempenhar qualquer dever oficial de maneira imparcial, em relação às suas crenças políticas. Em áreas como cobertura da mídia, decisões legais e burocráticas e ensinos acadêmicos, a necessidade de se tomar ações corretivas contra ações politicamente tendenciosas é a base da aplicação da neutralidade política. Pesquisas sugerem que nos Estados Unidos a neutralidade política é favorecida em detrimento do viés político, com republicanos, independentes e democratas preferindo obter suas fontes de notícias da mídia politicamente neutra. As respostas dos indivíduos ao viés e motivações políticas são desafiadas quando o engajamento do viés favorece e auxilia seu partido ou ideologia política. A própria denúncia de neutralidade política provoca uma resposta mais exasperada, controlando diretamente a aceitação normativa do viés político. Limitações de neutralidade política existem em relação à cobertura da mídia e geram acusações por quaisquer ações ou mensagens consideradas politicamente tendenciosas. Os preconceitos permanecem embutidos na competição contextual entre grupos, o que significa que considerações políticas baseadas em ação ou mensagem podem desafiar ideologias específicas ou intensificar e avançar ainda mais uma ideologia.

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Viés político e enquadramento

O viés político existe principalmente no conceito de enquadramento. Enquadrar é a construção social de movimentos políticos ou sociais em uma representação positiva ou negativa. O viés político nesse contexto é que os líderes e partidos políticos apresentam informações para destacar um problema e oferecem soluções que favorecem sua própria posição política. Isso faz com que sua posição pessoal pareça mais favorável e suas políticas como o curso de ação esperado. O efeito de enquadramento examina as situações nas quais as pessoas são apresentadas apenas com opções dentro de dois quadros, um apresentado negativamente e o outro positivamente. Esse efeito é cada vez mais significativo nas pesquisas de opinião desenhadas para incentivar organizações específicas que são comissionadas para votação. Se informações confiáveis, credíveis e suficientes forem fornecidas, esse viés poderá ser significativamente reduzido. O enquadramento visa além do mais o impacto da inclinação nas campanhas políticas e seu potencial impacto na distribuição do poder político onde o viés político está presente e ele é compreendido como um processo onipresente usado análise para discernir conexões entre aspectos da realidade e transmitir uma interpretação de opiniões que podem não ser totalmente precisas.

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Viés político na mídia

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

O viés da mídia destaca o viés político na comunicação de tópicos políticos e na representação de políticos. Quando um repórter enfatiza pontos de vista específicos e transmite informações selecionadas para promover sua própria visão política, apresenta informações tendenciosas que favorecem sua própria opinião política. Determinando os vieses da mídia em relação ao posicionamento político, há regulamentos distintos que protegem contra o forjamento de informações. Parte considerável da mídia, ao contrário, altera a representação da informação para promover posições políticas. Opiniões políticas, que afetam diretamente o comportamento e as decisões dos eleitores, podem ser alteradas sob o viés da mídia devido à falha na representação das informações. Essa forma de viés político tem impactos contínuos quando usada para mudar a opinião de outras pessoas. Onde a mídia continua sendo uma poderosa fonte de informações políticas, pode criar um viés político na representação informacional de questões políticas.

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Evidência de viés político nos mecanismos de pesquisa

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Opiniões e percepções sobre questões políticas e candidatos geralmente são moldadas pelos resultados de pesquisas de mecanismos de pesquisa como o Google. Os algoritmos do Google não foram projetados para fornecer uma representação equilibrada ou igual de questões controversas. Os mecanismos de pesquisa influenciam a democracia devido à desconfiança potencial da mídia, aumentando as buscas online por informações e entendimento político. Especificamente nos Estados Unidos, a Doutrina da Equidade foi introduzida em 1949 para evitar preconceitos políticos em todos os meios de transmissão licenciados. No contexto de tópicos polarizadores, como o viés político, os principais resultados da pesquisa podem desempenhar um papel significativo na formação de opiniões. Através do uso de uma estrutura de quantificação de viés, a tendência pode ser medida dentro do viés político por classificação, dentro do sistema de busca, mas aborda ainda mais as fontes do viés por meio dos dados de entrada e do sistema de classificação. No contexto de consultas de informações, os resultados da pesquisa são determinados por meio de um sistema de classificação que, no caso de tópicos como Política, pode retornar resultados de pesquisa politicamente tendenciosos. Esse viés presente nos resultados da pesquisa pode ser um resultado direto de dados tendenciosos que colaboram com o sistema de classificação ou por causa da estrutura do próprio sistema de classificação. Essa natureza questionável dos resultados de pesquisa levanta questões de impacto sobre os usuários e em que grau o sistema de classificação pode afetar opiniões e crenças políticas, o que pode se traduzir diretamente no comportamento do eleitor. Isso também pode afirmar ou incentivar dados tendenciosos nos resultados de pesquisa do Google. Embora pesquisas tenham mostrado que os usuários não depositam confiança exclusiva nas informações fornecidas pelos mecanismos de pesquisa, estudos mostraram que indivíduos indecisos politicamente são suscetíveis de serem manipulados por preconceitos em relação a candidatos políticos e à maneira na qual suas políticas e ações são apresentadas e transmitidas. Na quantificação do viés político, tanto os dados de entrada para os resultados da pesquisa quanto o sistema de classificação em que são apresentados ao usuário encapsulam o viés em graus variados.

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Tentativas de combater o viés político

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

O Media Research Center é um grupo de observação de mídia nos Estados Unidos, com foco específico na presença de conteúdo politicamente tendencioso. Sua missão declarada é "expor e neutralizar o braço de propaganda da esquerda". Atualmente, o Media Research Center opera numerosos projetos com o objetivo de chamar a atenção para o viés político na mídia e garantir que ele seja corretamente identificado. Mais especificamente, a MRC lança um boletim informativo chamado CyberAlert, cujo objetivo é elaborar um perfil de relatórios imprecisos sobre política na mídia, específicos da América. Ele é escrito pelo editor Brent Baker, que aborda artigos de mídia como artigos potencialmente tendenciosos, rotulando-os de BIASALERT. A análise do viés político na mídia é determinada por meio da colaboração com o Media Reality Check, que visa especificamente combater o viés liberal e os relatórios. Em 2005, o Media Research Center desenvolveu um site chamado NewsBusters, que funciona como um blog para análise de histórias onde o viés político foi sinalizado. Além disso, opera com uma nota mais pessoal, não apenas chamando viés em artigos, mas desafiando ainda mais os autores desses artigos quanto à sua escrita politicamente tendenciosa Além disso, nos Estados Unidos, o viés agora precisa ser divulgado como um conflito de interesses ao abordar partidos políticos, candidatos e políticas. Isso aborda que os indivíduos terão opiniões políticas diferentes e terão interesses em diferentes tópicos políticos, no entanto, esse grau de viés deve ser divulgado para que o conflito de interesse e a presença de viés sejam compreendidos.

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Pesquisas científicas sobre o assunto

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Estudos sociológicos de Theodor W. Adorno e Bob Altemeyer no desenvolvimento da escala F e na Escala de autoritarismo de extrema direita durante o século XX confirmaram correlação entre obediência irrestrita a uma autoridade e o autoritarismo de direita e também entre conservadorismo social e político e a discriminação. Se reforçou nestas correlações a evidência de conformismo social, defesa de convenções sociais vigentes - inclusive de ordem religiosa - e uma agressividade contra seus adversários na crença que está chancelado por uma autoridade estabelecida, inclusive chegando até um culto a personalidade. Na década de 10 do século XXI apenas 6% dos norte-americanos acreditavam em sua mídia. O viés político dos ricos podem encaminhar uma democracia para uma oligarquia. Entre 13 e 15 de março de 2015, a CNN fez uma pesquisa em que a maioria dos norte americanos preferiam um presidente rico, se reafirmando mais entre republicanos - dentre eles havendo uma preponderância dos que defendem a desigualdade social - e sulistas, mas também entre os democratas e menos entre os defensores de candidatos independentes e que vivem na região nordeste. Pesquisas da área médica e da psicologia também confirmam uma correlação entre maior renda e um comportamento utilitarista-pragmático. Os ricos também demonstram ter menos empatia com as pessoas, além de outros estudos demonstrarem uma relação positiva entre a pobreza, um menor conservadorismo e uma maior compaixão com os outros. Isso pode ser verificado em uso de advocacia por parte das empresas e da elite que buscaram brechas na lei para facilitar demissão de funcionalismo público em 2016 através de pesquisas do Insper em São Paulo, a participação do Facebook em eventos como a primavera árabe e o inverno árabe, na acusação de que o Iraque tinha armas de destruição em massa, no macartismo, no acordo para proteger a Samarco, na compra de jornalistas no estrangeiro para favorecer determinado governo, na relativização da escravidão e da apropriação do Holocausto, o uso contraproducente da tortura, uma teoria econômica que ignora as lei da física, a Operação Mockingbird, na espionagem através da NSA, no pagamento de funcionários freelancer no terceiro mundo para criar robôs trolls com o objetivo de se fazer disrupção na internet manipulando a opinião pública em assuntos como aquecimento global e islamofobia, na classificação de jornalistas como terroristas, no mesmo método para se privilegiar as empresas afetadas pelo atentado do 11 de setembro em detrimento dos civis afetados pelo incidente, dentre outros caso ligados a ecologia e belicismo. Estudos da área da psicologia comprovam uma menor compaixão com relação aos pobres entre os eleitores do Partido republicano

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Argumentação dos autores clássicos

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Segundo Bauman, o neoliberalismo também conhecido como fundamentalismo de livre-mercado tem uma pedagogia própria que defende a irrestrita responsabilidade individual e o darwinismo social, sendo que isso se reflete em algumas instituições de ensino superior em que o comando delas pré-formata e limita as possibilidades de ensino do professor de adaptar-se as circunstâncias sociais daquela comunidade e que dê autonomia de pensamento ao aluno sem se ancorar de forma enrijecida na linha de pensamento do colégio. Estudos confirmam também o mal estar de acadêmicos em trabalharem para o ensino superior privado em uma situação similar ao do trabalhador braçal não-regulamentado e existem casos registrados de elitismo inclusive no curso superior. O uso do termo genocídio no pós-Segunda Guerra Mundial geralmente é descrito como um uso excessivo de um viés político segundo o Edward Said Para Said, a academia deve satisfazer o desejo de um engajamento do acadêmico na sociedade que está em ruínas, e outros autores justificam esta afirmação dizendo que a democracia não é uma mercadoria e que necessita de uma formação mínima para que se possa atuar nela. Segundo Kuhn, a quebra de paradigma apenas ocorre quando há um questionamento da estrutura social do pensamento vigente, o que apenas ocorre se a sociedade não estiver engessada.

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