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Sé titular

Sé titular, na Igreja Católica Romana, é uma circunscrição eclesiástica histórica que hoje existe apenas no título.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/10/2026
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Bispos com sé titular

Além disso, no passado, foram atribuídos sés titulares aos: O Código de Direito Canónico declara: "Chamam-se bispos diocesanos aqueles a quem foi confiado o cuidado de alguma diocese; os restantes denominam-se titulares." Evidentemente, os bispos-coadjutores, que ainda não têm o cuidado de uma diocese, e os bispos-eméritos, que não têm mais ese cuidado, são bispos titulares, não diocesanos, apesar de não terem sés titulares. O Código de Direito Canônico declara também: "No direito equiparam-se ao Bispo diocesano os que presidem a outras comunidades de fiéis referidas no cân. 368, se da natureza das coisas ou das prescrições do direito não se deduzir outra coisa." e no citado cânon 368: "As Igrejas particulares, nas quais e das quais existe a uma e única Igreja Católica, são primariamente as dioceses, às quais, se outra coisa não constar, são equiparadas a prelatura territorial, a abadia territorial, o vicariato apostólico e a prefeitura apostólica e ainda a administração apostólica estavelmente erecta." Os vigários apostólicos são bispos que governam comunidades de fiéis não em seu próprio nome, mas em nome do Papa, e cada um tem uma sé titular. Também os prefeitos e administradores apostólicos (que não são necessariamente bispos) em seu próprio nome. A responsabilidade pastoral por seu próprio clero e povo é precisamente o que falta aos bispos titulares, porém há uma diferença de opinião entre os canonistas se classificar como titulares ou diocesanos os bispos responsáveis ​​pelo governo de uma prelazia territorial ou ordinariato militar, dado que estes são consagrados com o título de Igreja particular que governam em nome próprio e não como bispos de uma sé titular.

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História

De acordo com o Anuário Pontifício, a origem dos bispos titulares remonta ao século IV. O cânon 8 do Concílio de Niceia de 325 permitiu conceder aos bispos convertidos do novacianismo o título e a honra de bispos, mas sem o cargo. Mais tarde, muitos bispos foram expulsos pelos sarracenos no Oriente, na África, na Espanha (séculos VII e VIII), pelos pagãos da Livônia (século XIII) e pelos turcos após a queda da Terra Santa (1268) e foram recebidos pelos bispos do Ocidente como bispos auxiliares. Após a morte desses bispos, outros foram consagrados como seus sucessores, estabelecendo linhas de sucessão episcopal para tais sés em territórios governados por não-cristãos ("in partibus infidelium"). Até 1882, essas dioceses foram marcadas por esta expressão latina frequentemente abreviada para in partibus, ou i.p.i., significando "nas terras dos infiéis" ou dos "não crentes". Ao abolir esta expressão a Santa Sé substituiu-a pelo nome da "sede titular". O motivo da mudança parece ter sido o protesto dos governantes dos estados cristãos que no século XIX haviam obtido independência do Império Turco e não queriam ser designados como regiões dos infiéis.

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Nas igrejas ortodoxas

A concessão de sedes titulares é ocasionalmente praticada na Igreja Ortodoxa. Por exemplo, o renomado teólogo Ioannis Zizioulas (Ιωάννης Ζηζιούλας) é metropolitano de Pérgamo, área sem população ortodoxa desde a troca de populações entre a Grécia e a Turquia em 1923.

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