Pesquisa · Mapa mental

Archigram

Archigram foi um grupo de arquitetos ingleses formado em 1961 - embora o grupo só tenha adotado o nome de fato em 1963 - com base na Architectural Association School of Architecture, em Londres, cujas propostas buscavam um diálogo mais próximo com o contexto cultural da época.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

Objetivos

Imagem: plindberg · BY · Openverse

A intenção do grupo inglês era a publicação de uma revista de arquitetura ilustrada que divulgasse a produção do grupo mas, mais do que isso, fosse um instrumento de comunicação direta e de crítica às formas tradicionais de produção, representação e de ensino de arquitetura. A publicação recebeu o nome de Archigram, nome composto através da união das palavras architectural + telegram, ou aerogram . Já neste momento é possível identificar um primeiro rompimento proposto: a produção da arquitetura entendida pelo grupo através da sua inserção na comunicação midiática, cuja linguagem adotada reforçava a cultura de massas; seja pela própria adoção da revista como meio de expressão arquitetônica, seja pelo uso de uma linguagem pouco ou nada particular e fechada ao universo da disciplina, compreendendo os elementos linguísticos pop, retirados das histórias em quadrinhos (comics), da propaganda, da televisão, de fotografias; compondo híbridas montagens. Publicaram suas idéias no panfleto Archigram a partir de 1961. Obtiveram grande notoriedade com a exposição Living City, no Institute of Contemporary Arts, em 1963. Defendiam uma abordagem high tech, com infra-estrutura leve, explorando o universo das estruturas infláveis, computadorizadas, ambientes descartáveis, cápsulas espaciais e imagens de consumo de massas. Seu trabalho apresentava uma visão sedutora de um futuro da era da máquina, de uma sociedade orientada para o consumo, altamente informatizada, nômade.

02

Influências

Imagem: toby barnes · BY · Openverse

Tiveram como influência a obra do futurista Antonio Sant'Elia, assim como de Buckminster Fuller. Dialogavam com especulações das mais diversas partes do mundo, como as dos Metabolistas japoneses, do conterrâneo Cedric Price, os italianos do Superstudio e Archizoom, Yona Friedman e as teorias do crítico Reyner Banham. As propostas de Archigram, por sua vez, tornaram-se um repertório indisputável para tendências futuras, principalmente o modernismo conhecido como high-tech (produtivismo, Cf. Frampton, História Crítica da Arquitetura Moderna) de Norman Foster, Renzo Piano e Richard Rogers.

03

Propostas do grupo

Imagem: elquetv · BY-NC-SA · Openverse

Archigram nasce da percepção de um espaço-tempo distorcido pela reprodutibilidade técnica de novos artefatos tecnológicos, principalmente com a disfusão das telecomunicações e de novas teorias científicas. O grupo se desenvolve a partir de um espírito vital e jovial que, herdado das vanguardas do início do século XX, gerava um novo modo de ver o tempo, que excedia a compreensão nascimento, vida e morte, e se subdividia em eternos, incontáveis e regulares milissegundos. Mais que uma exaltação à técnica o grupo buscava transcender os esquemas fordista-taylorista de produção e gerar uma alternativa para reprodutibilidade que possibilitasse maior interação do usuário e representasse uma alternativa à homogeneização e estandardização do estilo internacional. Que a arquitetura não apenas investisse em tecnologia, mas que todo o sistema se curvasse sobre si mesmo e investisse na tecnologia como um todo, ou seja, até a arquitetura funcionaria considerando o novo momento social e econômico.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando