Arco de Ctesifonte
O Arco de Ctesifonte, também conhecido como Arco de Cosroes ou Iuã de Almadaim, é um impressionante vestígio do Império Sassânida, localizado próximo à moderna cidade de Salmã Paque, no Iraque. Representa a única estrutura remanescente da antiga cidade de Ctesifonte e é um marco arquitetônico mundial, detendo o título de maior arco de alvenaria não reforçada em peça única do planeta.
Pontos-chave
- É a única estrutura visível remanescente da antiga cidade de Ctesifonte.
- É o maior arco de alvenaria não reforçada do mundo, construído em uma única peça.
- Sua construção utilizou técnicas inovadoras para erguer um arco sem o uso de escoramento (centralização).
- O monumento sofreu danos significativos ao longo do tempo, mas passou por diversas tentativas de restauração.
- A história e arquitetura do arco foram documentadas em um filme em 2017.
A data exata da construção do Arco de Ctesifonte é incerta, com especulações que apontam Sapor I (240–270 d.C.) ou o início do reinado de Anuxiruã, o Justo (Cosroes I), por volta de 540 d.C., após uma campanha militar. O salão em forma de arco (ivã), aberto na fachada, atingia cerca de 37 metros de altura, 26 metros de diâmetro e 50 metros de comprimento, sendo o maior arco em pé construído até a era moderna. Este arco fazia parte do complexo do palácio imperial, com a sala do trono, possivelmente localizada sob ou atrás do arco, medindo mais de 30 metros de altura e cobrindo uma área de 24 por 48 metros. A espessura do arco varia de cerca de 1 metro no topo a até 7 metros na base. É considerado o maior forte já construído no mundo. A construção do arco catenário sem centralização foi viabilizada por técnicas como a inclinação dos tijolos em 18 graus da vertical, permitindo que fossem parcialmente sustentados pela parede traseira, e o uso de um cimento de secagem rápida como argamassa.
Preservação e Restauração
Em 1851, o Arco de Ctesifonte foi estudado pelo artista francês Eugène Flandin e Pascal Coste. Em 1888, uma inundação destruiu grande parte da estrutura. Em 1940, Roald Dahl, então piloto em treinamento, fotografou o arco, e essa imagem foi posteriormente leiloada por sua família. O governo de Saddam Hussein iniciou a reconstrução da ala norte na década de 1980, mas os trabalhos foram interrompidos após a Guerra do Golfo em 1991. Entre 2004 e 2008, o governo iraquiano colaborou com o Projeto Diyala da Universidade de Chicago em uma restauração que custou cem mil dólares. Posteriormente, o Ministério da Cultura contratou a empresa tcheca Avers para novas obras de restauração, concluídas em 2017.
Em 2017, Pejman Akbarzadeh, radicado na Holanda, lançou o primeiro documentário completo sobre o arco, intitulado 'Taq Kasra: Wonder of Architecture'. A produção surgiu da urgência sentida por Akbarzadeh devido ao risco de destruição do monumento por ataques do ISIS entre 2015 e 2016. O documentário explora a rica história e arquitetura do arco, contando com a participação de renomados estudiosos e arqueólogos de diversos países.


