Amianto
O asbesto ou amianto é uma designação comercial genérica para a variedade fibrosa de sais minerais metamórficos de ocorrência natural e utilizados em vários produtos comerciais. Trata-se de um material com grande flexibilidade e resistências química, térmica, eléctrica e à tracção muito elevadas e que além disso pode ser tecido.
Os minerais asbestiformes, dos quais fibras de amianto podem ser extraídas, podem ser classificados em dois grupos: As fibras de crisótilo são enroladas enquanto que as fibras de amianto de anfíbolas são cilíndricas. Os vários minerais do grupo das anfíbolas diferem uns dos outros nos teores de cálcio, magnésio, sódio e ferro neles contidos. Tanto os minerais do grupo da serpentina como os do grupo das anfíbolas ocorrem em variedades fibrosas e não fibrosas, sendo as variedades fibrosas designadas amianto. Têm sido identificadas variedades asbestiformes de várias outras anfíbolas.
Produção e consumo mundiais de amianto
Em 2007 a produção mundial de amianto foi algo em torno de 2 285 000 toneladas, distribuídas de acordo com o gráfico: Já o consumo, em 2006, foi de aproximadamente 2 214 000 toneladas, sendo os maiores consumidores os países do BRIC e o Cazaquistão, distribuídos de acordo com o seguinte gráfico:
O amianto é resistente ao calor até 1000 °C (Celsius) e contra ácidos moderados e tem uma resistência à tração ainda maior que fios de aço com igual perfil. Em temperaturas acima dos 1200 °C (Celsius), o amianto transforma-se em Olivina e suas variedades.
Imagem: portaldelsures · BY-NC-SA · Openverse
Usos na antiguidade
Usado na antiguidade em mechas de lanternas, a resistência do amianto ao fogo é desde há muito aproveitada para uma variedade de propósitos. Foi utilizado em tecidos mortuários no antigo Egito bem como para fazer uma toalha de mesa para Carlos Magno, que de acordo com a lenda este atirou ao fogo para a limpar.
Usos modernos
O amianto foi utilizado em mais de 3000 produtos, havendo aplicações específicas para os diferentes tipos. O crisótilo é o mineral mais utilizado na produção de amianto. As suas aplicações são inúmeras incluindo:
Já em 1898 o inspetor-chefe de fábricas no Reino Unido relatava ao parlamento no seu relatório anual os efeitos malignos do pó de amianto. Nele afirmava que a natureza aguçada como vidro das partículas quando presentes no ar em qualquer quantidade é nociva, como se deveria esperar. Em 1906 uma comissão do parlamento britânico confirmou os primeiros casos de morte causada por amianto e recomendou que fosse melhorada a ventilação nos locais de trabalho, entre outras medidas. Em 1918 uma companhia de seguros dos Estados Unidos efetuou um estudo que demonstrava a ocorrência de mortes prematuras na indústria do amianto e em 1926 a comissão de acidentes industriais de Massachusetts concedeu pela primeira vez a um trabalhador doente da indústria o direito à primeira compensação por doença causada por amianto. Muitos dos afetados pela exposição ao amianto nos Estados Unidos trabalhavam na construção naval durante a Segunda Guerra Mundial.
Riscos da exposição ao amianto
Quase todas as pessoas são expostas ao amianto em algum momento das suas vidas. No entanto, a maioria das pessoas não adoece em consequência dessa exposição. As pessoas que adoecem devido à exposição ao amianto são geralmente aquelas expostas de forma regular, a maior parte das vezes no seu posto de trabalho em que contatam diretamente com o material ou através de contato ambiental substancial. Vários estudos sugerem que os efeitos nocivos do amianto são muito maiores no grupo das Anfíbolas. Experiências com ratos de laboratório já provocaram a indução do processo cancerígeno causado por amianto crisotila, porém em doses muito altas que não são encontradas fora do ambiente de laboratório.
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Como consequência da proibição quase generalizada de utilização de amianto têm surgido numerosos materiais como seus possíveis substitutos. No entanto, nenhum deles se mostrou tão versátil como o amianto. Alguns dos materiais substitutos são: silicato de cálcio, fibra de carbono, fibra de celulose, fibra cerâmica, fibra de vidro, fibra de aço, wollastonite, aramida, polietileno, polipropileno, politetrafluoretileno. Em aplicações que não requerem as propriedades de reforço das fibras perlite, serpentina, sílica e talco. Na fabricação de telhas de fibrocimento, que responde por 97% do consumo de amianto crisotila no Brasil, o amianto pode ser substituído por uma mistura de fibras sintéticas (PVA ou PP) e celulose. Devido ao custo desses insumos (importados da China, Japão, Rússia, Chile e Austrália), assim como ao maior consumo de energia elétrica (o dobro), o custo das telhas de fibrocimento sem amianto é aproximadamente 50% maior que o das telhas contendo amianto, o que tem sido responsável pela baixa aceitação do produto, porém, no caso de proibição da extração e comercialização do amianto não restariam alternativas aos consumidores[carece de fontes?].


