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Avenida Paulista

Avenida Paulista é o mais importante e simbólico logradouro do município de São Paulo, no Brasil. Localiza-se no limite entre as zonas centro-sul, central e oeste, numa das regiões mais elevadas da cidade, denominada Espigão da Paulista. Considerada uma das vias mais importantes e um dos principais centros financeiros da cidade, além de ser um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como polo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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História

Século XIX

A avenida foi criada no final do século XIX, a partir do desejo de paulistas em expandir para novas áreas residenciais, afastadas das centrais tradicionais, tais como a Praça da República, os bairros de Higienópolis e Campos Elísios. Inaugurada em 8 de dezembro de 1891, a avenida surgiu por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima e do Dr. Clementino de Sousa e Castro (à época, presidente do conselho de intendências da cidade, atual cargo de prefeito), com o objetivo de abrigar paulistas que desejavam conquistar seu espaço na cidade. Naquele período, ocorreu uma grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, impulsionando o crescimento urbano. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenharia renomados; nas áreas próximas à avenida e ao seu parque central, os terrenos eram naturalmente mais caros, abrigando não apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até cocheiras. Inicialmente, o nome sugerido seria "avenida das Acácias" ou "Prado de São Paulo".

Século XX

Em 20 de maio de 1927, o nome da avenida foi alterado para "avenida Carlos de Campos", em homenagem ao ex-governador do estado. Contudo, a reação da sociedade – que continuava a chamá-la de "Paulista" – e os acontecimentos da Revolução de 1930 levaram, em 13 de novembro do mesmo ano, à retomada do nome original. Em 1909, a Avenida Paulista tornou-se a primeira via pública asfaltada de São Paulo, utilizando material importado da Alemanha, uma novidade até mesmo na Europa e nos Estados Unidos. Nas décadas de 1960 e 1970, em consonância com as novas legislações de uso e ocupação do solo e com a valorização dos imóveis promovida pela especulação imobiliária, surgiram os característicos "espigões" – edifícios de escritórios com cerca de 30 andares.

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Características

Espaços públicos e culturais

A avenida conta com inúmeros restaurantes que recebem, diariamente, milhares de pessoas que trabalham e residem na região. Nela está localizado o conceituado Museu de Arte de São Paulo, o MASP, o principal museu de arte do Hemisfério Sul, instalado na rua 7 de Abril – onde antes funcionava o Belvedere Trianon, terreno doado à prefeitura com a condição de que a vista permanecesse desobstruída. O museu instalou-se em sua nova sede em 7 de novembro de 1968, sendo inaugurado pela rainha Elisabeth II, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e de Maria do Carmo de Abreu Sodré. Desde 1979, funciona a Feira de Antiguidades do MASP, organizada pela Associação de Antiquários do Estado de São Paulo (AAESP), aos domingos, das 10h às 17h, reunindo artefatos, uniformes de guerra, condecorações, câmeras fotográficas, porcelanas, cristais, joias, pratarias, entre outros itens.

Conjunto arquitetônico

Historicamente, a avenida abrigou casarões de famílias tradicionais ligadas ao café, conhecidos como Barões do café, bem como de novos ricos, em sua maioria de origem árabe e italiana. Contudo, na realidade, a única residência de família titulada do Império Brasileiro situada na avenida foi a casa projetada pelo arquiteto Victor Dubugras em 1916 – atual endereço do controverso Edifício Baronesa de Arary –, residência de Baronesa de Arary, Maria Dalmacia de Lacerda Guimarães, filha do Barão de Araras e avó de Cesario de Lacerda Coimbra, genro de Horacio Sabino e neto de Cesário Cecílio de Assis Coimbra. Outro casarão remanescente é o da Residência Joaquim Franco de Melo, localizado no número 1.919. Construído em 1905, foi tombado pelo Condephaat em 1992.

Eventos

Anualmente, a avenida é palco das festas de réveillon. Na virada para 2009, por exemplo, cerca de 2,4 milhões de pessoas participaram das celebrações, que incluíram um espetáculo de fogos de artifício lançado a partir de dois edifícios, formando um portal de luz para o novo ano. Outro evento de grande repercussão é a Parada do orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior do Brasil e uma das maiores do mundo, atraindo milhares de pessoas de diversas regiões. A Avenida Paulista, além de seu papel econômico e cultural, consolidou-se como palco de manifestações. Em 2013, por exemplo, a via tornou-se ponto de encontro para protestos relacionados à insatisfação com o governo, evento que marcou o cenário político e social da cidade, com registros de confrontos e acampamentos de grupos diversos.

Espaço de lazer aos domingos

Em 1976, com o programa "Ruas de Lazer" da prefeitura de São Paulo, iniciou-se a primeira tentativa de transformar a Avenida Paulista em área de lazer regular aos domingos. Em setembro de 1982, através do programa "Domingo na Paulista", promovido pela secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, um trecho da avenida – entre as ruas Itapeva e Augusta – foi fechado para a realização de shows e apresentações teatrais, atraindo cerca de vinte mil pessoas. O único protesto registrado foi da Associação dos Antiquários do Estado, que alegava prejuízo à feira de antiguidades instalada em frente ao MASP. O projeto, entretanto, foi descontinuado posteriormente.

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Fontes consultadas

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