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Batalha das Ardenas

A Batalha das Ardenas foi a última grande campanha ofensiva alemã na Frente Ocidental durante a Segunda Guerra Mundial, ocorrendo entre 16 de dezembro de 1944 e 25 de janeiro de 1945. Ela foi lançada na densamente florestada região das Ardenas, entre a Bélgica e Luxemburgo. A ofensiva tinha como objetivo impedir o uso pelos Aliados do porto belga de Antuérpia e dividir as linhas aliadas, permitindo que os alemães cercassem e destruíssem cada um dos quatro exércitos aliados, forçando os Aliados ocidentais a negociar um tratado de paz favorável às Potências do Eixo. A Wehrmacht chamou a campanha de Unternehmen Wacht am Rhein. Esta ofensiva alemã foi oficialmente chamada de Campanha Ardena-Alsácia pelo Exército dos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/06/2026
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Contexto

Depois de conquistar a Normandia no fim de julho de 1944 e de desembarcar no sul da França em 15 de agosto de 1944, os Aliados avançavam rumo a Alemanha de forma mais rápida que o antecipado. Com as tropas cansadas pelo combate contínuo, a linha de suprimentos dos Aliados estava muito esticada, além de também sofrerem com a falta de materiais. Enquanto a situação dos suprimentos começou a melhorar em outubro, o problema com a falta de pessoal ainda era crítico. O general Eisenhower escolheu a região das Ardenas, protegida pelo 1º Exército, como a área onde ele poderia colocar menos tropas. As Ardenas foi escolhida devido a pouca importância estratégica para os Aliados e a geografia local também favorecia a defesa, além do terreno difícil e da falta de estradas na região. A velocidade do avanço dos Aliados, associado a falta de um porto de águas profundas, trouxe um grave problema de logística. O uso dos portos da Normandia acabou por exceder a capacidade dos Aliados de abastecer suas tropas. O único porto de águas profundas capturado pelos Aliados ficava em Cherbourg, mas os alemães destruíram e minaram o porto antes de recuar. Levaria meses para eles construírem um porto que tivesse a capacidade de suprir as tropas de forma eficiente. Os Aliados então capturaram o porto da Antuérpia, na Bélgica, em setembro mas o porto só ficou em funcionamento total em 28 de novembro, quando o estuário do rio escalda, que controla o acesso ao porto, estava livre de tropas alemãs. As limitações trouxeram divergências entre Eisenhower e Bernard Montgomery sobre se Montgomery ou o General americano George S. Patton no sul teriam prioridade nos suprimentos.

Elaborando a ofensiva

O líder alemão Adolf Hitler acreditava que seu exército ainda era capaz de defender a Alemanha se eles achassem um jeito de deter o avanço dos Aliados no Frente Ocidental. Hitler acreditava que podia dividir as forças Aliadas e forçar os americanos e britânicos a assinarem um acordo de paz em separado, sem o consentimento da União Soviética. O sucesso no oeste daria aos alemães tempo para desenvolverem novas armas (como o jato Me 262, novos U-boats e o novo super-tanque Tiger II) e também permitiria a eles concentrar todas as suas forças contra os russos. Devido a redução do número de soldados à disposição das forças terrestres alemãs, eles acreditavam que apenas um ataque ao Oeste contra uma força Aliada menor traria um resultado positivo ao invés de investir contra o poderoso e vasto exército soviético. Até mesmo com o cerco e a destruição de exércitos soviéticos inteiros, embora isso fosse improvável, ainda assim os russos estariam em vantagem numérica.

Planejamento

O Alto Comando Militar Alemão decidiu que no meio de setembro, por insistência de Hitler, que a ofensiva seria nas Ardenas, como foi feito em 1940. Muitos generais alemães foram contra mas o ataque seria executado de qualquer maneira. Em 1940, as forças alemãs cruzaram as Ardenas em apenas três dias para enfrentar o inimigo mas em 1944 o plano exigia um confronto dentro da floresta. A principal força de ataque cruzaria o rio Mosa pelo oeste, até o noroeste da Antuérpia e de Bruxelas. O terreno apertado das Ardenas traria muitas dificuldades, mas o terreno aberto além do Mosa ofereciam caminho aberto para a costa. Quatro exércitos foram reunidos para esta operação. O primeiro foi o Sexto Exército Panzer da SS, sob o comando de Sepp Dietrich - criado em 26 de outubro de 1944, incorporando unidades da Waffen-SS da 1ª Divisão Leibstandarte SS assim como elementos da 12ª Divisão Panzer da SS Hitlerjugend. A Sexta Divisão Panzer da SS foi designado para atacar o noroeste. A esta divisão foi dada a responsabilidade de capturar a região chave da Antuérpia.

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Inicio do ataque alemão

Em 16 de dezembro de 1944, as 5h30 da manhã, os alemães começaram um maciço ataque com uma barragem de artilharia de 90 minutos de duração com 1 600 tiros em uma área de 80 milhas (130 km) onde as tropas Aliadas enfrentariam o Sexto Exército Panzer da SS. A impressão inicial dos americanos era a esperada, um contra-ataque localizado como resultado da ofensiva dos Aliados ao setor de Wahlerscheid ao norte onde a 2ª Divisão havia avançado fundo além da linha Siegfried. No norte, o Sexto Exército Panzer da SS de Dietrich atacou Losheim e Elsenborn Ridge com o objetivo de chegar até Liège. A forte nevasca inutilizou algumas áreas das Ardenas. Apesar do mau tempo ter mantido os aviões Aliados no solo, ele também trouxe problemas para os alemães devido as más condições das estradas. Os engarrafamentos de veículos nas ruas pequenas e a falta de combustível atrasou o avanço inicial. No centro, o 5º Exército Panzer de von Manteuffel atacou as cidades de Bastogne e St. Vith, ambos cheios de cruzamentos das principais estradas com grande valor estratégico. No sul, o 7º Exército de Brandenberger avançou até Luxemburgo para proteger os flancos da invasão. Apenas um mês antes, 250 membros da Waffen-SS haviam falhado em tentar recapturar a cidade de Vianden.

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Ofensiva no norte

A batalha de Elsenborn Ridge foi um momento decisivo da batalha nas Ardenas, onde algumas das melhores unidades blindadas alemãs foram detidas em um longo e sangrento embate. O ataque foi liderado por uma das mais bem equipadas divisões alemães no fronte ocidental, a 1ª Divisão Panzer da SS (LSSAH). Esta divisão abriu caminho para o 6º Exército Panzer. O SS Obersturmbannführer Joachim Peiper, que liderou o Kampfgruppe Peiper com seus 4 800 homens e 600 veículos, recebeu a missão de liderar o ataque. Os ataques da infantaria do 6º Exército Panzer da SS mal conseguiram passar pela resistência da 2ª e da 99ª Divisões da infantaria americana. No primeiro dia, um batalhão alemão inteiro com 500 homens foi segurado por 10 horas no vilarejo de Lanzerath, onde estava uma rota crucial para Losheim Gap. Para preservar a quantidade de veículos blindados, a infantaria do 9º Regimento da 3ª Divisão Fallschirmjaeger, foi ordenada a liberar a vila primeiro. Um pequeno pelotão de 18 militares americanos do grupamento de inteligência junto com quatro controladores aéreos segurou os 500 paraquedistas alemães até o pôr-do-sol causando 92 baixas ao inimigo.

Kampfgruppe Peiper avança para o oeste

Ao sul e leste de Elsenborn, Kampfgruppe Peiper entrou em Honsfield, onde eles encontraram os confusos homens da 99ª Divisão. Muitos morreram, vários veículos e blindados americanos foram destruídos e muitos soldados foram feitos prisioneiros. Peiper capturou a cidade e se apossou de 50 mil galões de combustíveis. Peiper avançou para Büllingen e continuou avançando para o leste, sem perceber que podia usar a cidade tomada para flanquear os americanos e destruir toda uma Divisão americana. Peiper se voltou para o sul de Hünningen, escolhendo uma rota rápida para Rollbahn D.

O massacre de Malmedy

Às 12h30 em 17 de dezembro, o Kampfgruppe Peiper estava próxima a aldeia de Baugnez, a meio caminho da cidade de Malmedy e Ligneuville, quando encontraram elementos da 285º Batalhão de Observação de Artilharia e da 7ª Divisão blindada americana. Depois de uma curta batalha, os americanos, mal armados, se renderam. Eles foram desarmados junto com outros americanos capturados (aproximadamente 150 homens) e foram enviados a um campo com pouca guarda. Depois de 15 minutos que Peiper avançou, um grupo de soldados da SS sob o comando do Sturmbannführer Werner Pötschke chegou. A partir dai, as histórias do massacre variam, mas acredita-se que 84 prisioneiros de guerra foram assassinados. Poucos sobreviveram e a noticia da morte dos prisioneiros correram pelas linhas Aliadas. Depois do fim da guerra, soldados e oficiais da Kampfgruppe Peiper, incluindo Joachim Peiper e o general da SS Sepp Dietrich, foram levados a julgamento pelo massacre de Malmedy.

Avanço alemão à leste

A luta continuou e ao anoitecer, a ponta de lança avançou para enfrentar a 99ª Divisão de Infantaria e Kampfgruppe Peiper chegou em Stavelot. Peiper já estava com o cronograma atrasado, porque demorou 36 horas para avançar de Eifel até Stavelot; o mesmo avanço tinha levado apenas nove horas em 1940. Enquanto os americanos recuavam, eles explodiram as pontes e esvaziaram os depósitos de gasolina, atrasando os alemães e negando a eles acesso ao combustível. Kampfgruppe Peiper atacou Stavelot em 18 de dezembro, mas não conseguiu capturar a cidade antes que os americanos esvaziassem os depósitos de combustível. Três tanques tentaram cruzar a ponte, mas o primeiro veículo foi danificado por uma mina terrestre. Depois, seis granadeiros avançaram mas foram parados pelo fogo das armas americanas. No dia seguinte, houve uma pesada luta entre tanques, e os alemães entraram no vilarejo depois que os norte-americanos não conseguiram explodir uma das pontes.

O ataque alemão é interrompido

No amanhecer do dia 19 de dezembro, Peiper surpreendeu os defensores americanos em Stoumont e enviou soldados do 2º Regimento de Infantaria de Panzergrenadier da SS e uma companhia de Fallschirmjägers que se infiltraram nas linhas norte-americanas. Logo seguiu-se um ataque com os Panzers (tanques), conquistando a parte oriental da cidade. Um batalhão de blindados americanos chegou e depois de duas horas de combates entre tanques, Peiper capturou Stoumont às 10h30. Knittel se juntou a Peiper e relatou que os americanos haviam capturado Stavelot a leste. Peiper ordenou que Knittel reconquistasse Stavelot. Avaliando sua situação, seu Kampfgruppe não tinha combustível suficiente para cruzar as pontes ao oeste de Stoumont e continuar avançando. Ele manteve sua posição a oeste de Stoumont por um tempo, até o anoitecer de 19 de dezembro, até que ele recuou até o outro lado da cidade. Na mesma noite, a 82ª Divisão Aerotransportada americana sob o comando do Major-general James Gavin chegou e se lançou contra La Gleize e se intrepôs nos planos de Peiper. Os esforços dos alemães para ajudar Peiper foram mal sucedidos. Kampfgruppe Hansen ainda lutava contra as más condições das estradas e contra a resistência americana no sul. Schnellgruppe Knittel foi obrigado a sair de Stavelot. Kampfgruppe Sandig, que recebeu ordens para capturar Stavelot, lançou mais um ataque mal sucedido. O Sexto Exército Panzer do SS-Oberstgruppenführer Sepp Dietrich ordenou Hermann Prieß, comandante da 1ª SS-Panzerkorps Leibstandarte, para reforçar e ajudar o Kampfgruppe de Peiper, mas Prieß não conseguiu avançar.

Operação Stösser

A Operação Stösser foi um lançamento de paraquedistas alemães na retaguarda norte-americana na área de Hohes Venn. O objetivo era capturar os cruzamento das estradas em "Baraque Michel". Esse ataque foi liberado por Oberst Friedrich August Freiherr von der Heydte, herói do trágico ataque a ilha grega de Creta. Este foi o único ataque paraquedista noturno da Segunda Guerra, e foi feito por alemães. Antes do ataque, von der Heydte recebeu oito noites para se preparar. Ele foi proibido de usar seu próprio regimento já que esta movimentação poderia alertar os Aliados. Ao invés disso, ele recebeu um Kampfgruppe de 800 homens. O grupamento II. Fallschirmkorps contribuiu com 100 homens de cada um dos seus regimentos. Ao invés de contribuir com seus melhores homens, os regimentos enviaram soldados "desajustados" e problemáticos. Em lealdade ao seu comandante, 150 homens da unidade de von der Hydte, da 6ª Divisão Paraquedista, ignoraram as ordens e se juntaram a ele. Esses soldados não conseguiram treinar direito juntos.

Wereth 11

Um outro massacre bem menor aconteceu em Wereth, Bélgica, a aproximadamente 915 metros de Saint-Vith, em 17 de dezembro de 1944. Onze soldados negros, que se renderam, foram torturados e então mortos por homens da 1ª Divisão Panzer da SS, sob comando de Kampfgruppe Hansen. Os assassinos nunca foram punidos pelo crime e pesquisas recentes indicam que homens da terceira companhia do batalhão de reconhecimento como responsáveis pelos crimes.

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Ataque ao centro

Os alemães avançaram melhor no centro (32 km do setor Schnee Eifel) enquanto o 5º Exército Panzer atacava as posições defendidas pela 28ª e a 106ª Divisões de Infantaria americana. Os alemães não tinham a força esmagadora que eles dispunham no norte mas ainda possuíam muitas tropas e materiais na região que lhes davam uma leve superioridade sobre os Aliados na área. Assim, eles conseguiram cercar dois regimentos (422º e 423º) da 106ª Divisão Aliada em um clássico movimento de pinça forçando a redição daquelas tropas, um tributo as táticas avançadas de Manteuffel. Um historiador americano disse: "Perdemos pelo menos 7 mil homens aqui. A perda de armas e equipamentos, é claro, também foi muito alta. A batalha de Schnee Eifel, foi então o grande revés dos americanos durante as operações de 1944–45 na Europa."

Batalha de St. Vith

No centro, na cidade de St. Vith, uma estrada vital, representava o principal desafio para as forças de von Manteuffel e Dietrich. Os defensores, liderados pela 7ª Divisão Blindada e o que sobrou da 106ª Divisão de Infantaria americana, com elementos da 9ª Divisão Blindada e da 28ª Divisão de Infantaria norte-americana, sob o comando do General Bruce C. Clarke, resistiu com grande eficiência ao ataque alemão, atrasando seu avanço. Sob ordens de Montgomery, as forças Aliadas recuaram de St. Vith em 21 de dezembro; as tropas americanas recuaram para melhor se posicionar na retaguarda, forçando um perímetro quase impenetrável. Em 23 de dezembro, os alemães destruíram os flancos do inimigo e a posição dos defensores ficou insustentável, forçando as forças americanas a recuar para o rio Salm. Os alemães capturaram oficialmente St. Vith às 18h00 de 17 de dezembro, atrasando ainda mais seu cronograma.

As pontes do Rio Mosa

Para proteger as pontes no Rio Mosa em Givet, Dinant e Namur, Montgomery ordenou que as poucas unidades disponíveis firmassem posição nas margens do rio em 19 de dezembro. A 29ª Brigada de blindados britânicos, que estava se re-equipando, foi enviada às pressas para a área. O XXX Corpo britâncio na Holanda foi para a região em 20 de dezembro. O avanço alemão a oeste foi feito pela 2ª Divisão Panzer do 5º Exército, ficando a menos de 16 km do rio Mosa (Meuse) em 24 de dezembro.

Operações Greif e Währung

Para a Operação Greif, Otto Skorzeny conseguiu infiltrar um pequeno grupo de alemães disfarçados fluentes em inglês atrás das linhas Aliadas. Apesar deles terem falhado em conquistar pontes importantes sobre o Mosa, o grupo causou confusão e rumores de espiões nazistas começaram a circular. Pontos de checagem (checkpoints) foram instalados na retaguarda Aliada, atrasando o movimento das tropas. Policiais militares interrogavam os soldados com coisas que norte-americanos nativos deveriam saber, como a identidade da namorada do Mickey Mouse, placares de jogos de beisebol e capitais de estados norte-americanos — apesar de algumas tropas não souberam ou não lembravam das respostas em algumas ocasiões.

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Ataque ao sul

Ao sul da frente de Manteuffel, o ataque principal foi ao longo do rio Our, pressionando as Forças Aliadas em St. Vith e Bastogne. A 28ª Divisão de Infantaria americana era a mais experiente e deu mais trabalho aos alemães que a inexperiente 106ª Divisão. A 112º Regimento de Infantaria americana manteve a linha ao longo do Our, mantendo as tropas alemãs longe das pontes do rio Our aos arredores de Ouren por dois dias antes de recuar. O 109º e o 110º Regimentos da 28ª Divisão do exército americano, contudo, tiveram um desempenho pior, quando eles se separaram e espalharam sua linha demais formando um perímetro muito volátil e cheio de gargalos. Ambos resistiram bravamente frente a uma força atacante superior e atrasou o cronograma alemão em dias. A situação do 110º Regimento era a pior, como era responsável por uma frente de 17 km, enquanto o 2º Batalhão estava retido na reserva. Colunas de panzers (tanques) tomaram as vilas periféricas e se separam devido a intensa luta e depois avançaram até Bastogne depois de quatro dias. A luta pelas vilas e as defesas americanas, e a confusão nos transportes alemães, atrasou o avanço o suficiente para que a 101ª Divisão Aerotransportada (reforçada pela 9ª e pela 10ª Divisão Blindada) chegasse a Bastogne em caminhões em 19 de dezembro. A feroz defesa de Bastogne, com destaque para a resistência e o ímpeto dos paraquedistas americanos, fez com que os esforços alemães para tomar a cidade, que era vital para a ofensiva, fossem infrutíferos. As colunas de panzers atacavam pelos flancos, isolando Bastogne em 20 de dezembro mas falhando em capturar as importantes estradas da cidade.

Cerco a Bastogne

Quando o Alto Comando Aliado se encontrou em Verdun em 19 de dezembro, a cidade de Bastogne já estava sob pesado ataque alemão há vários dias. Durante o encontro, duas colunas alemães que passavam pela cidade a norte e sul, a 2ª Divisão Panzer e a Divisão Panzer Lehr do XLVII Corpo Panzer, além da infantaria (26ª Divisão Volksgrenadier), vindas do oeste onde a luta era pesada, estavam sendo forçadas a recuar e montar defesas improvisadas na retaguarda. Além disso, o corredor aberto (a sudeste) estava ameaçado e podia ser fechado, cortando assim a rota de fuga das tropas estacionadas na cidade. Eisenhower percebeu que os Aliados podiam destruir as forças alemães muito mais facilmente se eles fossem pego em campo aberto e na ofensiva do que se estivessem na defensiva, e falou para os seus generais "a situação que se apresenta diante de nós é uma oportunidade, não um desastre. Haverá apenas rostos felizes nesta mesa." O general Patton, percebendo o que Eisenhower queria dizer respondeu "Droga, temos que ter a coragem de deixar os desgraçados marcharem até Paris. Então, vamos então dispersá-los e destruí-los." Eisenhower, depois de dizer que não estava tão otimista, perguntou a Patton quanto tempo demoraria para que ele levasse seu exército (localizada a nordeste da França) até a frente de batalha para contra-atacar. Ele respondeu dizendo teria duas divisões prontas para atacar em 48 horas, para descrença de seus colegas. Contudo, antes mesmo de ir para a reunião, Patton já havia dado ordens a seu Estado-Maior para preparar as tropas. Quando Eisenhower perguntou quanto tempo levaria para reunir suas forças, elas de fato já estavam sendo reunidas. Em 20 de dezembro, Eisenhower removeu o 1º e o 9º Exércitos do 12º Grupamento do General Omar Bradley e os colocou sob comando do exército de Montgomery.

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A contra-ofensiva Aliada

Em 23 de dezembro, as condições meteorológicas melhoraram muito, permitindo que a Força Aérea Aliada atacasse de forma mais implacável. Os aviões lançaram bombardeios devastadores contra as linhas de suprimentos alemães, e os P-47 Thunderbolts atacavam as tropas alemãs nas estradas. A aviação Aliada também ajudou as tropas cercadas em Bastogne, lançando suprimentos, máquinas, comidas, cobertores e munição. Em 24 de dezembro, o avanço alemão foi completamente detido na altura do rio Mosa. Unidades do XXX Corpo do Exército Britânico guardavam as pontes em Dinant, Givet e Namur que os americanos estavam prestes a assumir. Os alemães haviam avançado mais longe que suas linhas de suprimentos podiam suportar e munição e combustível estavam ficando escassos. Até essa altura da batalha, as perdas alemãs foram relativamente pequenas, em especial nos blindados, que estavam quase intactos, com exceção das unidades de Peiper que haviam sofrido perdas. No anoitecer de 24 de dezembro, o General Hasso von Manteuffel recomendou que Hitler suspendesse a operação e recuasse o exército para a fronteira. Hitler recusou.

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O contra-ataque alemão

Em 1 de janeiro de 1945, ainda tentando se manter na ofensiva, os alemães lançaram mais duas operações. Às 09:15h, a Luftwaffe (Aviação Militar Alemã) lançou a Unternehmen Bodenplatte (Operação Baseplate), uma grande campanha aérea contra os campos de pouso Aliados nos Países Baixos. Centenas de aviões atacaram os aeroportos Aliados, destruindo ou danificando 465 aeronaves inimigas. Contudo, a Luftwaffe perdeu 277 aviões, 62 destes derrubados por aeronaves Aliadas e 172 destruídos por fogo antiaéreo, que estava lá para proteger os Aliados dos ataques das bombas voadoras V-1, mas também houve fogo amigo de flaks alemães que não foram informados da ofensiva aérea. As maiores perdas aéreas alemãs aconteceram no campo aéreo Y-29, perdendo 24 de seus aviões abatendo apenas uma aeronave americana. Enquanto os Aliados podiam repor suas perdas em questão de dias, a operação enfraqueceu consideravelmente a já desgastada Luftwaffe, que não se recuperaria do golpe.

Os Aliados prevalecem

Enquanto a ofensiva terrestres dos alemães foi detida, eles ainda controlavam uma bela porção de território Aliado. O exército de Patton no sul, centrado nas cercanias Bastogne, atacaria o norte, com as forças de Montgomery no norte atacando o sul, e as duas forças planejavam se encontrar em Houffalize. A temperatura no começo de 1945 estava tremendamente baixa. As armas careciam de cuidados especiais e os caminhões tinham de correr a cada meia hora, para evitar que o óleo congelasse. A ofensiva Aliada, contudo, prosseguiu a todo vapor. Eisenhower queria que Montgomery realizasse uma grande contra-ofensiva em 1 de janeiro, com o objetivo de ir ao encontro do Exército de Patton para isolar as tropas alemãs remanescentes, prendendo-as num bolsão. Contudo, Montgomery, se recusava a lançar sua inexperiente infantaria no meio de uma nevasca em uma aérea sem importância e só obedeceu as ordens em 3 de janeiro, o que acabou dando tempo para que algumas tropas alemãs conseguissem recuar, mas deixando boa parte de seu equipamento pesado para trás.

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Consequências

O total de perdas humanas na batalha variam de uma fonte para outra. O número oficial de perdas totais sofridas pelas tropas norte-americanas na ofensiva foi de 75 482 baixas (8 407 mortos, 46 170 feridos e 20 905 desaparecidos), com outras estimativas variando de 70 mil a 108 mil as perdas. De acordo com o Departamento de Defesa Americano as tropas estadunidenses perderam 89 500 mil homens sendo no total 8 600 mil mortos, 47 500 feridos e 23 mil desaparecidos. Já um relatório oficial do Departamento do Exército estimou as baixas americanas em 108 347, incluindo 19 246 mortos, 62 489 feridos e 26 612 capturados ou desaparecidos. A Batalha das Ardenas foi o confronto militar mais sangrento que as forças americanas enfrentaram na Segunda Guerra Mundial; mais de 19 mil norte-americanos morreram na Campanha "Ardenas-Alsácia", sendo este o maior número de fatalidades americanas sofridas em um único embate durante todo o conflito. Os britânicos perderam 1 400 soldados. O Alto Comando Alemão estimou suas perdas durante a campanha em 84 834, já outras estimativas dizem que 60 mil ou até 100 mil alemães foram mortos, feridos ou desapareceram.

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Fontes consultadas

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