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Manuel Maria Barbosa du Bocage

Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage foi um poeta nacional português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX.[carece de fontes?] Era primo em terceiro grau do zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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Biografia

Nascido em Setúbal no dia 15 de Setembro de 1765, falecido em Lisboa no 21 de Dezembro de 1805, era filho do bacharel José Luís Soares de Barbosa, juiz de fora, ouvidor, e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Caetana Xavier L'Hedois Lustoff du Bocage, cuja mãe era Clara Francisca Lestof, filha do consul hollandês Leonardo Lestof, e pai era o antigo corsário e almirante francês Gilles Le Hédois [fr], dit « du Bocage », que chegou a Lisboa em 1704, para reorganizar a Marinha de Guerra Portuguesa.[carece de fontes?] Foi seu padrinho de batismo Heytor Botelho de Moraes Sarmento, 4º Guarda-Mor do Sal de Setúbal, Senhor da Quinta das Machadas, Fidalgo da Casa Real. E sua madrinha foi Luísa Matilde de São Boaventura, freira dominicana do Convento de São João Batista, em Setúbal. Teve um irmão e quatro irmãs. O pai do poeta, José Luís Soares de Barbosa, nasceu em Santa Maria da Graça, Setúbal, em 29 de Setembro de 1728, e era filho de Luís Barbosa Soares e de Eugénia Maria Inácia Bispo. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, foi juiz de fora em Castanheira e Povos,[carece de fontes?] cargo que exercia durante o Sismo de Lisboa de 1755, que arrasou aquelas povoações.

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Autorretrato

Magro, de olhos azuis, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste de facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio e não pequeno; Incapaz de assistir num só terreno, Mais propenso ao furor do que à ternura; Bebendo em níveas mãos, por taça escura, De zelos infernais letal veneno; Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moças mil) num só momento, E somente no altar amando os frades, Eis Bocage, em quem luz algum talento; Saíram dele mesmo estas verdades, Num dia em que se achou mais pachorrento.

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Filmes e séries

Em 1997 foi lançado o filme brasileiro Bocage, o Triunfo do Amor, inspirado na obra do poeta. Em 2006 a história de Bocage foi adaptada para a TV numa mini-série produzida pela RTP e protagonizada por Miguel Guilherme.

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Fontes consultadas

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