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Mato Grosso

Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Centro-Oeste e tem por limites os estados do Tocantins a leste, Goiás a sudeste, Mato Grosso do Sul a sul, Amazonas e Pará a norte, Rondônia a oeste e fronteira com a Bolívia a noroeste. É dividido em 142 municípios e sua área total é de 903 207,050 km², tornando o terceiro maior estado do país em extensão territorial e a decima nona maior subdivisão mundial, sendo um pouco menor que a Venezuela. Tendo a porção norte de seu território ocupada pela Amazônia Legal e o sul pertencente ao Centro-Sul do Brasil, seu município de maior extensão territorial é Colniza com 27 946 126 km² e São Pedro da Cipa o menor município com 344,05 km². Sua capital é o município de Cuiabá e seu atual governador é Otaviano Pivetta.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/06/2026
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Etimologia

Certamente, o nome nasceu em meados da década de 1730, dado por desbravadores, como os bandeirantes paulistas, que vieram para uma região do atual estado onde as florestas eram densas. Apesar de nem toda a vegetação ter características de cerrado e ser espessa, a designação acabou se fixando, sendo oficializada desde a carta régia de 9 de maio de 1748.

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História

Colonização europeia

Quando da chegada dos primeiros europeus, o atual território mato-grossense era habitado por diversos povos indígenas, como os bororós, parecis, paiaguás, caiapós, guaicurus e guaranis. Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), o atual Mato Grosso era posse da Espanha. O primeiro desbravador do atual território mato-grossense foi o português Aleixo Garcia, náufrago da expedição de Juan Díaz de Solís, que, em 1525, atravessou a mesopotâmia entre os rios Paraná e Paraguai, alcançando a Bolívia. Ao voltar de lá, com grandes quantidades de prata e cobre, foi morto pelos indígenas paiaguás. Em 1526, Sebastião Caboto também adentrou a região, estabelecendo uma relação amistosa com os guaranis, recebendo, de presente, peças de metais preciosos.

Corrida do ouro

A região foi desbravada por mais bandeirantes no início do século XVIII, especialmente após a derrota paulista na Guerra dos Emboabas. Um deles, Pascoal Moreira Cabral, natural de Sorocaba e descendente de indígenas, descobriu ouro nas margens dos rios Coxipó e Cuiabá em 1718 e, em 8 de abril de 1719, foi lavrado o termo de fundação do arraial de Cuiabá, localizado próximo à confluência dos rios Coxipó e Cuiabá. A descoberta de ouro em Mato Grosso levou a uma corrida do ouro e à formação das monções, expedições fluviais que partiam de Porto Feliz em direção a Cuiabá. A viagem do litoral atlântico até Cuiabá, com uma distância de 500 léguas, era difícil e perigosa em razão do desconforto, febres e ataques dos indígenas.

Problemas de fronteiras

O Tratado de Madrid, de 1750, reconheceu as conquistas bandeirantes na região de Mato Grosso, para dirimir questões de limites entre Portugal e Espanha. Outro tratado, de 1761, modificou o anterior, ao proibir construções fortificadas na faixa de fronteira. Os espanhóis exigiram a evacuação de Santa Rosa, ocupada e fortificada pelo então governador Rolim de Moura, que resolveu enfrentá-los. Travou-se luta, sem vantagem decisiva para nenhuma das partes. Afinal, os castelhanos se retiraram em 1766, já sob o governo do sucessor de Rolim, seu sobrinho João Pedro da Câmara. Expulsos os jesuítas do Império Espanhol, em 1767, a situação tornou-se mais tranquila para Portugal.

Império

A notícia da Independência do Brasil chegou a Cuiabá no início de 1823, o que se devia às dificuldades de comunicações com o restante do país. Um governo provisório foi instalado. O primeiro presidente da província, José Saturnino da Costa Pereira, tomou posse em 20 de janeiro de 1824 e tratou de transferir a capital para Cuiabá. As lutas entre as tendências conservadora e liberal refletiram-se na província durante o primeiro reinado e a regência. Foi montada, em Cuiabá, a tipografia na qual seria impresso o primeiro jornal da província, a "Tifis Matogrossense", cujo primeiro número circulou em 14 de agosto de 1839. A situação econômico-financeira da província se agravou, com um déficit orçamentário crescente.

República

As aspirações republicanas e federalistas em Mato Grosso tinham tido expressão confusa em várias revoltas, mas no remanso do segundo reinado as agitações se aplacaram. As campanhas pela abolição e pela república tiveram ali repercussão modesta. Ao iniciar-se o período republicano, Mato Grosso tinha uma população calculada em oitenta mil habitantes. A província ficava segregada: sem estradas de ferro, eram necessários cerca de trinta dias de viagem, passando por três países estrangeiros, para atingi-la, a partir da então capital Rio de Janeiro, por via fluvial. Nas primeiras décadas do período republicano a violência foi usada em disputas políticas e econômicas, com conflitos armados pelo governo estadual, conflitos em geral entre coronéis por poder e terras, saques a cidades, como Paranaíba, execuções de opositores, como o Massacre da Baía do Garcez, em 1901, e tentativas de conseguir autonomia para o sul, que já naquela época tinha sentimento separatista. Houve também um projeto de separar o Mato Grosso do Brasil em 1892.

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Geografia

O estado de Mato Grosso conta com uma superfície atual de 903 207,050 km², sendo atualmente a terceira mais extensa das unidades federativas do Brasil, menor que a área dos estados do Amazonas e do Pará. Faz parte da Região Centro-Oeste do Brasil, fazendo fronteira com os estados de Tocantins e Goiás ao leste e sudeste; Mato Grosso do Sul ao sul e sudoeste; Amazonas e Pará ao norte; além de Rondônia e fronteira com a Bolívia ao oeste e noroeste, respectivamente. Localizada no Centro Geodésico da América do Sul, sua capital Cuiabá está situada nas coordenadas 15°35’56”,80 de latitude sul e 056°06’05”,55 de longitude oeste, sendo sua localização referência a porção sul do continente americano. A maior parte de seu território está no fuso UTC-4 (com quatro horas a menos que o horário de Greenwich (GMT), e uma hora a menos em relação ao horário de Brasília). Devido a sua proximidade com o estado de Goiás, algumas cidades da região denominada Vale do Araguaia, utilizam o fuso UTC-3ː Barra do Garças, São Félix do Araguaia, Água Boa e outras.

Clima

No estado de Mato Grosso a predominância de dois tipos de clima. O clima tropical de savana (Aw, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), é predominante em grande parte do território da região norte do estado e ainda abrange municípios de Barra do Garças, Cuiabá, Acorizal, Nobres, Rosário Oeste, Alto Paraguai e outros, nessas regiões apresentam temperatura média anual mínima oscila nos meses de junho e julho e atinge seu pico em agosto e setembro, com variação de 25 °C a 30 °C. O clima tropical de monção (Am, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger) , com predominância na região norte do estado, apresentam temperaturas acima dos 24 °C.

Hidrografia

Mato Grosso é considerado um dos lugares com maior volume de água doce no mundo, sendo considerado a caixa-d'água do Brasil devido a quantidade de rios, aquíferos e nascentes, seu território é dividido em 3 bacias hidrográficas e 5 sub-bacias. A Bacia amazônica abrange toda a porção norte do estado, correspondendo por 2/3 do território estadual. A Bacia do paraguaí, um dos afluentes do Rio Paraná, nasce no município de Diamantino na Chapada dos Parecis e abrange a fronteira com o estado de Mato Grosso do Sul e países como Paraguai, Argentina e da Bolívia. Na fronteira com estado de Goiás e Tocantins, está inserida a Bacia do Araguaia, entre seu principal curso d'água é o Rio Araguaia. Entre suas sub-bacias sãoː Guaporé, Aripuanã, Juruena-Arinos, Teles Pires e Xingu.

Ecologia e meio ambiente

A vegetação do estado de Mato Grosso é constituída por três tipos de biomas são: Cerrado, Pantanal e a Floresta amazônica. O cerrado é o bioma predominante na região centro oeste, porém ocupa 38,29% do território estadual, situado até a depressões de Alto Paraguai e Guaporé, o sul e o sudeste do Planalto dos Parecis e ao sul do paralelo 13º com o limite do estado de Mato Grosso do Sul. Sua vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores esparsas, tendo em sua característica caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água mesmo durante a estação seca do inverno, nesse bioma é encontrado 1 500 espécies de animais, 161 das 524 espécies de mamíferos do mundo estão na região e apresenta 837 espécies de aves, 150 espécies de anfíbios e 120 espécies de répteis e sendo presente vertebrados (mamíferos, aves, peixes, repteis e anfíbios.) e invertebrados (insetos, moluscos, etc.).

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Demografia

Segundo o censo demográfico realizado pelo IBGE, em 2010, o estado de Mato Grosso possuía 3 035 122 habitantes, sendo o décimo nono estado mais populoso do Brasil e o segundo mais populoso da região centro-oeste (depois do estado de Goiás), representando 1,8% da população brasileira. De acordo com o censo, 1 549 536 habitantes eram homens e 1 485 586 habitantes eram mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 2 482 801 habitantes viviam na zona urbana e 552 321 na zona rural. Em relação ao ano de 1991, quando a população era de 2 027 231, nesse período 1 485 110 viviam na zona urbana e 542 121 na zona rural. Segundo o censo demográfico de 2000, o Mato Grosso é o décimo nono estado mais populoso do Brasil e concentra 1,47% da população brasileira. Do total da população do estado em 2000, 1 285 804 habitantes são homens e 1 216 456 habitantes são mulheres. Segundo o censo demográfico de 2022, a estimativa é de 3 658 649 habitantes e tendo uma densidade demográfica de 4,05 hab/km.

Urbanização

Em 2010 foram identificados 1 093 817 domicílios no estado, dos quais 918 559 deles eram ocupados e 170 826 não eram ocupados. Em relação ao tipo de material dos domicílios particulares permanentes, 614,683 domicílios eram feitos de alvenaria com revestimento, 116 477 feitos de alvenaria sem revestimento, 153 888 domicílios feitos de madeira aparelhada, 9 265 domicílios construídos em palha, 2 098 domicílios em taipa revestida e 2 984 domicílios construídos com outro tipo de material. A Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC), foi instituída pela lei complementar estadual nº 359 de 2009 e é composta além da capital Cuiabá pelos municípios de Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger e seu colar metropolitano pelos municípios de Barão de Melgaço, Jangada, Nobres, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé e Rosário Oeste, em 2016 foi incluído os municípios de Acorizal e Chapada dos Guimarães a região metropolitana. Atualmente é a sua única região metropolitana, a terceira mais populosa da região Centro-Oeste e a vigésima quarta mais populosa do Brasil, com uma população estimada em aproximadamente 833 766 habitantes em 2010, quase metade da população estadual. Além da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, as aglomerações populacional com maior densidade populacional de Mato Grosso são: Rondonópolis (5,66 hab./km²), Cáceres (3,01 hab./km²), Sinop (2,65 hab./km²) e Barra do Garças (1,68 hab./km²).

Composição étnica e fluxos migratórios

Segundo dados do Censo demográfico de 2022, promovido pelo IBGE, a população do estado divide-se da seguinte forma, na questão étnica: pardos (56%), brancos (32,30%), pretos (9,86%), indígenas (1,55%) e amarelos (0,30%). O município de Campinápolis, é o município com maior população indígena no estado. Em 2010, o percentual de população indígena do município foi de 56,52%. Além deste, Rosário Oeste registra o maior percentual de população parda no estado, com 69,70% autodeclarados pardos no censo de 2010. A capital Cuiabá é o município no estado com maior população amarela, 14,99% do total de sua população. O início do fluxo migratório no estado ocorreu no século XVIII, quando bandeirante paulista Pascoal Moreira Cabral, em uma expedição para captura de índios coxiponés, descobriu jazidas de ouro em Cuiabá dando início a seu ciclo na região. Na primeira metade do século XIX, houve a chegada de seringueiros, pecuaristas e exploradores de erva-mate na região. Nas décadas de 60 e 70 o estado apresentou um significativo aumento de sua população, com a migração de agricultores da região sul, incentivados pela expansão e manutenção de áreas de fronteiras agrícolas. Nos últimos anos, o estado tem uma crescente imigração de venezuelanos e haitianos .

Religião

No último censo, 63,43% da população mato-grossense declararam-se católicos apostólicos romanos, 24,55% evangélicos, 1,25% espíritas e 0,56% testemunhas de Jeová. Outros 7,72% não tinham religião (incluindo 0,26% de ateus e 0,03% agnósticos), 0,33% possuíam religião indeterminada ou até múltiplo pertencimento, 0,13% não souberam e 0,04% não declararam (0,04%). Os 3,35% restantes seguiam outras denominações, cada uma delas com menos de 0,05%. Na Igreja Católica, o estado de Mato Grosso pertence à Regional Oeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e seu território abrange 1 província eclesiástica, formada pela Arquidiocese de Cuiabá, criada em 1745 é também formada por 6 dioceses: Cáceres, Diamantino, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis e Guiratinga, Juína e Primavera do Leste e Paranatinga, além da Prelazia de São Félix está localizada na Província Eclesiástica de Cuiabá, pertence a Regional Norte II. O estado possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja O Brasil para Cristo, Igreja Evangélica Quadrangular, Universal, Igreja Casa da Bênção, Deus é Amor, Maranata, Nova Vida outras denominações 3,55̤% e evangélicos não-determinadas 3,43%. Além dessas, grande parte declara-se seguidores de outras religiões, tais como os Santos dos Últimos Dias ou mórmons; as Testemunhas de Jeová; os Espiritualistas; umbanda; candomblé; os esotéricos; e os messiânica. No estado há uma mesquita, localizada em Cuiabá, suas obras foram iniciada em 1976 e foi inaugurada em 1978 pela sociedade muçulmana, sendo atualmente uma atração turística da cidade.

Segurança pública e criminalidade

Mato Grosso, assim como os demais estados do Brasil, conta com dois tipos de corporações policiais para realizar a segurança pública em seu território, a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT), criada em 1720, atualmente conta com o efetivo de 6, 840 mil militares, e a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, que exerce a função de polícia judiciária e é subordinada ao governo do estado. O número de homicídios em Mato Grosso caiu de 36,3 para 31,8 por 100 mil habitantes no período entre 1998 e 2008. O estado, que ocupava o 5º lugar entre os estados mais violentos do país em 1998, passou a ocupar a 7ª posição em 2008, apresentando uma queda acima de 12,2% no número de assassinatos durante o período pesquisado. Segundo o "Atlas da Violência", a taxa de homicídios entre jovens era a oitava menor do Brasil, com 44 assassinatos a cada grupo de 100 mil habitantes, havendo uma redução de 11% no período de dez anos (2004 a 2021).

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Governo e política

Sendo um estado da Federação, Mato Grosso é governado por três poderes, independentes e harmônicos entre si: o executivo, representado pelo governador; o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e outros tribunais e juízes. Por vezes, o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição mato-grossense foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. São símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino. O poder executivo está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. Vila Bela da Santíssima Trindade foi a capital mato-grossense entre 1752 à 1835, às dificuldades de povoamento, ausências de rotas comerciais, doenças e o estabelecimento de um importante centro comercial, foram os fatores que motivaram a mudança da capital de Vila Bela para Cuiabá. Nesta mesma ocasião, o brigadeiro Jerônimo Joaquim Nunes e o capitão-general Francisco de Paula Magessi adquiriram em 1819 no centro de Cuiabá o Palácio Alencastro, para abrigar a sede do governo mato-grossense em Cuiabá, que desde 1975 funciona no Palácio Paiaguás, localizado no Centro Político e Administrativo. Desde 1 de janeiro de 2019, o governador do estado é Otaviano Pivetta, do Republicanos, assumindo após Mauro Mendes renunciar para viabilizar sua candidatura ao Senado. O poder legislativo mato-grossense é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que funciona no Edifício Dante de Oliveira e é constituída por 24 deputados, que são eleitos a cada quatro anos. No Congresso Nacional, a representação do estado é de três senadores e 8 deputados federais. No poder judiciário, a mais alta instância é o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), constituído por desembargadores. Mato Grosso concentra dois milhões e quatrocentos mil eleitores aptos a votar, distribuídos em cinquenta e sete zonas eleitorais, sendo o decimo oitavo maior colégio eleitoral do país.

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Subdivisões

O Mato Grosso é composto por 142 municípios, que estão distribuídos em 18 regiões geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em cinco regiões geográficas intermediárias segundo a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. As regiões geográficas intermediárias foram apresentadas em 2017, com a atualização da divisão regional do Brasil, e correspondem a uma revisão das antigas mesorregiões, que estavam em vigor desde a divisão de 1989. As regiões geográficas imediatas, por sua vez, substituíram as microrregiões. Na divisão vigente até 2017, os municípios do estado estavam distribuídos em 22 microrregiões e cinco mesorregiões, segundo o IBGE.

Divisões regionais

No início do século XX o estado de Mato Grosso teve importantes mudanças, sobretudo na redução de seu território, em 1932 foi criado a liga sul mato-grossense como defesa da autonomia da então porção sul de seu território, entre os anos de 1934 e 1946 foram encaminhados aos governos Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra abaixo-assinados para criação do novo estado. Em 1943 o governo federal cria o Território Federal do Guaporé que em 1956 passou a denominar Rondônia (em homenagem a Marechal Rondon (1865-1958)), com áreas desmembradas de Mato Grosso e do estado do Amazonas. Por decreto de lei nº 5 812 de 13 de setembro de 1943, foi criado o Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, formado pelos municípios de Porto Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju o território foi extinto em 1946, com a vigência da nova constituição e sua incorporação ao Mato Grosso, a porção sul do estado teve sua autonomia com a promulgação da Lei Complementar nº 31 de 11 de Outubro de 1977 pelo presidente Ernesto Geisel com a criação do estado de Mato Grosso do Sul.

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Economia

O produto interno bruto (PIB) de Mato Grosso é o 10.º maior do país, destacando-se na agropecuária. De acordo com dados relativos a 2022, o PIB mato-grossense era de 255,53 bilhões de reais (representando 2,5% da economia nacional), enquanto o PIB per capita era de 69 839 reais, tendo a quarta maior do país depois do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, tendo 8 municípios com os maiores PIBs per capita da Região Centro-Oeste em 2006 com destaque para Alto Taquari, Campos de Júlio e Sapezal. O estado possui uma economia diversificada. Na agricultura tem como destaque a produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino; Na indústria a alimentícia e biocombustíveis; os setores de serviços como varejo e a administração pública domina o setor terciário. Além disso, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados com dados do Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a empresa de consultoria Tendências e a Economist Intelligence Group, o estado ocupava a 10ª posição entre os estados em evolução de infraestrutura de transportes no país.

Setor primário

O setor primário é o maior e mais relevante da economia mato-grossense a nivel nacional ano de 2022, a agropecuária respondia por 21% do valor adicionado bruto do setor no Brasil, apesar de entraves internacionais a produtos do país, a riqueza produzida pelo estado foi maior que todos os estados da região sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e superior aos estados da região sudeste como São Paulo e Minas Gerais no periodo. Em 2012, a agropecuária representava somente 25,5% do valor total adicionado à de todo o estado. Entre os mais importantes produtos da agricultura mato-grossense destaca a soja, milho e o algodão. O cultivo da soja surgiu nos anos 80, em cidades da região norte e leste do estado. O estado é o maior produtor de algodão herbáceo no país, com bastante presença nos municípios de Campo Verde e Primavera do Leste. A produção do milho no estado surgiu nos anos 70, com início da exploração agrícola no estado, tendo seu cultivo incentivado com a produção animal, porém com o surgimento das agroindústrias nos anos 80 e 90 aumentou sua demanda. Entre os maiores produtores, estão os municípios de Sorriso, Nova Ubiratã e Nova Mutum, que são também os municípios em quantidade produzida da oleaginosa no país.

Setor secundário

Mato Grosso tinha em 2018 um PIB industrial de 32,2 bilhões de reais, equivalente a 1,6% da indústria nacional e empregando 183 373 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Alimentos (27,4%), Construção (23,8%), Serviços Industriais de Utilidade Pública (20,1%), Derivados de petróleo e biocombustíveis (7,7%), Químicos (5,2%), Bebidas (3,5%). Estes 6 setores concentram 87,7% da indústria do estado. Outros setores relevantes são o madeireiro (2,2%), Metalúrgico (2,5%), minerais não-metálicos (1,8%), Extração de minerais metálicos (1,2%). Em 2023 a indústria mato-grossense esteve na quinta posição em crescimento no pais, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística analisados pelo Observatório da Industria da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, o estado apresentou um crescimento de 5,2% no ano de 2023, impulsionados pelo setores de biocombustíveis e o de alimentos, no cenário nacional o crescimento do estado é menor que dos estados do Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Goiás e Pará.

Setor terciário

O setor terciário é o maior e mais relevante da economia mato-grossense: em 2020, a participação dos serviços representava 53,8% do valor total adicionado à de todo o estado. Segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE em 2020, existiam no estado 26 438 empresas, Em 2020, trabalharam para todas essas empresas, 198 919 trabalhadores, que totalizavam ao todo uma receita bruta de 45 328 912 mil reais, juntos com salários e outras remunerações que somavam um total de 5 198 131. Em Mato Grosso, existiam, em 2021, 279 agências (instituições financeiras), que renderam R$ 6 709 915 565 700 mil em operações a crédito, 951 277 265 900 mil em poupança, 1 812 534 403 000 mil a prazo e 3 221 146 800 mil reais em obrigações por recebimento.

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Infraestrutura

Saúde

Conforme dados de 2009, existiam, no estado, 2 001 estabelecimentos hospitalares, com 6 000 leitos. Destes estabelecimentos hospitalares, 1 356 eram públicos, sendo 1 256 de caráter municipais, 13 de caráter estadual e 91 de caráter federal. 645 estabelecimentos eram privados, sendo 613 com fins lucrativos e 32 sem fins lucrativos. 163 unidades de saúde eram especializadas, com internação total, e 1 453 unidades eram providas de atendimento ambulatorial. No mesmo ano, verificou-se que o estado tinha um total de 505,8 leitos hospitalares por habitante e em 2005, registrou-se 9,1 médicos para cada grupo de 10 mil habitantes. A mortalidade infantil é de 19,2 a cada mil nascimentos, de acordo com dados de 2009. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE no ano de 2019 constatou que 68,2% da população do estado avalia sua saúde como boa ou muito boa; 73,8% da população realiza consulta médica periodicamente; 49,3% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 7,7% da população esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. Ainda conforme dados da pesquisa, 43,6% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 17,5% possuíam plano de saúde. Nesse mesmo período 73% dos domicílios particulares no estado foram cadastrados no programa Unidade de Saúde da Família.

Educação

Em 2023, foram registradas matrículas de 840 269 discentes, nas 4 273 escolas de ensino fundamental do estado, das quais 259 602 eram municipais, 177 927 estaduais, 60 515 particulares e 521 federais. Quanto ao corpo docente era o mesmo formado de 82 217 professores, sendo que 11 923 eram particulares. Em 2023, ministrava-se o ensino médio, em 687 estabelecimentos, com 137 021 discentes matriculados e 11 685 docentes. Dos 137 021 alunos, 8032 estavam na escola pública federal, 114 636 na estadual, e 13 353 na particular. Em 2022, o total de alunos do ensino médio passou a 183 563 (queda de 11,9% em relação a 2021). Destes, 7 851 mil (4,27%) estavam na rede pública federal, 132 970 (72,4%) na estadual e 13 724 (7,47%) na particular. Em 2008 o estado implementou a Política Pública de Educação Inclusiva, no de 2021 a Rede Pública de Mato Grosso atenderam 9 mil alunos portadores de necessidades especiais. Em 2024 o Governo do Estado promulgou a lei estadual nº 12 388 implantando o Programa Escolas Estaduais Cívico-Militares, sendo de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, o ingresso de alunos segue o modelo matricula web, sem processo seletivo ou cadastro de reserva para filhos de militares, sua manutenção é feita por profissionais civis e militares em regime de colaboração, tendo sua atuação em atividades cívicos-militares, atualmente são 26 escolas e 17 mil alunos matriculados em 2023.

Transportes

Mato Grosso tinha, em 2020, 141 171 km de estradas municipais; 7 281 km de estradas estaduais e 3 649 km de estradas de estradas federais, sendo 22 399 km de estradas não pavimentadas e 81 km de rodovias duplicadas na malha estadual e na malha rodoviária federal possui 330 km de rodovias duplicadas As principais rodovias de Mato Grosso foram construídas a partir da década de 1970, através do Programa de Integração Nacional As principais rodovias federais que cortam o estado são: BR-163/BR-364, liga Cuiabá à Rondonópolis parte do sul do estado e seguindo até a divisa com o estado de Mato Grosso do Sul e também ligando Cuiabá a Santarém (sendo 850,9 km entre Itiquira a Sinop sob concessão da Nova Rota do Oeste e 1009,5 km entre os municípios de Sinop ao município de Itaituba no Pará sob concessão da Via Brasil); BR-364, a partir de Goiás, liga Cuiabá à Rio Branco no Acre passando por Porto Velho em Rondônia; BR-070, que liga Cuiabá a Brasília e BR-158, a partir de Barra do Garças, segue em direção ao Pará. A frota estadual em 2022 era de 2 568 240 veículos, sendo 869 703 automóveis, 90 276 caminhões, 49 611 caminhões-trator, 293 264 caminhonetes, 60 740 caminhonetas, 4 580 micro-ônibus, 712 542 motocicletas, 285 681 motonetas, 15 177 ônibus, 27 653 utilitários, 173 tratores de rodas e outros 446 classificados como outros tipos de veículos.

Serviços e comunicações

O estado conta com outros serviços básicos. Criada em 1966 a Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso também referida pela sigla Sanemat, foi a primeira concessionária responsável pelo setor de saneamento básico no estado, extinta no ano 2000, atualmente o serviço de saneamento no estado é de responsabilidade dos municípios. Em 2005, 66,5% da população mato-grossense tinha acesso à rede de água, enquanto 44% tinham acesso à rede de esgoto sanitário. Em relação à energia elétrica em 1958 a empresa responsável pelo serviço no estado era a Centrais Elétricas Matogrossenses depois privatizada em 1997 para o Grupo Rede, atualmente a concessão do serviço é de responsabilidade da Energisa Mato Grosso pertencente ao Grupo Energisa, que hoje atende os 142 municípios no estado. Mato Grosso concentra 11 usinas hidrelétricas e 84 centrais hidrelétricas, que correspondem a 93,32% da energia elétrica produzida no estado, entre suas principais hidrelétricas estãoː Usina Hidrelétrica de Colíder, Complexo Teles Pires, Usina Hidrelétrica de Manso, Usina Hidrelétrica de São Manoel, Usina Hidrelétrica de Sinop, Usina Hidrelétrica Teles Pires, Usina Hidrelétrica Dardanelos, Usina Hidroelétrica Canoa Quebrada. Em 2011 Mato Grosso concentrava o segundo maior número de pequenas centrais hidrelétricas no pais, com 49 PCHs e produzindo 632,326 mil quilowatts no período, o estado é destaque na produção de energia renovável, sendo o sexto no país em geração de energia solar no pais, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica em 2023 o estado produziu 1 259 448 quilowatts no período. Devido a sua alta produção agrícola, Mato Grosso é destaque na produção por biomassa, sua produção ainda é para uso industrial, tendo como principal matéria-prima cavaco de madeira, eucalipto, palha de arroz, capim e bagaço de cana.

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Cultura

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), é o órgão vinculado ao Governo do Estado de Mato Grosso responsável por administrar a política estadual de cultura e de desporto do estado e salvaguardar, desenvolver e difundir as manifestações culturais da sociedade mato-grossense em todas as suas expressões e diversidade regional, a memória e o patrimônio cultural, histórico e artístico. Criada em 2019, durante o governo de Mauro Mendes, seu regimento interno foi instituído em 2024. A SECEL também administra de forma direta importantes equipamentos culturais, como a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, Museu Histórico de Mato Grosso, Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, Museu de História Natural de Mato Grosso e o Museu Residência dos Governadores. Em Mato Grosso, existe apenas um feriado estadual: o dia 20 de novembro, em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares por ocasião do aniversário de sua execução em 20 de novembro de 1695, foi decretado feriado estadual pela promulgação da lei estadual nº 1 587 de 7 de dezembro de 2002.

Teatro e museus

O teatro em Mato Grosso teve seu início em 1727, onde foram documentados a época 80 reapresentações teatrais, sua primeira representação teatral data de 1763 por ocasião do nascimento de D. José I, com a chegada à Cuiabá de Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres em 1772, com a sua posse como capitão-general em Vila Bela outras peças foram levadas. Atualmente entre seus principais grupos teatrais destacam o Grupo Téspis, Cia. Teatro em Cena, Cia D´Artes, Confraria dos Atores em Cuiabá; Grupo Contracena em Sinop; Metamorfoses em Tangará da Serra; Grupo Acto em Brasnorte; Grupo Ogan em Campo Novo do Parecis dentre outros. O primeiro teatro construído em Mato Grosso foi o Teatro São João, localizado na Rua Bella Vista em Cuiabá, no ano de 1889 o prédio foi vendido a Sociedade Dramática Amor à Arte. Entre seus principais espaços teatrais destaca o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, inaugurado em 2014, está localizado no Centro Político e Administrativo, conta com uma plateia com 774 lugares, sendo o maior teatro do estado e um dos maiores do pais, atualmente pertence a Assembleia Legislativa de Mato Grosso; o Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso; e o Cine Teatro Cuiabá, localizado no centro de Cuiabá. A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer realiza desde 2016 o Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, onde reúne os festivais de teatro realizados dentro do estado, em sua primeira edição foram realizadas apenas com 4 festivais, entre os eventos que compõe o circuito são o Festival Zé Bolo Flô de Teatro de Rua em Cuiabá, Festival de Teatro Velha Joana em Primavera do Leste, Festival de Teatro de Campo Novo do Parecis (Femute) em Campo Novo do Parecis e o Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, em Alta Floresta.

Música, cinema e literatura

A música em Mato Grosso deve sua origem ao período da Guerra do Paraguai (1864–1870), com o surgimento do rasqueado, a partir da interação dos remanescentes do conflito em sua maioria paraguaios aos nativos do estado, onde houve a junção dos gêneros guarânia e polca paraguaia do Paraguai e do Chamamé da Argentina e o Siriri, atualmente o ritmo musical símbolo do estado, tendo algumas variações no estado vizinho de Mato Grosso do Sul. No início dos anos 90, ocorreu o surgimento do Lambadão em Poconé na Região Metropolitana de Cuiabá, o ritmo é uma junção da carimbó e da cúmbia colombiana, foi inicialmente disseminado por bandas locais e músicos com destaque a Chico Gil. Em 1979 o estado foi mencionado na música 60 dias apaixonado composta pelo compositor Darci Rossi sob encomenda a Constantino Mendes, a música retrata a cidade de Aparecida do Taboado, então pertencente a sua porção sul (hoje Mato Grosso do Sul). Nesse período surgiu a dupla Matogrosso & Mathias, Nascido em Vista Alegre do Alto interior de São Paulo, João Batista Bernardo adotou o nome Mato Grosso pelo fato de ter morado desde os 18 anos na cidade de Cáceres, na fronteira com a Bolívia. Atualmente entre os artistas de sucesso nacional naturais no estado estão Maiara & Maraisa, Vanessa da Mata, Bruna Viola, Henrique & Diego, João Carreiro e outros.

Folclore, artesanato e culinária

Entre as principais manifestações culturais de Mato Grosso, tem influências variadas de origem africana, portuguesa, espanhola, indígenas e chiquitana. principalmente nas danças, festas e sua culinária. Dentre as tradições presentes no estado, destacam-se o Siriri, dançado apenas por homens, mulheres e crianças em roda ou fileiras formadas por pares que se movimentam ao som da viola de cocho, mocho e do ganzá; Cururu, dançado apenas por homens, um tocando viola de cocho e o outro o ganzá ou os dois tocando viola; Dança dos Mascarados, originária da cidade de Poconé é uma dança folclórica realizada desde o século XVIII em homenagens ao Senhor Divino, São Benedito e outros santos de festas religiosas; Dança do Gongo e Chorado originaria da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, com vestimentas colorida e entoando cantos africanos o Chorado é uma dança apresentada apenas por mulheres, onde equilibra uma garrafa de canjijin na cabeça, enquanto o Congo é encenação com reis e embaixadores que travam uma luta pelo poder; Cavalhada, é uma representação da Guerra de Troia sendo confundida com as cruzadas.

Patrimônio histórico e cultural

O primeiro bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Mato Grosso foi a Igreja de Santana do Sacramento localizada no município de Chapada dos Guimarães em 1957 e no ano de 1988 foram tombadas as Ruínas da Igreja Matriz e o Palácio dos Capitães Generais em Vila Bela da Santíssima Trindade, na capital do estado Cuiabá são bens tombados pelo IPHAN o Centro Geodésico da América do Sul, localizado no Campo d'Ourique e o Centro Histórico de Cuiabá e seu conjunto arquitetônico e ruas antigas como as ruas de baixo, do meio e de cima (atuais ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino respectivamente.) e em Cáceres destaca a Fazenda Descalvados, composta de capelas, casa grande e alojamento de operários e galpões, atualmente serve para o turismo e o Marco do Jauru, importante marco para definição de fronteira no Brasil.Criada em 1975 a Fundação Cultural de Mato Grosso tem por finalidade preservar o patrimônio cultural mato-grossense e de estimular, por todas as formas, as manifestações da cultura regional, atualmente existem 107 bens tombados, sendo 102 materiais e 5 imateriais em 33 municípios e 2 distritos no estado.

Eventos e Festividades

Entre os principais eventos realizado em Mato Grosso estão as exposições agropecuária, industrial e comercial, com destaque a Exposul em Rondonópolis, Exporriso em Sorriso, Expolucas em Lucas do Rio Verde, Expomutum em Nova Mutum além da Expoagro em Cuiabá e entre os eventos relacionados ao agronegócio estão a Farm Show em Primavera do Leste, a Show Safra em Lucas do Rio Verde, Parecis Super Agro em Campo Novo do Parecis e a Oeste Show em Sinop. Em Chapada dos Guimarães é realizado anualmente o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, sendo um dos maiores eventos culturais do estado. Em Poxoréu é realizado anualmente o Encontro Nacional de Violeiros, o evento é um encontro de grandes musicos da viola caipira, sendo o maior do genero no pais. Em Cáceres é realizada o Festival Internacional de Pesca, sendo o maior evento de pesca embarcada em água doce do mundo, segundo o Guinness World Records.

Esportes

O futebol é o esporte mais popular dentro do estado de Mato Grosso, tendo como principais equipes Cuiabá, Mixto, Operário, União, Luverdense, Sinop e o Rondonópolis. A Federação Mato-Grossense de Futebol é a entidade responsável por organizar a competição mais tradicional do estado, o Campeonato Mato-grossense, tendo sua primeira edição realizada em 1943. Outra competição tradicional é a Copa FMF, disputada desde 2004 com nome Copa Governador, seu campeão escolhe disputar a campeonato brasileiro da série D ou a Copa do Brasil e seu segundo colocado com a opção preterida. Entre os maiores estádios de futebol do estado, destacam-se o Dutrinha na capital, Luthero Lopes em Rondonópolis, Gigante do Norte em Sinop, Geraldão em Cáceres, Passo das Emas em Lucas do Rio Verde e o Neco Falcão, além da Arena Pantanal, que substituiu o Estádio José Fragelli, foi uma das arenas da Copa do Mundo FIFA de 2014.

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