Carlos Siqueira
Carlos Roberto Siqueira de Barros é um advogado e político brasileiro que serviu como presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro. Em que pese tenha atingido uma alta função na militância pessebista, jamais ocupou cargo eletivo. Exerceu funções junto à Fundação João Mangabeira, que é o think tank do PSB, e militou na seção pernambucana da OAB.
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Ascensão à liderança do PSB
Siqueira foi secretário-geral do partido e atuou como coordenador da campanha presidenciável de Eduardo Campos (PE) em 2014, de quem era considerado o braço direito. Como Campos exercia o comando da sigla desde 2004, a presidência do PSB fica vaga após a sua morte em acidente aéreo durante o período de campanha. Naquele momento, Roberto Amaral assumiu interinamente enquanto Marina Silva (PSB-AC) tomava as rédeas da chapa. Logo que Silva passou a coordenar a campanha, Siqueira se afasta do comitê eleitoral pessebista em tom acusatório à presidenciável. O militante criticou a falta de comprometimento programático da candidata em relação às ideias do falecido Eduardo Campos e, ato contínuo, se revoltou contra uma suposta tendência centralizadora de Silva sobre o PSB: "Ela que vá mandar na Rede dela. Como ela está numa instituição como hospedeira, tem que respeitar a instituição. No PSB, mandamos nós".
Aproximação com o Partido dos Trabalhadores
No XIV Congresso Nacional do PSB, realizado preparativamente à Eleição de 2018, esperava-se encontrar uma contestação à presidência de Carlos Siqueira vinda do grupo de Márcio França (PSB-SP), mas este desistiu da sua candidatura o que permitiu a reeleição de Siqueira. Novamente, a linha promulgada por Siqueira era de buscar um afastamento do PSDB. Através de resolução, o partido decidia não aderir à coligação Para Unir o Brasil, capitaneada pelo Governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e, caso não lançasse candidato próprio, aglutinar-se-ia a uma candidatura do campo da esquerda. Mesmo que no tradicional bastião do PSB, Recife, tenha havido um segundo turno aquecido entre PT e PSB na disputa pela prefeitura em 2020, Siqueira desempenhou papel fundamental na filiação de quadros como Flávio Dino (PCdoB-MA), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ao PSB em preparativo a uma aliança com o Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2022. Não obstante, o pessebista recusou a formação de federação partidária entre as duas legendas, anunciando que tal projeto era 'assunto absolutamente encerrado'.


