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Crime organizado

Crime organizado ou organização criminosa são termos que caracterizam grupos transnacionais, nacionais ou locais altamente centralizados e geridos por criminosos, que pretendem se envolver em atividades ilegais, geralmente com o objetivo de lucro monetário. Algumas organizações criminosas, tais como organizações terroristas, são motivadas politicamente. Às vezes, essas organizações forçam as pessoas a estabelecer negócios com elas, como quando uma quadrilha extorque dinheiro de comerciantes por "proteção".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Sinonímia e equivalências

Imagem: TJRS Imagens · BY-ND · Openverse

Em cada país as facções do crime organizado costuma receber um nome próprio. Assim costuma-se chamar de Máfia (aportuguesamento do italiano maffia) ao crime organizado italiano e ítalo-americano; Tríade ao chinês; Yakuza ao japonês; Cartel ao colombiano e mexicano e Bratva ao russo e ucraniano. A versão brasileira mais próxima disso são os Comandos e/ou Falanges, facções criminosas sustentadas pelo tráfico de drogas, sequestros e comércio de automóveis roubados seja através de esquema de exportação/importação ou comércio de sua peças em lojas de sucata socialmente reconhecidas e valorizadas. Juridicamente falamos do crime de formação de quadrilha seja qual for a atividade à qual o crime organizado se dedique. Uma importante observação, baseada em pesquisas empíricas realizadas na Europa (Ruggiero, 2008) é que os mercados de ilícitos, que sustentam tais atividades criminosas, são relativamente intercambiáveis e praticados por distintos grupos como normas éticas próprias. Por exemplo, algumas prostitutas vendem drogas mas não se permitem práticas que consideram antinaturais, vendedores de roupas de marca falsificas comercializam filmes pornográficos excluindo pedofilia, ou não, vendedores de armas não incluem bebidas e cigarros contrabandeados no seu comércio, etc. Segundo esse autor em várias cidades europeias as atividades criminais, inclusive, mesclam-se com a atividade econômica regular.

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Teorias em conflito

Imagem: STJNoticias · BY · Openverse

Muitas organizações surgem de oportunidades geradas pelas sociedades em termos de poder e lucro. Sua constituição inicial pode derivar de qualquer membro da sociedade. Pode se estruturar hierarquicamente e se associar com vários setores como nos meios políticos, forças armadas, comunicação, financeiro etc. Podem também exercer influências em fenômenos como guerras, fome, "dívidas" e eleições públicas. O modelo que essa organização assume tem sido objeto da psicologia social desde as origens da criminologia enquanto ciência do final do séc. XIX, tais modelos explicativos somente dão conta do processo de aliciamento e de alguns aspectos de sua lógica paramilitar contudo somente uma abordagem socioeconômica pode elucidar suas raízes e alvo de combate: o lucro fácil e sem escrúpulos. A teoria econômica do crime proposta a partir dos estudos de Gary Becker prêmio Nobel de Economia (1992) por seus estudos sobre análise econômica do comportamento nos permite supor que os indivíduos optam pelo delito caso em que o retorno esperado seja maior que o custo associado à escolha onde a associação criminosa diminui os riscos desse custo e/ou os custos desse risco favorecido pela impunidade e esta por sua vez determinada pela corrupção política.

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Aspectos metodológicos

Imagem: Agência Senado · BY-SA · Openverse

Outra discussão parte de Petta, a respeito das metodologias de pesquisas e sobre as estruturas do Crime Organizado. De acordo com ele, a obsessão de acadêmicos em mapear estruturas hierárquicas de facções criminosas é algo desnecessário e que inevitavelmente será antiquado. Em virtude do fato de que as diferentes organizações irão mudar suas estruturas de acordo com o espaço e tempo em resposta da repressão emitida pelo Estado. Ou seja, conforme a repressão diminui e a tolerância a estas organizações aumenta a sua estrutura será mais verticalizada e centralizada, ao passo que conforme a situação venha a mudar com a repressão aumentando e a tolerância diminui estas organizações irão gradualmente ser mais "planas" e menos centralizadas. Não havendo portanto uma estrutura rígida e permanente, mesmo em organizações consideradas antigas como as tríades chinesas, por exemplo. Que irão se adaptar ao meio ambiente inseridas.

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Exploração de imigração clandestina

Imagem: Senado Federal · BY-SA · Openverse

Uma das mais cruéis faces das organizações clandestinas é a que explora das demandadas de migração de populações humanas para outros países em busca de melhores condições de vida. Emprego, condições de trabalho, acesso à serviços de saúde e outros benefícios da assistência governamental, prostituição são as principais motivações de êxodo que se somam às condições geradas por guerras e condições adversas da natureza (secas, terremotos, etc.). Diante das barreiras controladoras de imigrantes das fronteiras surgem organizações clandestinas que prometem e nem sempre cumprem o acordo seja da entrada ilegal ou da condição de vida prometida. Um dos países atuais que mais sofrem com este tipo de Imigração é os Estados Unidos da América onde imigrantes mexicanos ou da América do Sul se arriscam na travessia longo e perigoso deserto do Texas guiados por integrantes de tais organizações que também fornecem passaportes falsos e primeiros contatos no EUA.

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Análise acadêmica

Imagem: STJNoticias · BY · Openverse

Psicologia criminal

A psicologia criminal é definida como o estudo das intenções, comportamentos e ações de um criminoso ou de alguém que se permite participar de um comportamento criminoso. O objetivo é entender o que se passa na cabeça do criminoso e explicar por que ele está fazendo o que está fazendo. Isso varia dependendo se a pessoa está enfrentando a punição pelo que fez, se está vagando livremente ou se está se punindo. Psicólogos criminais são chamados ao tribunal para explicar o interior da mente do criminoso. Esta teoria trata todos os indivíduos como operadores racionais, cometendo atos criminosos após consideração de todos os riscos associados (detecção e punição) em comparação com as recompensas dos crimes (pessoais, financeiros, etc.). Pouca ênfase é colocada no estado emocional dos infratores. O papel das organizações criminosas na redução das percepções de risco e no aumento da probabilidade de benefício pessoal é priorizado por esta abordagem, sendo a estrutura, o propósito e a actividade da organização indicativos das escolhas racionais feitas pelos criminosos e pelos seus organizadores.

Criminologia crítica e sociologia

A teoria da desorganização social deve ser aplicada ao crime de rua em nível de bairro, portanto, o contexto da atividade de gangues, associações ou redes criminosas vagamente formadas, impactos socioeconômicos demográficos, acesso legítimo a recursos públicos, emprego ou educação e mobilidade conferem-lhe relevância ao crime organizado. Onde as classes altas e baixas vivem próximas, isso pode resultar em sentimentos de raiva, hostilidade, injustiça social e frustração. Os criminosos vivem na pobreza; e testemunham a riqueza da qual estão privados e que é virtualmente impossível para eles alcançarem através de meios convencionais. O conceito de vizinhança é central para esta teoria, pois define a aprendizagem social, o local de controle, as influências culturais e o acesso às oportunidades sociais experimentadas pelos criminosos e pelos grupos que eles formam. O medo ou a falta de confiança na autoridade dominante também pode ser um fator chave para a desorganização social; os grupos do crime organizado reproduzem esses números e garantem assim o controlo sobre a contracultura. Esta teoria tende a ver o comportamento violento ou antissocial das gangues como um reflexo de sua desorganização social, e não como um produto ou ferramenta de sua organização.

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